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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Diretor da ANTT reforça que trem-bala não fica pronto para Copa


O diretor geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, reforçou que o Trem de Alta Velocidade (TAV) no Brasil, conhecido como trem-bala, que vai ligar as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, não vai ficar pronto até os jogos da Copa do Mundo de 2014. A declaração foi feita durante seminário "Infraestrutura de Transporte no Brasil", realizado em São Paulo, nesta sexta-feira (27).
"O TAV não será projeto para a Copa do Mundo e nem para Copa das Confederações. Há necessidade de pelo menos seis anos para a conclusão das obras", disse Figueiredo. A Copa das Confederações será realizada em 2013 e a Copa do Mundo, em 2014.
Figueiredo disse que o sistema terá custo de R$ 33 bilhões, sendo que o governo Federal deverá entrar com R$ 3,3 bilhões, outros R$ 20 bilhões, que serão disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e o restante vindo da iniciativa privada. De acordo com ele, Japão, Coreia e França têm interesse em investir R$ 10 bilhões nas obras.
"O trem deverá ter estações no centro do Rio de Janeiro, no Aeroporto Santos Dumont, na cidade de Aparecida do Norte (SP), no Centro de São Paulo, no Aeroporto de Guarulhos, no Centro de Campinas (SP) e no Aeroporto de Viracopos, também em Campinas. A parada em Aparecida é para que a obra seja abençoada", afirmou o diretor da ANTT.
O turismo religioso em Aparecida surgiu como fluxo complementar, em função da Basílica de Nossa Senhora de Aparecida, que gira em torno de 7 milhões de pessoas por ano.
"Temos o interesse de empresários do Japão, Coreia e França para investir na obra do TAV, mas desde que as tecnologias empregadas no sistema sejam do país investidor", disse Figueiredo.


G1

É uma pena que a obra vá demorar tanto. Seria ótimo ter um trem assim na Copa, assim como seria melhor ainda se as regiões do país fossem todas ligadas por trens de passageiros de média velocidade, como ocorre nos Estados Unidos e na Europa.  Nosso país já devia ter investido em trens há muitas décadas, mas deixou passar a oportunidade. Espero que o trem-bala seja feito com transparência nos investimentos do dinheiro que for empregado e que não demore tanto a ser concluído.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

China reduz velocidade do seu trem-bala por custos e segurança



A China, dona de 31% dos trens de alta velocidade em operação, em construção ou em planejamento no mundo, vai reduzir a velocidade do trem-bala a fim de torná-lo mais seguro e mais barato.

A velocidade comercial de 350 km/h será baixada para 300 km/h a partir de julho.

"Isso oferecerá mais segurança. Ao mesmo tempo, permitirá uma variação maior no preço das passagens segundo princípios de mercado", explicou o ministro das ferrovias, Sheng Guangzu.

A decisão chinesa está diretamente relacionada a um debate que ocorre no trem-bala planejado para ligar Campinas, São Paulo e Rio. O leilão da obra está marcado para julho --anteontem, o Senado aprovou a criação de uma estatal para o trem-bala.

O projeto brasileiro prevê velocidades acima de 300 km/h. A meta do governo federal é ter uma conexão entre São Paulo e Rio de Janeiro em até 93 minutos.

Mas há quem defenda que a prioridade deveria ser construir trens com velocidade mais baixa, o que tende a torná-los mais baratos. É o caso da empresa francesa Alstom, uma das interessadas em participar da disputa.

Já o governo paulista iniciou estudos para avaliar a implantação de trens rápidos a partir dos quais poderá haver conexões entre a capital paulista e cidades como Campinas, São José dos Campos, Sorocaba e Santos.

A ideia é usar trens com velocidade entre 160 km/h a 180 km/h. São considerados trens de alta velocidade apenas os que operam acima de 250 km/h.

O governo de São Paulo avalia que o trecho entre a capital e Campinas, por exemplo, poderia receber composições com velocidade menor, o que baratearia a obra.

O trem-bala brasileiro está oficialmente orçado em R$ 33,1 bilhões. Já a China tem planos de investir, só neste ano, US$ 106 bilhões (R$ 168 bilhões) em ferrovias.

CUSTOS

Segundo explicou um executivo do setor ao jornal "The Wall Street Journal", um trem acima de 330 km/h exige motores maiores e consome mais eletricidade, além de elevar muito os gastos com manutenção e conserto.

"Eles [o governo chinês] não deveriam estar construindo tanto trem de alta velocidade", afirma Zhao Jian, da Universidade Jiaotong, de Pequim. "Mas é uma boa decisão baixar a velocidade."

Para o consultor Plínio Assmann, ex-presidente do Metrô, velocidades menores "não significam aumento de segurança". A decisão da China, diz ele, "pode ter sido tomada para ajustar uma questão comercial em determinado trecho".

O consórcio que vencer o leilão no Brasil terá de ofertar um sistema competitivo --e a redução da velocidade torna o trem-bala menos atrativo em relação ao avião.

Folha

Este é um debate importante. O Brasil pode e deve aprender com o conhecimento técnico de outros países que possuem o trem-bala há muito tempo, independente de quem vencer a licitação.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Deputado Carlinhos Almeira ironiza críticos do Trem-bala

O deputado estadual Carlinhos Almeida fez um comentário hilário sobre meu artigo refutando os que duvidam do trem-bala no Brasil. Vale a pena ler.
Clique aqui.