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sábado, 25 de setembro de 2010

Estadão assume: tudo, menos Dilma. Faltam a Folha, Globo, Veja



Alertado por um leitor, pedi que vissem para mim o editorial de hoje do Estadão que – segundo diz o Paulo Henrique Amorim, amanhã anunciará seu apoio a Serra, num gesto hipócrita – anuncia a verdadeira posição do jornal paulista.
O jornal tem todo o direito, diga-se de passagem, de ter seu candidato. É salutar que faça publicamente esta declaração, para que seus leitores saibam – embora todos suponham – que ele tem uma preferência e que esta será mantida sem prejuízo do equilíbrio de seu noticiário.
Se a fizer amanhã será um mal menor, porque é esta sua posição há muito tempo e não se a manteve, nas últimas semanas, circunscrita aos editoriais.
Mas o texto de hoje mostra que a declaração pró-Serra de amanhã não é totalmente verdadeira.
É o próprio Estadão quem o diz. No editorial e também no noticiário.
No noticiário, quando destaca a “subida” de 1% de Marina Silva – numa pesquisa que tem margem de erro de 2% – como algo que tornasse factível ela tirar, em uma semana, a diferença de superior a 12 pontos que qualquer das pesquisas lhe dá.
Está evidente que a promoção de Marina se dá com a única finalidade de tentar conter um avanço maior de Dilma na reta final, diante da rejeição de Serra que será – mesmo com o esforço feroz que faz para conseguir ser o 3º – o 2º colocado nestas eleições.
E isso o editorial de hoje confessa, ao afirmar que “espera que não aconteça” a eleição de Dilma.
Marina é uma simples cortina de fumaça para o que realmente desejam. Porque sabem que um remoto e eventual 2º turno será com Serra. E um mês mais de bombardeiro midiático, com direito a mais uma salva de matérias que, partindo da realidade ou da pura ficção, ajude a direita chegar, de novo, ao monopólio do poder.
Brizola Neto.

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