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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Fotografia, o motor das redes sociais

Em 2006, o Google, já um gigante da internet, desembolsou 1,65 bilhão de dólares para adquirir um serviço nascente e promissor, o YouTube, site de compartilhamento de vídeos. O negócio parecia prenunciar a era do vídeo, animada pelas câmeras caseiras digitais. A impressão geral era que o formato esmagaria outros registros, como a fotografia. Eis que, passados seis anos, outro gigante, o Facebook, voltou a provocar frisson ao anunciar a aquisição do Instagram, aplicativo para smartphones e tablets cuja matéria-prima são as fotos, não o vídeo.

É fácil entender por que Mark Zuckerberg, criador e CEO do Facebook, está disposto a desembolsar a montanha de dinheiro. Hoje, 70% de todas as interações feitas pelos mais de 800 milhões de usuários da rede são relativas a fotos. Ou seja, a fotografia ainda fisga nosso olhar. Simultaneamente, dentro da web – e também fora dela –, a fotografia não para de se multiplicar. Estima-se que, a cada dois minutos, tiram-se pelo mundo mais fotos do que todo o século XIX produziu.

A história da ascensão da fotografia no mundo digital começou a ser escrita em 1997, quando foi lançado o primeiro modelo comercial de câmera digital: a Sony Mavica. O resultado foi percebido quase instantaneamente. Na década de 1990, o número de fotos produzidas cresceu 50%, chegando, em 2000, a 86 bilhões de cliques ao ano, segundo cálculos de Jonathan Good, consultor de redes sociais, a partir de dados da Kodak e da Enciclopédia Digital de Negócios. Passada uma década, esse número chegaria a 360 bilhões de fotografias anuais, alta de 340%. Além da câmera digital, há mais três elementos a alimentar essa evolução: os celulares, que incorporaram as câmeras, as redes 3G, que permitem a transmissão de dados (e de fotos) em alta velocidade, e, por fim, as redes sociais, que facilitam sua distribuição. Segundo pesquisa da empresa da análise de mercado NPD Group, em 2011, 27% de todas as fotos produzidas pelos americanos foram feitas a partir de smartphones – um avanço de 60% em relação ao ano anterior. A tendência é que o processo se acentue com o avanço da rede 3G, usada por 1,2 bilhão de pessoas e que, em 2016, deve se estender a 10 bilhões de aparelhos, segundo a União Internacional de Telecomunicações. Isso vai municiar um exército de fotógrafos.

"Muitas vezes, é mais fácil fazer o upload de uma foto em alguma rede da internet do que sentar e escrever um texto", diz o americano Rudy Adler, cofundador do 1000Memories, serviço virtual que se dedica à preservação de fotos antigas, tentando explicar a ascensão da foto no mundo digital. Ele aposta que, embora os vídeos sigam em alta, as fotos podem ser até mais populares do que as imagems em movimento em algumas situações. "No Facebook, por exemplo, as fotografias são mais compartilhadas a partir do botão Curtir do que os vídeos", diz Adler. Trata-se de uma questão de tempo, um bem precioso nos dias de hoje. Quem observa uma foto pode decidir quanto quer se dedicar a ela: pode ser meio segundo, pode ser uma hora. Quem assiste a um vídeo, ainda que o faça parcialmente, tem de obedecer minimamente a um prazo imposto por seu autor. "O vídeo demanda mais tempo de quem o faz e de quem o aprecia."

Nas redes, é mesmo o Facebook quem encabeça o movimento. A cada dia, em média, usuários confiam 250 milhões de fotos ao serviço. A torrente faz com que o repositório de imagens da rede tenha crescido 14 vezes em um período de apenas três anos (2008 a 2011), atingindo incríveis 140 bilhões de fotos no fim do ano passado. O sucesso é tamanho que, atualmente, o acervo é 23 vezes maior do que o do Flickr, site criado especificamente para abrigar fotos de usuários. A diferença é que o Facebook criou mecanismos para que seus afiliados não apenas armazenem, mas também compartilhem suas criações e, assim, passem mais tempo ali.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A ‘orkutização’ do Instagram e a natureza gregária da internet



Iphoneiros em polvorosa: “Vão poluir minha timeline!”, reclamavam usuários do celular da Apple tanto no Brasil quanto no exterior. Eles haviam recebido a notícia de que o aplicativo Instagram havia ganhado, na semana passada, uma versão para Android, o sistema operacional rival do iOS, do iPhone. Por aqui, a indignação veio no inevitável tom de piada característico da nossa vida digital tropical, com a criação de tumblrs como o androidnoinstagram.tumblr.com ou orkutgram.tumblr.com, entre outros. O teor dos tumblrs – e das piadas – era sempre o mesmo: agora o Instagram perderia o seu status, pois uma tal “horda de pobres” começaria a usar o aplicativo.



Para quem não conhece, o Instagram é mais do que um software para celular que permite tirar fotos com filtros vintage. Criado pelo brasileiro Mike Krieger, o aplicativo também funciona como uma rede social – em que é possível assinalar contatos e personalizar perfis como em qualquer site deste tipo, com duas diferenças cruciais. A primeira: é uma rede social feita para o celular. Ela se replica, ao gosto do freguês, pelo Twitter e Facebook, mas seu ambiente nativo é a internet móvel. A segunda é o fato de não existir perfil público. Quem quiser ver a página de alguém no Instagram, ao contrário da maioria das redes sociais, precisa criar uma conta lá.



Eis o motivo da chiadeira. Enquanto era uma rede fechada para usuários de iPhone, o Instagram criou uma bolha de falso glamour que fazia qualquer fotinha vagabunda parecer cool só porque vinha com um tom sépia, com um amareladinho com cara de foto tirada nos anos 70. A reclamação dos antigos usuários levantou a velha falácia repercutida sempre que qualquer serviço online deixava de ser exclusivo de uns poucos early-adopters – a tal “orkutização”.



O termo surgiu, claro, depois que o Orkut começou a se popularizar no País. Antes restrita a quem trabalhava com comunicação ou tecnologia, a rede social aos poucos foi compreendida por pessoas que não passam o dia inteiro na frente do computador. Mais do que isso: à medida em que os anos 2000 foram passando, mais gente pôde comprar um computador e, com isso, a rede social perdeu o ar de ser exclusividade de grupos pequenos. E aos poucos começariam a aparecer perfis de pessoas que não eram descoladas e modernas, mas apenas… normais.



E riam “kkkkkk” ou tiravam fotos em quaisquer situações (parte delas indo parar em sites como perolas.comou tolicesdoorkut.com) ou não se preocupavam com o português correto ou com “about me” espertinhos. A orkutização vinha acompanhada de uma reclamação obtusa, que resmungava sobre a “maldita inclusão digital” num tempo em que nem todo mundo tinha acesso à internet.



Em menos de dez anos, este quadro mudou – radicalmente. Não só ficou mais fácil comprar computador como a internet móvel trouxe uma imensa leva de pessoas para o dia a dia eletrônico das redes sociais. E cada novidade descoberta pelos primeirões era, em pouco tempo, “orkutizada”. Foi assim com o Twitter, com o Facebook e agora aconteceu com o Instagram.



“Em vez de crème brûlée vamos ver fotos do Habib’s”, alguém twittou, como se os usuários do Instagram não tirassem foto de qualquer PF com um filtro para parecer que não estavam comendo em um restaurante self-service. Ou como se os celulares que rodam o sistema operacional Android não custassem, em alguns casos, até mais do que o preço de um iPhone 4S.



A “orkutização” ou a “maldita inclusão digital” fazem parte da natureza da internet. A rede não é um clubinho exclusivo para uns poucos e bons. Até o fim desta década, todos estaremos conectados a ponto de nem percebermos a separação entre o online e o offline.



Reclamar que mais gente está desfrutando de serviços e produtos que, até determinada época, eram exclusivos de um número pequeno não é apenas reacionarismo barato – é não entender que a natureza digital agrega em vez de separar. Se você tem vergonha de estar na mesma rede social que pessoas que considera “menores”, não tenha dúvida: o problema é seu.


Comentário do Aurelio:
Se postam muita bobagem na internet, basta evitarmos quem as posta, não importando se é uma pessoa rica ou pobre .É bobagem dizer que apenas pessoas de baixa renda postam futilidades nas redes sociais. Há muitos abastados compartilhando asneiras. Não há classe social que impeça a ignorância na internet.

Comentário do Celso:
O Instagram é somente mais um aplicativo que agora está disponível também aos usuários de smartphones que rodam as várias e capengas versões do sistema Android (em algumas não roda). Instalei o aplicativo no meu aparelho, usei por cerca de 5 minutos, não gostei e apaguei. O problema reside não numa pretensa popularização do Instagram, antes exclusivo dos usuários de iPhones, mas na banalização do seu uso, assim como está banalizada e tosca  a qualidade dos usuários do Facebook.
Quem está preocupado e quer preservar a pouca privacidade que nos resta nas redes sociais que bloqueie a publicação de conteúdo na sua 'timeline' do Facebook, simples assim.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Simples e claro, Pinterest é uma boa fonte de inspiração


"Nossa! Você viu o post do Brad Pitt no Digglr?"

"Não, eu estava ocupada demais navegando no Cr.us.ta.ce.an. O que ele disse?"

"Nossa! Só se fala disso no Regurgtatr!"

Você já foi vítima daquela desagradável sensação de que o mundo on-line está caminhando rápido demais?

Bem, isso não importa. O incrível é que mais uma rede social gratuita, o Pinterest, conquistou popularidade, e há vários motivos para isso.

Um deles é a simplicidade e o prazer de adicionar fotos aos seus murais virtuais, criando coleções ordeiras, de forte efeito visual. Enquanto navega na web, o usuário pode clicar no botão "pin it" de sua barra de favoritos e adicionar qualquer imagem que lhe pareça divertida, inspiradora ou bonita.

Os murais dos usuários refletem esse espírito: lugares maravilhosos para férias, penteados bacanas, receitas saborosas. Ou ainda: gente bonita, coisas bonitas, roupas bonitas. As possibilidades são ilimitadas.

Os aspectos sociais do Pinterest também ajudam a explicar seu sucesso. Sempre que você vê alguma coisa interessante publicada por alguém, pode copiá-la, com um só clique, em um de seus murais. Você pode também "curtir" um item ou comentá-lo.

Além disso, quando você descobre outro usuário cujo gosto aprecia, pode segui-lo. O material que esse usuário acrescentar aos seus murais será mostrado nas páginas do Pinterest de seus seguidores.
Também é possível criar murais comunitários, em que pessoas autorizadas pelo criador podem colar imagens. É um ótimo recurso para amigos ou familiares que estejam discutindo ideias para um casamento, férias, chá de bebê ou reforma de casa.

Em última análise, três coisas tornam o Pinterest tão interessante: primeiro, é puro, claro, sem nada que pisque. Não há anúncios ou pop-ups.

Segundo, o Pinterest difere de Facebook, Twitter e serviços parecidos porque sua função principal não é transmitir. O usuário cria quadros do Pinterest para uso pessoal, para ativar sua memória ou se inspirar. Se outras pessoas encontrarem utilidade naquilo, ótimo, mas há muito a aproveitar no Pinterest mesmo sem seguidores.

Por fim, o Pinterest não tem os objetivos usuais dos sites sociais: contemplação de umbigo, documentação de experiência pessoal, autopromoção. É menos "olha como sou genial" e mais "isso não parece ótimo?".

Mas ainda há o que melhorar. Por exemplo, não parece existir uma forma de fechar o acesso a um mural. Todos os quadros que o usuário criar estarão acessíveis a todos os usuários do Pinterest.
Também vale apontar que o Pinterest já foi invadido por interesses comerciais. Agências de viagem, companhias de produtos para a casa, joalherias e outras empresas já têm contas no site.



Uma opção interessante para quem já cansou do Facebook "orkutizado" pelos muito mal educados brasileiros.


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O SUS, Lula e as redes sociais


É uma pena o rumo tomado pelas discussões em torno da polêmica gerada pelos posts no Facebook, sugerindo que o ex presidente trate sua doença pelo SUS. Mais uma vez, estamos perdendo a chance de uma discussão rica. Ficamos presos nos pontos, na minha opinião, secundários. O mais relevante, que seriam as críticas positivas e negativas ao nosso Sistema Público de Saúde, ficou perdido, sem vez em meio a um lamaçal podre de politicagem, rancor, pobreza de espírito e outras baixarias, de ambos os lados da discussão.

Assim dito, quero aqui propor uma limpeza nas apelações dos debates e dar a minha contribuição à polêmica, na ótica do que julgo ser relevante. E faço isso pensando nos vários e vários pacientes que chegam a mim com cânceres diversos e "intratáveis", simplesmente porque não conseguem fazer suas quimioterapias em tempo hábil. Aliás, escrevo esse artigo em homenagem a um paciente de 14 anos (e sua família), que faleceu com um tumor cerebral depois de nem sequer ter conseguido vencer a fila do único hospital oncológico vinculado ao SUS em Salvador.

Quando li os posts de linchamento (ou quase) de Lula, pouco me interessou saber quais eram as reais motivações de quem os criou: se fazer uma brincadeira, uma ironia, ou se desejavam mesmo o pior para Lula. Vi ali uma forma de protesto, até certo ponto compreensível, e ponto final. Mas aí vieram as respostas, com mensagens que pareciam colocar a sugestão do tratamento pelo SUS como uma sentença de morte. A elas, se seguiram textos de pessoas contando experiências de tratamentos bem sucedidos feitos na rede pública, relatos emocionados que até nos fazem pensar que é assim com todo mundo. Até a competência do INCA foi trazida para a discussão. Alguém, indignado, escreveu linhas em defesa da assistência prestada na instituição, dizendo ser exemplar. E é mesmo. Pena que para alguns poucos felizardos. Mas aqui há um erro de interpretação grosseiro: quem está questionando a competência do INCA? O que se questiona é a incapacidade que essa e outras instituições do SUS encontram para absorver e tratar os milhares de pacientes portadores de câncer, que morrem antes mesmo de terem uma única consulta com um oncologista. Se o serviço de assistência é excelente ou não, pouco importa para o doente que não consegue sequer ter acesso a esse serviço.

Xingamentos, boas e más intenções e suas consequências à parte, quero focar aqui no que entendo como o que há de mais válido nos posts do Facebook: trazer o assunto do problema da saúde pública à tona, para protestar. Afinal, não é também para isso que servem as redes sociais? É em momentos como esse que a denúncia se faz ouvida. Ou será que alguém aí pararia para reclamar se tirássemos a figura do Lula e colocássemos a do Seu Zé? Pois saibam que morrem Zés aos montes, todos os dias, e é contra isso que as pessoas deveriam se indignar. Experimentem passar um dia na porta de um hospital público e aí sim vão ter motivos reais pra encherem seus perfis virtuais de mensagens de repúdio.

Por que só agora, com Lula, e não antes com José Alencar, Roseana Sarney, Ana Maria Braga, o Hebe, é questionamento secundário. Talvez por ter sido ele a representação máxima do poder público e do descaso com a saúde nos últimos anos, sei lá. Obviamente, isso não justifica as mensagens rancorosas, de mau agouro, preconceituosas e discriminatórias que pululam na internet.

Obviamente também, não desejo a Lula ou a qualquer pessoa que veja sua vida dependente do SUS. Não pelo potencial do sistema, que é enorme, principalmente quando pegamos como exemplo instituições sérias, bem geridas e com profissionais comprometidos; mas pela incapacidade do SUS de, como está, garantir uma assistência no mínimo suficiente. Condeno e me envergonho com o rumo das discussões. Pois, enquanto nossos argumentos forem passionais, continuaremos sujeitos a propostas passionais eleitoreiras que, como vemos, desaguarão em desapontamento e raiva. Mas apoio o protesto e acho que a iniciativa foi válida em sua origem, ainda que tenha servido apenas para criar polêmica. Mas o SUS vai continuar deficitário e o Seu Zé vai continuar sem acesso ao Sírio Libanês.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Especialista brasileiro prevê fim do Orkut



Sete tem cada dez brasileiros conectados à internet acessaram o Orkut em abril, segundo dados da empresa de métricas ComScore.São mais de 50 milhões de pessoas, que visitam perfis e compartilham confidências, fotos e vídeos – também bisbilhotam a vida alheia, é claro. A situação deveria deixar o Orkut em posição confortável. Essa não é, contudo, a opinião de Silvio Meira, cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R) e um dos responsáveis pela criação do Porto Digital, polo tecnológico da capital pernambucana.

Além do rápido avanço do Facebook no Brasil, Meira prediz a morte do Orkut a partir da observação das próprias falhas do site mantido pelo Google. "Ele está morto do ponto de vista da inovação e do negócio", diz. Por isso, na visão do especialista, a rede pode seguir os mesmos passos funestos do MySpace, que fez sucesso em meados da década passada, mas perdeu o caminho da inovação e, consequentemente, o contato com seus usuários. Acabou atropelado pelo Facebook, um campeão em inovação, que, segundo Meira, está se tornando uma espécie de internet dentro da internet: "A ideia da rede de Zuckerberg é permitir que o usuário faça todas as suas atividades na web a partir do Facebook, o que já é possível". Leia a seguir a entrevista com o especialista.

O Orkut conseguirá frear o crescimento do Facebook no Brasil?
O Orkut ainda ganha novos adeptos no país, mas, nos últimos meses, seu crescimento tem sido vezes inferior ao registrado pelo Facebook. Há explicação para isso. Hoje, há uma ascensão social de pessoas que até bem pouco tempo não tinham acesso a computador, redes sociais e jornais. Para esse grupo, o Orkut é uma porta de entrada para a internet. Contudo, ele está morto do ponto de vista da inovação e do negócio. Ele nunca recebeu atenção estratégica do Google e sequer conta com um plano de negócio, que preveja como vai evoluir. O cenário permite antever a hegemonia do Facebook no Brasil.


O Orkut pode ter o mesmo destino do MySpace?
A dinâmica de redes sociais é muito delicada. Após adquirir o MySpace, a News Corp. tentou transformar o site em um canal do grupo de mídia. Seus gestores imaginaram que, mantendo interface e recursos imutáveis, manteriam a audiência. Estavam errados. A situação do Orkut é parecida. Falta à rede do Google uma proposta coerente para chegar a algum lugar. Ele sempre foi um site secundário para o Google.



É possível dizer, então, que Facebook e Google têm diferentes propostas?
O Facebook possui um conjunto de estratégias bem articuladas para conectar pessoas e marcas. Eles pensam 24 horas por dias nisso. O Google tem outras atenções. Ele já não é mais uma empresa jovem (o gigante de buscas completa 13 anos em 2011) e quer proteger o seu legado: organizar a informação. Mais: nos últimos meses, a empresa de Mark Zuckerberg começou a mostrar interesse no terreno de organização, ao fechar uma parceria com o Bing, buscador da Microsoft - e sócio minoritário da rede social. Na prática, ao fazer pesquisas no Bing, o usuário cadastrado no Facebook visualiza links compartilhados por seus amigos.



Mas o maior rival do Facebook não é o Google?
Por ora, não. No Ocidente, o Facebook monopoliza as redes sociais. Não há nenhuma plataforma com mais de 700 milhões de usuários cadastrados. O Google pode até querer frear o avanço da empresa de Mark Zuckerberg, mas seu espaço de competição é com Apple e Microsoft. Recentemente, dois dos projetos mais ambiciosos da empresa envolviam navegadores, sistemas operacionais em notebooks e dispositivos móveis.



O usuário do Facebook pode encontrar quase tudo ali: amigos, empresas, serviços. Não parece que a rede busca ser uma espécie de internet dentro da internet?
Sim. A América On-line e a própria Microsoft (com a rede Networks, hoje transformada em MSN) usaram este artifício no passado, mas fracassaram. A ideia da rede de Zuckerberg é permitir que o usuário faça todas as suas atividades na web a partir do Facebook, o que já é possível: consigo comprar passagens aéreas, roupas, acessar notícias, conversar com meus amigos, me divertir com jogos, acompanhar vídeos diretamente - tudo a partir de um único site. E o melhor: todo o conteúdo consumido é compartilhado com meus amigos. Hoje, acredito que o site seja uma máquina universal de criação e compartilhamento de conhecimento e informações entre pessoas e empresas.



O que podemos esperar para o futuro em matéria de redes sociais?
Não podemos virar refém de plataformas. Particularmente, sobre o domínio do Facebook, tenho até uma sugestão: se eu fosse Mark Zuckerberg, promoveria a competição no setor, auxiliando a criação e o crescimento de uma nova. A Microsoft fez isso de forma inteligente com a Apple no passado. Isso evitaria o monopólio.

Fonte.

Comentário do Celso:
No caso do Brasil, a morte do Orkut realmente já está ocorrendo, principalmente por causa de uma legião de iletrados que participa da rede social.


Comentário do Aurelio:
Atualmente, o orkut serve mais para compartilhamento de links de seriados, por exemplo, do que para qualquer outra coisa. A maioria das comunidades está abandonada e com poucas postagens. Assim que o google notar que está perdendo dinheiro com ele, fecha o site.




segunda-feira, 13 de junho de 2011

Redes sociais: e aí, vai encarar ou vai jogar debaixo do tapete?


Aquela ideia fixa que nos últimos 30 anos foi de lucrar a qualquer custo parece que está perdendo força nos dias de hoje.

Vamos ter que escolher rapidamente por dois caminhos. Vamos continuar dando felicidades aos acionistas e investidores ou vamos começar a dar felicidade para nossos clientes e colaboradores? Esta é a grande pergunta que temos que levar para a reunião de diretoria. 

Não tenha dúvida que agora com as Redes Sociais nossas deficiências vão ser expostas e comentadas por milhares e milhares de pessoas, cabe a nós encarar de frente tudo aquilo que costumávamos jogar debaixo do tapete.

Problemas todos nós temos. Não existe empresa perfeita, existe empresa que percebe o erro e trabalha de forma positiva para melhorar seu desempenho.

Hoje, não basta ter um grande capital de giro, uma sede maravilhosa e imponente, uma marca que está sempre em evidência nas mídias tradicionais. Atualmente, o que vale é ter REPUTAÇÃO.O conceito de reputação é a bola da vez no mercado. Com certeza ultrapassa as áreas de marketing e de relacionamento com acionistas e investidores.

O consumidor é implacável com os deslizes das empresas e dependendo da gravidade do deslize impactará diretamente nas vendas e até mesmo em uma desvalorização financeira sem precedentes.

Muitas vezes a empresa descobre da forma mais dolorosa e já em estado terminal que sua reputação esta seriamente abalada, pois alguns empresários por desconhecer a importância das redes sociais não fazem acompanhamento algum sobre o assunto. Ou, quando o faz delega para empresas que não conseguem avaliar e traçar estratégias de reversão de imagem, simplesmente MONITORAM.

O desafio para as marcas é enorme, mas ao mesmo tempo cheio de oportunidades, pois abre a possibilidade para novas marcas entrarem no mercado de forma globalizada e com reputação superior a antigas marcas que construíram sua reputação ao longo de quase 30 anos.

Esta é a grande revolução do mercado, não existe mais o monólogo da empresa, existe sim o diálogo com o consumidor.

Aquela empresa que insistir em não entender, não aceitar esta revolução por entender que sua marca supera crises está redondamente enganada e pode ser o começo do fim.No Brasil o problema é cultural, a maioria das empresas busca a felicidade dos acionistas e investidores. Esta mudança definitivamente não entra na cabeça dos empresários que estão atualmente à frente das companhias, não é admissível ouvir a opinião dos consumidores e muito menos dividir seus lucros com seus colaboradores.

Mas consigo ver uma luz no fim do túnel, várias companhias estão se dobrando a esta nova tendência de mercado e investindo pesado em reconquistar o consumidor.

O mais incrível é que nós, os consumidores, somos totalmente influenciáveis, volúveis e carentes de carinho e bom tratamento. Basta a empresa tratar o consumidor de forma honesta, inteligente e reconhecer seus erros quando os mesmos acontecerem que nos tornamos os maiores defensores das suas marcas. 

sábado, 21 de maio de 2011

Cala boca já morreu

Agora é assim, bateu levou. No mundo das redes sociais pautando o comportamento de todos (todos os incluídos no ambiente digital, naturalmente), ninguém mais precisa pedir licença para palpitar, assim como ninguém mais poderá ter sua opinião descartada impunemente.

Lembre o caso da geladeira que o cidadão comprou e que chegou com defeito e que mobilizou até mesmo o presidente da empresa para trocar o produto e pedir desculpas, uma vez que o consumidor prejudicado botou a boca no trombone digital, encontrando eco surpreendente para sua bronca e arrasador para a empresa.

Veja o caso dos 50 mil internautas que em menos de uma semana aderiram ainda que virtualmente ao protesto contra a mudança-que-não-aconteceu da estação do Metrô no bairro de Higienópolis, em São Paulo.

Polêmicas à parte, não há como não se surpreender com a facilidade com que ocorre a mobilização.
As redes sociais tornaram-se, assim, o terror dos SAC, serviços de atendimento aos clientes de seja lá o que for. E devem, cada vez mais, incomodar e preocupar o capital (empresa) e o estado (governos), que serão mais e mais cobrados, mais e mais expostos.

Porque a coisa agora é assim, uma reclamação recusada ou negligenciada por quem deveria resolver o problema pode se transformar muito rapidamente num rastilho de pólvora de proporções inimagináveis, muitas vezes detonando o prestígio e a imagem pública de uma marca que demorou anos para ser construída. Uma piada torta dita fora de contexto atrai avassaladora onda de protestos. E por aí vai...

Um amigo conta que outro dia encontrou o executivo de uma grande indústria de roupas, completamente deprimido, porque o caso isolado de uma peça que desbotou acabou se tornando um case de tanta repercussão em que a empresa, mesmo resolvendo o problema, virou saco de pancadas.
Essa nova dinâmica da comunicação instantânea que dá voz ao cidadão é uma dureza, viu? Posso falar de experiência própria, porque agora é assim, escreveu, o leitor não gostou, dê-lhe bordoada no espaço aqui de baixo destinado aos comentários...

Claro que tem gente que extrapola, parte para a ignorância e acaba perdendo o direito ao espaço que não é nem deve ser repositório de ofensas.

Mas se a argumentação é civilizada, doa a quem doer, temos que ouvir... E às vezes dói mesmo...
O que nos leva a uma situação em que tem muito 'peixe' morrendo pela boca. Ou seja, pagando pelas incontinências verbais.

O cantor Ed Motta e os humoristas Rafinha Bastos e Danilo Gentile estão aí para exemplificar, andaram falando sem pensar (o primeiro e último detonando mulheres e o do meio fazendo gozação com judeus) e foram completamente execrados justamente num meio que até então era garantia de sucesso e visibilidade.

Mas é justamente essa visibilidade que expõe as pisadas na bola, e quando você menos percebe, tarde demais: tem que aguentar, porque, realmente o cala a boca já morreu.


Deve-se notar, também, que a internet tornou-se uma terra de ninguém onde a falta de educação impera, onde o Português é massacrado diariamente e onde muita gente se aproveita para mandar mensagens de propagandas inúteis, os "spams".