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quinta-feira, 12 de abril de 2012
STF autoriza aborto de anencéfalos no Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou, nesta quinta-feira 12, o aborto em casos de fetos anencéfalos (sem parte do cérebro) no Brasil. O julgamento da ação, proposta pela pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS), foi interrompido na véspera e retomado nesta tarde. Coube ao ministro Carlos Ayres Britto dar o voto que dá às mulheres a opção de interromper a gravidez quando o problema é detecado. Antes dele, cinco ministros haviam anunciado o mesmo entendimento, contra só um contrário, o de Ricardo Lewandowski.
Os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa e Rosa Weber acompanharam o voto do relator do processo, Marco Aurélio Mello, e se posicionaram a favor da descriminalização. O argumento foi o de que a anencefalia é incompatível com a vida.
Ao declarar seu voto, Ayres Britto apontou contradições na Constituição por considerar o aborto com crime sem contextualizar claramente o conceito de vida. “É estranho criminalizar o aborto, a interrupção voluntária do parto, se não há definição do que é a vida humana. Sobre o início da vida, a Constituição é de um silêncio de morte”, declarou.
O ministro disse que a Lei Penal considera crime apenas o aborto de fetos viáveis. Ele também reiterou o argumento de que a morte de anencéfalos é um fato incontornável. “O feto anencéfalo é uma crisálida que jamais se transformará em borboleta porque não alçará voo jamais”.
Durante sua fala, ele lembrou os riscos para a gestante ao levar em diante a gravidez: “Essa mulher pode sofrer de patologias maternas como a hipertensão, que leva essas mães a percorrerem uma gravidez de risco elevado. Levar às últimas conseqüências esse martírio contra a vida de uma mulher é uma tortura, um tratamento cruel. Se os homens engravidassem a interrupção seria lícita desde sempre”.
Ayres Britto também deixou claro que essa é uma decisão exclusiva da mulher. Caso algumas gestantes optem por não interromper a gestação, este também será um direito assegurado. Para ele, o incorreto é criminalizar aquelas que não desejam manter a gestação.
Ao fim de seu voto, o ministro citou versos da canção Pedaço de Mim, de Chico Buarque de Hollanda. “A saudade é o revés de um parto, é limpar o quarto do filho que já morreu”, disse ele, enfatizando a dor da mãe que gera um bebê morto.
Apesar de definido, o julgamento ainda terá a exposição dos votos de Gilmar Mendes, Celso de Mello e Cezar Pelluso.
O ministro Dias Toffoli não votará, pois no passado, quando era advogado-geral da União, manifestou-se favorável à interrupção da gravidez no caso de anencéfalos.
Carta Capital
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Mentirosos podem ser reconhecidos pelo rosto
Mentirosos são reconhecidos por expressões de alguns músculos faciais e sobrancelhas levantadas, afirma um novo estudo.
Os pesquisadores descobriram quatro músculos faciais “vazados” que expressam o verdadeiro sentimento de uma pessoa, tais como culpa em meio a intensas pressões emocionais.
A equipe da University of British Columbia, no Canadá, concluiu que os mentirosos foram traídos pelos movimentos minúsculos que lhe “obrigaram” a levantar suas sobrancelhas em expressões surpreendentes.
As pessoas inocentes, por sua vez, tendem a formar um sulco em seus rostos com expressões verdadeiras, denominadas de “aflição”, comentam os cientistas.
O estudo, publicado na revista Evolution and Human Behaviour, concluiu que a falta de controle sobre as expressões faciais significa a expressão de sentimentos genuínos e pode diferenciar o que é emoção verdadeira de uma falsa.
Os psicólogos dizem que a maioria dos seres humanos podem controlar os músculos inferiores da face, a fim de falar ou comer, mas os da face superior são difíceis de manipular e podem desencadear um comportamento involuntário.
A pesquisadora Dra. Leanne Brinke, que liderou o estudo, disse que as descobertas sugerem tentativas de mascarar nossas emoções, tendendo a falharem quando se envolvem em um “ato consequente de engano”.
“Nossa pesquisa sugere que os músculos da face não estão sob controle consciente completo e certos músculos tendem a trair o mentiroso, particularmente em situações de altas apostas e alto apelo emocional”, disse a cientista em declaração ao portalTelegraph.
Os pesquisadores analisaram as expressões faciais de 52 pessoas – metade dos quais foram mais tarde provado que eram afirmações mentirosas – fazendo apelos emocionais televisionados para o retorno seguro de suas expressões.
Mais de 23.000 vídeos foram coletados em situações reais de pessoas em países como Grã-Bretanha, Estados Unidos, Canadá e Austrália.
Jornal ciência
terça-feira, 10 de abril de 2012
Navio que refaz a rota do Titanic e o azar: quem mandou mexer com essas coisas?
Titanic chega à Nova York, no filme "Caça-fantasmas 2"
Um navio de cruzeiro que refaz a trágica viagem do Titanic de um século atrás foi forçado a voltar em direção à Irlanda na terça-feira (10), depois que um passageiro apresentou um problema cardíaco.
O Balmoral leva a bordo 1.309 passageiros, quase o mesmo número do Titanic. Entre eles, estão parentes das vítimas, familiares de sobreviventes e historiadores. O cruzeiro, intitulado "Titanic Memorial", saiu no domingo (8) de Southampton, na Inglaterra, a fim de seguir a mesma rota do navio até Nova York.
Os passageiros tinham planos de prestar uma homenagem às vítimas no lugar do naufrágio, na noite de 14 para 15 de abril.
O Balmoral havia deixado o porto de Cobh, na Irlanda, tarde da noite de segunda-feira (9) e navegava em um mar agitado, quando o capitão Robert Bamberg anunciou na tarde de terça-feira que teria de voltar para mais perto da Irlanda a fim de que um helicóptero pudesse retirar o passageiro doente.
Miles Morgan, diretor-gerente da Miles Morgan Travel, que fretou a viagem, disse a jornalistas que o navio voltaria cerca de 20 milhas náuticas para ficar dentro de uma distância à qual o helicóptero pudesse chegar.
"Não se acredita que a condição do passageiro seja de risco de vida", disse ele.
Morgan não soube dizer se o atraso atrapalharia os planos de o navio chegar ao local do naufrágio de 1912 a tempo.
Enquanto isso, o mau tempo continuava na tarde de terça-feira, forçando o cancelamento de um show por questão de segurança dos artistas.
O navio levou cinco anos para ser construído, e os organizadores tentaram fazê-lo o mais autêntico possível.
De acordo com os organizadores, pessoas de 28 países compraram as passagem, algumas, inclusive parentes das mais de 1.500 pessoas que morreram quando o Titanic bateu em um iceberg e afundou em águas internacionais no Atlântico Norte, em 15 de abril de 1912.
Os valor das passagens variaram de de 2.799 libras (R$ 8.000) a 5.995 libras (R$ 17. 300).
G1
Comentário do Aurelio:
Como diziam antigamente, " a bruxa está solta". É curioso que uma homenagem um tanto macabra a um navio naufragado tenha problemas em sua viagem.
Anencefalia: especialistas dizem que não há expectativa de vida do feto e alertam para riscos à saúde da gestante
Em uma gestação em que o feto é diagnosticado com anencefalia, um tipo de malformação rara do tubo neural, a morte do bebê é considerada certa e os riscos para a mulher aumentam à medida que a gravidez é levada adiante. Esses são os principais argumentos de obstetras e geneticistas que se manifestam favoráveis ao aborto de anencéfalos.
O Supremo Tribunal Federal retoma amanhã (11) a votação que decidirá se mulheres poderão interromper a gestação de fetos anencéfalos. A Corte irá analisar ação, ajuizada em 2004 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS), que defende a descriminalização do aborto nesses casos. A entidade defende que existe ofensa à dignidade humana da mãe uma vez que ela é obrigada a carregar no ventre um feto com poucas chances de sobreviver depois do parto.
Para o médico e professor de ginecologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí, Thomaz Gollop, a interrupção da gestação de um feto com anencefalia não deveria ser considerada um aborto, já que não há perspectiva de sobrevida do bebê. O termo correto, segundo ele, é antecipação do parto. “Não estamos discutindo o aborto de um feto normal. No caso da anencefalia, a situação é mais dramática”, destacou.
A frequência de casos de anencéfalos no país, de acordo com o obstetra, é de cerca de 1 caso para cada 700 nascidos vivos. Isso significa que em torno de 400 bebês são diagnosticados com a doença todos os anos. O Brasil, atualmente, ocupa a quarta colocação no ranking global de casos. Gollop explicou que a deficiência de ácido fólico na dieta das gestantes é responsável por cerca de 50% das ocorrências e que fatores genéticos e ambientais também influenciam nos números.
O médico lembrou que, desde 1989, a maioria dos juizes brasileiros concede autorizações para que mulheres grávidas de anencéfalos possam interromper a gestação. O feto com a malformação é classificado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) como um natimorto cerebral e, na definição de Gollop, é uma criança “completamente inviável”.
O presidente da Sociedade Brasileira de Genética Médica, Marcial Francis Galera, concorda. “Do ponto de vista cerebral, não há funções adequadas”, explicou, ao se referir à malformação como a manifestação mais grave do fechamento do tubo neural.
Para Galera, as famílias que enfrentam esse tipo de situação devem ter o direito de escolher se desejam manter a gestação de um anencéfalo até o final ou se preferem abortar a criança. Para ele, seguir com uma gravidez em que não há prognóstico de vida para o bebê pode, muitas vezes, prorrogar o sofrimento dos pais.
“Essa discussão beira a discussão sem fim. Qual o direito da família de interromper a vida de um bebê que vai viver pouco? Qual o conceito de morte cerebral ou encefálica? É um dilema, uma discussão quase interminável”, avaliou, ao comparar o tema com outros igualmente polêmicos, como a manipulação de células-tronco embrionárias.
A secretária-geral da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Rute Andrade, lembrou que uma gestação de feto diagnosticado com anencefalia geralmente provoca complicações e consequentes riscos para a mulher. Isso porque o bebê com a malformação nem sempre é capaz de deglutir o líquido amniótico, gerando acúmulo da substância e aumentando os riscos de uma distensão do útero, além de hemorragias pós-parto.
Para ela, não é correto que essas mulheres fiquem à mercê da Justiça brasileira, uma vez que a medicina possibilita a chance de abreviar ou amenizar o sofrimento da gestante. “Por meio do encefalograma, o resultado é como o de morte cerebral. A anencefalia tem vários graus, mas o resultado é sempre a morte”, disse. “Obrigar a mulher a seguir adiante com a gestação de anencéfalo é uma condição bastante cruel”, destacou.
Agência Brasil
segunda-feira, 9 de abril de 2012
A ‘orkutização’ do Instagram e a natureza gregária da internet
Iphoneiros em polvorosa: “Vão poluir minha timeline!”, reclamavam usuários do celular da Apple tanto no Brasil quanto no exterior. Eles haviam recebido a notícia de que o aplicativo Instagram havia ganhado, na semana passada, uma versão para Android, o sistema operacional rival do iOS, do iPhone. Por aqui, a indignação veio no inevitável tom de piada característico da nossa vida digital tropical, com a criação de tumblrs como o androidnoinstagram.tumblr.com ou orkutgram.tumblr.com, entre outros. O teor dos tumblrs – e das piadas – era sempre o mesmo: agora o Instagram perderia o seu status, pois uma tal “horda de pobres” começaria a usar o aplicativo.
Para quem não conhece, o Instagram é mais do que um software para celular que permite tirar fotos com filtros vintage. Criado pelo brasileiro Mike Krieger, o aplicativo também funciona como uma rede social – em que é possível assinalar contatos e personalizar perfis como em qualquer site deste tipo, com duas diferenças cruciais. A primeira: é uma rede social feita para o celular. Ela se replica, ao gosto do freguês, pelo Twitter e Facebook, mas seu ambiente nativo é a internet móvel. A segunda é o fato de não existir perfil público. Quem quiser ver a página de alguém no Instagram, ao contrário da maioria das redes sociais, precisa criar uma conta lá.
Eis o motivo da chiadeira. Enquanto era uma rede fechada para usuários de iPhone, o Instagram criou uma bolha de falso glamour que fazia qualquer fotinha vagabunda parecer cool só porque vinha com um tom sépia, com um amareladinho com cara de foto tirada nos anos 70. A reclamação dos antigos usuários levantou a velha falácia repercutida sempre que qualquer serviço online deixava de ser exclusivo de uns poucos early-adopters – a tal “orkutização”.
O termo surgiu, claro, depois que o Orkut começou a se popularizar no País. Antes restrita a quem trabalhava com comunicação ou tecnologia, a rede social aos poucos foi compreendida por pessoas que não passam o dia inteiro na frente do computador. Mais do que isso: à medida em que os anos 2000 foram passando, mais gente pôde comprar um computador e, com isso, a rede social perdeu o ar de ser exclusividade de grupos pequenos. E aos poucos começariam a aparecer perfis de pessoas que não eram descoladas e modernas, mas apenas… normais.
E riam “kkkkkk” ou tiravam fotos em quaisquer situações (parte delas indo parar em sites como perolas.comou tolicesdoorkut.com) ou não se preocupavam com o português correto ou com “about me” espertinhos. A orkutização vinha acompanhada de uma reclamação obtusa, que resmungava sobre a “maldita inclusão digital” num tempo em que nem todo mundo tinha acesso à internet.
Em menos de dez anos, este quadro mudou – radicalmente. Não só ficou mais fácil comprar computador como a internet móvel trouxe uma imensa leva de pessoas para o dia a dia eletrônico das redes sociais. E cada novidade descoberta pelos primeirões era, em pouco tempo, “orkutizada”. Foi assim com o Twitter, com o Facebook e agora aconteceu com o Instagram.
“Em vez de crème brûlée vamos ver fotos do Habib’s”, alguém twittou, como se os usuários do Instagram não tirassem foto de qualquer PF com um filtro para parecer que não estavam comendo em um restaurante self-service. Ou como se os celulares que rodam o sistema operacional Android não custassem, em alguns casos, até mais do que o preço de um iPhone 4S.
A “orkutização” ou a “maldita inclusão digital” fazem parte da natureza da internet. A rede não é um clubinho exclusivo para uns poucos e bons. Até o fim desta década, todos estaremos conectados a ponto de nem percebermos a separação entre o online e o offline.
Reclamar que mais gente está desfrutando de serviços e produtos que, até determinada época, eram exclusivos de um número pequeno não é apenas reacionarismo barato – é não entender que a natureza digital agrega em vez de separar. Se você tem vergonha de estar na mesma rede social que pessoas que considera “menores”, não tenha dúvida: o problema é seu.
Comentário do Aurelio:
Se postam muita bobagem na internet, basta evitarmos quem as posta, não importando se é uma pessoa rica ou pobre .É bobagem dizer que apenas pessoas de baixa renda postam futilidades nas redes sociais. Há muitos abastados compartilhando asneiras. Não há classe social que impeça a ignorância na internet.
Se postam muita bobagem na internet, basta evitarmos quem as posta, não importando se é uma pessoa rica ou pobre .É bobagem dizer que apenas pessoas de baixa renda postam futilidades nas redes sociais. Há muitos abastados compartilhando asneiras. Não há classe social que impeça a ignorância na internet.
Comentário do Celso:
O Instagram é somente mais um aplicativo que agora está disponível também aos usuários de smartphones que rodam as várias e capengas versões do sistema Android (em algumas não roda). Instalei o aplicativo no meu aparelho, usei por cerca de 5 minutos, não gostei e apaguei. O problema reside não numa pretensa popularização do Instagram, antes exclusivo dos usuários de iPhones, mas na banalização do seu uso, assim como está banalizada e tosca a qualidade dos usuários do Facebook.
Quem está preocupado e quer preservar a pouca privacidade que nos resta nas redes sociais que bloqueie a publicação de conteúdo na sua 'timeline' do Facebook, simples assim.
sábado, 7 de abril de 2012
Fundador da empresa que fabrica amplificador Marshall morre aos 88 anos
Jim Marshall, que ajudou a moldar o som do rock and roll com seus projetos inovadores de amplificação, morreu. Ele tinha 88 anos.
Seu filho Terry Marshall disse que ele morreu em um hospital na Inglaterra, na manhã desta quinta-feira (5) após sofrer de câncer e várias derrames graves.
Jim Marshall era conhecido no mundo da música por ter fundado a empresa que fabrica os amplificadores Marshall, que modificaram a música após a sua introdução em 1960.
Fotografias da época mostram muitos dos guitarristas mais ilustres do rock tocando na frente de pilhas de amplificadores Marshall.
Jimi Hendrix, Pete Townshend, Jimmy Page e outros foram atraídos para o som áspero, barulhento produzido pelos amplificadores britânicos.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Supermercado cria supra-sumo da estupidez: Caixa exclusivo para chocolates
O Walmart do Vale Sul, de São José dos Campos, resolveu criar um caixa exclusivo para a venda de chocolates.
Algumas perguntas:
-A pressa de quem quer comprar ovo de páscoa é mais importante do que a de quem está com outros itens e vai comprar mais que um item destes?
-Um caixa pode discriminar um consumidor pelos produtos que este quer comprar? Se tiver um pequeno chocolate e dez pães, por exemplo, o caixa vai deixar de atender? Por que enfrentar a fila 'comum', se chocolate agora é "passe livre" para pegar um caixa com menos movimento?
-Esta prática é aceitável pelo Código de Defesa de consumidor?
-Por que compradores de chocolate merecem agilidade para passarem pelo caixa e os que levam outros produtos não?
É uma prática sem dúvidas irracional e discriminatória, visando apenas o lucro com um produto sazonal supervalorizado, em detrimento ao atendimento de quem não está comprando o mesmo.
Comentário do Celso:
Mais uma atitude ridícula dessa loja que maximiza os lucros em detrimento da qualidade de atendimento e conforto de seus clientes.
Por exemplo:
a) o sistema de ar-condicionado não funciona há mais de 3 anos "por estar em manutenção";
b) banheiro imundo;
c) com o "fim" das sacolinhas de plástico só nos resta usar escassas caixas de papelão, geralmente que acondicionavam água sanitária.
Resenha do filme "Jogos vorazes"
Adaptado da trilogia literária da escritora Suzanne Collins, “Jogos Vorazes” traz imediatamente ao espectador conceitos já bem explorados em “1984” e “ Admirável Mundo novo". Não temos exatamente um “Big Brother” ( o grande Irmão), mas sim um governo ressentido que busca vingança eterna.
Temas como culto às celebridades, reallity shows extremistas e poder estão em pauta, na sociedade futurista surgida a partir da destruição da América do Norte, dividida em 12 distritos e uma capital.
Na história, após uma tentativa de revolução, muitos anos antes, a Capital passou a demandar de cada distrito um “tributo”, na forma de dois jovens (uma garota e um garoto), para competir em reallity show de sobrevivência, que dá nome à película.
Eles enfrentam outros 22 competidores até a morte, em um cenário controlado pelo governo. Aliás, tudo é minuciosamente planejado, como os perigos que os participantes encaram na floresta.
A grande protagonista da trama é a adolscente Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence), que se oferece para competir no lugar da sua irmã mais nova, sorteada pelo distrito. Everdeen vai para a Capital com Peeta Mellark (Josh Hutcherson), onde vivenciam uma realidade muito diferente do distrito de mineiros onde vivem. Os dois são guiados pelo caricato e quase sempre bêbado Haymitch Abernthy
(Woody Harrelson), que sempre dá uma dica importante a ambos: a estratégia pode ser mais importante que a força bruta. O músico Lenny Kravitz faz o papel do estilista Cinna, que precisa transformar Katniss em um produto melhor apresentável e vendável para o público deste programa sanguinário e insano.
Os cenários são vívidos e impressionantes. A tela é invadida por cores, da estranha moda desta sociedade e por tecnologias espetaculares, como os computadores operados em terceira dimensão. O diretor Gary Ross dosa bem as cenas de ação com os momentos que mostram os bastidores da mesma, com a politicagem envolvendo a manipulação dos jogos. As regras mudam constantemente e os governantes não querem ver um(a) mártir, pois isto pode gerar protestos entre os distritos subjulgados, o que de fato ocorre após a morte de uma jogadora.
O romance da história, entre os protagonistas, não é piegas; ele se encaixa perfeitamente nos interesses de ambos e dos patrocinadores dos jogadores -ricaços que enviam suplementos a eles.
O filme é uma crítica excelente à superexposição dos programas do gênero “jogos de realidade”, onde interesses manipulam seus resultados em nome dos lucros (sejam financeiros ou no caso do filme, políticos) e a maneira como celebridades se adaptam para agradar o público.
A trilha sonora, assim como a fotografia, é grandiosa. Acordes de orquestra sempre com tons triunfais e marciais enfeitam os anúncios do governo e as cenas de ação com destreza.
Ao contrário do que muitas pessoas estão pensando, a trama não é uma história adolescente descerebrada. Possui um enredo inteligente, bem costurado e com um desfecho surpreendente. Vale o ingresso.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Alimentos gordurosos aumentam os riscos de desenvolver depressão
Além do risco de aumento de colesterol e do entupimento das artérias, a ingestão de alimentos ricos em gorduras trans e saturados possibilita que aumentem os riscos de depressão, de acordo com um estudo espanhol publicado nos Estados Unidos, afirmando os resultados de estudos anteriores que vinculavam o consumo de comida rápida a esta doença. Os cientistas que participaram do estudo demonstraram ainda que alguns produtos, como o óleo de oliva, ricos em ácidos-graxos ômega 3, podem combater o risco de doença mental.
Autores do amplo estudo, realizado pelas universidades de Navarra e Las Palmas de Gran Canaria, acompanharam e analisaram a dieta e o estilo de vida de cerca de 12 mil voluntários ao longo de seis anos. Quando o estudo começou, nenhum dos participantes havia sido diagnosticado com depressão. Ao final, 657 tinham desenvolvido a doença.
A pesquisa mostrou que o número de pessoas com depressão no mundo é de 150 milhões, e aumentou nos últimos anos. A causa, segundo os autores, foi à mudança radical nas fontes de gorduras ingeridas em dietas ocidentais, onde se substituiu gorduras benéficas encontradas em nozes, óleos vegetais e peixes pelas encontradas em carnes, manteiga, massas de produção industrial e comida rápida.
Supermercados de SP param hoje de distribuir sacolas descartáveis; veja opções
Os supermercados do Estado de São Paulo não distribuem mais sacolas plásticas descartáveis a partir de hoje. O consumidor terá como única opção gratuita para levar suas compras para casa as caixas de papelão. Ainda assim, os supermercados não serão mais obrigados a oferecer as caixas aos consumidores. Só as fornecerão se quiserem.
Os supermercados venderão sacolas retornáveis. Pelo acordo com o Procon-SP, eles terão de oferecer ao consumidor pelo menos um tipo de sacola reutilizável que custe, no máximo, R$ 0,59. Essa medida deverá valer só até agosto deste ano. Depois, poderão cobrar o preço que quiserem.
Outra possibilidade é o consumidor levar suas próprias sacolas reutilizáveis de casa.
Haveria uma outra alterativa, que eram as sacolas plásticas biodegradáveis, vendidas por R$ 0,19 cada uma. Essas sacolas são feitas com amido de milho e seriam mais benéficas ao meio ambiente, por se degradarem mais facilmente. Mas a associação de supermercados de São Paulo desistiu da distribuição até mesmo dessas sacolas plásticas pagas.
Uma opção,que ainda não está valendo, será uma espécie de "empréstimo" pago de sacolas. O cliente pagará um valor por sacola e, se devolvê-la ao supermercado, receberá o dinheiro de volta. Essa sacola está sendo chamada de "vaivém". Mas ainda não há datas nem detalhes definidos, como preço do "empréstimo".
Fim da distribuição é iniciativa dos supermercados
O fim da distribuição das sacolinhas é uma iniciativa da Apas em parceria com a Prefeitura de São Paulo e com o governo do Estado. Segundo a Apas, 95% dos 1.200 associados aderiram à campanha.
Inicialmente, a distribuição deixaria de ser feita em 25 de janeiro. A medida chegou a entrar em vigor, mas em fevereiro um acordo assinado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, Procon-SP e Apas determinou que as sacolas continuassem a ser distribuídas gratuitamente até esta terça (2). O objetivo foi dar mais tempo de adaptação aos consumidores.
Com o fim do prazo de adaptação, os supermercados ainda terão de seguir uma das determinações previstas no acordo: eles terão de oferecer ao consumidor pelo menos uma sacola reutilizável que custe, no máximo, R$ 0,59. Essa medida deverá ser cumprida até agosto deste ano.
Até 3 de fevereiro do ano que vem, os atendentes também deverão informar o consumidor, no caixa, antes do pagamento de qualquer produto, sobre o não-fornecimento de sacolas descartáveis. Caso a informação não seja dada, os supermercados terão de oferecer uma opção gratuita para o consumidor levar as compras para casa.
"Nesses últimos dois meses, distribuímos 72% menos sacolas plásticas do que no mesmo período do ano passado", diz o presidente da Apas, João Galassi. Para ele, desta vez a medida enfrentará menos resistência dos consumidores.
Ontem mesmo eu já tive problemas no Extra de São José dos Campos. Um dia antes da data oficial já não estavam fornecendo as sacolas de plásticos e só havia caixas de papelão de água sanitária. Como eu não queria comprar uma sacola retornável que vendiam a R$ 0,59, peguei uns poucos itens gelados, paguei pelos mesmos, e deixei mais de 30 outros itens na gôndola sem levar.
terça-feira, 3 de abril de 2012
Páscoa amarga: Arcor faz recall de ovos de páscoa
De acordo com a empresa, o ovo de chocolate Rapunzel 150g, não causa qualquer risco à saúde, porém em alguns casos o odor mais forte ou ingestão podem provocar desconforto e mal estar momentâneos.
Como medida preventiva, a Arcor do Brasil já está recolhendo os ovos Rapunzel dos pontos de venda / distribuidores e convoca os consumidores a efetuarem a troca deste produto e tirarem eventuais dúvidas por meio da sua Central de Relacionamento a partir do dia 03 de abril de 2012 das 08h00 as 18h00 pelos seguintes canais:
Telefones (0800 772 7717) e (0800 055 8450), e-mail (atendimento@arcor.com) ou pelo site www.arcor.com.br.
Comentário do Aurelio:
O Brasil deve ser o único país do mundo onde ovos de chocolate precisam de recall.
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