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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Excelente entrevista com Richard Dawkins

Temos o privilégio de termos em nosso tempo um dos maiores cientistas e pensadores da história: O biólogo Richard Dawkins. Divulgador da ciência e defensor do ateísmo, Dawkins possui uma argumentação brilhante e precisa, refutando o fanatismo religioso e a ignorância criacionista.
Eis aqui uma entrevista com ele, em duas partes:



Novo RG: cadastro deve começar em janeiro

Meu grande amigo Celso me deu uma dica interessante:




O ano de 2010 deve começar com mudanças nos documentos dos brasileiros. O Instituto Nacional de Identificação (INI), órgão ligado à Polícia Federal, espera que nos próximos dias seja publicado o decreto para implementação do novo Registro de Identidade Civil (RIC).



O documento vai reunir os números de todos os documentos de registro dos cidadãos, como CPF, Carteira de Trabalho, Carteira Nacional de Habilitação e Título de Eleitor – além do Registro Geral. Com a publicação do decreto, a expectativa é de que o cadastro para a emissão das novas carteiras de identidade comece em janeiro.



Ao solicitar o RIC, o cidadão passará pelos procedimentos habituais para obter a carteira de identidade, com coleta de digitais, fornecimento de dados pessoais e assinatura. A diferença, segundo a Polícia Federal, é que o processo será totalmente informatizado, garantindo um cadastro nacional biométrico.



O novo cartão terá um sistema complexo de tecnologia que inclui microchip e dados gravados a laser no documento. O objetivo é evitar falsificações e permitir maior agilidade na transmissão de dados sobre uma pessoa em todo o território nacional. Os órgãos regionais deverão receber estações de coleta e transferir os dados para o órgão central em Brasília, que por sua vez emitirá a nova identidade.



Espera-se que a partir do terceiro ano de implementação do projeto 80 mil pessoas possam ser cadastradas por dia, alcançando a meta de 20 milhões de cidadãos por ano. Em nove anos, cerca de 150 milhões de brasileiros devem ter o novo RIC.
Comentários:
Espero que o novo documento acabe mesmo com a falsificação de carteiras de identidade e com as fraudes envolvendo o título de eleitor e o CPF. A idéia da carteira de identidade eletrônica não é nova: A
Espanha e a Bélgica já possuem um modelo parecido. Só receio que vai demorar até todo mundo ter o novo documento, como toda novidade tecnológica que é implantada no Brasil. Como tudo em nosso país ainda envolve muito papel e burocracia, provavelmente teremos que esperar para ver um belo futuro tecnológico onde todos portarão suas carteirinhas hi-tech. Algumas inovações envolvendo tecnologia já deram certo no Brasil, como a Urna Eletrônica, logo isso também pode dar certo por aqui.




Serra e os pedágios

Quem diz que vai votar no Serra em 2010 apóia isso aqui:


terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Lambança exemplar da mídia. Toda a mídia


Por Alberto Dines em 29/12/2009

Um drama que só tende a crescer porque os meios de comunicação não estão interessados em largar o osso. Perceberam o manancial inesgotável de que dispõem e vão em frente. Mesmo arriscando a vida e a felicidade de Sean Bianchi Goldman.
Hoje, quando se fala em mídia, impossível estabelecer distinções: a mídia americana e a mídia brasileira – pelo menos no caso Sean – exibem as mesmas distorções e leviandades. Como se a 
yellow press anglo-saxônica e a nativa imprensa marrom fossem a mesma coisa. São a mesma coisa (as origens é que variam).
É aterradora a façanha "jornalística" da rede de televisão NBC ao oferecer um jato para levar David Goldman e seu filho para os EUA. Não foi um ato generoso para garantir a privacidade do menino. Foi uma monstruosa exploração, autêntica cafetinagem jornalística.
David Goldman, modelo profissional, será atração da NBC por muito tempo. E David Goldman só existe na medida em que fala do filho. Mesmo sem o exibir, apenas referindo-se a ele, está criando um clima que tornará impossível uma existência normal para o garoto.
Sem discrição
Sem qualquer escrúpulo ou disfarce, a NBC fez o seu exercício de checkbook journalism, jornalismo com talão de cheque, que em situações normais seria condenado pelos media-watchers, observadores da mídia, se neste momento osmedia-watchers americanos não estivessem concentrados na discussão sobre os modelos de negócios da indústria esquecidos do conteúdo do produto que esta indústria está oferecendo.
A família brasileira de Sean também se envolveu com a mídia. E como sempre acontece em nossas plagas, pelo viés autoritário. O celebrado clã de causídicos ao qual pertence João Paulo Lins e Silva, pai adotivo de Sean, a pretexto de proteger a criança, preferiu a estratégia da mordaça, a censura judicial: embargou o noticiário sobre o caso. Burrada: este tipo de silêncio não se sustenta, basta ver o que aconteceu com os poderosos Sarney.
Folha de S.Paulo tentou derrubar o embargo, não conseguiu; meses depois a revistapiauí contou a história toda (ver aqui) sem colocar em risco a privacidade de Sean e de sua família brasileira. Ao contrário, desvendava-se pela primeira vez a extensão de um drama que a superexposição só poderia agravar.
Censura nunca foi recurso inteligente, mais apropriado seria contrabalançar a xenófoba cruzada iniciada pela mídia americana clamando por respeito à intimidade de Sean.
A entrega no consulado do Rio foi evidentemente midiatizada pela família brasileira. Seu pai adotivo e seus avós maternos poderiam ter procurado as autoridades consulares para acertar procedimentos mais discretos. Aliás, prometeram que a "transição" não seria traumática. David não se oporia, tanto ele como os seus
sponsors da NBC não estavam interessados em badalações no Brasil, queriam faturar a chegada nos EUA.
Espetáculo canibal
A idéia de vestir o garoto com a camisa da seleção de futebol é prova cabal de um marketing emocional inadmissível. Aberrante. Sean foi preparado para ser fotografado e esta fotografia deveria tocar a alma brasileira: isto só acontece por meio do futebol em anos de Copa do Mundo.
Sean só poderá ser protegido se a parte sadia da imprensa americana (cada vez menor e menos atuante) criar uma onda para preservar sua privacidade. A mídia americana mais sensível – ou talvez a parte menos paranóica da blogosfera – tem condições para forçar David Goldman a controlar o seu narcisismo e também a sua ambição (desvendada pelo negócio com a NBC), obrigando-o a manter-se longe dos holofotes e dos flashes.
A sociedade americana e o judiciário americano têm condições de evitar este espetáculo sacrificial, esta canibalização emocional de uma criança. Alguém precisa acioná-los. Só a imprensa pode fazê-lo.
***
PS: Algumas estrelas do nosso jornalismo reclamam quando se fala em mídia como fenômeno ou como indústria. Não gostam da generalização, é compreensível: esmeram-se, transpiram, buscam ângulos, desenvolvem estilos personalizados, oferecem seus nomes e suas marcas. Não obstante, a generalização hoje é compulsória, inevitável. Articulistas diferenciam-se, mas as empresas de mídia abdicaram da sua vantagem patrimonial – a individualidade. Preferem homogeneizar-se. Ao invés da diferenciação, a mimetização.




Qual a verdade, Jobson?




O ex-jogador do Botafogo Jobson, ao saber do primeiro resultado positivo do antidoping, declarou: "'Deve ser alguém que está querendo me prejudicar. Eu quero ver o que está acontecendo. Eu acho melhor não falar nada, ficar calado, porque eu não sei o que está acontecendo".

Agora, com um novo discurso, declarou:
"Me empolguei com uma atriz. Não vou citar nome para não prejudicar ninguém. Estava fora do jogo e acabei usando, mas só aquela vez".

Que atriz? Se isso é verdade, ele se tiver um pingo de caráter tem a obrigação de falar, já que a tal atriz teria comprado uma substância ilícita e sustentaria o tráfico. Será que a história é verdade ou ele está simplesmente inventando, para se fazer de vítima?

A imprensa devia se mobilizar mais neste caso. Tentar descobrir se existe mesmo alguma atriz que deu cocaína para o jogador, se foi em uma festa, entrevistar pessoas próximas etc. O cidadão Jobson cometeu um crime e precisa pagar. Na minha opinião, é caso para ser banido do esporte sim. Ora, não importa se usou uma, duas ou três vezes. O jogador consumiu uma substância ilícita, que é fornecida por traficantes ordinários e um comércio que sustenta milhares de mortes anualmente. A punição deve servir de exemplo, para que futuramente nenhum atleta resolva usar cocaína, mesmo que seja "uma vez só".

Li também que o Botafogo pensa em auxiliá-lo na defesa. Defender como? Existe algo que justifique o consumo de cocaína? Se eu fosse o clube, condenaria veementemente o ex-atleta e pronto, proibindo-o de usar a camisa do Botafogo em público, como ele andou fazendo. Um jogador notoria e assumidamente usuário de cocaína não pode sair envergando a camisa do Botafogo desta maneira, pois só envergonha o clube.


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Glossário

O portal de notícias R7 tem um glossário muito interessante, com definições de siglas e palavras que encontramos no dia-a-dia, mas que muita gente não conhece o significado.
Vale a pena conferir, aqui.

sábado, 26 de dezembro de 2009

"Avatar" faz pequena campanha ambientalista

Em uma época com tantas campanhas para salvarmos o meio ambiente, o filme "Avatar" antevê um possível problema do futuro: o dia em que o capitalismo selvagem irá explorar riquezas naturais de outros planetas. Talvez a intenção de James Cameron tenha sido esta mesma: utilizar belos cenários criados para mostrar a sede norte-americana em conseguir benefícios a qualquer custo.

Na história, Jake Sully é um ex-fuzileiro naval cadeirante, que tem a oportunidade de operar um ser híbrido fruto da mistura genética combinando DNA humano e Na´Vi, espécie nativa do planeta. Uma firma de mineração, em parceria com o exército norte-americano (Bush não faria melhor) explora jazidas de pedras preciosas em Pandora, e cabe a Jack fazer um profundo estudo sobre a espécie nativa e intermediar as possíveis negociações entre esta e os cruéis exploradores alienígenas (nós). Acontece que ele acaba se apaixonando por uma nativa, tendo assim que lidar com conflitos sobre qual lado ele apoiaria:os humanos exploradores e malvados ou o simpático povo da floresta que venera a natureza.

O filme faz menção à como a Terra estaria sem florestas em 2154 e vários questionamentos dos cientistas, se seria correto fazer uma exploração tão agressiva em outro planeta, depois de terem esgotado os recursos naturais do nosso querido Planeta Água.  O lado "campanha ambientalista" do filme é bastante irritante, diga-se de passagem.

Os destaques de atuação vão presumivelmente para Sam Worthington, no papel de Jack e Sigourney Weaver, interpretando a cética e sempre ponderada cientista Grace Augustine. Aliás, cabe destacar como Sigourney cai como uma luva em filmes de ficção científica envolvendo alienígenas. "Avatar" vale mais por seus cenários em terceira dimensão do que pela história em si.


Construção do Anel Viário de São José dos Campos

Quando governou São Jose, entre 1993 e 1997, o PT fez uma das obras mais importantes da cidade: O Anel Viário. Levando a população da zona sul para o centro, é um dos corredores de ônibus e carros mais importantes da cidade. A obra, que estava parada há muitos anos, foi um marco em São José. Um dos grandes problemas é que os caminhos da Zona Sul para o Centro atualmente já estão bastante saturados. Recomenda-se que a administração atual e as futuras procurem criar novas alternativas de tráfego ligando a zona sul ao centro.
Este informe publicitário da prefeitura é um belo registro desta construção:

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

"Ter espírito natalino"



Reproduzo abaixo duas postagens geniais do blog "Classe média way of life":

Não adianta tentar fugir: para ser médio-classista, é estritamente necessário gostar do Natal.

O Natal é uma festa que acontece todo final de ano, onde as pessoas louvam um deus sempre retratado de barba, que veio do céu para trazer à humanidade o que realmente importa nesta vida. Trata-se do Papai Noel, carregado com um saco bem grande de bens de consumo. O Papai Noel é uma divindade muito louvada pelos médio-classistas, um personagem criado pela indústria de refrigerantes como o símbolo da festa mais importante para a Classe Média: a época das compras de Natal. 

Apesar de ser uma importante e apreciada época festiva, as origens do Natal, tal como hoje é conhecido, não são bem claras. Algumas correntes científicas defendem que a data era utilizada, em tempos remotos, para festejar o nascimento de Jesus, ícone das religiões cristãs. Esta teoria, no entanto, enfrenta forte combate quando exposta ao fato de que sua comemoração ocorre no dia 25 dezembro, contrariando a lógica pela qual o calendário ocidental moderno se utiliza do nascimento do mesmo personagem como marco zero, o que, por dedução, só estaria correto se o mesmo nascesse no dia primeiro de janeiro. A contra-argumentação dos estudiosos que ligam o Natal a Jesus apresenta duas versões para resolver o imbróglio: ou ele nasceu prematuro de 7 dias, ou ele só foi registrado no cartório 7 dias depois, porque os pais moravam na roça e naquela época era penoso e demorado chegar à cidade no lombo de um burro. Ainda não há consenso na comunidade científica sobre o assunto.



O Natal também é a época da afirmação dos verdadeiros valores da Classe Média, e isto ela faz com demasiado talento. No afã de deixar claro que ter nascido no Brasil foi apenas um acidente de locação geográfica, os médio-classistas se esforçam para compartilhar do mesmo tipo de festividades que os grandes irmãos do hemisfério norte, também conhecidos como "mundo civilizado". Abre-se mão do mundialmente invejado clima tropical, que proporciona, por exemplo, noites de agradável temperatura, preferindo ambientar suas comemorações em uma emulação do inóspito clima de nevasca. Em pleno calor causticante de verão, nossos shoppings se cobrem de neve de espuma e isopor. Velhos gordinhos, coitados, são fantasiados de Papai Noel, enfiados em vestimentas, luvas e botas inclusive, desenvolvidas originalmente para que esquimós consigam atravessar vastíssimos desertos de gelo em busca de focas gordas. A tortura se completa com milhares de lâmpadas incandescentes, para tornar o ambiente já quente em uma verdadeira chocadeira, e claro, horas a fio de música instrumental das famigeradas harpas natalinas. Haja saco, hein Papai Noel!


O Natal é uma grande celebração dos valores da Classe Média. Grandiosas e fartas festas são oferecidas em nome da santíssima trindade: a tradição, a família e a propriedade. Para celebrar estes três pilares de devoção, institui-se a figura do “Natal em família”, uma festa que acontece tradicionalmente todos os anos, com o maior número de familiares possível, normalmente na propriedade do patriarca. E não é uma festa qualquer: é uma espécie de prestação de contas coletiva e anual, algo como uma convenção para tornar pública as vidas alheias. Principalmente suas partes ruins.

Ali se reunirão pessoas que, na maioria das vezes, só se vêem durante estes eventos. Mesmo assim, a necessidade tomar e dar satisfações é legítima e inquestionável. Este tipo de evento não se constroi apenas através da fartura dos comes e bebes. A alma da coisa é a avaliação e o julgamento mútuo da vida de cada presente. Por isso, todos vão dispostos a causar a melhor impressão possível, mesmo para as pessoas que menos gostam ou que nem mantêm contato. E por que estas pessoas se submetem a isto? Por que simplesmente não faltam ao evento? Simples: os que faltam não podem desmentir os boatos que fatalmente surgirão, e portanto serão o foco das conversas a maior parte do tempo, sem direito a defesa. Aos ausentes, o maior prejuízo na imagem. Infelizmente é a lei.

Nesta festa acontecerá a batalha do ano em busca da atenção de quem quer que seja. Aditivados por álcool, cada um tentará se mostrar o mais chegado do patriarca, mesmo que não tenha falado com ele uma vez sequer durante o ano, no intuito de fazer com que a família imagine que o bajulador merece uma substancial fatia da herança que há de vir dentro de poucos natais. Nas rodas de conversa, muitos contarão suas proezas nos negócios, em viagens internacionais,  na vida em sociedade, tentarão fazer comparações de salários. As crianças correrão pela casa, quebrarão coisas, perguntarão como diabos o Papai Noel entrará em suas casas, uma vez que apartamentos não possuem chaminé. Os mais ricos humilharão os mais pobres com entrelinhas venenosas, e os intermediários pagarão pau para os mais ricos.

Se você, aspirante a médio-classista, vislumbrou cenas de terror absoluto na descrição acima, não se preocupe. Apesar da hostilidade do ambiente, por incrível que pareça, ali estará todo mundo sorrindo. Tudo o que você precisa fazer, neste caso, é sorrir também, não importa quais comentários maldosos tenha ouvido a respeito do seu novo emprego ou sobre sua vida amorosa. E você também pode se distrair com a inevitável decoração, e também com a trilha sonora. Pode ser que não toque Beatles (muito provavelmente não tocará), mas pelo menos uma do John Lennon na voz da Simone sempre rola. E ainda tem o especial do Roberto Carlos na TV, uma ótima oportunidade para distrair e se livrar das tias chatas.

Realmente não é uma tarefa das mais fáceis se adaptar a este estilo de vida. Mas para fazer parte da Classe Média, é muito importante entender de espírito natalino. E infelizmente, essa disciplina só pode ser patricada uma vez por ano. Portanto, para fechar o ano bem médio-classista, vista sua melhor roupa, sua melhor máscara e boas festas!

Teólogo derruba o criacionismo

Alister McGrath:professor de teologia histórica da Universidade de Oxford e forte opositor do criacionismo.


O que um dos maiores intelectuais cristãos tem a dizer sobre o criacionismo?



O Deus das Lacunas.



Trata-se de uma referência à apologética cristã, a uma abordagem que se tornou proeminente nos séculos XVIII e XIX: o chamado enfoque do "Deus das Lacunas". [...] Foi um movimento tolo, paulatinamente abandonado no século XX. Charles A. Coulson, primeiro professor titular de química teórica em Oxford e notável pregador leigo metodista, execrou a idéia com a sonora expressão "Deus das Lacunas". Apesar dos exageros, a crítica de Dawkins aos que "adoram as lacunas" é inteiramente adequada e válida. Por isso somos gratos por sua ajuda em exterminar esse postulado obsoleto e falso da história da apologética cristã. [...] Aqui, porém, o verdadeiro problema está no deslocamento forçado de Deus — feito pelos apologistas cristãos, sem dúvida bem intencionados — para os recessos ocultos do universo, além da verificação ou pesquisa. Ora, trata-se de uma preocupação verdadeira, pois a estratégia ainda é usada pelo movimento do "design inteligente" — corrente estabelecida principalmente na América do Norte. Ela postula um "designer inteligente" com base nas lacunas da explicação científica, como, por exemplo, a "complexidade irredutível" do mundo. Não é uma concepção que eu aceite, seja em bases científicas seja teológicas.
O enfoque do "Deus das Lacunas" [..] foi mal dirigido, uma estratégia apologética fracassada de um período anterior da história, e que hoje se tornou obsoleta.

Alister Mcgrath em "The Dawkins Delusion", p. 42, Editora Mundo Cristão.


O fundamentalismo surgiu como reação ao avanço da cultura secular no interior de algumas Igrejas norte-americanas.Sempre foi um movimento de contracultura e de afirmações de certos limites doutrinários. [...] No final de 1940 e início da década seguinte surgiram algumas inquietações entre os fundamentalistas norte-americanos. O fundamentalismo mostra-se totalmente hostil a qualquer noção de crítica bíblica, compromentendo-se, portanto, a interpretação literal das Escrituras. Sociologicamente falando, o fundamentalismo pode ser descrito como um movimento reacionário contracultural, que exige de seus seguidores, em geral pertences a classes sociais menos favorecidas, o cumprimento de severas regras.
A atitude desse movimento em relação às ciências naturais é muito complexa. Muitos delesa creditam que a compreensão bíblica da criação depende da interpretação literal dos dois prfimeiros capítulos do livro do Gênesis. Por isso, argumentam que não se pode falar de "evolução". Para eles a narrativa bíblica da criação parece envolver todas as formas de vida biológica, incluindo a humanidade, criadas no período de sete dias. Tal posição opõe-se, naturalmente, ao ponto de vista evolucionário sobre as origens da natureza humana. O movimento conhecido como "criacionismo científico" se originou no contexto evangélico. O fundamentalismo surgiu no interior da cultura protestante americana da década de 1920 em face da expansão da cultura secular. O nome do movimento vem uma série de doze livros intitulados The Fundamentals (Os fundamentos), empenhados em divulgar a perspectiva conservadora protestante sobre a cultura e a teologia de então.
Apesar do amplo uso do termo para movimentos religiosos no âmbito do islamismo e do judaísmo, o "fundamentalismo" designa original e propriamente o movimento nascido no cristianismo protestante americano entre 1920 e 1940.


Em maio de 1925, John T. Scopes, jovem professor de ciência na escola secundária, tornou-se vítima do estatuto recentemente adotado que proibia o ensino da evolução nas escolas públicas do estado do Tennessee. The American Civil Liberties Union veio em apoio de Scapes, enquanto William Jennings Bryan atuava como testemunha de acusação. Esse fato transformou-se no maior desastre de todos os tempos no campo das relações públicas para o fundamentalismo. Bryan foi chamado como testemunha e interrogado acerca de seus pontos de vista sobre a evolução. Foi forçado a admitir que não conhecia geologia nem religiões comparadas, nem emsmo as civilizações antigas. Acabou por demonstrar também que suas opiniões sobre religião eram ingênuas. O "julgamento dos macacos" (como ficou conhecido) transformou-se num símbolo do pensamento religioso reacionário em face do progresso científico.

Alister Mcgrath em"Fundamentos do diálogo entre ciência e religião", Editora Loyola. p.62-65.


Essa foi a primeira derrota do criacionismo, e as razões são evidentes:

1) O criacionismo não é científico pois parte de pressupostos não científicos (teológicos), fundamentalistas e retrógrados, tais como uma interpretação literal da Bíblia em confronto com a evidência científica. Digno de uma aberração científica, integra conhecimentos supersticiosos travestidos como centíficos.
2) Inverte a lógica da atitude genuína da ciência: a ciência inquire-se por evidências e depois conclui; o criacionismo conclui (supersticiosamente) e tenta, com base nessa fé, propor evidências.
3) O motivo da abolição da evolução é religioso, e não científico. São fundamentalistas que estão por atrás de tal ato desonesto. Ao investir mentiras como "a teoria da evolução não foi provada" e outras, espalham o terror anti-histórico pseudocientífico, reacionário e contracultural pela sociedade americana.


terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Túnel do tempo-São José dos Campos

Um vídeo antigo de São José dos Campos, na década de 90, provavelmente de 1994:




Depois eu posto alguns vídeos bem mais antigos, dos anos 60 e 70.

25 de dezembro-Aniversário de quem?


Se não fosse o imperador Constantino, no dia 25 de dezembro quem é cristão estaria comemorando o nascimento de Mitra.


Um texto muito bom da Superinteressante:






A verdadeira história do Natal

A humanidade comemora essa data desde bem antes do nascimento de Jesus. Conheça o bolo de tradições que deram origem à Noite Feliz

Thiago Minami e Alexandre Versignassi
Roma, século 2, dia 25 de dezembro. A população está em festa, em homenagem ao nascimento daquele que veio para trazer benevolência, sabedoria e solidariedade aos homens. Cultos religiosos celebram o ícone, nessa que é a data mais sagrada do ano. Enquanto isso, as famílias apreciam os presentes trocados dias antes e se recuperam de uma longa comilança.




Mas não. Essa comemoração não é o Natal. Trata-se de uma homenagem à data de "nascimento" do deus persa Mitra, que representa a luz e, ao longo do século 2, tornou-se uma das divindades mais respeitadas entre os romanos. Qualquer semelhança com o feriado cristão, no entanto, não é mera coincidência.
A história do Natal começa, na verdade, pelo menos 7 mil anos antes do nascimento de Jesus. É tão antiga quanto a civilização e tem um motivo bem prático: celebrar o solstício de inverno, a noite mais longa do ano no hemisfério norte, que acontece no final de dezembro. Dessa madrugada em diante, o sol fica cada vez mais tempo no céu, até o auge do verão. É o ponto de virada das trevas para luz: o "renascimento" do Sol. Num tempo em que o homem deixava de ser um caçador errante e começava a dominar a agricultura, a volta dos dias mais longos significava a certeza de colheitas no ano seguinte. E então era só festa. Na Mesopotâmia, a celebração durava 12 dias. Já os gregos aproveitavam o solstício para cultuar Dionísio, o deus do vinho e da vida mansa, enquanto os egípcios relembravam a passagem do deus Osíris para o mundo dos mortos. Na China, as homenagens eram (e ainda são) para o símbolo do yin-yang, que representa a harmonia da natureza. Até povos antigos da Grã-Bretanha, mais primitivos que seus contemporâneos do Oriente, comemoravam: o forrobodó era em volta de Stonehenge, monumento que começou a ser erguido em 3100 a.C. para marcar a trajetória do Sol ao longo do ano.



Dionísio crucificado. Tenho certeza que você já viu uma imagem igual a esta pendurada no pescoço de muita gente...


A comemoração em Roma, então, era só mais um reflexo de tudo isso. Cultuar Mitra, o deus da luz, no 25 de dezembro era nada mais do que festejar o velho solstício de inverno - pelo calendário atual, diferente daquele dos romanos, o fenômeno na verdade acontece no dia 20 ou 21, dependendo do ano. Seja como for, esse culto é o que daria origem ao nosso Natal. Ele chegou à Europa lá pelo século 4 a.C., quando Alexandre, o Grande, conquistou o Oriente Médio. Centenas de anos depois, soldados romanos viraram devotos da divindade. E ela foi parar no centro do Império.
Mitra, então, ganhou uma celebração exclusiva: o Festival do Sol Invicto. Esse evento passou a fechar outra farra dedicada ao solstício. Era a Saturnália, que durava uma semana e servia para homenagear Saturno, senhor da agricultura. "O ponto inicial dessa comemoração eram os sacrifícios ao deus. Enquanto isso, dentro das casas, todos se felicitavam, comiam e trocavam presentes", dizem os historiadores Mary Beard e John North no livro Religions of Rome ("Religiões de Roma", sem tradução para o português). Os mais animados se entregavam a orgias - mas isso os romanos faziam o tempo todo. Bom, enquanto isso, uma religião nanica que não dava bola para essas coisas crescia em Roma: o cristianismo.


Aproveitando, um trecho do excelente documentário Zeitgeist mostra um pouco da relação entre outros mitos salvadores que vieram antes da história de Jesus, cujas características foram incorporadas a ele. O documentário pode ser assistido na íntegra no youtube.:






O Lula não pode inauguarar obras, mas o Serra pode?



Li no "Vale Paraibano" de hoje:

"O governador José Serra (PSDB) intensificou a propaganda de sua administração no Vale do Paraíba, ampliando a divulgação das principais obras e investimentos nas cidades da região."


Engraçado. Quando o presidente Lula fiscaliza as obras do PAC, a imprensa diz que ele está fazendo campanha para a Dilma, pede Impeachment e afirma que está sendo jogado dinheiro fora. E quando o Serra subitamente faz propaganda intensa de seu governo pelo estado a dentro, aí pode?

Cobra coral e as chuvas


Leio no Portal R7 que várias prefeituras do Brasil, como a de São Paulo, recorrem a uma fundação "mediúnica" chamada Cobra Coral, que alega proteger com espíritos as cidades das grandes chuvas, impedindo catástrofes.
Como pode a superstição e a credulidade ingênua ter tanto destaque em esferas de governo? Não há nenhuma diferença entre isto e os governos da Grécia antiga, que recorriam às pitonizas para prever o futuro.
Segundo esta fundação, que supostamente passa para as prefeituras alertas metereológicos, o espírito de um índio maluco passa a previsão do tempo para elas. Agora, vamos ser claros:
-não existem evidências científicas de que espíritos existem;
-sendo assim, não existem evidências de que existem pessoas que falam com espíritos;
-muito menos existem provas de que a tal fundação passa alertas metereológicos de verdade "vindos do além" ou que evitam catástrofes, basta ver a quantidade de chuvas que atingiu recentemente São Paulo.

Até quando políticos darão prestígio para a credulidade tola? Tal fundação ainda afirma controlar o clima do planeta. Qualquer um pode criar uma fundação "espiritual", ler a previsão do tempo em sites como o do Inpe e depois dizer que previu. Brilhante. Espero que este tipo de superstição seja enxotada das esferas governamentais e da sociedade o quanto antes. Estamos no século XXI, já não há mais espaço para crendices de que "espíritos controlam o tempo".

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O que é mais grave?

Eleita deputada federal por duas vezes e prefeita de São José dos Campos de 1993 a 1996, Angela Guadagnin saiu de seu mandato com mais de 80% de aprovação, segundo pesquisa Datafolha na época.
Como prefeita, construiu na cidade o Hospital Municipal, inciou as obras do Anel Viário, criou o projeto "Férias na Cidade", inaugurou o Parque da Cidade (maior e mais importante área verde para a cidade), constriu várias Unidades Básicas de saúde etc.

Apenas para localizar o leitor na questão, estou mencionando esta breve biografia. Angela é médica, entrou para o Partido dos Trabalhadores nos anos 80 e sempre enfocou suas políticas na saúde, inclusive quando foi deputada federal. Foi uma das proponentes do Estatuto do Idoso e foi eleita vereadora em 2008, fiscalizando as ações municipais de saúde de São José dos Campos. Recentemente foi uma das responsáveis pela vinda do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para a cidade.

Em 2006, quando era deputada federal, ocorreu um fato que ficou alcunhado como "Dança da Pizza". Vamos aos fatos: Era madrugada, na Câmara, quando Angela comemorou a absolvição de seu colega de partido João Magno, que foi culpado por caixa não contabilizado de campanha. Sem dúvidas foi um equívoco, mas parece óbvio que ela não quis "ofender o povo", como alguns acusaram. Ora, se a intenção dela fosse escarnecer da população, ela teria realizado tal comemoração de dia, com o plenário cheio e em um horário "nobre" do noticiário, para todos verem.

A mídia na ocasião não perdoou. Talvez por ser mulher e governista, a então deputada saiu na capa da Veja, foi parar em diversos vídeos do youtube etc.

Agora, uma reflexão. Recentemente o Deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM) ameaçou o presidente Lula, dizendo que ia "dar porrada nele". Já vimos deputados rasgando a constituição no congresso, fazendo comemoração com "trenzinho" no plenário e o Senador José Agripino já fez acusações graves à Ministra da Casa Civil Dilma Roussef (PT), mencionando a ditadura. O Deputado Jair Bolsonaro (PP) e o Senador Cristovão Buarque (PDT) já defenderam o fechamento do Congresso, sendo que o primeiro já falou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deveria ter sido fuzilado, além de já ter defendido a tortura. Todas estas falas e atos foram realizados durante o dia na Câmara e no Senado, não repercutiram muito na mídia e não vi a população que condenou a comemoração de Angela protestando ou escrevendo indignada para os jornais. Recentemente em São José dos Campos o prefeito Eduardo Cury (PSDB) fez uma  patética "ola" (como aquela que fazem estádios de futebol) com seus partidários, em um evento de bajulação de correligionários do seu partido. Não vi o prefeito pedindo desculpas pela cena mambembe.

Não vi qualquer repúdio da mídia ou do público contra estes atos. Por que ? Porque foram realizados por homens? Por que não vendem jornal? Repito, a agora vereadora Angela se equivocou, mas prontamente pediu desculpas. Pedido que foi aceito pela população de São José, que conhece seu trabalho e por confiar nele, elegeu-a vereadora. Não me recordo de em nenhum dos exemplos acima de ter visto os envolvidos pedindo desculpas. O ícone de uma senhora comemorando, quase dançando, obviamente vende mais jornal que deputados  falando que vão espancar o presidente da república ou pedindo falando no  fuzilamento de um ex-presidente. Penso que os atos mencionados por mim deveriam ter tido o mesmo ou mais destaque que a comemoração da ex-deputada federal. Espero que a mídia e o público saibam ponderar melhor os atos das pessoas públicas, de uma forma menos seletiva. Respeito todas as opiniões (embora discorde de muitas) sobre o caso de Angela ou tantos outros, mas penso ser melhor sempre mais serenidade e prudência tanto na mídia quanto por parte dos leitores.

Discurso de posse de Angela, na Câmara Legislativa de São José:

domingo, 20 de dezembro de 2009

José Hamilton Ribeiro

Este excelente jornalista, que cobriu a Guerra do Vietnã, fez uma palestra na minha faculdade em 2007. Contando muitas histórias e "causos", sua palestra é obrigatória para quem gosta do jornalismo de guerra.

Alguns trechos:



sábado, 19 de dezembro de 2009

À moda antiga

É curioso notarmos como evolução da tecnologia e da velocidade da informação mudaram o jornalismo tão rapidamente. Em poucas décadas aquele jornalismo romântico e sem tanta pressa se transformou em uma atividade frenética, onde às vezes domina o excesso de informações. Quando você compra um jornal, o desenrolar de uma história já pode estar bem diferente do que você leu.

Alguns exemplos tornam os avanços mais emblemáticos. A história do videotape demonstra isso. Até a Sony popularizar as câmeras de vídeo que usavam fitas, os telejornais dependiam das câmeras com filme de rolo, exatamente como no cinema. Era preciso revelar o filme para então as notícias irem para o jornal na TV. Um dia, em uma feira de novas tecnologias, a Sony apresentou sua tecnologia. Até então visto com ceticismo, houve um incêndio próximo à feira. Rapidamente mandaram alguém com a câmera e o fato foi registrado. Assim caiu o ceticismo e a câmera de vídeo que utilizava fita caiu nas graças de quem precisa das imagens com rapidez.

E atualmente? Com a proliferação das memórias digitais nas câmeras, com os HDs e  as memórias flash, é extremamente fácil registrar um fato jornalístico e jogar na internet, por exemplo.
O "jornalismo cidadão", aquele em que a pessoa está no meio da notícia e registra o fato antes da imprensa ganha força. Muita gente pensa que por isso o jornalismo tradicional não será necessário. Grande engano.

 Mesmo com toda a facilidade e rapidez de captar algo, sempre será essencial a qualidade técnica do jornalista, com as boas técnicas de redação e apuração. Porém mais importante que a quantidade de informações é a qualidade, e é nisso que os jornalistas devem se focar. Cidadãos comuns podem ser os primeiros à registrarem algo importante e inédito, mas o jornalista sempre terá o que "lapidar" na história.

Um vídeo curioso, que mostra o jornalismo de antigamente:

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Jornalismo de baixa qualidade gera alarmismo desnecessário



A matéria é antiga, mas mostra como um jornalista que investiga pouco a questão pode passar um alarmismo desnecessário:

"Ao tocar a Terra, no primeiro segundo, um continente inteiro será varrido do mapa. O asteróide de dois quilômetros de diâmetro provocará uma onda de mais de 1 km de altura. Dez minutos depois, todo o planeta estará mergulhado numa nuvem de pó e, em uma semana, a Terra ficará em trevas. A escuridão permanecerá por dois anos. A vida vegetal será extinta em quatro semanas e pelo menos 2 bilhões de terráqueos (um terço da população) serão dizimados somente com a explosão. O impacto terá a violência de 1,2 milhão de megatons, o equivalente a 60 mil bombas atômicas atuais ou ainda a 90 milhões daquelas despejadas sobre Hiroshima em 1945. A força será duas vezes superior àquela provocada pelo meteoro que há milhões de anos varreu da superfície terrestre os dinossauros. E o fenômeno, acredite, está prestes a ocorrer. Mais precisamente em fevereiro de 2019, daqui a 17 anos. "


Revista "Isto é Dinheiro", de 2002


Será mesmo que o público deve ficar preocupado?
Vejamos o que diz o site da NASA:


 "While this prediction is of scientific interest, the probability of impact is not large enough to warrant public concern."


"Embora essa previsão é de interesse científico, a probabilidade de impacto não é grande o suficiente para justificar o interesse público. "


Conclusão: A matéria é desnecessariamente catastrofista.





Marina Silva e apoios questionáveis

Marina (PV) e Kátia Abreu (DEM): A pastinha da exploradora Monsanto diz tudo..




Ambientalista, com uma bela história de vida, Marina Silva parece que agora resolveu ser a favor de coisas completamente sem sentido. Recentemente afirmou com José Serra que o Brasil deveria contribuir com o fundo global de combate às mudanças climáticas, juntamente com os países ricos, doando US$ 1 bilhão. Esta proposta é um retrocesso. O Brasil deve investir em políticas para "cuidar da própria casa", e que os países realmente poluidores como os EUA banquem este fundo.
Não faz sentido um país emergente e desigual pagar a conta da poluição dos outros, mas infelizmente é isto que Marina e o que José Serra,  agora amigo do Exterminador do Futuro, defendem.
Além de querer que nosso país pague a conta dos outros, a senadora acreana resolveu apoiar outras causas questionáveis. Os índios ashaninka estão decepcionados com o apoio de Marina à Natura, que é acusada de explorar o fruto do murmuru no Acre com a Biopirataria. Será que temos aí a tradicional troca de favores entre empresas e políticos? Não compreendo como uma senadora da biografia da Mariana Silva, que ao menos em tese herdava o legado de Chico Mendes, ponha sua defesa em nome de uma indústria acusada de algo tão grave como a exploração da floresta.
Por fim, algo não menos preocupante. Marina defende o ensino do criacionismo bíblico, visão anticientífica que alega que o mundo foi criado em 6 dias, que Adão e Eva existiram e que o evolucionismo provado por darwin está errado. Vamos deixar bem claro: Marina tem o direito de ter sua fé religiosa, mas esta não pode ser colocada no mesmo nível da ciência. Tenho receio que caso ela chegue à presidência resolva defender o criacionismo nas escolas, o que seria algo de alta periculosidade para a qualidade da educação pública. Além de tudo isto, quando era Ministra do Meio-Ambiente a senadora realizava cultos religiosos em seu gabinete. Mistura entre política e religião é mais do que condenável, ainda mais em espaço público.
O que é isso, companheira?
E assim seguem as patacoadas do Partido Verde, partido do mais do que questionável Zequinha Sarney. Um partido sem ideologia definida (ao contrário de outros partidos verdes pelo mundo), interesseiro e com quadros cada vez mais fracos.



quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

"Ao vivo de Bagdá" mostra os bastidores dos correspondentes de guerra



1991: As baterias antiaéreas iraquianas disparam contra os aviões dos Estados Unidos. De um hotel de Bagdá, o veterano correspondente de guerra norte-americano Peter Arnett relata pelo telefone as cenas de destruição e descreve os "flashes" dos mísseis. Um dos dilemas do correspondente de guerra talvez seja saber quando e se vale a pena por sua vida em risco para noticiar um fato histórico. Esta é uma das cenas marcantes do filme "Ao vivo de Bagdá", de 2002.



Peter Arnnet e Bernard Shaw, retratados no filme

Com Michael Keaton no papel do produtor da CNN Robert Wiener, produtor veterano da emissora, o filme mostra os bastidores da notícia e a relação entre a imprensa e os dois lados de uma guerra. Tanto Saddam Hussein quanto George Bush ( o pai) tinham interesse em controlar o que seria transmitido pela imprensa, o que certamente falhou. O governo americano queria que os correspondentes da emissora voltassem logo para os EUA, pois o bombardeio em resposta a negativa de Saddam de deixar o Kwait estava perto de ocorrer.
Os diálogos entre o Ministro da Informação iraquiano e o produtor da rede norte-americana são imperdíveis, recheados de guerras de nervos e trocas de benefícios. Um queria que o ditador do Iraque fossem bem retratado na imprensa, outro queria uma entrevista com o ditador. Robert Wiener não só conseguiu isto como também conseguiu o arcaico "rádio-fone" para falar diretamente com Atlanta, sede da emissora, com o qual Peter Arnnet brilhantemente reportou o início da guerra.
Outra cena interessante é quando a equipe da CNN vai até o Kwait, para investigar o" suposto" sumisso de bebês de incubadoras, que estariam sendo mortos pelo exército do Iraque. Ao chegarem no país, veem o exército de Saddam saqueando tudo o que podiam, mas não era possível gravar porque estavam com um dos agentes do governo iraquiano.
O filme é obrigatório para quem se interessa pelos dilemas do jornalismo em geral, assim como para quem gosta dos bastidores das notícias de guerra.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Deputado Carlinhos Almeira ironiza críticos do Trem-bala

O deputado estadual Carlinhos Almeida fez um comentário hilário sobre meu artigo refutando os que duvidam do trem-bala no Brasil. Vale a pena ler.
Clique aqui.

Fatos refutam os argumentos tacanhos e desonestos da direita sobre o trem-bala



No jornal "Valeparaibano" de hoje li a seguinte pérola, de certo escrita por algum tucano raivoso:



Esse Trem-Bala vai ser para o governo Lula o que foi a Transamazônica para os governos militares: uma miragem. Mais uma megalomania do presidente Lula e companhia. Para nós, valeparaibanos, esse trem vai representar mais problemas que soluções. Abaixo o Trem-Bala.


Resposta:
É incrível ver como as pessoas falam bobagem sobre o trem-Bala.Comparar um projeto do século
XXI com a Transamazônica é uma falácia sem tamanho. Não só na época da Transamazônica não existia a transparência pública dos dias de hoje como se tratava de uma rodovia que foi mal projetada.Não houveram tantas audiências públicas como no caso do trem-bala, não houve concorrência etc. Aonde estão as evidências de que ele será uma "miragem"? Não existem. O projeto do trem vai trazer tecnologia de ponta para o Brasil, agregando conhecimento técnico aos nossos engenheiros
e empresas, podendo futuramente levar o Brasil a criar outros trens de alta velocidade.
Além de gerar muitos empregos na região, o TAV quebrará o monopólio da ponte aérea, com uma passagem menor. Outro ponto interessante será o fato de que teremos um transporte rápido por exemplo de São José à Capital, sendo uma alternativa aos pouco seguros ônibus da Pássaro Marron. Com a concorrência do trem, terão que melhorar
o serviço de ônibus. Falar que o trem-bala "vai trazer mais problemas que soluções" é o típico pensamento tacanho
direitista, dos que torcem para dar tudo errado só para depois ficarem gritando que "já sabiam". É melhor a oposição raivosa ao governo atual pensar em fazer o seu papel, fiscalizando o projeto com seriedade em vez de ficar utilizando argumentos chulos para tentar desmerecer o trem-bala.
Aos que são contra o projeto, leiam e estudem primeiro sobre ele, já que toda a documentação sobre este está disponível na internet, no site:
http://www.tavbrasil.gov.br/
É melhor a tucanada conservadora do Vale do Paraíba ficar quieta em vez de falar bobagem.


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

FHC x Lula


Lula e Fernando Henrique Cardoso nos anos 70: FHC virou um direitista neo-liberal;Lula continuou na esquerda


Excelente postagem do ótimo blog do Paulo Henrique Amorim:

Vou lançar aqui no Blog um desafio aos Tucanos de todo o País. Que tal o PSDB fazer um programa político, e mostrar em todas as emissoras de rádio e Televisão deste pais, comparando os 8 (oito) anos de Fernando Henrique Cardoso e 8 (oito) anos de Lula.
Vou tentar ajudar. Para isso basta que os Tucanos informem em números alguns pequenos dados:
- Quantas Universidades foram construídas por FHC e por Lula?
- Quantos Centros Tecnológicos?
- Quantos Km foram feitos na Ferrovia Norte e Sul?
- Quantos concursos públicos foram realizados?
- Qual a valorização do salário mínimo no período?
- Quantos empregos foram criados?
- Quanto foi o aumento de salário real dado aos funcionários públicos e aposentados no período?
- Quantos Km de saneamento básico foi feito?
- Quantos alunos entre 17 e 24 anos cursavam Universidades?
- Quantas casas foram construídas no período para o povo?
- Quantas famílias foram beneficiadas com o Bolsa Família ou similares?
- Quantos % do PIB foram gastos na Educação Básica e na Saúde.
Posso até começar a ajudar com alguns dados econômicos abaixo:
1 – MÉDIAS BALANÇA COMERCIAL (bilhões de US$)
- FHC (PSDB) (1995/2002): -2,442
- Lula (PT) (2003/2005): +34,420 (recorde)
2 – SUPERÁVIT COMERCIAL (bilhões de US$)
- FHC (1995/2002): -8,7 (déficit)
- Lula (2003/2005): +103,0 (superávit)
3 – RISCO-PAÍS PTS
- FHC (Jan/2002): 1.445
- Lula (Jan/2006): 290 (recorde)
4 – JUROS
- FHC (Jan/2002): 25,00%
- Lula (Jan/2006): 18,00%
5 – INFLAÇÃO
- FHC(2002): 12,5%
- Lula(2005): 5,7%
6 – DÓLAR R$
- FHC (Jan/02): 3,53
- Lula (Jan/06): 2,30
7 – RANKING DO PIB MUNDIAL (PPP) (trilhões de US$)
- FHC (2002): 1,340 -> 10º
- Lula (2004): 1,492 -> 09º
8 – BOVESPA PTS
- FHC (Jan/02): 11.268
- Lula (Jan/06): 35.223 (recorde)
9 – DÍVIDA EXTERNA (bilhões de US$)
- FHC (2002): 210
- Lula (2005): 165 – E caindo mês a mês…
10 – DÍVIDA COM O FMI E COM O CLUBE DE PARIS EM DOLÁR
- FHC (2002): O governo não informou o valor da dívida.
- Lula (2005): 0,00
11 – SALÁRIO MÍNIMO (US$)
- FHC (2002): 56,50
- Lula (2005): 128,20
12 – DESEMPREGO
- FHC (2002): 12,2%
- Lula (2005): 9,6%
13 – TAXA ABAIXO DA LINHA DE PROBREZA
- FHC (2002): O governo não controlava este índice. Segundo dados,
ultrapassava os 35%.
- Lula (2004): 25,1%
14-incremento no acesso a água no semi-árido nordestino
Lula: 762 mil pessoas e 152 mil cisternas
FHC: zero
15 -Distribuição de leite no semi-árido (sistema pequeno produtor)
Lula: 3,3 milhões de brasileiros
FHC: zero
16-Áreas ambientais preservadas
Lula: incremento de 19,6 milhões de hectares (2003 a 2006)
Do ano de 1500 até 2002: 40 milhões de hectares
17 – Apoio à agricultura familiar
Lula: 7,5 bilhões (safra 2005/2006)
FHC: 2,5 bilhões (último ano de governo)
* O governo Lula investirá 10 bilhões na safra 2006/2007
18 -Compra de terras para Reforma Agrária
Lula: 2,7 bilhões (2003 a 2005)
FHC: 1,1 bilhão (1999 a 2002)
19 – Investimento do BNDES em micro e pequenas empresas:
Lula: 14,99 bilhões
FHC: 8,3 bilhões
20 – Investimentos em alimentação escolar:
Lula: 1 bilhão
FHC: 848 milhões
21 -Investimento anual em saúde básica:
Lula: 1,5 bilhão
FHC: 155 milhões
22 – Equipes do Programa Saúde da Família:
Lula: 21.609
FHC: 16.698
23 – População atendida pelo Prog. Saúde da Família:
Lula: 70 milhões
FHC: 55 milhões
24 – Porcentagem da população atendida pelo Programa Saúde da Família:
Lula: 39,7%
FHC: 31,9%
25 – Pacientes com HIV positivo atendidos pela rede pública de saúde:
Lula: 151 mil
FHC: 119 mil
26 – Juros:
Lula: 16%
FHC: 25%
27 – BOVESPA
Lula: 35,2 mil pontos
FHC: 11,2 mil pontos
28 – Dívida externa:
Lula: 165 bilhões
FHC: 210 bilhões
29 – Desemprego no país:
Lula: 9,6%
FHC: 12,2%
30 – Dívida/PIB:
Lula: 51%
FHC: 57,5%
31 – Eletrificação Rural
Lula: 3.000.000 de pessoas
FHC: 2.700 pessoas
32 – Livros gratuitos para o Ensino Médio
Lula: 7 milhões
FHC: zero
33 – Geração de Energia Elétrica
Lula: 1.567 empreendimentos em operação, gerando 95.744.495 kW de potência. Está prevista para os próximos anos uma adição de 26.967.987 kW na capacidade de geração do País, proveniente dos 65 empreendimentos atualmente em construção e mais 516 outorgadas.
FHC: APAGÃO
34 – Entre os anos de 2000 a 2005, as ações da Polícia Federal no combate ao crime cresceram 815%. Durante o governo do presidente Lula, a Polícia
Federal realizou 183 operações e 2.961 prisões? Uma média de 987 presos por ano. Já nos dois últimos anos do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, foram realizadas apenas 20 operações, com a prisão de 54 pessoas, ou seja, uma média de 27 capturas por ano.
Fontes: IBGE, IBGE/Pnad (Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar – desde 1994); ANEEL; Bovespa; CNI; CIESP; Ministérios Federais e Agências Reg.; SUS; CES/FGV; jornais FSP, O Globo e O Estado;
Poderia colocar aqui outros indicadores, mas acho esses básicos para serem respondidos. Agora vamos lá, quem for Tucano ou simpatizante não me ofenda, simplesmente responda as questões acima.


Comentários:
Qualquer pessoa que tenha acompanhado a história recente do Brasil pode notar estas diferenças. FHC possuía um programa neo-liberal e privateiro, vendendo as estatais a preço de banana. Já no governo Lula os juros caíram, o consumo no Brasil aumentou, além de outros benefícios para o consumidor como a redução do IPI. Algumas pessoas podem alegar que FHC enfrentou crises econômicas internacionais: Conversa para boi dormir. Lula enfrentou recentemente  uma crise e a economia brasileira está sólida. Também podem argumentar que o PIB do Brasil não cresceu como o esperado, porém o Produto Interno Bruto do nosso país recentemente teve um aumento maior que o dos Estados Unidos.



Fiz uma rápida pesquisa na imprensa escrita e encontrei algumas notícias que representam bem o governo do PT. Coisas que nós não líamos durante o governo da tucanada:


Desemprego tem 3ª queda seguida e é o menor desde dezembro, mostra IBGE 

Ipea: Brasil reduz miséria 3 vezes mais rápido que meta

O economista Ricardo Paes de Barros, do Insituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), afirmou nesta segunda-feira que o Brasil está cumprindo três vezes mais rápido a meta de Desenvolvimento do Milênio, adotada em 2000 pela Organização das Nações Unidas (ONU), para redução da miséria. Atualmente, o País está reduzindo o número de miseráveis em 7,2%, enquanto a entidade exige 2,2% ao ano.


Mais de 13 milhões de brasileiros subiram de faixa social na década, diz Ipea

Estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgada nesta segunda-feira indica que 13,8 milhões de brasileiros subiram de faixa social entre 2001 e 2007. Os dados foram definidos a partir dos números da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2007, divulgada na semana passada.

Oito milhões de brasileiros sobem para a classe média

SÃO PAULO - A população brasileira está vivendo uma migração de classes. É o que mostra pesquisa feita pela financeira Cetelem, ao detectar que mais de oito milhões de pessoas saíram das classes D e E e passaram para outros patamares em 2006, mudando a pirâmide social do país. A classe A recebeu mais de seis milhões de brasileiros que, na maioria, vieram da C.

Desigualdade na renda tem maior queda desde 1990, diz Pnad

Indústria automobilística deve rever crescimento recorde do setor

Sinduscon-SP: empregos na construção batem recorde

Venda de carros no Brasil é recorde em junho


Com redução do IPI, vendas de materiais de construção aumentam 3,61% em junho


 Copom corta a taxa de juros e Brasil tem a menor Selic da história


Desemprego tem maior queda em 10 anos e renda sobe, diz IBGE (2007)