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domingo, 1 de maio de 2011

Notícias espaciais

Congressistas americanos propõem retorno à Lua até 2022



Um grupo de congressistas que reivindica a liderança dos Estados Unidos no espaço apresentou projeto de lei para que o homem volte à Lua até 2022. O objetivo da missão seria promover a prospecção, o comércio e a ciência e desenvolver ali uma presença humana.

O congressista republicano Bill Posey submeteu à tramitação parlamentar o projeto de lei H.R. 1641, "Reafirmando a liderança americana no espaço", que está disponível para consulta pública no site do Congresso.

Os legisladores consideram esta proposta como uma maneira de promover o comércio e a ciência, bem como um trampolim para a prospecção de Marte e outros planetas.

Os copatrocinadores do projeto de lei foram os congressistas republicanos Rob Bishop, Pete Olson e Frank Wolf (presidente da subcomissão de verbas de Comércio, Justiça e Ciência) e a democrata Sheila Jackson-Lee. Todos eles representam estados com interesses econômicos na indústria espacial.

O presidente americano, Barack Obama, decidiu acabar em 2009 com o programa Constellation, o plano da Nasa de voltar à Lua, depois que a comissão independente Augustine advertiu que seriam necessários gastos extras de US$ 55 bilhões.

O programa Constellation foi anunciado em 2004 pelo então presidente George W. Bush, cujo objetivo era iniciar os preparativos para o retorno da Lua em 2020, quando o satélite natural da Terra deveria, segundo os planos iniciais, ser utilizada como plataforma para missões a Marte.

No entanto, os planos de Bush para sua visão do que deveria ser a prospecção espacial das próximas décadas não estabeleceram um orçamento definido, segundo a comissão Augustine.

Folha

Turismo "popular" garante ida de gente comum ao espaço em 2012

Dez anos após a primeira ida de um turista ao espaço, a atividade parece que finalmente vai decolar. Se a previsão de analistas, inclusive da Nasa, for confirmada, o Cosmos será invadido por turistas no fim do ano que vem.

Mesmo sem data confirmada, os pacotes para viagens espaciais já são amplamente divulgados. Nos EUA, eles estão disponíveis até em um site de compras coletivas.

Em meio a pacotes com destinos tradicionais, como Caribe e Nova York, está a oferta espacial: por US$ 85 mil (desconto de US$ 15 mil) dá para garantir a passagem na nave Lynx, da XCOR.

Os projetos envolvem vôos curtos com o "gostinho" do espaço: flutuação e visão da circunferência da Terra.




O filão também interessou empresários como o dono do grupo Virgin, o britânico sir Richard Branson. Batizado de Virgin Galactic, o braço espacial do conglomerado pretende levar passageiros para um passeio suborbital de cerca de seis minutos.

Embora tudo ainda esteja em fase de testes, mais de 400 pessoas toparam deixar depósitos de até US$ 20 mil (R$ 31,4 mil) para garantir o direito à viagem.

A passagem para o voo, que ao todo deve durar cerca de duas horas, custará, a princípio, US$ 200 mil.

PECHINCHA

Pode parecer caro, mas é uma pechincha perto do que os turistas espaciais têm pagado até agora: de US$ 20 milhões a US$ 35 milhões.

O preço proibitivo, o treinamento necessário e a competição por assentos na nave russa Soyuz (a única que oferece o "serviço") fizeram desse um clubinho restrito.

Desde abril de 2001,quando o californiano Dennis Tito foi o primeiro turista espacial, até agora, apenas sete pessoas viajaram assim.

Esses primeiros voos, no entanto, foram bem mais complexos e longos do que os pretendidos pela Virgin e outras empresas,que devem chegar só à "beiradinha" do espaço (altitude de 100 km).

Embora já se possa experimentar a escuridão e um ambiente de microgravidade, a experiência deve ser bem diferente da vista nas imagens de astronautas.

Além do público em geral, os cientistas também estão comemorando a popularização do espaço. Para ter uma pesquisa testada fora da Terra, normalmente é preciso enfrentar uma longa fila, além de ter de demonstrar seguidamente a importância do experimento.

Com as viagens comerciais será possível fazer os testes com mais facilidade.

Estudos já projetam que pelo menos um terço da renda das companhias espaciais virá de projetos científicos.

A Nasa também aposta na ideia para levar seus astronautas até a ISS (Estação Espacial Internacional) depois da aposentadoria de sua frota de ônibus espaciais, prevista para este ano.

No mês passado, a agência liberou US$ 270 milhões para quatro empresas privadas darem continuidade a seus projetos no espaço.

O administrador da agência, Charles Bolden, afirmou que é "crítico e urgente que empresas americanas assumam esse transporte". Enquanto isso não ocorre, os EUA precisam pagar pela "carona" na Soyuz russa.

Folha

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