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terça-feira, 30 de abril de 2013

Resenha do filme "Homem de Ferro 3"




Cinco anos após da estreia de Homem de Ferro, Tony Stark (Robert Downey Jr.)  volta mais pragmático do que nunca, misturando seus diálogos hilários com Jarvis, sua personalidade forte e muitas surpresas. Um ano após sua aventura com os Vingadores, Stark passa os dias criando novas armaduras e tecnologias, porém tendo constantes ataques de ansiedade, fruto dos traumas que passou nas batalhas em Nova York.


Paralelamente  a esta rotina, um terrorista chamado Mandarim (Bem Kingsley), bastante parecido com Osama Bin Laden, comete vários ataques com explosões e invade as transmissões de TV. Em um destes atentados, um segurança de Stark, Happy Hogan (Favreau) é atingido, o que faz Tony desafiar o vilão a atacá-lo em sua própria casa, o que não foi uma boa ideia. Há um vilão digamos "oculto" na história, e é bom que você preste atenção desde o começo para saber quem é!



Sua mansão é destruída e o Homem de Ferro precisa passar por muitos tormentos com sua combalida armadura Mark 42, para descobrir quem realmente está por trás dos ataques e salvar sua querida Pepper Pots ( Gwyneth Paltrow), que acaba sendo sequestrada. Como sempre, Stan Lee aparece no filme (como ele faz em todos os da Marvel), em uma cena rápida, porém engraçada.


James Rhodes, o Patriota de Ferro (Don Cheadle) aparece menos na história, o que causa decepção em alguns fãs.  Alguns vilões parecem ter saído de algum filme dos X-men, como quando possuem alguns poderes de fogo.
A película tem  um forte aspecto político, com Mandarim fazendo duras críticas às políticas belicistas dos Estados Unidos, além do descaso do presidente dos EUA  com vazamentos de petróleo e a criação de lobbies para favorecer algumas empresas.  O filme possui várias surpresas e  uma trama muito bem costurada.

A trilha sonora continua grandiosa, mas os efeitos 3D não fazem muita diferença.
Com tudo isto, o filme vale o ingresso.

Trailer:

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Hélio de La Peña fala sobre o Maracanã

Crônica para o Jornal das Dez, da Globo News, do dia 29 de Abril de 2013.


O Humorista botafoguense Hélio de La Peña, do Casseta e Planeta, fala sobre o Maracanã, aproveitando a ocasião da reinauguração do estádio.

Folha de São Paulo faz matéria obscura anti-cotas

Clique para ampliar:
























A Folha de São Paulo, aquele jornal que odeia cotas raciais ou sociais, inventou uma reportagem hoje dizendo que o desempenho dos cotistas nas universidades é ruim, com "estudos" fracos e obscuros. Engraçado que recentemente, na mídia, li várias matérias afirmando justamente o contrário.


A matéria da Folha:
http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2013/04/1269984-cotistas-tem-desempenho-inferior-entre-universitarios.shtml




Matérias recentes, que contrariam a Folha:

http://www.istoe.com.br/reportagens/288556_POR+QUE+AS+COTAS+RACIAIS+DERAM+CERTO+NO+BRASIL

http://ultimosegundo.ig.com.br/perspectivas2010/desempenho-de-cotista-e-igual-ou-superior-ao-dos-demais-estudantes-apontam-pesquisas/n1237592782986.html

http://www.rdnoticias.com.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=6027%3Aestudantes-cotistas-valorizam-mais-a-vaga-na-universidade-revela-estudo-&catid=14%3Abrasil&Itemid=34

http://www.istoe.com.br/reportagens/288556_POR+QUE+AS+COTAS+RACIAIS+DERAM+CERTO+NO+BRASIL


http://www.clipping.uerj.br/0014192_v.htm


http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/mundo/brasil/noticia/2012/08/27/cai-por-terra-o-mito-do-mau-desempenho-54045.php

Até o Estadão reconhece que o desempenho dos cotistas é bom:
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,desempenho-de-cotistas-fica-acima-da-media,582324,0.htm



sábado, 27 de abril de 2013

Telejornais idiotas que gostam de dar palpite na vida dos telespectadores





Este é um dos telejornais mais retardados que eu conheço. Com dois apresentadores imbecis metidos à engraçadinhos e à "amigos" dos telespectadores, ambos tem a mania de querer dizer o que as pessoas DEVEM fazer com suas vidas. Dão dicas idiotas de viagem, contas, emprego, decoração etc, sempre com um tom de ordem, com algo como "você DEVE viajar para o quinto dos infernos nas próximas férias", "você NÃO PODE COMER tal coisa na hora do almoço", "você TEM QUE seguir estas dicas imbecis para suas finanças" etc.


Sugestão: Se estiver em algum lugar e estiver passando este jornal, desligue a TV e mude de canal. Vale o mesmo para qualquer outro telejornal que quiser dar palpite na sua vida. Faça o que você acha que é certo, não o que apresentadores imbecis dizem para você fazer, mais meia-dúzia de "especialistas", que certamente não estão preocupados contigo e que só querem aparecer.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Deputado tucano vira réu no STF acusado de desviar recursos



O deputado federal Emanuel Fernandes (PSDB-SP) tornou-se réu em ação penal aberta nesta quinta-feira (25) pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Por unanimidade, a Corte entendeu que há indícios de que o parlamentar participou de um esquema de desvio de verbas públicas na época em que era prefeito de São José dos Campos. Ele exerceu o cargo entre 1997 e 2004.






Segundo denúncia do Ministério Público, o político teria desviado recursos públicos em proveito da empresa Refeicheque Administração Ltda. no fornecimento de auxílio alimentação a funcionários municipais.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, apontou que o contrato foi fechado em desacordo com a Lei de Licitações, além de apresentar irregularidades, como lançamento de nomes de servidores em duplicidade e inclusão de estagiários, que não poderiam receber o benefício.



Os advogados do parlamentar disseram que o pagamento de auxílio alimentação estava apoiado em lei municipal aprovada na administração anterior, em 1994. Também argumentaram que o político não teve intenção de cometer crime, pois desconhecia a ilegalidade.

O relator do caso, ministro Luiz Fux, disse que o Supremo tem grande cuidado ao abrir ações penais, pois isso prejudica os acusados, mas destacou que, neste caso, a medida era necessária. “Mesmo declarada irregular pelo Tribunal de Contas do Estado, o prefeito persistiu na atividade ilícita, engendrou vários aditivos considerados superfaturados”.

O ministro destacou que a empresa apontada como favorecida é investigada em outros processos, e que os indícios contra o político são fortes o suficiente para que o mesmo ocorra no STF. “Há dúvida bastante razoável sobre cometimento de delito”, completou.


IG

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Cansado de ser chamado de reacionário?



Sente saudades de um tempo que já se foi? Não sabe explicar para o seu filho por que o coleguinha tem dois pais ou duas mães, e não uma família como deve ser? Lamenta que pobres e negros possam entrar nas universidades, concorrendo a vagas que sempre foram suas? Cansado de ser chamado de reacionário por uma gente maluca que quer mudar coisas que para você estão ótimas? Pare de se chatear. Seus problemas acabaram!

Volte a viver em um tempo em que todos sabiam o seu lugar: o da mulher, na cozinha; o do negro, na senzala; o do gay, no armário; e o do pobre, bem longe de você! Agora isso é possível, com a nova Retro-Machine.

Desenvolvida pela Status Quo S.A. especialmente para você, a Retro-Machine permite que você viaje no tempo e volte para a época em que todos os privilégios eram seus e não era preciso se preocupar com manifestantes querendo mudanças, já que seriam todos recebidos na porrada.

Usar a Retro-Machine é muito fácil: entre na elegante cabine projetada para todos os tamanhos e ajuste a data desejada no painel. Quer viver em uma sociedade onde mulheres que não seguiam a moral e os bons costumes eram queimadas em enormes fogueiras? Fácil! Gire o indicador do tempo para trás, até o painel mostrar o ano de 1450. Não quer se preocupar em dividir seu lugar na sociedade com negros? Ajuste o indicador de tempo para mostrar o ano de 1540.






A viagem é confortável e dura apenas alguns minutos. Você também pode acionar a função Ab-Shaper da cadeira para definir o seu abdômen e perder algumas calorias sem fazer esforço enquanto viaja. Não é incrível? O melhor é que, depois de usar, basta dobrar a Retro-Machine e guardar debaixo da cama. É super compacta!

Pare de perder tempo tentando converter gays e volte para um tempo em que eles não tinham coragem de se assumir. Adquira já a sua Retro-Machine e livre-se do incoveniente de lutar contra as mudanças da sociedade!

Viaje para a época em que a igreja tinha a última palavra, ou para o tempo em que mulheres não tinham voz. Viva em um mundo sem cotas para isso ou para aquilo, onde quem fazia as regras eram coronéis e fazendeiros! Ou ainda explore os ajustes pré-definidos como “Bons Tempos da Ditadura”, “A Terra Não É Redonda”, “Só Homens Ricos Sabiam Ler” e o incrível “Catequize e Escravize um Índio”. Você vai adorar o século XV! Aproveite e fique por lá. Para sempre.

Ligue agora e peça a sua Retro-Machine. Os dez primeiros que ligarem receberão inteiramente grátis uma palmatória de 60 cm para usar em crianças indisciplinadas e o Guia do Reacionário Atemporal, com mais de 2 mil receitas para manter o status quo da sua época preferida. Frete grátis para todo o Brasil.

Retro-Machine. Porque algumas pessoas não pertencem a este tempo.

Pavablog

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Maioridade seletiva



Sempre que um crime grave é praticado por um adolescente a redução da maioridade penal volta às pautas do Congresso e dos jornais. A racionalidade e a temperança que deveriam guiar a elaboração de qualquer projeto de lei cedem espaço à passionalidade do clamor público no furor dos acontecimentos. E assim vão se criando leis casuísticas para dar respostas a casos concretos que nem sempre são representativos da maioria dos crimes ocorridos no dia a dia.






Homicídios praticados por adolescentes não são tão frequentes quanto acredita a opinião pública. Para se ter uma ideia, dos atos infracionais praticados por adolescentes em Belo Horizonte no ano de 2010, apenas 0,3% foram homicídios. A maioria das ocorrências é por tráfico de drogas (27,2%), uso de drogas (18,5%), furto (10,7%) e roubo (7,7%) (dados da Vara Infracional da Infância e da Juventude de Belo Horizonte).

O público-alvo dos projetos de redução da maioridade penal é o adolescente pobre que pratica crimes patrimoniais ou de tráfico e uso de drogas. Desses adolescentes, 62% vivem em lares com renda familiar inferior a dois salários mínimos. É esse adolescente marginalizado que a sociedade brasileira quer colocar no cárcere, já que nosso poder público em sua incompetência não cumpriu seu dever constitucional de colocá-los nas escolas.

Resta saber se essa mesma sociedade que clama hoje pela redução da maioridade penal vai aceitar amanhã que seus filhos também sejam presos pelas brigas nas quais se envolverem na saída dos colégios; ou pelos insultos aos professores e colegas nas redes sociais; ou pelas violações de direitos autorais na internet; ou pelo uso de drogas; ou por dirigirem sem habilitação. Ou será que a proposta seria punir apenas os adolescentes pobres?

Duas das propostas de emenda à constituição que tramitam no Senado (PEC 74/2011 e PEC 33/2012) efetivamente pretendem criar uma maioridade penal seletiva. Em alguns crimes o adolescente poderia ser responsabilizado criminalmente; em outros, não. Trata-se de uma evidente aberração jurídica, pois a responsabilidade penal é indivisível: ou o adolescente tem plena condições de entender o caráter ilícito de qualquer de seus atos ou não tem.

A PEC 83/2011 é mais coerente e propõe a redução da maioridade penal para 16 anos para todo e qualquer crime. A Constituição, porém, prevê em seu art. 60, §4º, IV, que os direitos e garantias individuais não podem ser restringidos por meio de emenda constitucional. São as chamadas cláusulas pétreas, que visam a impedir retrocessos jurídicos com a perda de direitos fundamentais já conquistados. A maioridade penal aos 18 anos é uma garantia individual estabelecida no art.228 da Constituição Federal, e esse artigo só poderia ser modificado para aumentar a maioridade penal, nunca para diminuí-la.

É bem verdade que alguns juristas não concordam com essa interpretação, alegando que a maioridade penal não seria uma cláusula pétrea por não estar prevista no art. 5º da Constituição, que trata especificamente dos direitos individuais. Trata-se de uma interpretação bastante simplista, pois o que caracteriza um direito individual é sua essência e não sua localização no texto constitucional. Diante da controvérsia, caso a emenda seja aprovada, caberá ao Supremo Tribunal Federal decidir se o art.228 é ou não uma cláusula pétrea e dar a palavra final sobre a constitucionalidade da redução da maioridade penal.

Para tentar contornar essas limitações constitucionais, o governador Geraldo Alckmin apresentou uma proposta ao Congresso Nacional (PL 5385/2013) visando não à redução da maioridade penal, mas a um aumento do rigor do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Atualmente um adolescente que pratica um ato infracional aos 17 anos pode ficar internado no máximo até os 21. Pela proposta de Alckmin, poderia ficar internado até os 26 anos, desde que fosse condenado por crime hediondo. Uma solução jurídica bem superior à redução da maioridade penal na Constituição, mas que dificilmente produzirá algum efeito prático na redução da criminalidade juvenil.

É ilusão acreditar que o simples aumento do tempo de internação vá reduzir os atos infracionais praticados por adolescentes. As estatísticas não deixam dúvidas de que esse tipo de criminalidade é reflexo das péssimas condições socioeconômicas desses adolescentes. A solução simplista de construir cárceres para enjaular a juventude pobre pode até ter um custo menor para o poder público, mas não será panaceia para um problema complexo que precisa ser enfrentado com um investimento sério no ensino fundamental e médio e com políticas públicas que visem a engajar os adolescentes pobres em atividades culturais e esportivas que os afastem da criminalidade. Muito mais efetivo que ameaçar o adolescente com penas graves é oferecer-lhes uma perspectiva real de um primeiro emprego digno que lhe possa permitir sonhar com um futuro melhor.

* TÚLIO VIANNA É PROFESSOR DA FACULDADE DE DIREITO DA UFMG



domingo, 21 de abril de 2013

Discurso vira-lata e a patuléia anti-Copa

Deve ser a milionésima vez que eu explico. O orçamento da união possui várias divisões. Investimentos e infraestrutura, esportes, educação etc. Há sempre previsão orçamentária para cada pasta.
Dizer que "tem dinheiro pra Copa, mas não tem para a educação" é uma grande falácia. Para começar, que a responsabilidade do Governo Federal é sobre o ensino superior, que melhorou muito nos últimos anos.
Acontece também que muitas vezes a União envia verbas para cidades e estados (que cuidam do ensino fundamental e médio, respectivamente), mas acontecem desvios no caminho, a verba fica parada por burocracia, prefeitos esquecem de assinar acordos etc.

As pessoas precisam parar de repetir feito papagaio vários mantras criados pelo pensamento de senso-comum e fiscalizarem as coisas de perto, em vez de culparem a Copa e as Olimpíadas por tudo.
Poucas pessoas acompanham o Portal da Transparência, que mostra como é gasto o dinheiro da União.

Outras dicas:
-Visite as escolas do seu bairro. Se ver irregularidades, reclame com o seu vereador ou até com o Ministério Público;

-Cobre do seu deputado estadual melhorias na educação do seu estado. Reúna amigos e se ele for de sua cidade, marque uma visita em seu escritório de trabalho, para cobrar investimentos na educação. Se muita gente fizer isso, funciona. O problema é que as pessoas preferem misturar tudo, culpando Copa, Olimpíada e cotas;

Exemplo prático: O governo Alckmin , em São Paulo, deixou de investir muito dinheiro em melhorias para as escolas do estado e paga um salário miserável aos professores. O que tem a Copa e as Olimpíadas a ver com isso? Nada. Antes mesmo dos eventos serem anunciados, ele já investia pouco e mal na educação.

Neste link, uma coleção de referências sobre alguns investimentos bons feitos pelo Governo Federal na educação, nos últimos anos.

Conclusão: Não fique culpando a Copa e as Olimpíadas por todos os problemas do país.

Copa do Mundo vai gerar injeção de R$ 142 bi na economia brasileira até 2014, aponta FGV.

Conheça os efeitos da Copa e da Olimpíada na economia dos países.

Irã vai exportar petróleo para a Coreia do Norte


Rostam Ghasemi, ministro do Petróleo do Irã, declarou que Teerã mantem negociações com a Coreia do Norte sobre a eventual exportação de petróleo iraniano para esse país.


O Conselho de Segurança da ONU impôs sanções ao Irã e à Coreia do Norte devido aos programas nucleares de ambos os países.

Os EUA e a União Europeia suspenderam as compras de petróleo iraniano. Washington pressiona também os países asiáticos, tentando obrigá-los a apoiarem o embargo petrolífero anti-iraniano.

A cooperação entre a Coreia do Norte e o Irã não se limita às questões da tecnologia nuclear. Nos anos 90, a Coreia do Norte foi uma das principais fornecedoras de armas a Teerã.

sábado, 20 de abril de 2013

Fernando Haddad e MST

Fernando Haddad, com João Pedro Stédile, da coordenação nacional do MST, depois de reunião do prefeito com representantes do movimento nesta sexta-feira pela manhã.

Crianças das escolas publicas de São Paulo vão comer alimentos orgânicos produzidos pelo MST.

Fonte

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Resenha do filme "Oblivion"




“Oblivion” é um daqueles filmes onde há de se tomar muito cuidado ao escrever uma resenha, pois corre-se o risco de contar mais do que devia, com os amaldiçoados “spoilers”.
O diretor Joseph Kosinski criou um ambiente pós-apocalíptico bastante limpo, que lembra em alguns momentos o clima do consagrado “Eu sou a lenda”.

A história se passa 60 anos após um ataque dos “Scavs”, alienígenas que chegaram já destruindo a nossa lua e detonando a Terra. A humanidade venceu os invasores, mas o custo disto foi nosso próprio planeta. Retirando os últimos recursos naturais antes da mudança para Titã, uma lua de Saturno, Jack Harper (Tom Cruise) tem  uma árdua rotina, consertando drones (versões modernas dos aviões de ataques não-tripulados dos dias de hoje) e combatendo alguns aliens que restaram.  Ele é um oficial veterano que teve a memória apagada por questões de segurança, acompanhado pela bela ruiva Victoria (Andrea Riseborough), sua companheira e navegadora na missão.
Há um grande contraste na fotografia do filme, alternando momentos onde há visuais limpos e futuristas, quase hospitalares, com locais feios e completamente devastados.


 Morgan Freeman aparece surpreendentemente ao longo da trama, com seu jeito sempre “cool” e explicando tudo, como seus personagens costumam fazer. 


Dou um destaque à trilha sonora, cheia de efeitos especiais e timbres de sintetizador que lembram bastante as sonoridades de “Tron”, “Contatos imediatos de terceiro grau” e outros clássicos da ficção científica. Também há boas músicas do Led Zeppelin na trilha, como quando Jack refugia-se em seu esconderijo: um casebre no meio de uma das últimas florestas que restaram, aonde ele vai para descansar e fugir da dura realidade.


A película possui grandes reviravoltas, momentos de romance bastante clichês e alguns erros bizarros científicos, que não chegam a comprometer o enredo.  Apesar de tudo, o filme diverte os fãs do gênero.

Trailer:

Recado de Bertrand Russell às gerações futuras

domingo, 14 de abril de 2013

O topless imperialista do Femen não vai salvar a mulher árabe



Não fosse o impressionante número de cliques gerados em cada álbum de fotos postado em sites do mundo inteiro, o Femen, grupo cujas integrantes protestam com os seios de fora, estaria relegado à total irrelevância. Não seria uma injustiça, tendo em vista a completa falta de conexão com a realidade das ideias vazias da maioria de suas integrantes.



A última polêmica envolvendo o Femen, fundado na Ucrânia em 2008, remete a um protesto feito por uma ativista ligada ao próprio grupo. No fim de março, a tunisiana Amina Tyler, de 19 anos, postou no Facebook fotos em que aparecia com os seios de fora e com as inscrições “F… sua moral” e “Meu corpo pertence a mim e não é fonte de honra para ninguém”. Era um protesto contra a precária situação da mulher no mundo árabe e as inúmeras violações às quais são submetidas.

As fotos de Amina trouxeram à tona o lado mais horrendo do fundamentalismo islâmico. Ao menos um líder salafista (ultraconservador) sugeriu que a garota deveria ser apedrejada até a morte. As ameaças fizeram Amina se esconder. Surgiu, então, o Femen, com seu feminismo “iluminista”. A ideia do grupo era mobilizar integrantes em diversas partes do mundo em solidariedade a Amina. A manifestação, no último dia 4, se tornou uma orgia de imperialismo e islamofobia. Os protestos foram realizados em frente a mesquitas, bandeiras com referências ao Islã foram queimadas e uma participante chegou a posar, com os seios de fora, com uma barba falsa e uma toalha na cabeça, uma referência a Maomé.



Não foi a primeira demonstração de falta de noção do Femen. Em janeiro, num protesto contra a prostituição na Alemanha, o Femen usou o slogan Arbeit macht frei (“o trabalho liberta”), estampado na porta do campo de concentração de Auschwitz. Usar o ponto mais sensível da história alemã no protesto causou indignação de feministas alemãs.

No caso dos protestos “em defesa” de Amina Tyler, houve reação. Diversas feministas árabes se incomodaram. As integrantes do grupo Mulheres Muçulmanas Contra o Femen publicaram uma carta aberta dizendo estar “cheias e cansadas de ouvir de mulheres privilegiadas a perpetuação do estereótipo de que a mulher muçulmana, a mulher de cor, a mulher do sul global é submissa, desamparada e precisa do ‘progresso’ ocidental”. Em entrevista a uma emissora de tevê francesa, Amina afirmou que apoia o Femen, pois o grupo é “verdadeiramente feminista”, mas se distanciou dos atos recentes. “Sou contra. Todos vão pensar que eu encorajei suas ações. Elas insultaram todos os muçulmanos em todos os lugares e isso não é aceitável”.

A tréplica do Femen mostrou uma face desconhecida do grupo. No site oficial, as mulheres muçulmanas foram retratadas como “vítimas de Síndrome de Estocolmo”, estado psicológico de quem passa a ter simpatia por seus sequestradores. Em tom condescendente, Inna Shevchenko, uma das líderes do Femen, afirmou que as mulheres muçulmanas dizem “não precisar de liberação, mas em seus olhos está escrito ‘me ajude’”. Em carta, Inna se dirige às mulheres, mas diz fazer isso “apesar de saber que por trás delas estão homens barbados com facas”.



Os atos e os comentários do Femen mostram quão raso é o tipo de pensamento norteador de suas ações. O Femen é incapaz de perceber que nem todo muçulmano, nem todo árabe, nem todo homem é machista.

O grupo não entende a existência de mulheres muçulmanas que realmente desejam usar véus e não reconhece os homens que lutam contra a cultura patriarcal dominante na região. Mais importante, o Femen não entende que, assim como fazer referências nazistas não avança causa alguma na Alemanha, a nudez ocidental não trará benefício à mulher árabe que batalha diariamente contra o sexismo. Ao contrário, ao atrelar a feminista árabe com a imagem de uma ocidental seminua fantasiada de Maomé, o Femen, como afirmou a pesquisadora australiana Susan Carland, as transforma automaticamente em “traidoras religiosas e culturais”. Desta forma, o único feito do Femen é isolar ainda mais essa causa na sociedade árabe e dificultar qualquer tipo de avanço.

Carta Capital


quarta-feira, 10 de abril de 2013

No estado laico, a religião na política não nos representa





No afã de defender Marco Feliciano das críticas recebidas por amplos setores da sociedade, o blogueiro de Veja, Reinaldo Azevedo, disse que era puro preconceito o fato de ele ser constantemente chamado de pastor.

Infelizmente não é.

Pastor Marco Feliciano é o nome regimental do deputado, como está inscrito na Câmara e com o qual disputou as últimas eleições.

Há vários casos de candidatos que acrescentam a sua profissão como forma de maior identificação com o eleitorado, como o Professor Luizinho ou ainda a Juíza Denise Frossard.

Marco Feliciano não está na mesma situação –sua evocação é um claro chamado para o ingresso da religião na política, que arrepia a quem quer que ainda guarde a esperança de manter intacta a noção de estado laico.

A religião pode até ser um veículo para a celebração do bem comum, mas seu espaço é nitidamente diverso.

Na democracia, o bem comum é uma construção coletiva e, por natureza, includente. Quanto mais pessoas fazem parte da decisão, mais ela se legitima.

A religião é, por si só, excludente, e seus dogmas sobre o bem e o mal não estão sob escrutínio popular.

Suas ‘verdades absolutas’ não fazem parte do ambiente de negociação, próprio da atividade política. Esta busca, ainda, se amoldar à vontade social e não apenas forjá-la, como regras rígidas de um credo.

A definição da moral e a punição a quem dela se desvia, que pode ser até inerente ao religioso, quando consagrado à virtude, não tem espaço na vida republicana. Regrar os demais por uma concepção própria de vida não passa de um abuso de direito.

A religião na política acaba por estimular não apenas o preconceito (pela dificuldade de aceitar diferenças), como o ódio decorrente de sua demonstração pública –do que o crescimento da violência homofóbica é claro indício.

Se as leis de um Estado devem valer ao conjunto de seus cidadãos, as religiosas só alcançam aqueles que se entregam a fé. A catequese imposta, mesmo que por vias indiretas, como a de impingir a todos a crença de apenas alguns, é própria de estados teológicos.

Alimentado, todavia, por interesses partidários, dos mais variados matizes e ideologias, lobbies religiosos estão ganhando trânsito no governo e também na oposição, seduzidos uns e outros pelo volume de potenciais eleitores e pela enorme penetração nos meios de comunicação de massa.

O futuro nos espera, assim, em uma esquina sombria.

O caso Feliciano pode ser maior do que a questão religiosa, mas resumi-lo ao folclore de suas desastradas declarações, desprezando os riscos desta vinculação, seria uma tremenda imprudência.

É certo que o episódio vem desgastando os partidos, que relegaram a comissão de direitos humanos a um terceiro escalão.

Mas, ao mesmo tempo, também revelou uma sociedade mais madura, tolerante e engajada. Que reagiu às vezes com ira, às vezes com graça, mas quase uníssona em um daqueles momentos de defesa da liberdade que costumam deixar marcas.

No cálculo eleitoral, no entanto, analistas já preveem que o deputado deve ter mais votos no próximo pleito, e que todo esse desgaste, enfim, terá valido a pena para ele.

Pode ser até o mesmo cálculo que outros tantos famosos, como personagens do escândalo, colunistas do insulto ou humoristas da ofensa, costumam fazer quando investem pesado em uma grande polêmica.

Afinal de contas, já faz tempo que aquela regra cínica da política “falem mal, mas falem de mim”, foi transformada na máxima das celebridades em busca de atenção: “falo mal para que falem de mim”.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Alguns fatos desagradáveis sobre Margaret Thatcher



Texto de Daniel Ortellado:

Se Margaret Thatcher  fosse uma pessoa comum, possivelmente estaria na cadeia sob a pecha de psicopata; aquela pessoa que não tem empatia por ninguém e acha que suas ações que resultam em morte e dor são justificáveis pois sua visão é a única correta. Mas como foi primeira ministra, com apoio das elites e dos bancos, nessa linda democracia de representação indireta que temos no mundo ocidental, ela teve passe livre para:

[Como Ministra da Educação nos anos 70] Cortar o leite das merendas escolares, muito embora estudos mostrassem que este era a forma mais eficiente e barata de suprir a carência de nutrientes e deficiência de cálcio da juventude com baixo rendimento escolar por conta dessa condição. Tudo isso, só para cumprir as promessas de campanha do partido conservador de diminuir impostos, o que lhe rendeu o apelido de “Ladra do Leite” e a impediu de receber um Phd honorário pela Universidade de Oxford pela tamanha desumanidade e demonstração de falta de entendimento das necessidades transversais da educação;

Apoiar as ditaduras de Saddam Husseim [entre 250 e 400 mil mortes] vendendo armas “não letais” (tanques, caças, radares) como foi comprovado por documentos desclassificados depois, em que ela se mostrava satisfeita com o negócio. A ditadura de Augusto Pinochet [40 mil mortes oficiais de civis] a quem atribuía o fato de ter “trazido a democracia para o Chile” e de quem ficou amiga pessoal nos anos 90 a ponto de recebê-lo abertamente em sua casa na Inglaterra e de criticar na imprensa a tentativa de julgá-lo pelos crimes da ditadura, considerando isso “um absurdo”. Do ditador indonésio Suharto [entre 500-1milhão de vítimas no Timor Leste, Papua e em seu país] a quem se referia abertamente como “Nosso melhor e mais estimado amigo”. Do ditador Pol Pot e o Khmer Vermelho [700 mil mortes] a quem primeiro negou de forma cínica qualquer envolvimento mas tendo que admitir publicamente em 91 depois que documentos caíram nas mãos da imprensa, comprovando que os financiava desde 1983;

Chamar publicamente os trabalhadores de baixa renda de preguiçosos e sanguessugas por dependerem de benefícios sociais, enquanto seu filho Mark vivia uma vida de playboy como corredor de carros, inclusive tendo sido resgatado após seis dias perdido no deserto durante o Rally Paris-Dakar graças aos benefícios da mamãe;

Classificar publicamente Nelson Mandela e o Congresso Nacional Africano de terroristas por lutarem pela emancipação dos negros e o fim do Apartheid. E enquanto o mundo todo fazia sanções econômicas para pressionar o fim da segregação, simplesmente se negar a boicotar o país, continuando assim a beneficiar o regime. Postura da qual o partido conservador inglês até hoje se envergonha, sendo o atual primeiro ministro David Cameron o último a se desculpar publicamente.

Afirmar publicamente que “Cada um deve ser responsável por si” para depois dar suporte ao filho Mark Thatcher que viria a ser condenado pela justiça da África do Sul por financiar uma tentativa de golpe de estado na Guiana Equatorial (chamada de Kwait Africano) em 2004, num esquema que favoreceria os ingleses na extração de petróleo local com a posse do futuro ditador. Mark pagou uma multa de 500 mil dólares e foi beneficiado por uma sursis de quatro anos sem cerceamento da liberdade, num desses acordos judiciais onde cada um deve ser responsável por si. A não ser que você seja filho de Thatcher.

Assinar um acordo de armamentos militares em forma de aviões de caça com a Arábia Saudita conhecido como Al Yamamah que viria a se tornar um mega esquema de corrupção, com suspeitas de enriquecimento ilícito de vários conservadores, inclusive suspeitas de 20 milhões de libras desviadas para o filho Mark Thatcher numa investigação que foi depois arquivada pelo parlamento britânico sob alegação de ser mais importante manter relações amistosas com o país em vista de ataques terroristas, sendo essa posição de interesse maior da nação (do que condenar os corruptos);

Pressionar e censurar a BBC, dando-lhes a alcunha de “Bolchevic Broadcast Company” [Companhia Bolchevique de Comunicação] por estes recusarem adesão a seu endeusamento junto aos jornais conservadores e por insistirem em fazer uma cobertura neutra sobre os conflitos na Irlanda do Norte;

Instituir a Cláusula 28 que impedia o ensinamento de tolerância e luta contra homofobia nas escolas inglesas sob a alegação de “promoção da homossexualidade”, em ato institucional que hoje até seus maiores incentivadores como Michael Howard, Francis Maude e o atual primeiro ministro David Cameron, consideram publicamente “um erro e um ato vergonhoso que merece pedidos de desculpas”.

Dar a ordem de bombardear o navio Belgrano na guerra das Malvinas, quando os argentinos já estavam voltando para casa e fora da Zona de Combate, resultando na morte de mais de 300 pessoas;

Aprovar a taxação sobre serviços públicos mesmo com apenas 12% de aprovação popular, fazendo com que os ricos acabassem pagando menos e os trabalhadores de baixa renda pagando mais, resultando em seu declínio e renúncia.

A lista é tão grande que nem cabe num post já tão enorme. Daria um dia só pra falar de como ela acabou com os sindicatos e fodeu com a vida de todos os mineiros do reino unido.

Mas destaco também algumas frases emblemáticas que demonstram a doença mental que acometia essa senhora. Tais como:

"Um mundo sem armas nucleares seria menos estável e muito mais perigoso para todos nós". [30 de Março de 1987, banquete no Kremlin].

"Você não mente de propósito, mas às vezes tem que ser evasiva."

“Não existe esse negócio de Sociedade.”

“Mas é uma afronta ao senso comum, bem como uma caricatura de justiça, manter a posição de que um chefe de governo deva aceitar automaticamente a responsabilidade penal por tudo o que é feito enquanto está no poder.”

[6 de Outubro de 1999 em entrevista a BBC, ao defender o ditador Augusto Pinochet e sua não responsabilidade nas mais de 40 mil mortes tidas como oficiais durante seu regime ditatorial]

Há quem diga que essas frases e os atos descritos acima são demonstrativos de uma grande pessoa e líder.

Num contexto mais mundano, pessoas com essa visão de mundo estão presas como párias sociais e tidas como monstros nas cadeias mundo afora. No poder, no entanto, livremente atuam e ainda recebem aplausos de pessoas com a mesma inclinação.


Tatcher defendendo Pinochet (link);


Corte ao leite (link);

Acordo de armas criminoso envolvendo seu filho Mark (link);

quinta-feira, 4 de abril de 2013

PSDB propõe reduzir INSS e FGTS de domésticas e zerar multa na demissão





Em mais uma tentativa de regulamentar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) das empregadas domésticas no Congresso, o PSDB apresentou nesta quinta-feira (4) projeto que zera a multa do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para patrões que demitirem as domésticas sem justa causa.

O projeto também reduz de 8% para 4% o percentual do recolhimento do FGTS das domésticas incidente sobre o valor nominal do salário registrado na carteira de trabalho, além de revogar a lei que considera opcional o pagamento do FGTS pelos patrões.

Além disso, a proposta reduz para 8% a alíquota do INSS paga às domésticas --na divisão de 5% recolhido pelos patrões e 3% recolhidos para as empregadas. Na legislação em vigor, o percentual total é de 20% --dos quais 12% são recolhidos pelos patrões.



O PSDB quer prejudicar o elo mais fraco da questão, como sempre. Quer beneficiar quem mais pode, no caso, os patrões e quer que as empregadas domésticas recebam pouco ao se aposentar.

Feliciano constrange a mãe




O pastor e deputado Marco Feliciano (PSC-SP), 40, na foto, criou uma situação de constrangimento a sua própria mãe, Lúcia Maria Feliciano (foto), 69, ao tornar público que ela há cerca de 40 anos fazia abortos clandestinos. Prática da qual ela hoje se arrepende.

Feliciano é contra o aborto, mesmo nos casos autorizados pela lei, quando a gestação decorre de estupro.

Ao falar sobre o assunto em uma entrevista para o UOL, ele contou que a sua mãe tinha uma clínica em Orlândia, cidade paulista onde ela mora até hoje, a 365 km da capital.

Feliciano é autor de afirmações tidas como homofóbicas e racistas, o que ele nega com o argumento de que se orienta pela Bíblia. Ele assumiu em março a presidência da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Apesar de fortes pressões de ativistas e de parlamentares, ele tem resistido. Disse que só deixará o cargo se morrer.

Na entrevista ao UOL, Feliciano afirmou que, na clínica de sua mãe, viu “fetos serem arrancados de dentro de mulheres”.

Lúcia Maria disse a Juliana Coissi, da Folha, que isso não é verdade, porque Feliciano não tem lembrança dessa época, já que ele era recém-nascido.

Além disso, falou, ela atendia mulheres apenas com gravidez inicial, com no máximo 20 dias de gestação, e “não tinha nada [fetos]”.

Lúcia Maria, que é negra, não quis comentar com a jornalista as afirmações polêmicas de Feliciano, entre as quais a de que o povo africano é amaldiçoado por Deus.

Contou que aos 17 anos se submeteu a um aborto e que Feliciano é seu filho único. Ela se tornou mãe solteira aos 20 anos e na época trabalhava como doméstica.

Afirmou que, diferentemente do que seu filho dissera na entrevista, ela nunca teve uma pequena clínica de abortos e que atendeu no máximo seis jovens grávidas, a pedido da mãe delas, e que nada cobrava. Falou que nenhuma das jovens sofreu complicação.

Lúcia Maria, que se tornou evangélica, está arrependida de ter feito os abortos e aguarda “o perdão de Deus”.

É a segunda vez que Feliciano envolve sua mãe no fogo cruzado de suas polêmicas, aparentemente sem o consentimento dela. Na primeira vez, ele publicou no Facebook uma foto onde ela aparece com marido, também negro, como se isso, para Feliciano, valesse como prova de que não é racista.




Paulopes

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Brasil deverá montar base para pesquisadores no Antártico no final de 2014



Jornal do Brasil, 1o de abril de 2013

Rio de Janeiro – Ao mesmo tempo em que o governo brasileiro concentra esforços na reconstrução da Estação Antártica Comandante Ferraz, na Ilha Rei George, destruída por um incêndio em fevereiro de 2012, cientistas buscam consolidar a presença de pesquisadores do país mais ao Sul, dentro do Continente Antártico.

Cientistas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) pretendem montar uma base com capacidade para oito pesquisadores, no local onde já funciona o módulo autônomo Criosfera 1, que opera sem a presença de cientistas, na latitude 85 sul, a 500 quilômetros do Polo Sul.

A informação foi divulgada pelo pesquisador Heitor Evangelista, da Uerj, coordenador do Criosfera. Segundo ele, um módulo dormitório, com quatro beliches e uma cozinha, deverá ser instalado ao lado do Criosfera a partir do final do ano que vem. Há ainda a possibilidade de ter e um minimódulo, que funcionará como banheiro.

A estação garantirá a presença brasileira no continente, já que a Comandante Ferraz e os refúgios mantidos pelo Brasil na Antártica ficam todos em ilhas, fora da massa continental. O módulo Criosfera 1 foi instalado em janeiro de 2012, para fazer pesquisas sobre mudanças da atmosfera, do clima e da camada de gelo.

O módulo funciona sem a necessidade de pesquisadores, com o auxílio de geradores solares e eólicos e de baterias, além de equipamentos posicionados dentro e fora do contêiner. Os dados coletados são enviados por satélite para o Brasil. Uma missão com pesquisadores brasileiros foi enviada no final do ano passado para avaliar o funcionamento do módulo e fazer coletas de mais materiais.

No entanto, o grupo precisou dormir, comer e improvisar banheiros em barracas, que foram posicionadas no entorno do Criosfera 1. Sob essas condições, explica Evangelista, não é possível ficar mais do que um mês no local. “Hoje é muito difícil ficar mais do que 30 dias. Em uma missão dessa de 30 dias, nas condições que você encontra lá, você praticamente chega ao seu limite físico. Isso é muito comprometedor.”

A instalação do módulo dormitório permitirá que os pesquisadores permaneçam até três meses no local, durante o verão antártico. “Será muito bom, porque vai permitir uma ampliação das pesquisas”, disse o cientista.

Hoje toda a operação logística do Criosfera é feita por uma empresa privada, contratada pelo consórcio universitário que opera o módulo de pesquisa. Os pesquisadores devem conversar com a Força Aérea Brasileira (FAB) para pedir que pilotos brasileiros sejam capacitados e aprendam a pousar seus aviões Hércules (que transportam os equipamentos) no Continente Antártico, em uma pista de pouso existente na latitude 80, próximo à Criosfera 1.

Isso, segundo o cientista, baratearia os custos de operação do Criosfera. “Queremos que a FAB faça algo que os chilenos já fazem, que é pousar um Hércules na latitude 80. O pouso é feito no gelo. É um tipo de gelo, formado na base das montanhas, que tem uma densidade bem alta, o gelo azul. Nesse gelo azul, uma aeronave pode pousar com rodas”, disse Evangelista.