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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Alunos desenvolvem projetos inovadores para auxiliar pessoas com deficiência



Um robô acionado por um aplicativo para smartphone e que funciona como guia na locomoção de deficientes visuais, conduzindo o usuário de maneira segura, é um dos projetos apresentados na 10ª Feira Tecnológica do Centro Paula Souza (Feteps), que começou hoje (19) e termina no dia 21. Os 210 projetos são baseados em conhecimentos adquiridos na sala de aula e têm como objetivo atender as necessidades de pessoas com deficiência e equacionar problemas ambientais, além de mostrar soluções criativas para o cotidiano.



De acordo com o professor-orientador da equipe criadora do robô, Dalton Bochelli, a ideia é vender a prestação do serviço e não o robô. “Eles podem prestar o serviço para empresas como Metro, casa de espetáculo, shopping center, aeroporto, para fornecer acessibilidade aos usuários”, explicou. O projeto consiste em uma bengala com rodinhas e sensores que indicam os obstáculos no caminho. “O portador de deficiência baixaria o aplicativo para o seu celular e assim que ele entra no local o celular vibra avisando que há aquele serviço no local”.

Um dos idealizadores da bengala robô, Otávio Pellegrini Buscaratto, aluno de Automação Industrial na Faculdade de Tecnologia - Fatec Itaquera - Prof. Miguel Reale, explica que a bengala inteligente começa a funcionar quando a pessoa coloca o indicador em um sensor em sua ponta superior. “No caso do Metrô ele consegue seguir as linhas táteis, consegue identificar os locais por meio de um GPS do próprio metrô e por meio da vibração do celular ele identifica onde ele chegou”.

Meio ambiente

Voltado para a economia de água, o vaso sanitário inteligente reduz a água da descarga para 1,5 litro, utilizando pressurização com um jato de ar dentro do vaso sanitário. Segundo o orientador, Raphael Garcia Moreira, a equipe do curso de manutenção industrial da Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Osasco, já está com a invenção patenteada e há duas empresas de grande porte interessadas em comercializar o produto, que tem um custo muito baixo para instalação.

“É preciso só trocar a tampa do vaso sanitário. Hoje se a pessoa for usar descarga com vácuo vai ter que trocar tubulação, vaso, fazer uma adaptação trabalhosa e cara na casa. Lembrando que cada pessoa em média dá cinco descargas por dia e em uma residência média de São Paulo há quatro pessoas. As caixas acopladas convencionais mais eficientes usam seis litros de água e com a nossa podemos economizar muito”, defendeu.

Para esta edição da Feteps foram inscritos 1.047 projetos de estudantes, dos quais foram selecionados 156 das Etecs e 39 de Fatecs, além de projetos de estudantes do Amazonas, Chile, Colômbia, México e Peru. No último dia da feira serão premiados os melhores trabalhos em cada categoria, seguindo critérios de inovação, criatividade e apresentação.

O texto foi alterado às 14h12 do dia 24 de outubro para correção da grafia do nome de Otávio Pellegrini Buscaratto e da instituição da qual é aluno: Faculdade de Tecnologia - Fatec Itaquera - Prof. Miguel Reale, e não Escola Técnica Estadual (Etec) de Itaquera

Fonte:
AGÊNCIA BRASIL

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

BOATO liga mamografia a câncer de tireoide

Estão espalhando um vídeo FALSO na internet, afirmando que o exame da mamografia causa câncer de tireoide.
Clique aqui nesta matéria da BBC e veja a refutação do Dr. Drauzio Varella.

Trecho da matéria:


"Drauzio Varella, o médico mais popular do Brasil, está bastante chateado. Um dia antes de falar com a BBC Brasil, ele recebeu, via WhatsApp, diversas cópias de um vídeo que citava seu nome. "É uma dessas teorias conspiratórias horríveis! Que horror!", diz.

No vídeo, que também circula no Facebook, uma mulher não identificada afirma que, segundo Varella, os casos de câncer de tireoide em mulheres estariam aumentando por causa da realização de mamografias e radiografias odontológicas.

Ela também critica profissionais de saúde que realizam esses exames por não oferecerem aos pacientes protetores de chumbo para a garganta - parte do corpo que abriga a glândula tireoide."

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Como escolher um bom fotógrafo para o seu evento?

COMO ESCOLHER UM BOM FOTÓGRAFO PARA VOCÊ?



Na hora de contratar um fotógrafo, escolha um que:
-Trabalhe com contrato assinado, com todas as cláusulas possíveis e pensando em todos os detalhes;
-Cobre um preço justo, visando a qualidade e facilitando o pagamento para você (tudo é questão de conversar com calma, sempre);
-Trabalhe com contrato assinado, com todas as cláusulas possíveis em todos os detalhes;
-Tenha uma empresa registrada, o que dá mais segurança para o cliente;
-Entenda de câmeras, lentes, técnicas, marcas de câmeras (pergunte qual equipamento ele usa, o motivo e por aí vai);
-Tenha um estilo fotográfico definido. Pergunte ao fotógrafo qual o estilo dele de fotografar e por qual motivo. Eu tenho um e sei explicar porque gosto da foto desta ou daquela maneira;
-Seja apaixonado pela arte da fotografia em si. Goste de "pensar a foto";
-Trabalhe uniformizado;
-Entregue realmente rápido;
-Tenha depoimentos de clientes que já foram atendidos por ele, atestando um bom serviço;
-Tenha um portfólio sólido e diversificado;
-Te mostre fotografias dele em alta definição (e não só na do Facebook);
-Trabalhe exclusivamente com fotografia (ele não vai dar desculpas do "outro emprego" para não comparecer no seu ensaio ou evento e não vai sair correndo do seu casamento, digamos, porque têm coisas para fazer no outro trabalho);
Felizmente, nossa empresa passa por todos estes testes.
Por isso, desde o começo falei que todas e todos estão convidados para vir para nosso time de clientes.
Fotografar alguém é uma responsabilidade muito grande, sem espaço para curiosos! Sempre busque o preço justo, mas também a qualidade. Aquele "bem baratinho" e "bem em conta" pode dar muita dor de cabeça e sair muito caro depois.
Fuja de quem só fala em preço baixo, mas nunca fala em qualidade.

Conte sempre com a gente, ficaremos felizes em te atender.

domingo, 10 de julho de 2016

Sucos detox são papo furado!





O exemplo das dietas ou produtos "detox" ilustra bem o conceito de pseudociência, que é a apropriação indevida de termos científicos em assuntos não científicos. Ao usar um termo científico, o texto ganha credibilidade com audiência sem formação científica.

Alimentos "detox" são uma fraude. Na realidade, este termo foi apropriado indevidamente da medicina. Desintoxicação em medicina significa um tratamento contra níveis perigosos de toxinas como drogas, álcool, venenos e metais pesados. É feita no hospital quando há uma ameaça real à vida do paciente e não usa nenhum suco, obviamente. Dietas "detox" raramente definem o que é toxina e usam a tática do medo para vender mais. Mais raro ainda é a menção ao mecanismo pelas quais as tais "toxinas" são eliminadas.

Os argumentos por trás das dietas "detox" são tão fracos que é difícil justificar investimentos para testes clínicos. Assim, é raro encontrar estudos com estes objetivos [1]. Mesmo assim, é possível desmistificar essas dietas fazendo reflexões sobre:

a) quais são as "toxinas" as quais somos expostos no dia a dia?
b) os alimentos que ingerimos podem ter um papel na eliminação dessas "toxinas"?
c) há riscos associados a tais dietas?

A revisão compartilhada aqui [1] faz exatamente isso e conclui que não há evidências que apoiam o uso de produtos "detox" para emagrecimento ou eliminação de "toxinas". Considerando os custos e riscos de algumas dessas dietas e produtos para saúde, seu consumo deve ser desencorajado e os produtos devem ser fiscalizados por órgãos regulatórios.

Sabe aquelas "toxinas" que invadiram o seu corpo nas festas de final de ano, como os publicitários adoram dizer? Para essas "toxinas" temos o rim e o fígado. Eles fazem um excelente trabalho. Para benefícios a longo prazo tenha hábitos saudáveis pois não há cura rápida e milagrosa como alegado pelos produtos "detox".

Fonte

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Carta do EXTRA aos leitores que não viram um estupro no estupro



O EXTRA foi o primeiro jornal a denunciar as violências sexuais sofridas por uma menor de 16 anos no Morro do Barão, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Desde a primeira notícia, publicada às 17h16 do dia 25 de maio, tratamos o caso como estupro. Na edição impressa, no dia seguinte, a manchete usou a expressão “estupro coletivo”. A notícia e abordagem do EXTRA geraram polêmica, e milhares de leitores criticaram o jornal nas redes sociais porque não acreditam que a jovem tenha sido vítima de violência. Ao contrário. Muitos garantem que a notícia está distorcida porque a menina, sim, teria sido a única responsável pelo que aconteceu.

Reunimos em tópicos a essência das críticas recebidas e compartilhamos nossos argumentos. Senta, que lá vem textão.

“NÃO HOUVE ESTUPRO”

Quando um repórter presencia um assalto na rua, ele não sai correndo atrás do ladrão para perguntar se ele efetivamente furtou alguém. Nem liga para a autoridade policial para confirmar o que viu. A notícia é o relato da cena que o jornalista presenciou. Podemos fazer um paralelo com este caso. A origem da notícia foi um vídeo no qual uma jovem desacordada é manipulada por homens que abrem suas pernas, filmam sua vagina, seu ânus, zombam do estado da menina, em especial de suas partes íntimas, dizendo que mais de 30 passaram por ali. Como qualquer ato libidinoso cometido contra alguém que, por qualquer motivo, não pode oferecer resistência é estupro, o EXTRA tratou o estupro como estupro. Portanto, não foi nem o caso de "comprar a versão da vítima", ou "defendê-la", porque, na primeira vez que o caso foi noticiado, sequer sabíamos quem era a jovem.

“ELA TAMBÉM NÃO É SANTA. TEVE O QUE PROCUROU"

Não existe no Código Penal um capítulo para crimes sexuais chamado "Viu? Bem feito!". Crime é crime. E nem a lei prevê anistia para crimes com base no conceito moral que temos de quem sofre o abuso. Ah! E não existe estupro em legítima defesa. A vítima, pode sim, não ser santa. Essa é uma decisão dela.

“FOI ORGIA, SURUBA, E NÃO ESTUPRO”

Fazer sexo em grupo não é crime. No entanto, é preciso que o ato seja consentido e com os participantes conscientes. No vídeo, a jovem aparece desacordada. Por isso o estupro está configurado naquelas imagens. É importante lembrar: a Polícia Civil apura o que aconteceu antes da gravação para descobrir se outras pessoas, que não aparecem no vídeo, também a violentaram - e não para saber se a menina de 16 anos é adepta a orgias, o que não importa a ninguém.

“ELA NÃO PRESTA, TEVE FILHO AOS 13 ANOS”

Transar com uma menina de 13 anos é estupro também. Quando engravidou, ela foi violentada por um traficante pela primeira vez.

"E ELA NÃO VAI RESPONDER POR ASSOCIAÇÃO AO TRÁFICO?"

Aos fatos: o EXTRA apurou que a jovem era viciada em drogas e andava com traficantes. Se ela cometeu algum ato correlato a crime no seu passado (não há notícias disso até o momento) ela também deverá responder. É a mesma lógica.

“OS ÁUDIOS MOSTRAM QUE ELA É BANDIDA”

Os áudios não têm, até o momento, a veracidade comprovada.

"ELA SÓ DENUNCIOU PORQUE O VÍDEO SE ESPALHOU NA NET"

A jovem, de fato, procurou o traficante nos dias posteriores para reclamar do sumiço do celular e foi ressarcida. Não prestou queixa de estupro na delegacia. O fato mostra como o aparato legal do estado - polícia, Defensoria, Ministério Público, Justiça, secretarias de direitos humanos - está distante de parte da população, especialmente da que vive em áreas dominadas pelo tráfico. Só para lembrar, um famoso jogador de futebol da seleção brasileira caiu num grampo em que pedia providências a um traficante da Rocinha contra assaltos em São Conrado. No Rio, a sociedade anualmente reverencia bicheiros envolvidos em todos os tipos de crimes no carnaval. A culpa desta cultura é da jovem também?

"ELA VOLTOU AO LUGAR DO CRIME... LOGO, NÃO ESTÁ ABALADA"

A maior parte das vítimas de crimes sexuais e violência doméstica também não denuncia o crime imediatamente. Algumas vítimas levam a vida inteira para fazer a queixa e isso não significa que elas sejam coniventes, cúmplices ou a transformam em responsáveis pela violência. Por isso é importante não julgar a reação da vítima após o crime.

Jornal Extra