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quarta-feira, 19 de junho de 2013
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
domingo, 18 de dezembro de 2011
Como estão censurando o livro "A Privataria tucana", sobre os escândalos do governo FHC
Fui na tarde deste domingo (18) na livraria MaxSigma, no shopping Vale Sul, em São José dos Campos.
Perguntei à vendedora se lá havia este livro e ela respondeu que "a livraria não tem contrato com esta editora e o dono proibiu terminantemente a venda deste livro aqui na loja".
Isto é vergonhoso: Um dono de livraria quer censurar um livro à qualquer custo. Quem não deve não teme. Será ele um tucano desesperado, querendo tapar o sol com a peneira? Qual a diferença disto para a Inquisição Católica ou para a censura do governo ordinário da ditadura militar brasileira?
Comentário do Celso:
Lamentável o posicionamento dessa livraria de segunda categoria que vende livros com preços absurdos, defasada e decadente.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Justiça bloqueia bens de cunhado de Alckmin por fraude em merenda
A Justiça Federal de São Paulo bloqueou os bens do cunhado do governador Geraldo Alckmin (PSDB) por suposta fraude da merenda escolar em Pindamonhangaba (140 km da capital). A decisão é da juíza Carla Cristina Fonseca Jório, da 1ª Vara Federal de Taubaté.
Além dos bens de Paulo César Ribeiro, irmão da primeira-dama Lu Alckmin, a decisão do processo bloqueou os bens de mais oito pessoas, entre eles o prefeito da cidade, João Antonio Salgado Ribeiro (PPS), e de seis empresas.
Ribeiro é acusado de comandar um esquema de fraude de licitações dentro da prefeitura de Pindamonhangaba. A Folha não conseguiu contato com ele hoje, mas em outras ocasiões ele negou interferências dentro da prefeitura.
O prefeito João Antônio Salgado Ribeiro (PPS) também é acusado pelo Ministério Público de fazer parte do esquema, por ter nomeado para a Secretaria da Fazenda uma pessoa supostamente indicada por Ribeiro.
A Folha tentou contato no gabinete da prefeitura da cidade, mas não conseguiu. Segundo o processo, o prefeito deixou de tomar medidas concretas para punir os supostos envolvidos nas denúncias.
A nomeação seria uma contrapartida pela ajuda que o cunhado de Alckmin deu ao prefeito durante a campanha eleitoral de 2004 --segundo o Ministério Público, Ribeiro foi responsável pelo recolhimento de doações ilegais.
sábado, 20 de agosto de 2011
A grande armação
Por RAFA KLEIN*
Dois sujeitos misteriosos, desses que poderiam habitar tranquilamente porões de navios, becos escuros e salas de confederações esportivas, conversam na calada da noite:
Sujeito X: Está tudo indo como planejamos. O Mano tirou o Ronaldinho do jogo contra o Corinthians.
Sujeito Y: É, mas ele convocou o Ralf também.
Sujeito X: Foi calculado. O Ralf só foi convocado para dar um carrinho no Ronaldinho durante o treino e tira-lo do resto do campeonato.
Sujeito Y: Então é por isso que o Corinthians aceitou tranquilamente a mudança do dia do jogo?
Sujeito X: Exatamente. Assim ninguém percebe nada.
Sujeito Y: Certo. E o São Paulo? Tá ali pertinho…
Sujeito X: Mas o Lucas também foi convocado. E não é para entrar em campo…
Sujeito Y: O Ralf vai pegar ele também?
Sujeito X: Não, mas o Fernandinho vai. Ninguém que é reserva do Shaktar Donetsk é convocado duas vezes seguidas sem uma razão.
Sujeito Y: Faz sentido. Mas tem o Vasco, que também tá crescendo…
Sujeito X: E onde está o Dedé?
Sujeito Y: Ah vá. Ninguém vai ter coragem de chegar junto no Dedé, né?
Sujeito X: O Andrés vai.
Sujeito Y: O Andrés Sanches vai entrar em campo?
Sujeito X: Metaforicamente. Ele vai fazer uma daquelas propostas fictícias só para mexer com a cabeça do cara. Foi assim com o Ganso, com o Tevez, com o Seedorf…
Sujeito Y: E o Palmeiras?
Sujeito X: Com aquela diretoria? Nem precisa…
Sujeito Y: É verdade.
Sujeito X: Enfim, compreendeu porque o campeonato está todo armado pro Corinthians ganhar?
Sujeito Y: Sim, mas tem uma coisa. O Mano fez a parte dele, a CBF fez a parte dela e o Corinthians tá fazendo a parte dele. Mas e se o Ronaldinho, por acaso, voltar ileso do amistoso?
Sujeito X: O Luxa resolve.
Sujeito Y: O Luxemburgo???? Ele tá do nosso lado?
Sujeito X: E o que mais explica a presença do Wellington dentro de um campo de futebol??
*Rafa Klein é publicitário.
Eu já disse e repito: o Brasileirão está armado para que o campeão seja o timeco, trouxa de quem paga para assistir aos jogos ou paga para ir aos estádios.
sábado, 13 de agosto de 2011
Manifestantes queimam boneco de Ricardo Teixeira em protesto em São Paulo
A manifestação pela saída de Ricardo Teixeira da CBF terminou com fogo neste sábado. Cerca de 300 pessoas (segundo a Polícia Militar) fizeram uma passeata entre a Avenida Paulista e o Pacaembu. Ao chegar à praça em frente ao estádio, um boneco gigante do cartola foi queimado, em ato simbólico.
Durante o percurso, os manifestantes ocuparam duas vias da avenida da região central de São Paulo. O protesto começou no vão livre do Masp e, até a praça Charles Muller, os manifestantes entoaram uma série de coros de protesto. Além de Teixeira, a TV Globo e o ministro do Esporte, Orlando Silva, foram lembrados.
O evento foi organizado nas redes sociais e contou com a participação de público jovem. A manifestação foi apoiada por jornalistas ilustres, como os blogueiros do UOL Juca Kfouri, que fez até um acompanhamento ao vivo do evento, e Vitor Birner. Mesmo assim, o protesto foi longe do esperado, já que cerca de 9 mil pessoas confirmaram presença na marcha por meio do Facebook.
Os quatro grandes clubes de São Paulo, além da seleção brasileira, estiveram representados com torcedores uniformizados. O presidente da CBF ‘ganhou’ camisetas e desenhos personalizados pedindo a sua saída.
Os manifestantes protestaram muito contra a corrupção no futebol. Alguns chamaram Ricardo Teixeira de ladrão, sinal de que o presidente da CBF e do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014 está perdendo cada vez mais prestígio popular.
sábado, 30 de julho de 2011
Manifestantes protestam em frente ao evento da Copa no Rio
Enquanto o sorteio das chaves das eliminatórias da Copa do Mundo-2014 acontece na Marina da Glória, zona sul do Rio, manifestantes continuam o protesto contra o uso de verbas pública e a forma como o torneio está sendo organizado no Brasil, bloqueando parte da pista do Aterro do Flamengo, sentido Centro.
Cerca de 20 pessoas, entre militantes do Movimento dos Sem-Teto, do Sindicato dos Petroleiros e do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação) estão sentadas em uma das pistas.
Neste momento um funcionário do Ministério da Justiça tenta negociar a liberação da pista.
Outros manifestantes se concentram no gramado. A ocupação da pista dividiu os participantes do protesto.
Dirigentes do Sepe e de outras entidades tentaram convencer o pequeno grupo a não interromper a via. Eles querem entregar uma pauta de reivindicações para as autoridades que organizam a Copa antes de liberar o trânsito.
"A gente quer ficar o máximo possível aqui", disse Alex Silva, 21, que com uma camiseta preta e um lenço tampando a boca ajudava a carregar uma bandeira anarquista. Ele se identificou como professor de história punk-anarquista.
Ainda há pouco, 20 militantes do movimento Diárias Nunca Mais, de taxistas do Rio, estenderam uma gigantesca bandeira do Brasil em outro trecho da pista fechada do Aterro. Eles pretendem se unir aos manifestantes.
"Estamos aqui porque o [Eduardo] Paes [prefeito do Rio] está aqui", disse Geralda Ferreira de Araújo, 58, taxista.
sábado, 12 de março de 2011
Licitação suspeita de fraude foi vencida por dona de casa
As licitações que levaram a Polícia Civil e o Ministério Público a investigar o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Barros Munhoz (PSDB) na foto, tiveram concorrência simulada e foram vencidas por empresas cujos donos eram laranjas.
A Folha revelou ontem que Munhoz é acusado de participar do desvio de R$ 3,1 milhões da Prefeitura de Itapira (SP), município que administrou até 2004.
Segundo a denúncia do Ministério Público, foram feitos dezenas de depósitos em dinheiro na conta do deputado, totalizando R$ 933 mil.
As quatro licitações investigadas foram vencidas pela Conservias, empresa que tinha como sócia uma dona de casa que vive na periferia de Campinas e diz nunca ter ido ao município de Itapira.
Joleide Ramos Lima afirmou à Folha que apenas "emprestou" sua assinatura para abrir a empresa, e que nunca tratou de temas relacionados a ela.
Ela disse ter sido convencida a assinar os papeis pelo administrador de fato da empresa, José Cardoso, amigo da família havia 20 anos e que já morreu.
A dona de casa afirmou ter sabido das supostas fraudes apenas quando foi chamada a depor na Promotoria.Joleide também foi dona da empresa Coenter Construções Ltda., que participou de duas das quatro licitações, tendo sido derrotada. Na Coenter, ela tinha como sócio o marido, o pedreiro aposentado Orlando Lima.
O casal também nega qualquer participação na gestão da Coenter, tendo emprestado suas assinaturas para a abertura da empresa.
Para o Ministério Público, a empresa participou da licitação para simular a existência de concorrência.
O deputado diz que, à época, a empresa cumpriu todas as exigências e alega que os depósitos em sua conta são frutos de empréstimos e de sua atividade empresarial.
A Folha esteve no endereço indicado como última sede da Coenter, em Mogi Mirim (SP). No local há um terreno vazio, com mato alto. Três vizinhos disseram que nunca funcionou nenhuma empresa no local.
A reportagem já havia visitado os endereços declarados pela Conservias, onde, segundo vizinhos, a empresa nunca funcionou.
Baseado em laudos do Instituto de Criminalística, o Ministério Público afirma que as propostas apresentadas por concorrentes diferentes nas quatro licitações foram redigidas na mesma máquina de escrever.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
A praga dos pedágios
A sanha arrecadatória do governo tucano não tem limites. O PSDB e o DEM, que governam o Estado de São Paulo há 16 anos, penalizam o cidadão paulista com o IPVA mais caro do Brasil e as maiores tarifas de pedágio do mundo. Enquanto no restante do Brasil existem 113 praças de pedágio, somente no Estado de SãoPaulo foram instalados 112 pontos de cobrança, desde o início das concessões rodoviárias em 1998. É um pedágio novo a cada 40 dias.
E, a partir de 1º de julho, viajar pelas estradas paulistas vai ficar ainda mais caro. Por autorização da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), os reajustes vão variar de 4,18% a 5,21%. Ao contrário do que muitos pensam, mesmo quem não tem carro ou não circula pelas estradas estaduais acaba pagando pedágio, indiretamente. O custo da tarifa acaba sendo repassado pelas empresas aos produtos, serviços e o transporte coletivo, atingindo toda a população.
Os pedágios afetam diretamente os moradores de 242 municípios paulistas cortados por estas rodovias. Quem precisa ir de Americana a Campinas, diariamente, vai gastar R$ 78,40 por semana. Já quem vai de Americana a São Paulo de segunda a sexta-feira, por exemplo, terá uma despesa de R$ 183,00 a cada semana.
O pedágio em São Paulo é tão caro, que fica mais barato viajar para outro Estado. De São Paulo até Curitiba (PR), através de uma rodovia federal, gasta-se R$ 9,00 em tarifas para percorrer 400 quilômetros. Já para ir de Americana a São Paulo, pouco mais de 120 quilômetros, o custo será de R$ 18,30 a partir do dia 1º de julho, ou seja, mais de 100% de diferença.
Essa disparidade está nos modelos de concessão de rodovias.
O governo do PSDB, em São Paulo, prioriza o montante que as empresas pagam para ganhar a concessão, a chamada outorga. Leva quem pagar mais ao Estado. Esse valor, posteriormente, é repassado aos motoristas.
Já o modelo de concessão colocadoem prática pelo governo Lula prioriza a menor tarifa. Vence quem ofertar o preço de pedágio mais baixo para o usuário. Essa é a grande diferença.
Nosso mandato, com apoio dos demais deputados paulistas, tem buscado formas de amenizar o impacto dos pedágios na vida do cidadão. Infelizmente, o governo Serra-Goldman tem vetado todas essas iniciativas. Foi assim, por exemplo, com a proposta de abater do IPVA os valores gastos com pedágio.
Encontra-se em tramitação outro projeto, que proíbe a cobrança de pedágio nas rodovias estaduais sem que seja oferecida via alternativa ao usuário. Vamos aprovar essa proposta na Assembleia, para que mais uma vez fique carimbado, na testa do governador, que ele é quem não quer reduzir o custo dos pedágios na vida do cidadão paulista.
Deputado Antonio Mentor
Líder da Bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Soninha reclama do trem-bala. Mas e os tucanos, o que fizeram?
Metrô de SP: Você já andou de metrô, Soninha?
Soninha Francine tem uma trajetória curiosa. Foi do PT , virou amiga do Kassab e agora coordena a campanha de José Serra na internet.
No twitter, ela falou o seguinte:
"E tem d deixar d ser - a gente precisa de mto mais trens "comuns", não de um caríssimo trem-bala, q atenderá a poucos e será caro p usuário"
http://twitter.com/SoninhaFrancine/status/21029484992
Perguntas para Soninha:
Por que o governo tucano incompetente que você agora defende ABANDONOU a CPTM?
Por que o seu governo tucano não construiu mais Kms de metrô em SP?
Por que os seus tucanos não colocam trens mais modernos nas linhas da CPTM? Você já foi de trem para Itapevi?
E os pedágios, Soninha? O seu PSDB cobra pedágios escandalosos. Ou eles são baratos para os usuários?
Soninha deve ter perdido muito tempo pousando nua e não teve tempo para se informar. O trem-bala terá uma tarifa menor que a da ponte-aérea e terá demanda. De cara, quebrará com o monopólio das empresas de avião e para quem vai de São Paulo para São José dos Campos, dará uma opção de transporte a mais para quem não quer ir nos lentos ônibus da Pássaro Marron.
Por que não falou sobre a Alstom, Soninha?
"O grupo francês Alstom é objeto desde novembro de 2007 de uma investigação judicial na França por "corrupção" na atribuição de contratos no exterior, incluindo o Brasil, por uma denúncia das autoridades judiciais suíças, informou uma fonte da Justiça em Paris.
A Alstom, especializada em transportes --trens de alta velocidade, bondes, metrôs-- e energia, é suspeita de ter pago milhões de dólares de subornos para obter contratos na Ásia e América Latina entre 1995 e 2003, informa o "The Wall Street Journal".
A procuradoria de Paris abriu em 7 de novembro de 2007 uma investigação judicial por "corrupção ativa de agentes públicos estrangeiros" e "abuso de bem social", após uma denúncia da justiça suíça recebida em maio do ano passado.
Os juízes responsáveis pelo caso não emitiram nenhum indiciamento até o momento.
Com base em fontes ligadas ao caso, o "Wall Street Journal" afirma que a Alstom teria pago US$ 6,8 milhões para obter um contrato de US$ 45 milhões para a extensão do metrô de São Paulo.
Os investigadores examinam ainda "pagamentos suspeitos" de US$ 200 milhões que a Alstom teria efetuado em projetos no Brasil, na Venezuela, em Cingapura e na Indonésia.
Por fim, seria bom que a Soninha lesse esta nota da TAV Brasil, onde são refutadas as várias mentiras ditas sobre o trem-bala:
PONTUALIDADE E AGILIDADE – É um sistema cuja operação não sofre interferências de questões climáticas, como os aeroportos, ou de congestionamentos, como nas rodovias. No Japão, que inaugurou há mais de 40 anos o primeiro Trem de Alta Velocidade, a média anual de atraso é de seis segundos.
OCUPA MENOS ÁREAS QUE RODOVIAS – Com 15 metros de largura, em média, as linhas de trens de alta velocidade ocupam 3,2 hectares por quilômetro de linha construída. As rodovias, com 28 metros de largura, a ocupação de área é de 9,3 hectares/quilômetro construído.
MENOR CONSUMO DE ENERGIA POR PASSAGEIRO TRANSPORTADO – O TAV transporta 170 passageiros/km/kep (**) , (1kwh = 0,086 kep – quilograma equivalente de petróleo) mais de três vezes mais a relação no caso de ônibus e 8,5 vezes mais que os aviões.
MENOR EMISSÃO DE CO2 – Para cada cem passageiros transportados, o trem de alta velocidade emite o equivalente a 4 quilogramas de CO2. No caso de automóveis, a relação é de 14 quilogramas de emissão para cada grupo de cem passageiros transportados. Os aviões emitem 17 quilogramas de CO2 para cada grupo de cem passageiros.
ABSORÇÃO DE TECNOLOGIA – Com o TAV, o Brasil passará a dominar nova tecnologia de ponta, que será transferida para empresas brasileiras, possibilitando o país a criar novas oportunidades de exportação de produtos e serviços de alto valor agregado.
GERAÇÃO DE EMPREGOS – Serão 12 mil empregos diretos e indiretos na fase de construção, 30 mil nos primeiros anos de operação e outros 30 mil até o final da concessão, de 40 anos.
DESENVOLVIMENTO REGIONAL – A operação do TAV possibilitará o desenvolvimento regional ao longo de seu traçado. Também permitirá que pessoas morem ao longo do seu traçado e trabalhem em São Paulo ou no Rio de Janeiro, melhorando a qualidade de vida das pessoas e das capitais.
** - kep – kilograma equivalente de petróleo. 1 kWh = 0,086 kep
ESCLARECIMENTOS SOBRE COMENTÁRIOS DIVULGADOS NA IMPRENSA SOBRE O TAV
O TAV TEM CUSTO IMPREVISIVEL – O custo do TAV será definido conforme o projeto básico para sua implantação de responsabilidade do grupo que vencer o leilão. Os estudos e o traçado referenciais foram concebidos para definição da viabilidade técnica e econômica do projeto e para definição de um teto tarifário, item indispensável para a realização de licitação para concessão de serviço público. A regra foi bem compreendida por todos os potenciais interessados e também pelo TCU, que não fez ressalvas sobre isso no Acórdão que permitiu a realização da licitação.
ESTUDOS GEOLÓGICOS INSUFICIENTES – Os estudos geológicos feitosatenderam às necessidades para a elaboração do traçado referencial. Os potenciais investidores têm liberdade para proporem outro traçado. Assim, o aprofundamento dos estudos geológicos para a elaboração do traçado referencial poderia resultar em perda de tempo e, principalmente de dinheiro público, caso seja outro o traçado do projeto básico do vencedor do leilão.
MAU USO DE RECURSOS PÚBLICOS – Ao contrário de outros países, que usaram recursos públicos para implantar o Trem de Alta Velocidade, no caso brasileiro, o projeto será bancado pela iniciativa privada. O Governo assegura a financiabilidade do projeto, por meio de financiamento com juros e prazos compatíveis para projetos com a complexidade e tempo de maturação dos investimentos, caso do TAV. Os recursos públicos a serem utilizados serão de R$3,4 bilhões como aporte de capital na concessionária, sendo que R$ 1.135.000.000,00 (um bilhão, cento e trinta e cinco milhões de reais), serão integralizados em moeda corrente nacional; e R$ 2.265.000.000 (dois bilhões, duzentos e sessenta e cinco milhões de reais) serão integralizados, na forma da legislação aplicável, em moeda corrente nacional, em direitos ou por meio dos ativos decorrentes das desapropriações necessárias à implantação da infra-estrutura e exploração do serviço público relativos ao TAV. Os recursos serão aportados pela ETAV, estatal que participará minoritariamente do projeto.
NÃO É PRIORITÁRIO – O TAV é uma alternativa para o principal corredor de transporte do país (Rio de Janeiro-São Paulo-Campinas). Os sistemas rodoviário e aeroviário apresentam sinais de saturação neste corredor e exigem investimentos urgentes, caso continuem sendo as únicas alternativas de transporte. Alguns trechos da Via Dutra, por exemplo, apresentam tráfego duas vezes superior à capacidade da rodovia. Rodovias e aeroportos causam mais danos ambientais tanto na construção como na operação. (vejam anexos).
DINHEIRO PODERIA SER GASTO EM METRÔS – Metrôs são sistemas de transportes tipicamente urbanos, que devem ser tratados por estados e municípios em conjunto com o Governo Federal. O TAV é sistema de transportes de média e longa distâncias. Da mesma forma que o Governo não se furta a auxiliar os estados e municípios, especialmente as capitais e a construir ou ampliar seus sistemas de metrôs, também não pode se eximir da responsabilidade de assegurar meios para a mobilidade das pessoas em médias e longas distâncias.
O DINHEIRO DEVERIA SER GASTO EM FERROVIAS – Os investimentos em ferrovias estão ocorrendo. Entre 2007 e 2011 serão investidos R$ 15 bilhões para a construção de cinco mil quilômetros de novas ferrovias. E há previsão no PAC 2 – de investimentos de mais R$ 46 bilhões para a construção de mais nove mil quilômetros, além de adequações e melhorias em trechos da malha atual. No PAC 2, prevê-se também a construção da malha ferroviária para a tão sonhada saída pelo Oceano Pacífico. Todo o país estará interligado por malhas ferroviárias modernas, com opções de escolha de portos par aos usuários, conforme o destino de suas exportações.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Alckmin não se compromete a reduzir preço de pedágios
Geraldo Alckmin, candidato do PSDB ao governo do estado de São Paulo, disse ontem na Sabatina do Jornal Folha de São Paulo que desconhece as reclamações sobre os altos preços dos pedágios.
A desfaçatez do candididato é impressionante. Ele disse: "A concessão feita em São Paulo é bem-sucedida. Mas acho que a gente tem que ver humildade e ver que as coisas podem ser melhoradas. Se tiver praça de pedágio mal localizada, corrige, ou subsidia a população local". Por que O PSDB NÃO FEZ ISTO NESTES 20 ANOS? Um exemplo escandaloso de praça mal localizada está em Jacareí, no Vale do Paraíba, onde a população tem que pagar pedágio se quiser utilizar a Rodovia presidente Dutra para ir de um bairro a outro.
Alckmin demonstra uma calhordice gigantesca. Ele continua: " Nos vamos analisar contrato por contrato, verificando se tem margem, mas respeitando contratos". O PSDB nunca revisou contratos. Por que Serra não fez isso? Por que Goldman não faz?
Alckmin demonstra uma calhordice gigantesca. Ele continua: " Nos vamos analisar contrato por contrato, verificando se tem margem, mas respeitando contratos". O PSDB nunca revisou contratos. Por que Serra não fez isso? Por que Goldman não faz?
Continuando as piadas, Alckmin fala: " Nós vamos fortalecer a carreira (dos professores). O o governo do seu partido não recebe os professores, não ouve as reivindicações e manda a polícia bater nos professores quando eles fazem greve. É uma contradição atrás da outra.
Se você tiver paciência para ver as mentiras de Geraldo Alckmin, clique aqui.
Resumo com algumas de suas respostas desonestas, aqui.
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