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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Journey "1990's Theme" Tron Music Video

Journey-Separate Ways (Worlds Apart)

Lula sai da presidência para entrar na história




Lula é filho do Brasil, bem como filho de um contexto bipolar, donde um lado tinhamos duas visões antagônicas da realidade política brasileira: um Estado opressor, centralizado política e economicamente com seus sequazes, e do outro a luta incisiva contra tal Leviatã mediante a resistência pela democratização e por melhores condições de vida. Ele é representado por esta última: sua batalha é política, ideológico-cultural e social. O primeiro desses embates representa a história que Lula traçou até chegar à presidência; o segundo representa sua visão da realidade, coerentemente adaptada às situações da época em que lutou e da época em que governa, mas que muito de sua luta passada conserva validade;a terceira, enquanto social, é a hegemônica popularidade de Lula no país, que, gradualmente, conquistara adeptos das mais diversas classes sociais e das complexas cadeias de idéias no âmbito intelectual brasileiro. Lula é, portanto, filho e pai: seu legado transmitir-se-á de presidente para nação como se transmite de pai para filho aquilo que se é.

Sua luta é uma viagem pelo Brasil, guiado pelos objetivos e pela interpretação do que vivenciara. Apreendemos, desde sua viagem a Santos, a precariedade sócio-econômica não só dos mais pobres em um governo militar incompetente, centralizador e opressor; mas até mesmo a baixeza física dos patrimônios públicos às mãos de um governo inimigo do bem-estar comum, individual ou coletivo. Se somarmos os óbices que Lula teve de enfrentar, desde a conviver com um pai agressivo, uma situação familiar não estável, mediante a situação em que o país vivia, temos de concluir, inevitavelmente, que Lula, como outros filhos do Brasil, é um herói. Abandonou sua terra, perdera a esposa, mas não a vontade de viver. Ademais, ao invés de desistir, lutou por melhores condições de sua vida e da dos trabalhadores. Mas como filho renegado que foi, tornou-se pai de uma geração sindicalista cônscia dos problemas econômicos do país. Malgrado o sucesso, o insucesso não demorou a atormentá-lo: o regime militar. Adiantando um pouco a história, Lula também superou as desumanidades das milícias sádicas que o capturaram: hoje é presidente de uma das nações mais importantes do mundo, com mais de 80% de popularidade.

Governou para os mais pobres, diminuiu a desigualdade no país, criou universidades federais e ampliou o poder de compra dos brasileiros. Não deixou de dialogar e negociar com os empresários, diminuindo à números nunca vistos as taxas de desemprego. Levou mais de 7 milhões de pessoas para a classe média, contribuiu para que a indústria automobilística batesse sucessivos recordes de produção etc. Poderíamos aqui enumerar muitas realizações do governo Lula.
Como legado, deixa um Brasil que acelerou nas pesquisas petrolíferas e descobriu o Pré-Sal, que trará riquezas que, se usadas de maneira responsável, darão um patamar de qualidade nunca visto no país.
Lula sai para entrar nas páginas na história, deixando o terreno preparado para que sua sucessora Dilma Rousseff, que assume amanhã, construa uma obra maior do que a sua. Possivelmente ela terá mais facilidade para aprovar as reformas que Lula quis e não conseguiu graças à sanha oposicionista de alguns partidos raivosos, como PSDB e DEM.
Somos todos gratos ao presidente Lula. A história jamais o esquecerá.

Jeff Bridges explica como rejuvenesceu 25 anos para novo 'Tron'.



Quando começaram a trabalhar em "Tron: o legado", continuação do filme cult da década de 80, os realizadores do longa tinham um enorme desafio pela frente: fazer o ator Jeff Briges, 61, voltar 25 anos no tempo.

Mas assim como no filme original, que entrou para a história como a primeira produção a usar computação gráfica no cinema, a Disney tinha como trunfo as tecnologias mais avançadas de filmagem do século XXI. E, graças a isso, o "jovem" Bridges que chega às telas do Brasil nesta sexta-feira (17) conseguiu convencer até a própria mulher do ator, Susan Bridges.
“Foi muito estranho. Clu, minha versão 25 anos mais novo, foi baseada em meus filmes antigos. Até minha mulher foi chamada para aprovar a versão final”, explica o ator, em entrevista ao G1 em Londres. “Para interpretar Clu nós trabalhávamos em um lugar chamado Volume. Havia centenas de pequenos sensores apontados para mim, além de pequenos pontos pretos na minha face. Eu utilizava um capacete com antenas que eram câmeras para dirigir a minha versão digital, um processo muito bizarro. Mas minha mulher gostou muito da minha versão jovem, acho que tive sorte”, brinca o ator, vencedor do Oscar e do Globo de Ouro de 2009 por "Coração louco".

Dirigido pelo novato Joseph Kosinski sob a supervisão do diretor original Steven Lisberger, "Tron: o legado" conta a história de Sam (vivido pelo ator Garrett Hedlund), filho do programador Kevin Flynn (Jeff Bridges), que é transportado para o mundo virtual e reencontra o pai, que nunca havia conhecido, preso em um universo de videogame por duas décadas.

O uso extensivo da tecnologia fez com que a sequência - cujo orçamento ultrapassa os US$ 200 milhões - fosse comparada muitas vezes a "Avatar", longa de James Cameron que elevou todos os patamares de efeitos visuais e do cinema em 3D.
Kosinski, no entanto, é cauteloso com as comparações. “Eu não acredito que o primeiro filme de um diretor possa ser comparado com o filme mais bem-sucedido de todos os tempos. Claro que algo da tecnologia criada por James Cameron em 'Avatar' nós usamos neste. O filme foi totalmente concebido em 3D e acredito que temos o máximo desta tecnologia que se pode conseguir no momento”, diz. "Mas acho que, apesar da tecnologia, o desafio é o mesmo de qualquer outro filme. O foco é sempre na história e nos personagens. A tecnologia interferia inevitavelmente, mas o meu trabalho era envolver os atores com o máximo de realidade possível”, conclui.
Apesar dos esforços do diretor, Bridges reconhece que, quando chegou ao set de "Tron: o legado" para começar as filmagens, encontrou "um mundo difernte".

"Ser digitalizado é algo fora do comum comparado à realidade de 28 anos atrás. Trabalhar com a tecnologia de 'captura de performance', em que não se usa câmeras, figurino e nem maquiagem, é certamente um desafio", explica. "Minha face está lá, mas muita vezes o corpo não é meu, é de outro ator, então tive que mostrar a ele o que eu faria. O mesmo acontece com minha cabeça - eu emprestei minhas expressões, mas aquela face não é exatamente a minha. É estranho, mas o mais legal de fazer filmes é a colaboração com outros artistas para criar a mágica."
"Mágica" esta que, na linguagem do cinema, também pode ser chamada de pós-produção. Segundo Kosinski, foram 62 semanas de trabalho em um processo que envolveu 200 profissionais em Los Angeles, além de colaboradores espalhados por todo o mundo. "Em produções grandes como esta eu não acho que as pessoas percebam o número de pessoas envolvidas e necessárias para realizar o produto final. O filme de duas horas é feito em três anos e meio, e este processo requer muita paciência. Porém vale o esforço ao ver o filme finalizado”, conta o diretor.

Descrevendo-se como um ator à moda antiga - "Gosto de câmeras no set; adoro vestir roupas para compôr o personagem -, Bridges mistura empolgação e receio ao refletir sobre os rumos que o cinema tem tomado.

“Os filmes estão indo em uma direção bizarra hoje em dia. Em um futuro próximo, eles vão pegar um pouco de Bridges, um pouco de De Niro e, em algum tempo, teremos um filme em que você toma uma pílula e se torna outra pessoa. Quem sabe? Eu topo os desafios”, aposta.
Entrevistado no mesmo dia em que o cineasta George Lucas, de "Star wars", anunciara a compra dos direitos de imagem de atores falecidos como Marilyn Monroe e James Dean para usá-los em futuras versões digitalizadas, o "dude" de "O grande Lebowski" se intriga com a possibilidade de que as novas tecnologias possam transformá-lo em um "imortal" nas telas de cinema.
"Eu não tinha pensado desta maneira, é uma ideia intrigante. Não sei como isso vai acontecer, mas é legal saber que eu ainda vou poder atuar, mesmo não estando mais aqui. Imortalidade...", ele para e pensa, " eu nunca tinha visto dessa maneira”.

* Colaboraram Diego Assis e Gustavo Miller, do G1

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Como ser um ateu birrento


Uma das coisas que mais me irrita nos ateus militantes desocupados é a mania de achar que ao fazerem coisas estúpidas, vai mudar a sociedade. De certo a inscrição "Deus seja louvado" viola o princípio da laicidade do Estado. Mas e daí? A nota vale menos por isso? Vai mudar a vida de alguém se a inscrição for retirada? A resposta para ambas as perguntas é "não". Virou moda em comunidades ateístas do orkut que ateus rebeldezinhos e desocupados fomentem o crime de depredação do patrimônio público, falando em riscar as notas de real onde está a inscrição. 
Se esta questão é tão importante, que reclamem com um deputado, senador, que escrevam para o Banco Central e não fiquem brincando de crianças birrentas e contrariadas, depredando o patrimônio público de maneira criminosa.

Vejamos o que disseram sobre isto, em um tópico no orkut onde um sujeito, que nem tem coragem de mostrar a cara, propôs a depredação das cédulas:
"O que acham de nos movimentar e começarmos a riscar a frase "Deus seja louvado" das novas notas?
Sempre que as notas pararem nas nossas mãos, riscamos a frase antes de passa-la adiante. Se campanhas em ônibus não deram certo, essa pode ter ao menos algum resultado, basta a união de todos"

"ja to fazendo isso, meu pai tem um bar aqui
e eu to fazendo isso em todas as notas que entram e saem"


O que virá depois? Vão invadir tribunais que possuem crucifixos e depredá-los?



O que acontece quando roubam o computador de um hacker?



Este é Melvin Guzman. De alguma forma, ele acabou pondo as mãos em um Mac roubado do hacker Zoz, um cara bem capaz em sua função, que diz amar seu computador “tanto quanto seu primeiro filho”. Eis um relato bem-humorado do que aconteceu, com até nudez porcamente censurada.


Basicamente, depois que Zoz não encontrou seu Mac em sites de venda online, e sem encontrá-lo se conectando à internet, o que o hacker fez foi esperar. O ladrão conectou o computador à internet dois anos depois. Com os serviços de SSH e VNC funcionando, Zoz conseguiu encontrar e acessar arquivos, fotos, Gmail e histórico da web do ladrão, e descobrir o nome e endereço dele: Melvin Guzman, em uma casa em Las Vegas. Zoz aproveitou pra fazer Guzman passar vergonha na apresentação, expondo as fotos ridículas do cara, os erros de ortografia (ele escreveu errado o próprio nome no perfil do Facebook!) e os hábitos de pesquisa na web (ele gosta das bundudas).


Gizmodo

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Polícia faz busca em casa de cunhado de Alckmin



A polícia fez ontem uma operação de busca e apreensão na casa do empresário Paulo Ribeiro, cunhado do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Paulo é um dos 11 irmãos de Lu Alckmin, futura primeira-dama do Estado.

Ribeiro é investigado pelo Ministério Público sob suspeita de fazer parte de um cartel acusado de superfaturar preços de merenda em contratos com prefeituras. O processo em que ele aparece como suspeito corre sob segredo de Justiça.

Uma das casas de Ribeiro fica em Pindamonhangaba, a cidade natal de Alckmin e de sua mulher. O pedido de busca e apreensão foi feito pelo setor de crimes financeiros do Ministério Público do Estado e autorizado pela Justiça.

Ribeiro teria intermediado contratos entre uma empresa da área de merendas chamada Sistal - Alimentação de Coletividade Ltda. com prefeituras do Vale do Paraíba, como Taubaté e Pindamonhangaba, segundo uma das hipóteses investigadas.

A Folha procurou os advogados de Ribeiro, mas não conseguiu localizá-los. O governador eleito não quis se manifestar sobre a investigação em torno do seu cunhado.

A Promotoria também não quis se manifestar sobre a investigação em curso.


SUSPEITA DE PROPINAS
O Ministério Público Estadual investiga há mais de dois anos esquemas de fraude envolvendo empresas de merenda escolar em ao menos 35 prefeituras espalhadas pelo país. A Promotoria diz que servidores receberam cerca de R$ 280 milhões em propinas, que seriam pagas com verba pública desviada.
Entre os municípios investigados está a capital paulista. O suposto esquema da merenda em São Paulo, segundo promotores, começou em 2001 e envolveu ao menos seis empresas terceirizadas, que forneciam alimentação para escolas municipais.

Elas seriam beneficiadas em licitações, segundo a Promotoria. Oficialmente, sempre negaram tudo. O Ministério Publico já divulgou que, em troca dos contratos, as empresas pagavam aos servidores de 5% a 15% dos valores recebidos.

Fonte.

Refutando o filme picareta e pseudocientífico desonesto "Quem somos nós?"







Exoesqueletos fazem paraplégicos andarem;orações não























Amanda Boxtel e Alysse Einbender têm pouca coisa comum. A primeira é uma professora de esqui australiana de 43 anos. A segunda, paisagista americana de 50 anos, é mãe de dois meninos. Em comum, as duas dividem uma tragédia e um quase milagre. Ficaram paraplégicas durante anos, mas voltaram a andar recentemente, graças a aparelhos de duas empresas diferentes.

Amanda se beneficiou do eLegs, produzido na Califórnia e lançado em outubro, e Alysse usou o ReWalk, criado em Israel e presente numa clínica de reabilitação americana desde o ano passado. Ambos usam uma espécie de exoesqueleto ajustado ao corpo do cadeirante que, por meio de sensores, o faz andar com a ajuda de duas muletas.

"Consegui dobrar meus joelhos pela primeira vez após 18 anos", disse Boxtel. "Consegui transferir meu peso, dar mais um passo. E foi tão natural."

Não há data para a comercialização dos aparelhos, mas o ReWalk já é usado num hospital na Filadélfia, e o eLegs estará disponível para centros médicos em 2011.

Um terceiro foi apresentado em julho na Nova Zelândia, num evento que contou até com o primeiro-ministro. A empresa Rex Bionics promete colocá-lo a venda até o final do ano por R$ 255 mil.

Nos últimos dois anos e meio, oito pessoas com lesões na medula e uma com distrofia muscular já passaram por treinamento do Rex. Ao contrário dos dois primeiros aparelhos, o neozelandês é mais pesado, pouco maleável e possui um joystick no lugar de muletas. "Acreditamos que o uso constante de muletas pode causar lesões nos ombros", diz o diretor de marketing da empresa, Thomas Mitchell.

Assim como o eLegs e o ReWalk, o Rex não pretende substituir totalmente o uso da cadeira de rodas e sim ser uma ferramenta extra para os cadeirantes. "Os usuários dizem que notaram uma mudança no relacionamento com as pessoas, inclusive com crianças, já que elas não ficam mais altas do que eles", diz Mitchell.

Dos três, o eLegs é o mais compacto e dá mais mobilidade ao usuário, que pode dobrar o joelho de forma mais natural e chegar a atingir até 3 km/h. Foi eleito, pela revista "Time", uma das 50 melhores invenções de 2010. O aparelho funciona com ajuda de sensores que traduzem os gestos do cadeirante para determinar suas intenções e agir de acordo com elas, como uma espécie de software, carregado numa mochila nas costas. Para usá-lo, é preciso ter entre 1,58 e 1,95 m de altura, pesar até 100 quilos e conseguir se transferir da cadeira de rodas para uma normal.

A tecnologia foi desenvolvida a partir de exoesqueletos hoje usados por soldados -um deles permite que os militares carreguem até 90 quilos por terrenos irregulares, por horas, sem lesões.



Milagres de algum deus? Tecnologia pura!

Dica do meu amigo Celso.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Peter Tron

PETER GRIFFIN - TRON from ElectroItalia on Vimeo.

"Tron-Legacy" respeita filme original e tem trilha sonora de tirar o fôlego

"
Um filme de estética futurista, fotografia sóbria e uma história que se encaixa melhor nos dias de hoje do que na década de 1980.

Em 1982, Tron-Uma Odisséia eletrônica utilizou de forma pioneira computação gráfica. Chegamos à 2010 e a Disney resolveu reinventar sua história, transformando-a em uma franquia promissora.
A história começa após os eventos do filme original, quando o gênio da informática Kevin Flynn (Jeff Bridges), dono da Encom, conta a seu filho Sam (Garrett Hedlund) suas visões de futuro e da computação. Vale lembrar que o personagem é uma espécie de Steve Jobs: um visionário e revolucionário, que quer mudar o mundo com suas invenções.
Anos após o desaparecimento de Kevin, Sam é mostrado como um hacker rebelde, que vê a companhia fundada por seu pai como uma inimiga, fazendo coisas como divulgando gratuitamente o sistema operacional criado pela Encom. O impacto é avassalador, mais ou menos como se o Windows 7 fosse pirateado..ops, isso aconteceu na vida real.

Sam descobre o paradeiro do seu pai: o mundo digital que ele criou. Ao chegar lá, encara seu antagonista, CLU, o alter-ego de seu pai criado para desenvolver este mundo digital. Às turras com seu inimigo ele conhece a estonteante Quorra (Olivia Wilde), última sobrevivente dos ISOs, um novo tipo de programa que não é criado por um usuário e está realmente vivo. A personagem é uma espécie de pupila de Kevin, a qual o espectador desavisado pode pensar alguma maldade..

O filho de Kevin tenta salvar o pai desta realidade virtual, porém precisa lutar para evitar que CLU invada o mundo real com seu exército de programas maliciosos. Nisto, trava batalhas com gladiadores virtuais e lutas entre cybermotos, revivendo com fidelidade as cenas do filme original . A história é cheia de personagens secundários interessantes, como Castor (Michael Sheen), dono de uma boate futurista dentro deste cyberspaço. Sua atuação é hilária, cheia de improviso e com um visual que lembra muito o estilo andrógino e debochado de David Bowie.   


Por fim, falemos da trilha sonora da banda francesa Daft Punk: uma bela coleção de timbres eletrônicos de teclado, lembrando muito composições dos mestres da música eletrônica Kraftwerk e Jean-Michel Jarre. Há tempos não ouvia uma trilha que encaixasse também em um filme.
Enfim, "Tron-O legado" é uma boa fita tanto para os aficcionados por ficção e gostam de histórias com temática futurista quanto para os que querem ver uma belíssima atriz (Olivia Wilde) em uma excelente atuação. Apesar de ser altamente recomendado que seja visto em 3D, mesmo em telas tradicionais ele entretém sem problemas.

Trailer:

Estudo conclui que a pulseira Power Balance não melhora o equilíbrio

No caso de alguém ainda duvidava: pulseiras "holográfico" ou "equilíbrio" não melhoram o nosso equilíbrio. Segundo um estudo da Faculdade de Educação Física e Esporte da Universidade Politécnica de Madrid, com 79 voluntários, pulseiras Power Balance não têm efeito sobre o nosso equilíbrio.


"Os resultados nos levam a concluir que as pulseiras Power Balance não têm qualquer efeito sobre o saldo não sendo observado, seja efeito placebo", diz o líder do estudo, Jesus Javier Rojo, médico e professor de saúde e desempenho humano.

O estudo começou há duas semanas e terminou na última sexta. Voluntários e estudantes universitários uma média de 23,3 anos (dois terços dos homens e mulheres um terço) teve que fazer dois testes de equilíbrio: às vezes usavam pulseiras e outros sem ela. As pulseiras foram fornecidos pela marca Power Balance.

O estudo foi realizado de acordo com o procedimento "duplo cego": metade das pulseiras foram retirados do holograma, que supostamente lhe dá o poder. Holograma áreas foram cobertas, para que nem a pessoa que estava realizando o teste, nem o investigador estava ciente do que tinha pulseira de holograma e quais não.

Os testes foram desenvolvidos em uma plataforma de banco de Biomecânica do Instituto de Valência. O primeiro teste é chamado de suporte monopodal e é sustentado por um minuto sobre o pé de chumbo com o calcanhar de um pé na borda superior da patela e analisar o deslocamento do centro de gravidade do assunto. O segundo teste é chamado de Romberg e é forçado a permanecer firmes com um pé diante do outro, de olhos fechados.

"Uma vez que a coleta de dados foi realizada a análise estatística para ver se realmente ocorreram como resultado do uso de uma pulseira com holograma ou se o efeito, se algum, era placebo. Os resultados indicam que a pulseira não tem qualquer efeito conclui Rojo.

As pulseiras foram comercializadas em Espanha há um ano e fizeram suceso , tendoo vendido entre 300.000 e 350.000 exemplares, a um custo médio de 35 euros. Na sequência de seu sucesso ter ido inúmeras imitações de venda. Os mercadores destas pulseiras holográficas dizer que "pode melhorar" nossa "força, equilíbrio e flexibilidade." Para fazer isso, propunham ao potencial comprador vários testes de equilíbrio.

El País

Power Balance: a pulseira de silicone que faz milagre (ou não)



Já são vendidas há alguns anos umas pulseiras que prometem milagre: aumentam o equilíbrio do corpo, melhoram o humor, dão mais ânimo e aumentar a força. Tudo isso pelo "módico" preço de R$120 (em média).  Como garotos-propaganda, temos Cristiano Ronaldo, Neymar, Rubens Barrichello, entre outros.
Mas como elas funcionam? Ou melhor, elas funcionam?

Vamos à descrição:
(Aqui há uma controvérsia. Alguns lugares dizem que ela foi criada por um cientista da Nasa e em outros diz que foi criada por um grupo de atletas com profundos conhecimentos na área da saúde)
As pulseiras Power Balance contêm embutidos dois hologramas quânticos de Mylar programados com frequências que interagem naturalmente com o campo eletromagnético do corpo humano

 Agora vamos aos fatos:
1- Sempre é citado que ela foi feita por um cientista da Nasa (nunca o nome dele) ou por um grupo de atletas (tambêm anônimos). Assim fica difícil saber a veracidade dessas afirmações. Fora que em cada lugar diz uma coisa, o que tira mais ainda a credibilidade.

2- Elas contêm dois hologramas quânticos. Você sabe o que é isso? Junte duas palavras com significado desconhecido para a maioria das pessoas e temos um milagre da ciência. Hologramas quânticos não estão à venda e nem acessíveis à maioria das pessoas, e ainda existe uma controvérsia acerca da ciência quântica.

3- Os hologramas são feitos de Mylar. E Mylar, você sabe o que é? É o PET. Aquele material da garrafa de Coca.

4- Até onde eu sei, o PET não é uma coisa programável para transmitir frequências eletromagnéticas (!?)

5- Também costuma ser citado que ela foi testada em laboratório por cientistas, obviamente sem o nome dos cientistas ou laboratórios ou quaisquer outras informações sobre os testes.

Mas qual a explicação do funcionamento então?
Uma série de fatoras faz com que as pessoas achem que ela funcione:

Garotos-propaganda
Nomes de sucesso a usam, logo ela funciona, certo? Certo. Cristiano Ronaldo provavelmente estaria trabalhando como padeiro sem a tal pulseira e Rubens Barrichello estaria dirigindo um táxi.
Mas se não serve, por que eles usam?
Se eu fosse milionário também não me importaria de pagar esse preço em um adereço, que, convenhamos, até que é bonitinha, ainda mais se ela supostamente oferece alguns benefícios.

Preço
Há uma crença de que quanto mais caro o produto, melhor ele é. Isso talvez funcione para eletrônicos, mas qual seria a diferença entre uma pulseira de silicone vendida por R$120 e outra vendida por $2,72, se ambas foram feitas na mesma fábrica na China?

Descrição complicada
A maioria das pessoas não entende um termo sequer da descrição da Power Balance, e por isso dá credibilidade. (Nem tente entender o ser humano...) 

Efeito placebo
Sem saber para que serve, dificilmente uma pessoa notaria os efeitos da pulseira. É o mesmo que acontece com horóscopo: leia o resultado do signo diferente de uma pessoa pra ela e ela achará que tudo se encaixou perfeitamente.

Testes questionáveis
Os testes onde são mostrados os efeitos da Power Balance são fajutos. Há várias técnicas, mas uma simples consiste em deixar a pessoa fazendo um 4 (teste de bêbado) e então empurrar para baixo o braço contrário ao que a pessoa está se equilibrando. Quando estiver com a Power Balance, empurre o lado de equilíbrio e obviamente a pessoa não cairá tão facilmente.

Ao contrário dos testes secretos onde a Power Balance se mostrou funcional, foi feita uma pesquisa na Faculdade de Ciências de Atividade Física da Universidade Politécnica de Madri,sob o comando de Jesús Javier Rojo, médico e professor, onde a pulseira se mostrou ineficiente.

Outra notícia: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária suspendeu a publicidade das pulseiras “bioquânticas”. As marcas Power Balance e Life Extreme estão sendo investigadas e deverão ser processadas por publicidade irregular
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E pros que vierem dar explicações sobrenaturais nos comentários, eu também já experimentei a Power Balance e posso dizer: NÃO FUNCIONA.





LEIA TAMBÉM:
PULSEIRAS DO EQUILÍBRIO NÃO FUNCIONAM


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Fantasias racialistas



Átila Roque
Inesc

O debate sobre a adoção de cotas para estudantes negros nos vestibulares para universidades públicas tem sofrido com argumentos falaciosos difundidos ad nauseam pelos que se opõem à adoção dessas políticas. Com isso estamos correndo o risco de perder a oportunidade de realizar uma discussão realmente necessária sobre a eficácia das políticas afirmativas para a promoção da igualdade e da justiça social em uma sociedade historicamente marcada pelo racismo.

Um desses argumentos produz a mais perversa das inversões que é a acusação de racistas ou de promotores do ódio racial lançada sobre os defensores das ações afirmativas. Como se o racismo precisasse ser inventado no Brasil.

O que as políticas de cotas fazem é simplesmente reconhecer, com base em pesquisas acadêmicas e séries estatísticas produzidas ao longo das últimas décadas, que o racismo é um fator importante na trajetória de vida e na redução do leque de oportunidades disponíveis às populações de pele mais escura. Uma população que na linguagem do IBGE recebe a denominação de parda ou preta e que na vida cotidiana das pessoas assumem denominações mais diversificadas e nem sempre muito gentis: escurinhos, morenos, sararás, neguinhas. Homens e mulheres que sofrem em graus variados com os preconceitos de uma sociedade que se desejou por muito tempo européia, e não africana, e que elegeu a pele clara - e as características físicas a ela associadas, como os cabelos lisos (e sempre que possível louros), traços faciais "finos" -, como sinais de beleza e inteligência.

Tentar carimbar isso de "racialização" da sociedade brasileira é um exagero que se presta à exibição narcísica de saberes acadêmicos, mas que nada tem a ver com o mundo da vida. Os eventuais equívocos e erros cometidos na implementação das cotas, poucos se comparados a outras políticas sociais focalizadas, merecem ser discutidos no marco de metodologias que avaliam eficácia e eficiência das políticas públicas.

Da mesma forma, reduzir tudo ao problema da pobreza, opondo cotas às políticas supostamente universais, é negar as conseqüências psicológicas e sociais do racismo, produzindo um falso dilema. As cotas não se opõem à valorização da escola pública ou à necessidade de investir em políticas sociais de caráter universal. Mas propõem uma aceleração do acesso de estudantes negros à educação superior. Elas representam um atalho legítimo para a constituição no curto prazo de uma elite composta de pardos, pretos, cafuzos, morenos ou qualquer definição que se queira dar a essa população de pele escura que se confronta cotidianamente com o preconceito da sociedade. O Brasil precisa de médicos, advogados e, especialmente, professores universitários negros.

As políticas que apenas começam a ser implementadas nas universidades brasileiras adotam modelos diversos, combinam cotas sociais e raciais, e promovem a diversidade em um ambiente universitário em que pretos e pardos estiveram quase sempre ausentes. Cerca de metade das experiências vigentes em universidades públicas, segundo avaliação recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), adotam cotas raciais e sociais sobrepostas, operando, assim, com dois critérios complementares que devem ser observados simultaneamente para o preenchimento das vagas destinadas aos negros.

Finalmente, a acusação de que os defensores de cotas são teleguiados ou inocentes úteis de fundações internacionais e plagiadores da experiência supostamente fracassada dos EUA causa assombro por ignorar deliberadamente a longa trajetória de luta dos movimentos negros no Brasil, além de apresentar uma narrativa descontextualizada do debate norte-americano. Desde os anos 1930, grupos dos movimentos negros brasileiros apontavam para a necessidade de políticas púbicas que garantissem o acesso da população negra à educação e, mais recentemente, no início dos anos 1980, os cursinhos pré-vestibulares para negros e carentes passaram a sublinhar o direito à educação superior. É surpreendente ver intelectuais e acadêmicos tão ilustres subscrevendo visões tão distorcidas.

As políticas de cotas apenas agora começam a ser avaliadas e os primeiros resultados desmentem largamente as críticas que continuam a ser repetidas sem qualquer amparo em dados. Não baixaram a qualidade da universidade, não colocaram "pobre-contra-pobre", não beneficiaram apenas uma "elite de classe média negra". Ao contrário, contribuíram para renovar o debate sobre o lugar da educação superior na conquista da cidadania plena e o papel das universidades públicas.

Essa experiência exemplar não deve ser interrompida em nome de fantasias racialistas despropositadas ou, em alguns casos, da defesa de privilégios de grupos que sempre resistiram à incorporação dos negros à vida republicana.

Junho, 2008.


* Historiador, membro do Colegiado de Gestão do Instituto de Estudos Socioeconômicos.

Demagogia natalina



Na Bíblia, temos este trecho:

Depois Jesus disse ao homem que o havia convidado: - Quando você der um almoço ou um jantar, não convide os seus amigos, nem os seus irmãos, nem os seus parentes, nem os seus vizinhos ricos. Porque certamente eles também o convidarão e assim pagarão a gentileza que você fez. Mas, quando você der uma festa,convide os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos e você será abençoado. Pois eles não poderão pagar o que você fez, mas Deus lhe pagará no dia em que as pessoas que fazem o bem ressuscitarem.
Lc 14,12-14


Apesar de eu ser ateu, acho esta mensagem inspiradora.

Eu fico imaginando essas famílias de classe média e classe alta, que se preocupam tanto com os afazeres de natal, com seus jantares com bacalhau, chester, doces elaborados etc. Vocês conhecem alguém, com posses razoáveis, que já levou pobres para ceiar em sua casa?
Esta é a demagogia da maioria dos cristãos. Claro que existem muitos que colaboram, financeiramente ou com comida, com os pobres. Existem campanhas de doação e coisas similares, mas a maioria das pessoas não faz absolutamente nada.
O que Jesus teria apregoado é justamente o contrário deste consumismo natalino desenfreado, que vem junto com o pecado da gula.

Enquanto estão se empanturrando, não cumprem o que Jesus ordenou. A maioria dos cristãos não faz nem uma pequena parte de ações concretas que o seu mestre teria ordenado, apenas se ocupando de fazer orações inúteis de mãos dadas na hora da ceia de Natal e que não irão matar a fome de ninguém.
Penso que é mais fácil que um ateu eventualmente convide pobres para comer em sua casa do que um cristão.

E aí, amigo ou amiga cristã ? Fica o desafio: Você levaria uma pessoa pobre e maltrapilha para ceiar com sua família?

Jon Anderson - Three Ships

Hormônios masculinos no útero afetam orientação sexual

O nível de hormônios masculinos no útero pode influenciar a futura orientação sexual dos bebês ainda não nascidos, conforme pesquisa de Marc Breedlove, da Universidade da Califórnia, o qual utilizou uma técnica singular: a medida do comprimento dos dedos. Níveis elevados de andrógenos podem criar uma tendência maior que a normal, tanto para meninos quanto para meninas, de desenvolvimento de orientação homossexual.

"Não há gene que force a pessoa a ser homossexual. Muitos problemas psicológicos e sociais, bem como fatores biológicos, delineiam a preferência sexual", diz o cientista. A pesquisa foi publicada na última semana deste mês no jornal Nature.

Breedlove considerou o comprimento relativo dos dedos por este sofrer influência dos níveis de andrógenos no útero. Na maioria das pessoas, o dedo indicador é um pouco mais curto que o anelar, mas, ao menos na mão direita, a diferença é acentuada por níveis mais elevados de andrógenos durante o desenvolvimento fetal. Tipicamente, em mulheres, estes dois dedos da mão direita têm praticamente o mesmo tamanho. Em homens, o dedo indicador é mais curto.

De acordo com os dados obtidos de 720 pessoas, mulheres homossexuais, em média, apresentavam um padrão masculino de comprimento dos dedos, ou seja, o indicador mais curto que o anelar na mão direita. Homens apresentavam padrão mais complicado, sem relação direta entre o comprimento dos dedos e a orientação sexual. Pesquisas anteriores indicavam que quanto maior o número de irmãos mais velhos um menino possuísse, maior a probabilidade do mesmo ser homossexual quando adulto.

O estudo atual indica que homens nessas condições apresentavam um padrão mais masculino de comprimento dos dedos, indicando que a mãe transfere cada vez mais hormônios masculinos ao feto conforme o número de partos anteriores. Porém, a biologia não determina a orientação sexual.

Essas descobertas são meramente estatísticas, o que significa que muitos homens e mulheres podem não satisfazer o padrão.

Uol

Igreja católica, amiga da pedofilia-Documentário sobre os abusos contra crianças






Último pronunciamento do Presidente Lula

O mico do ano: Assange detona Folha por Censura e comunicado sigiloso da Ombudsgirl vaza!

- do site Desculpe a Nossa Falha

Como vocês devem imaginar, não foi fácil para o Estadão publicar um petardo contra sua compadre da Barão de Limeira. O jornal quis cortar o trecho em que Assange referia-se à Falha, mas o pessoal do WikiLeaks que acompanhava o Assange não deixou. Tinha uma exigência clara de não se vetar nenhuma das partes da entrevista, segundo confirmação de fontes do próprio Estadão. Uma vez impedido de censurar a censura, a direção do jornal dos Mesquita teve que travar um saboroso e constrangedor diálogo com a direção da Folha, diálogo esse que eu pagaria mil reais para ouvir uma gravação. 

O resultado foi a publicação do trecho da Falha mais o box-outro lado da Folha, aquele texto risível em que o jornal do Otavinho nega a censura (disponível apenas para assinantes). Não sei porque, mas ver a Folha repetindo freneticamente “Eu não censurei!”, lembra aquele personagem do Casseta & Planeta que, dentro de uma sauna gay, rodeado de marmanjos e só de toalha, bradava “Eu não sou gay!”.

Curiosidade besta antes do filé: no Jornal da Tarde a notícia saiu sem box do outro lado surrealista. Pô Folha, assim não dá, processa o Grupo Estado!

Agora o melhor: vazou para nós, a la WikiLeaks, a crítica interna da ombudsman da Folha, Suzana Singer, que circulou entre os jornalistas da Folha agora à tarde, com um aviso bem grande pedindo para “NÃO DIVULGAR”:


Documento secreto da Folha vazou!
FALHA DE S. PAULO
A incrível capacidade de mobilização dos irmãos responsáveis pelo site Falha de S.Paulo, processado pela Folha, obteve uma vitória impressionante hoje, quando Julian Assange, o símbolo do momento da luta pela liberdade de imprensa, defendeu o site. Está na entrevista exclusiva publicada no Estadão. “Entendo que há um grande escândalo em relação ao ao blog Falha de S.Paulo, que é uma sátira ao nome do jornal com o qual temos uma parceria no Brasil. Entendo a importância de proteger a marca e temos sites similares que se passam pelo WikiLeaks. Mas o blog não pretende ser o jornal e acho que deve ser liberado. A censura é um problema especial quando ocorre de forma camuflada. Sempre que há censura, ela deve ser denunciada”. Tem um box de outro lado, com a Folha negando que seja censura.

Os dois blogueiros já tinham conseguido que os Repórteres sem Fronteiras condenassem o processo, por considerarem difícil que um jornal do porte da Folha tenha sofrido danos á imagem por causa do site. Também dizem que os irmãos Bocchini não terão dinheiro para pagar a indenização. A Global Voices, comunidade internacional de blogueiros, também apoiou os irmãos. O site da Wired contou a história, sem emitir opinião. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo condenou a atitude da Folha.

O jornal precisa noticiar o processo, fazer reportagem ouvindo os dois lados, explicar melhor sua posição. Não dá mais pra fingir que nada está acontecendo.

Suzana, apesar do apoio de muita gente incrível que recebemos aqui no Brasil (a quem somos imensamente gratos), tivemos que ir buscar o aval dos gringos para a Folha acordar. Longe de mim querer dar pitaco no seu trabalho, mas para quem quer ser o “Jornal do Futuro”, todos os detalhes desse caso mostram que ainda há um longuíssimo caminho a percorrer.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Mike Oldfield - The Millenium Bell

Espécie "fantasma" cruzou com o ser humano, diz estudo

Aldeão de tribo de Papua-Nova Guiné, possível descendente do hominídeo da Sibéria, apelidado de denisovano

Os mesmos cientistas que revelaram a ascendência parcialmente neandertal de europeus e asiáticos de hoje flagraram outro caso de amor entre a nossa espécie e um primo extinto. Só que, desta vez, o "amante" pré-histórico é um fantasma.

Apenas um osso (a ponta de um dedo) e um dente quebrado da criatura, habitante da caverna de Denisova, na Sibéria, chegaram até nós. Foi o suficiente para que o genoma inteiro do hominídeo de 40 mil anos fosse lido --e comparado com o de pessoas de hoje e o de neandertais.

O resultado está na revista científica britânica "Nature": os denisovanos (como foram apelidados por seus descobridores) parecem ter evoluído de forma separada por algumas centenas de milhares de anos. Sumiram, mas não antes de legar pedacinhos de seu DNA aos ancestrais de alguns povos do Pacífico.

Segundo a equipe liderada por David Reich, da Universidade Harvard (EUA), e Svante Pääbo, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva (Alemanha), cerca de 5% do DNA dos melanésios, moradores de Papua Nova-Guiné e adjacências, teria vindo do povo de Denisova.

Se as conclusões estiveram corretas, fica mais forte a ideia de que a interação entre várias espécies de hominídeos contribuiu para criar a humanidade moderna.

PEGANDO LEVE

Os últimos resultados sobre os cacos de hominídeos siberianos são, ao mesmo tempo, mais e menos radicais do que os indícios preliminares tinham sugerido.

No primeiro estudo sobre Denisova, publicado em março, Pääbo e companhia haviam analisado só o mtDNA (DNA mitocondrial) oriundo do osso do dedo. Presente nas mitocôndrias, as usinas de energia das células, o mtDNA é transmitido pelo lado materno e corresponde apenas a uma pequena parte do patrimônio genético de um indivíduo.

Olhando só o mtDNA, os cientistas tinham estimado que o povo de Denisova está evolutivamente isolado há cerca de 1 milhão de anos, antes que os ancestrais do Homo sapiens e dos neandertais tivessem se separado em duas linhagens diferentes.

"Seja lá o que for isso, trata-se de uma nova criatura, que simplesmente tinha escapado ao nosso radar até agora", declarou Pääbo.

Os novos dados, mais completos, indicam que, na verdade, os denisovanos são primos de primeiro grau dos neandertais, tendo se separado deles há uns 250 mil anos. Antes disso, formavam uma linhagem comum que teria divergido da nossa há uns 400 mil anos.

O mais maluco, no entanto, é que alguns trechos de DNA exclusivos dos denisovanos só aparecem no DNA de nativos de Papua-Nova Guiné e ilhas próximas, entre uma série de pessoas de origem europeia, asiática e africana cujo genoma foi analisado pelos pesquisadores.

A hipótese mais natural para explicar isso é que, quando deixaram a África, ancestrais das pessoas de hoje toparam com denisovanos em algum lugar da Ásia, tiveram filhos com eles e, mais tarde, essa população foi parar na Nova Guiné.

Ninguém sabe que cara tinha o povo de Denisova, mas o único dente (um molar) é enorme e tem morfologia peculiar. Suas dimensões lembram as de dentes de hominídeos muito primitivos.

Folha

A Ciência é uma Religião?

O Humanista do Ano de 1996 fez esta pergunta em palestra proferida ao receber prêmio da Associação Humanista Americana:


Está na moda ter uma raiva apocalíptica da ameaça que representa à humanidade o vírus da AIDS, o mal da “vaca louca” e muitos outros, mas penso que devemos nos preocupar com a fé, um dos grandes males do mundo, comparável ao vírus da varíola, mas mais difícil de ser erradicado.
A fé, sendo uma crença não baseada em provas, é o vício principal de qualquer religião. Quem, ao olhar a Irlanda do Norte ou o Oriente Médio, pode dizer enfaticamente que o vírus cerebral da fé não seja extremamente perigoso? Uma das estórias contadas aos jovens muçulmanos que são homens-bomba suicidas é que o martírio é a maneira mais rápida de se chegar ao paraíso — e não apenas ao paraíso, mas a um lugar especial, onde serão recompensados com o prêmio de 72 noivas virgens. Ocorre-me que nossa melhor esperança pode estar associada a uma espécie de “controle de armas espirituais”: enviar teólogos especialmente treinados para diminuir progressivamente esse número de virgens.


Levando-se em conta o perigo representado pela fé, e considerando as realizações da razão e da observação na atividade chamada ciência, é irônico que, em minhas palestras públicas, sempre haja alguém que diga: “É evidente que sua ciência é apenas uma religião como a nossa. No fundo, a ciência não passa de fé”.
Bem, ciência não é religião e não toca a fé porque, apesar de ter muitas das virtudes da religião, não possui nenhum de seus vícios. A ciência se baseia em evidências verificáveis. A fé religiosa não somente falha em provas, mas também apregoa com orgulho e alegria sua independência de provas. Que outra razão os cristãos teriam para fazer essa crítica raivosa à dúvida de Tomé? Os outros apóstolos são exemplos de virtude para nós porque a fé lhes era suficiente. O cético Tomé, por outro lado, exigia a evidência. Talvez ele devesse ser considerado o santo patrono dos cientistas.


Uma razão pela qual eu sou confrontado com a ideia de que a ciência é no fundo uma religião é porque eu acredito de fato na evolução, e acredito com uma convicção apaixonada. Para alguns, isto pode parecer superficialmente com a fé, mas a evidência que me faz acreditar na evolução não somente é poderosamente forte, como também encontra-se à disposição de qualquer um que queira se debruçar sobre o tema para estudá-lo. Qualquer pessoa pode estudar as mesmas provas que eu e, presumivelmente, chegar à mesma conclusão. Mas, se você tem uma crença que se baseia somente na fé, eu não posso examinar suas razões. Você pode se esconder atrás de seu muro particular de fé, onde não posso alcançá-lo.

É claro que, na prática, os cientistas individuais às vezes recaem no vício da fé, e uns poucos talvez acreditem de modo tão simplório em sua teoria favorita que ocasionalmente cheguem a falsificar uma prova. Todavia, o fato de que isto às vezes aconteça não altera o princípio de que o fazem com vergonha, e não com orgulho. O método da ciência é tão bem arquitetado que geralmente traz à tona mais cedo ou mais tarde qualquer tentativa de falsificação da evidência.
A ciência é na verdade uma das disciplinas mais morais e honestas que existem, porque entraria em colapso inteiramente se não fosse por uma escrupulosa aderência à honestidade na apresentação da evidência. Como James Randi apontou, esta é a razão porque os cientistas são tão frequentemente enganados por paranormais cheios de truques e porque o papel de desmascarar é melhor representado pelos prestidigitadores profissionais. Os cientistas simplesmente não antecipam a desonestidade deliberada. Há outras profissões (não é preciso mencionar os advogados especificamente) em que a falsificação das provas, ou pelo menos a sua adulteração, é precisamente o que as pessoas são pagas para fazer e que os torna melhores na profissão.
A ciência está livre do principal vício da religião, que é a fé. Mas, como assinalei, ela possui algumas das virtudes da Religião. A Religião pode desejar conferir a seus seguidores diversos benefícios, entre eles a explicação, a consolação e o encantamento. A ciência pode oferecer o mesmo.

Os seres humanos têm um grande apetite por explicações. Esta pode ser uma das principais razões porque a religião se difundiu tão universalmente, uma vez que pretende dar explicações. Nós somos dotados de uma consciência individual em um universo misterioso e desejamos entendê-lo. A maior parte dos religiosos oferece uma cosmologia, uma biologia, uma teoria da vida e uma teoria das origens, além de significados para a existência. Assim fazendo, eles demonstram que a religião é, em certo sentido, ciência; mas não passa de má ciência. O argumento não considera que religião e ciência operam em dimensões separadas e dizem respeito a tipos de perguntas bastante distintos. Historicamente, as Religiões sempre tentaram responder a perguntas que pertencem propriamente à ciência, mas não deveriam ter permissão para se retirarem do terreno em que elas tradicionalmente têm tentado brigar. Elas oferecem tanto uma cosmologia quanto uma biologia; todavia, ambas são falsas.


O consolo é mais difícil para a ciência oferecer. Diferentemente da religião, a ciência não pode oferecer ao carente um encontro memorável com seus amados numa vida futura. Aqueles que foram maltratados nesta vida não podem, de um ponto de vista científico, antecipar uma doce vingança para seus atormentadores em uma vida após a morte. Poder-se-ia argumentar que, se a ideia de uma vida posterior é uma ilusão (como acredito que seja), a consolação que oferece é vazia. Mas não é necessariamente assim; uma falsa crença pode ser tão reconfortante quanto uma verdadeira, desde que o crente jamais descubra sua falsidade. Mas se o consolo for tão barato assim, a ciência é capaz de oferecer, em contrapartida, outros paliativos baratos, tais como analgésicos, cujo conforto pode ou não ser ilusório, mas que funciona bem.


O encantamento, todavia, é o terreno em que a ciência realmente sente-se à vontade. Todos os grandes religiosos abrigam o temor, a empolgação diante da maravilha e beleza da criação. É exatamente esta sensação de estremecimento, de temor reverente — de quase adoração -, este sentimento de admiração arrebatadora, o que a ciência moderna pode oferecer. E isto vai muito além dos sonhos mais selvagens dos santos e místicos. O fato de que o sobrenatural não tenha lugar em nossas explicações, em nossa compreensão do universo e da vida, não diminui o temor. Na verdade, acontece o contrário. O mero vislumbre através de um microscópio do cérebro de uma formiga, ou através de um telescópio, de uma galáxia remota de um bilhão de mundos, é o suficiente para substituir os salmos de louvor tolos e paroquiais.
Agora, quando me dizem que a ciência ou alguma parte específica dela, como a teoria da evolução, é apenas uma religião como qualquer outra, eu geralmente nego isto com indignação. Mas começo a me perguntar se talvez esta não seja uma tática errada. Talvez a tática certa seja aceitar o desafio com gratidão e exigir que as aulas de ciência tenham a mesma duração que as aulas de educação religiosa. Quanto mais eu penso nisso, mais eu percebo que deveríamos investir seriamente nesta ideia. Quero, então, falar um pouco sobre a educação religiosa e o lugar que a ciência poderia ocupar nela.


Eu lamento profundamente o modo como as crianças são educadas. Não estou familiarizado inteiramente com o modo como as coisas acontecem nos Estados Unidos, assim o que digo pode ter mais relevância no Reino Unido, onde há instrução religiosa para todas as crianças como imposição do Estado e obrigação legal. Isto é inconstitucional nos Estados Unidos, mas presumo que as crianças recebam de qualquer forma uma instrução religiosa na religião particular que seus pais julguem apropriada.
Isto me leva à observação sobre o abuso mental de crianças. Em uma edição de 1995 do Independent, um dos principais jornais londrinos, havia uma fotografia de uma cena relativamente doce e tocante. Era a época de Natal, e a foto mostrava três crianças vestidas como três homens sábios, encenando uma peça sobre a natividade. A estória associada à foto representava uma criança Muçulmana, outra Hindu e outra, Cristã. O ponto supostamente doce e tocante da estória é que todas elas participavam da peça sobre a Natividade.

O que não é doce e nem tocante é que estas crianças tinham todas quatro anos de idade. Como se pode dizer que uma criança de quatro anos seja Muçulmana, ou Cristã, ou Hindu, ou Judia? É possível falar de um economista de quatro anos de idade? O que você diria sobre um neo-isolacionista de quatro anos, ou um liberal Republicano de quatro anos? Há opiniões sobre o cosmos e o mundo que as crianças, uma vez crescidas, presumivelmente estarão em condição de avaliar por si mesmas. A Religião é um domínio em nossa cultura em que aceita-se prontamente, sem questionamento — sem nem mesmo se aperceber do quanto isto é bizarro — que pais tenham uma palavra total e absoluta sobre o que seus filhos serão, como seus filhos vão ser formados, que opiniões seus filhos terão sobre o cosmos, sobre a vida, sobre a existência. Você compreende o que quero dizer quando me refiro a abuso mental de crianças?
Considerando agora o que se espera que a educação religiosa seja capaz de oferecer, um de seus objetivos poderia ser encorajar as crianças a refletir sobre as questões profundas da existência, convidá-las a se colocar acima das preocupações tolas da vida cotidiana e pensar sub specie aeternitatis.
A ciência é capaz de fornecer uma visão da vida e do universo que, como já observei, com inspiração poética humilde, supera em muito quaisquer crenças mutuamente contraditórias e as tradições recentes e lamentáveis das religiões do mundo.
Por exemplo, como poderiam as crianças, nas aulas de educação religiosa, deixar de se sentir inspiradas, se pudéssemos fazê-las perceber um átimo da idade do universo? Vamos supor que, no momento da morte de Cristo, a notícia de sua morte tivesse começado a viajar pelo universo na velocidade máxima possível, distanciando-se da terra. Até onde essa notícia terrível poderia ter chegado, até agora? Segundo a teoria da relatividade especial, a notícia não poderia, sob quaisquer circunstâncias, ter alcançado mais que uma quinquagésima parte do percurso de uma única galáxia — sequer a milésima parte do percurso até a galáxia vizinha da nossa, em um universo com 100 milhões de galáxias. O universo de modo geral não poderia ser outra coisa senão indiferente a Cristo, a seu nascimento, à sua paixão e à sua morte. Mesmo momentos muito importantes, como a origem da vida na Terra, poderiam ter viajado somente através de nosso pequeno feixe de galáxias. Mas esse evento é tão remoto em nossa escala de tempo terrena que, se você medisse esse tempo com seus braços abertos, a totalidade da história humana, a totalidade da cultura humana, representariam a poeira da ponta de seus dedos em um único movimento de uma lixa de unha.


É desnecessário dizer que o argumento do arquiteto do universo, parte importante da história da religião, não seria ignorado em minhas aulas de educação religiosa. As crianças olhariam para as maravilhas eloquentes dos reinos vivos, avaliariam o Darwinismo em contraposição com as alternativas criacionistas e tirariam suas próprias conclusões. Eu penso que as crianças não teriam dificuldade em raciocinar de modo correto se lhes fossem apresentadas provas. O que me preocupa não é a questão do tempo igual para o ensino de ciência e religião, mas que, até onde posso perceber, as crianças do Reino Unido e dos Estados Unidos não tenham basicamente nenhum tempo para o estudo da teoria da evolução. Ao contrário, só lhes ensinam o criacionismo (quer seja na escola, na igreja ou em casa).
Seria interessante também ensinar mais que uma teoria da criação. A dominante nesta cultura é o mito da criação judeu, extraído do mito da criação babilônico. Há, claro, vários outros, e talvez devêssemos conceder a todos eles o mesmo tempo (exceto pelo fato de que não sobraria tempo para estudar nada mais). Sei que há Hindus que acreditam que o mundo foi criado em uma desnatadeira cósmica e povos da Nigéria que acreditam que o mundo foi criado por Deus a partir do excremento de formigas. Certamente estas histórias têm tanto direito a tempo igual quanto o mito Judeu-Cristão de Adão e Eva.


Já falamos demais sobre o Gênesis; agora vamos nos mover para os profetas. O Cometa de Halley retornará sem falha no ano 2062. As profecias Bíblicas ou Délficas não aspiram a esta precisão; astrólogos e seguidores de Nostradamus não ousam se comprometer com prognósticos factuais. Melhor ainda, disfarçam sua charlatanice com uma cortina de fumaça de imprecisão. Quando os cometas apareceram no passado, foram frequentemente vistos como prenúncios de desastres. A Astrologia tem tido um papel importante em várias tradições religiosas, incluindo o Hinduísmo. Supostamente os três reis magos que eu mencionei anteriormente foram conduzidos à manjedoura de Jesus por uma estrela. Nós poderíamos perguntar às crianças por que rota física elas imaginariam que a suposta influência estelar nos assuntos humanos poderia viajar.

Houve um programa chocante na Rádio BBC, no período natalino de 1995, que apresentava uma astrônoma, um bispo e um jornalista designados para refazer os passos dos três reis magos. Pode-se entender a participação do bispo e do jornalista (um escritor religioso), mas a cientista era uma supostamente respeitável escritora de astronomia, e mesmo assim ela seguiu adiante com isso! Durante todo o caminho ela falou sobre os portentos de Saturno e Júpiter em posição ascendente em relação a Urano, ou o que quer que fosse. Ela na verdade não acredita em astrologia, mas um dos problemas é que nossa cultura aprendeu a se tornar tolerante em relação à Astrologia, quando não vagamente entretida por ela — e tanto é assim que mesmo pessoas do meio científico que não acreditam em astrologia de certa forma pensam que seja uma diversão anódina. Eu trato a astrologia muito seriamente: penso que é profundamente perniciosa porque solapa a racionalidade, e gostaria de ver campanhas contra ela.
Quando as aulas de educação religiosa se ocupam da ética, não penso que a ciência tenha muito a dizer, e eu a substituiria pela filosofia moral racional. As crianças pensam que há padrões absolutos de certo e errado? E se pensam assim, de onde eles vêm? Você pode criar princípios de certo e errado que funcionem bem, como “faça com os outros o que gostaria que fizessem com você” e “o maior bem para o maior número” (o que quer que isso signifique)? É relevante perguntar como um evolucionista, qualquer que seja sua moralidade pessoal, de onde vem a moral, ou que caminhos levaram o cérebro humano a ter esse sentimento de certo e errado, essa tendência à ética e à moral?

Deveríamos valorizar a vida humana acima de todas as outras? Há uma parede sólida a ser construída em volta da espécie Homo sapiens, ou deveríamos considerar que há outras espécies que merecem nossas simpatias humanistas? Nós deveríamos, por exemplo, seguir o lobby do direito à vida, que está inteiramente voltado para a vida humana, e valorizar mais a vida de um feto humano, que tem as faculdades de um verme, que a de um chipanzé que pensa e sente? Qual é a base desta cerca que erguemos em volta do Homo sapiens — mesmo em volta de uma pequena peça de tecido fetal? (Não soa muito como uma ideia evolucionária, ao se pensar sobre ela.) Quando, na descendência evolucionária de nosso ancestral comum com os chimpanzés, a cerca de proteção foi erguida?

Bem, saindo então da moral para a escatologia, nós sabemos, pela segunda lei da termodinâmica, que toda complexidade, toda a vida, todo o riso, todo o sofrimento, inclinam-se para o frio nada no final. Eles — e nós — podem não ser mais que temporários; apostas locais do grande decline universal no abismo da uniformidade.

Nós sabemos que o universo está se expandindo e que provavelmente vai se expandir eternamente, embora seja possível que se contraia novamente. Nós sabemos que, o que quer que aconteça ao universo, o sol engolfará a terra em cerca de 60 milhões de séculos no futuro.
O tempo propriamente dito começou em um certo momento, e pode terminar em um certo momento — ou não. O tempo pode chegar ao fim localmente, em trituradores chamados buracos negros. As leis do universo parecem ser verdadeiras para todo o universo. Por que é assim? As leis poderiam ser outras nestes trituradores? Para ser um tanto especulativo, o tempo poderia começar novamente com novas leis da física, novas constantes físicas. Há hipóteses de que poderia haver muitos universos, cada um isolado tão completamente dos demais que, para o primeiro, os outros não existiriam. Neste caso, poderia haver uma seleção Darwinista entre os universos.
A ciência poderia dar uma boa explicação de si mesma na educação religiosa, mas isto não seria o bastante. Eu acredito que alguma familiaridade com a versão do Rei James da Bíblia é importante para quem deseja compreender as alusões que aparecem na Literatura Inglesa. Junto com o Book of Common Prayer, a Bíblia ganhou 58 páginas no Dicionário Oxford de Citações. Somente Shakespeare tem mais. Eu penso que não ter qualquer tipo de educação bíblica é uma escolha infeliz para as crianças que quiserem ler a Literatura Inglesa e entender a procedência de frases como “através de um vidro escuro”, “toda a carne é como a relva”, “esta corrida não é para o veloz”, “chorando no deserto”, “colhendo tempestade”, “entre o joio”, “Sem olhos em Gaza”, “Os que consolam Jô” e “a oferta singela da viúva”.

Quero ainda retornar à acusação de que a ciência é apenas uma fé. A versão mais extrema desta acusação — e que vejo com frequência tanto em cientistas quanto em racionalistas — é a acusação de haver um fanatismo e uma intolerância tão grandes em cientistas e em religiosos. Às vezes pode haver um pouco de justiça nesta acusação, mas como fanáticos intolerantes nós cientistas somos meros amadores. Nós nos contentamos em discutir com aqueles que discordam de nossos pontos de vista. Nós não os matamos.

Mas eu negaria até mesmo a menor acusação de fanatismo puramente verbal. Há uma diferença muito, muito importante entre o sentimento forte, mesmo apaixonado, em relação a algo porque pensamos a respeito e examinamos as provas e, por outro lado, o sentimento forte em relação a algo que foi internamente revelado a nós, ou internamente revelado a outra pessoa na história e subsequentemente reverenciado pela tradição. Há uma enorme diferença entre a crença que alguém está preparado para defender recorrendo à evidência e à lógica e uma crença que é apoiada por nada mais que a tradição, a autoridade ou a revelação.


Richard Dawkins, biólogo.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Crianças fazem pesquisa científica;espíritas e criacionistas não



Um grupo de crianças britânicas entre oito e 10 anos teve seu projeto escolar sobre abelhas publicado na prestigiada Royal Society, o primeiro caso como este no mundo científico, informou a publicação nesta quarta-feira.
Os alunos da escola primária Blackawton, do condado de Devon, no sudoeste inglês, pesquisaram, em um cemitério local, como as abelhas veem cores e padrões utilizando uma série de experimentos. Os resultados descobertos pelas 25 crianças, e redigidos com um cientista que vive na região, foram publicados na Biology Letters, uma revista científica publicada pela Royal Society.
"O campo de visão de cores e padrões dos insetos é geralmente pouco compreendido e as conclusões apresentadas pelas crianças representam um avanço real nessa área", informou a Royal Society em um comunicado.
O diretor da escola, Dave Strudwick, disse que seus alunos "idealizaram, conduziram e escreveram um experimento que resultou em descobertas genuinamente originais, então eles merecem ser publicados". As crianças utilizaram padrões desenhados com lápis de cor para ver se os insetos iriam para água com açúcar e evitariam a água salgada.
"Nós descobrimos que as abelhas podem utilizar uma combinação de cor e relações espaciais para decidir quais cores de flores devem procurar (em busca de comida). Também descobrimos que a ciência é interessante e divertida, porque você começa a fazer coisas que ninguém nunca fez antes", concluíram as crianças.
O editor da Biology Letter, Brian Charlesworth, afirmou que o projeto das crianças foi "o primeiro no mundo em alta qualidade de publicação científica".


Terra

Por que a ligação entre as duas coisas?

O espiritismo não é uma ciência;
-Alegações espíritas não possuem evidências empíricas ou replicáveis, sendo assim não podem ser publicadas em periódicos científicos;
-Crianças fazem pesquisa científica;espíritas quando fazem alegações de que o espiritismo é uma ciência não fazem pesquisa acadêmica e não publicam suas alegadas teses em nenhuma revista científica de impacto;
-o fato das crianças serem atéias, budistas, vascaínas ou espiritualistas é o de menos. O fato a se destacar neste caso é que quando se lida com algo empiricamente observável e replicável, pode-se publicar uma pesquisa científica, a ponto de que até crianças conseguem. O contrário ocorre com as alegações do kardecismo.