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terça-feira, 6 de agosto de 2013

O cérebro desliga na frente de um líder religioso


Hyperscience

Quando estamos na frente de uma figura que consideramos carismática, as áreas do cérebro responsáveis pela vigilância e pelo ceticismo são desligadas. Essa é a conclusão de um estudo que analisou o cérebro de pessoas quando estão na presença de alguém que afirma ter poderes divinos.

Pesquisadores da Universidade Aarhus, na Dinamarca, estudaram cristãos petencostais, que acreditam que algumas pessoas possuem poderes proféticos, de cura e de sabedoria.


Usando um aparelho de ressonância magnética os cientistas analisaram os cérebros de 20 petencostais e 20 céticos enquanto eles assistiam cultos. Apenas os devotos tiveram mudanças nas atividades cerebrais em resposta às orações.

Partes do córtex pré-frontal, que têm papel fundamental de vigilância e que conferem importância para a informação que outras pessoas nos dão, eram completamente desativadas. Quando quem estava falando não era o pastor ou outro líder religioso, a atividade cerebral dos voluntários diminuía menos.

Para os especialistas isso explica porque algumas pessoas parecem ter mais influência sobre as outras. Não está claro se isso funciona apenas para líderes religiosos, mas os cientistas acreditam que o mesmo aconteça com pessoas com ótima oratória – políticos, advogados, médicos e, até mesmo, nossos pais.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Judaísmo se destaca pelos altos índices de renda e escolaridade



Tabulações do Censo 2010 feitas pelo GLOBO revelam que, entre os grupos religiosos com ao menos 100 mil adeptos, um se destaca pela alta renda e escolaridade de seus adeptos: o judaísmo. Neste grupo, mais da metade (62%) dos judeus com mais de 25 anos de idade possuem nível superior completo, o maior percentual entre todas as denominações. A renda média per capita nessa população também é a maior: R$ 4.701.

Para a presidente da Federação Israelita do Rio de Janeiro, Sarita Schaffel, os dados são reflexo da doutrina da religião, que estimula a leitura e tem a aquisição de cultura como um de seus pilares.
— O povo judeu é o povo do livro. Aprendemos ao longo dos anos, com as seguidas perseguições que sofremos, que a cultura é o único elemento que ninguém pode tirar de um povo. Por isso, a família judaica considera a educação dos filhos uma prioridade — conta Sarita, que acredita que a associação entre renda e religião ainda gera preconceito por parte de grande parte da sociedade — Existem muitos judeus que passam dificuldades, mas somos muito solidários entre nós.
O professor de Sociologia da Religião da PUC-RS Ricardo Mariano considera naturais os dados referentes ao judaísmo mostrados pela pesquisa. Para o especialista, o fato de a religião ser hereditária — só nasce judeu quem é filho de mãe judia — favorece a manutenção de taxas de instrução e renda altas.
— O judaísmo é uma religião étnica, ninguém se converte judeu. Por isso, o perfil de quem pratica a religião não muda. Além disso, o Judaísmo tem a instrução como um de seus pilares principais, afinal depende da leitura e do estudo do livro sagrado para a prática religiosa. O alto grau de instrução leva, naturalmente, a uma renda maior — explica Mariano.
- Judeus e espíritas são os grupos religiosos que sempre têm aparecido no Censo como tendo presença nas faixas de renda mais altas, e também naquelas com maior nível de instrução. No caso dos judeus, por exemplo, eles têm a característica de serem uma religião de segmento, com uma forte participação no setor empresarial, e localizada em áreas das classes A e B da população -- afirma Cesar Romero Jacob, cientista político da PUC-Rio.
Entre os espíritas, 98,6% são alfabetizados
Outro grupo religioso que chama a atenção pelo alto grau de instrução é o espírita. Os dados dos devotos do espiritismo chamaram atenção pelo número de alfabetizados, 98,6%, o maior entre os quatro maiores grupos religiosos contabilizados pelo estudo — católicos, evangélicos, espíritas e praticantes da umbanda e candomblé.
O professor de Ciências da Religião da PUC-SP, Edin Abumanssur, credita esses números ao universo social em que a religião circula:
— O espiritismo tem entre seus adeptos muita gente de classe média e é assim desde o século XIX quando chegou ao Brasil.
Para Ricardo Mariano, a forma como a religião é transmitida também influencia na configuração do perfil de quem a pratica.
— A transmissão do espiritismo não se dá pela TV, pelo rádio, mas sim através da literatura. Assim, a capacidade de ler se torna um requisito para a prática religiosa — afirma.
No outro extremo, os grupos religiosos de menor renda e escolaridade são de igrejas evangélicas pentecostais. Na Igreja Evangélica Pentecostal Deus é Amor, apenas 1% possui nível superior completo e a renda média per capita é de R$ 345.

O Globo

A fórmula "religiosidade e estudo" sempre funciona bem, independente da crença que se professa. A cultura milenar, no caso dos judeus, tem uma influência muito interessante sobre estes resultados. O fomento aos estudos e à uma boa educação financeira sempre devem ser copiados por qualquer família, judia ou não.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Por que estudar religião?

Você estuda religião? Aposto que, se sua resposta for "sim", a causa é uma das hipóteses abaixo. Somos previsíveis como ratos de laboratórios.

Estudar religião cientificamente seria estudá-la sem fins religiosos, ou seja, "de modo objetivo": via neurologia, sociologia, antropologia, psicologia, história, filosofia.

Trocando em miúdos, estudar religião cientificamente é estudá-la sem fins "lucrativos" para a própria fé do estudioso. Neste sentido, o melhor seria um ateu estudar Deus ou um cristão estudar budismo, porque assim não "lucrariam" com seus objetos de estudo.

Duvido profundamente deste pressuposto. Não porque seja impossível em si nem porque neutralidade em ciência seja algo absurdo. Trabalhar com ciência não é fruto de amor ao conhecimento, mas sim um modo de ganhar a vida muitas vezes menos competitivo do que o mercado de profissionais autônomos ou das grandes corporações.

Julgo esse problema da neutralidade do conhecimento científico tão improdutivo quanto se perguntar como faziam os últimos medievais, se Deus poderia criar uma pedra que Ele mesmo não poderia carregar -já que Ele seria onipotente e, portanto, poderia criar qualquer coisa. Mas, sendo Ele onipotente, como poderia existir uma pedra que Ele mesmo não poderia carregar?

Como você vê, trata-se de uma pergunta "podre" no sentido de ser simples perda de tempo. Um beco sem saída.

Acho que a chamada "neutralidade" em estudos da religião não passa de um preconceito contra a fé religiosa, porque em ciências humanas a neutralidade não é um pressuposto universalmente cobrado em todos os campos de pesquisa.

Por exemplo, quando mulheres estudam "opressão feminina", não estariam elas sob suspeita, uma vez que são mulheres e, portanto, suspeitas em "lucrar" com os ganhos do próprio estudo? Ou, quando gays estudam "opressão contra os gays", não estariam eles também sob suspeita, na medida em que eles, gays, também "lucrariam" com o estudo de seu próprio caso?

Ou mesmo ateus estudando Deus não estariam sob suspeita de quererem desconstruir a fé a fim de desvalorizá-la?

Por isso acho mais interessante ir logo a questões mais pragmáticas e perguntar: "Por que as pessoas querem estudar religião em vez de simplesmente viver suas religiões em seus templos e fé cotidiana?".
Proponho as seguintes hipóteses.

1. Pessoas buscam a universidade ou instituições afins para estudar religião porque têm inquietações "espirituais", mas se acham "cultas e bem (in)formadas" e estão um tanto de saco cheio das "igrejas" (no sentido de religiões institucionais) que existem no mercado. Ou mesmo porque sentem vergonha de serem religiosas "oficialmente" e, por isso, preferem estudar religião a praticar religião.

2. Porque odeiam religião por conta de traumas infantis familiares ou escolares ou por algum grande sofrimento que gerou algum tipo de "revolta contra Deus". Normalmente essas pessoas querem acabar com a religião.

3. Razões ideológicas: religião aliena (marxistas), oprime mulheres e gays, condena o sexo. Ou seja: querem um mundo sem religião ou com religiões simpáticas a suas
ideologias.

4. Para abrir uma igreja, ganhar dinheiro ou poder político.

5. Para tornar sua vivência religiosa mais "culta e bem informada" e "modernizar" sua vida religiosa cotidiana, como em questões relacionadas à ciência ou à ética.

6. Por diletantismo sofisticado movido por inquietações existenciais e/ou filosóficas.

7. Porque pertenceram ao clero de alguma religião e só sabem ganhar a vida com temas relacionados à religião.

8. Para usar o conhecimento em recursos humanos nas empresas.

9. Geopolítica internacional: fundamentalismos, multiculturalismos, comércio exterior.

10. Porque é professor e o ensino religioso é um mercado em expansão, além de que, se for egresso de classes sociais inferiores (o que é muito comum), títulos acadêmicos costumam ser uma ferramenta razoável de status e aumento na renda.

Resumo da ópera: dinheiro, status, angústia existencial, fé, política, opção profissional à mão ou simplesmente falta de opção.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Estudo indica que religião pode acabar em 9 países ricos


Dados de censos colhidos desde o século 19 indicam que a religião pode ser extinta em nove nações ricas que foram analisadas em um estudo científico.

A pesquisa identificou uma tendência de aumento no número de pessoas que afirmam não ter religião na Austrália, Áustria, Canadá, Finlândia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia, Suíça e República Tcheca --o país com o índice mais elevado, com 60%.

Usando um modelo de progressão matemática, o levantamento --divulgado durante um encontro da American Physical Society-- mostra que as pessoas que seguem alguma religião vão praticamente deixar de existir nestes países.

Na Holanda, por exemplo, 70% dos holandeses não terão religião alguma até 2050. Hoje, esse grupo é de 40% da população.

"Em muitas democracias seculares modernas, há uma tendência maior de as pessoas se identificarem como sem uma religião", afirma Richard Wiener, que trabalha em um centro de pesquisa em ciência avançada, subordinado ao departamento de física da Universidade do Arizona.

A pesquisa seguiu um modelo de dinâmica não-linear que leva em conta fatores sociais e a influência que exercem em uma pessoa a fazer parte de um grupo não-religioso.

Os parâmetros se mostraram semelhantes em vários países pesquisados, indicando que a religião está a caminho da extinção nessas nações.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Escola laica, liberdade e igualdade



Típico ato proporcionado pela religião: terrorismo maometano


ROSELI FISCHMANN

O lugar do ensino religioso não é na escola pública, mas na família e nas comunidades religiosas, para quem assim o quiser.
Por ser ligado ao direito à liberdade de consciência, de crença e de culto, o ensino religioso depende de ser buscado, não de ser oferecido sob a égide do Estado, por ser matéria íntima, de escolha, segundo a consciência de cada pessoa.
Daí o caráter facultativo para o aluno que a Constituição estabelece para o ensino religioso nas escolas públicas, buscando preservar tanto o direito à liberdade de crença quanto a laicidade inerente à escola pública. Razões de ordem ética, jurídica, histórica e pedagógica amparam essa posição.
Crianças pequenas, de seis anos, iniciando o ensino fundamental, têm suas consciências tenras plasmadas pela escola. Quais as repercussões de conteúdos religiosos conflitantes ao que recebe no lar, em sua compreensão do mundo?
Aprender a não fazer ao outro o que não quer que lhe façam indica formação para autonomia, valorizando a alteridade -cerne da educação. Na escola, o respeito aos outros não pode ser amparado em divindade, mesmo para quem creia.
Porque amparar-se no inefável para garantir a não violência é menosprezar a capacidade humana de respeito mútuo e a própria fé, que não depende de constrangimento e submissão. A escola pública deve explicitar o que é humano (como a ciência) como mutável, porque falível e passível de debate e discussão, sempre sujeito a aperfeiçoamento. Como a Constituição.
A possibilidade de uma PEC que retire o parágrafo primeiro do artigo 210 da Constituição é uma urgência histórica, em prol das próprias religiões. Porque, ao tentar regulamentar o não regulamentável, qual seja, o acordo entre religiões sobre o que ensinar, como conteúdo único, a Lei de Diretrizes e Bases da educação criou mais dificuldades que soluções para o que já era problemático na Constituição.
Mesmo internamente a Constituição parece inconsistente, já que o seu artigo 19 estabelece que é vedado ao Estado "estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança" e "criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si".
Promover um ensino religioso que seja ligado a denominação religiosa específica no âmbito da escola pública (como propôs o acordo da Santa Sé com o Brasil) é promover distinção entre brasileiros.
Mesmo que fosse possível cumprir a promessa de que "todas as religiões serão oferecidas", seriam desrespeitados em seus direitos os agnósticos e ateus.
Supor que seja possível tratar as religiões de forma "neutra", na escola pública, é menosprezar consequências de perseguições e raízes de guerras religiosas que a humanidade travou. Propor ensino religioso como história das religiões pode ser adequado só para jovens e não crianças, e não terá sentido se o professor conduzir o ensino privilegiando sua crença ou descrença.
A escola pública precisa ser entendida como lugar de desconstrução das discriminações que perpassam nossa cultura, de forma silenciosa ou denegada, que desrespeitam religiões e, sobretudo, seus adeptos, todos igualmente brasileiros e brasileiras.
Argumentar que a maioria "democraticamente" tem o direito de impor no espaço público sua crença e que na escola "só fará bem ter (uma certa) religião" reduz a democracia à tirania, pois nega o direito de as minorias serem integralmente respeitadas, a ponto de (como ensina Bobbio e dita a regra do jogo democrático) um dia se tornarem maioria.


ROSELI FISCHMANN é coordenadora do programa de pós-graduação em educação da Universidade Metodista de São Paulo e pesquisadora do CNPq para o tema do ensino religioso. Foi membro da Comissão Especial de Ensino Religioso do Governo do Estado de São Paulo (1995-1996).


Folha de SP-6 de Março de 2010

domingo, 2 de janeiro de 2011

Disputa armada entre pastores














Fonte.
A Igreja Assembleia de Deus, na rua Conselheiro Rodrigues Alves, no centro de São José dos Campos, foi invadida às 14h deste sábado por um grupo de oito pessoas armadas, que causaram bastante tumulto em frente ao templo.

Eles quebraram a porta da entrada (de vidro) e teriam agredido os fiéis que se opuseram à invasão. Quatro pessoas sofreram lesões leves e registraram boletim de ocorrência.

“Eu estava conversando com os irmãos quando os elementos armados entraram gritando: ‘Perdeu, perdeu! Vocês vão ter que sair da igreja’” - revelou o advogado Renato Alves de Souza, 42 anos.

O grupo liderado pelo antigo pastor, Antônio Sellare, estaria reivindicando o poder da igreja, ao qual teria renunciado em 2009, segundo o advogado Georges Salim Assad Júnior.

Assad representa o atual pastor da igreja, Samuel Câmara, que mora em Belém do Pará e vem a São José para presidir cultos semanais.

“Ele [o pastor Antônio Sellare] quer voltar para a igreja, apoiado por apenas 11 pastores, sendo que a igreja tem 500. Amanhã [hoje] faremos uma nova assembleia para que os fieis estabeleçam uma diretoria provisória, conforme manda o estatuto da igreja”, disse.


Outro lado
O pastor Sellare preside uma junta de pastores que julgou supostas irregularidades que teriam sido cometidas durante a gestão de Câmara, que deveria estar afastado da igreja.

De acordo com Sellare, o atual pastor está sendo processado por lavagem de dinheiro. “O estatuto da igreja diz que se o pastor estiver envolvido em operações que venham denegrir a instituição deve ser tirada uma junta de pastores e evangelistas do ministério para que os atos sejam julgados”, explicou.

Ainda segundo o pastor, “a justiça autorizou a junta a tomar posse, ainda que seja necessário o arrombamento”.

Ele admitiu ter contratado escolta armada para fazer a sua proteção porque ele estaria sendo ameaçado de morte por fiéis favoráveis à Câmara.
Sellare não admitiu as agressões. “Quando eu cheguei a porta já estava aberta”, disse.

Mais
Na semana passada os fiéis se recusaram a cumprir a determinação da justiça e um novo tumulto foi armado.

A questão envolve troca de acusações mútuas entre os dois grupos rivais. Segundo o pastor Raimundo Coelho Amaral, 42 anos, Sellare teria deixado um rombo de R$ 3 milhões nos cofres da igreja.

“Agora que o pastor Câmara pagou essa dívida eles querem retomar a igreja”, disse.

O advogado Georges Assad Júnior disse que a junta formada por Sellare não encontra respaldo no estatuto.
“É um artifício para ele voltar ao poder. A convocação dos membros não foi idônea porque não houve assembleia. Queremos que os fieis definam a nova junta, e é isso que vai acontecer amanhã”.

As igrejas são um negócio altamente lucrativo, agora são disputa entre bandos armados.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Quanto mais religioso, mais pobre tende a ser um país


Quanto mais religiosos são os habitantes de um país, mais pobre ele tende a ser. Essa é a conclusão de uma pesquisa Gallup feita em 114 nações e divulgada no último dia 31 que mostra uma correlação forte entre o grau de religiosidade da população e a renda "per capita".

Correlação, vale lembrar, é um conceito traiçoeiro. Quando duas variáveis estão correlacionadas, tanto é possível que qualquer uma delas seja a causa da outra como também que ambas sejam efeitos de outros fatores.
Desde o século 19, a sociologia tem preferido apostar na tese de que a pobreza facilita a expansão da religião. "Em geral, as religiões ajudam seus adeptos a lidar com a pobreza, explicam e justificam sua posição social, oferecem esperança, satisfação emocional e soluções mágicas para enfrentar problemas imediatos do cotidiano", diz Ricardo Mariano, da PUC-RS.

"As religiões de salvação prometem ainda compensações para os sofrimentos e insuficiências desta vida no outro mundo", acrescenta.

O sociólogo, porém, lembra que há outros fatores: "A restrição à liberdade religiosa, ideologias secularistas e o ateísmo estatal dos países socialistas contribuíram para a baixa importância que sua população atribui à religião, como ocorre na Estônia, campeã nesta matéria, e na própria Rússia".

Já na Europa Ocidental, diz Mariano, "modernização, laicização do Estado e relativismo cultural erodiram bastante a religiosidade".

A grande exceção à regra são os EUA. Com uma das maiores rendas "per capita" do planeta, 65% dos norte-americanos atribuem importância à religião em sua vida diária. Tal índice é bem superior à média dos países mais ricos, que é de 47%.

Sem descartar um papel para as explicações sociológicas mais tradicionais, que chama de "fator ópio do povo", Daniel Sottomaior, presidente da Atea (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos) aventa algumas hipóteses na direção contrária, isto é, de que a religião é causa da pobreza. "Ela promove o fatalismo e o deus-dará", diz.

Em certos lugares, notadamente alguns países islâmicos, ela desestimula a educação e impede a adoção do pensamento científico.

Além disso, afirma Sottomaior, "a religião não apenas não gera valor como sequestra bens, dinheiro e mentes que deixam de ser empregados em atividades econômicas e de desenvolvimento".

Folha.

sábado, 11 de setembro de 2010

Christopher Hitchens fala sobre os males da religião

O grande jornalista norte-americano fala sobre os problemas causados pelo fanatismo religioso, que causa tragédias como os atentados de 11 de setembro de 2001:



sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Padre é preso com euros na meia em aeroporto



O ecônomo (responsável pela administração dos bens) da Arquidiocese do Rio de Janeiro, monsenhor Abílio Ferreira da Nova, 77, foi preso pela Polícia Federal no aeroporto Tom Jobim, no domingo, quando embarcava para Portugal com 52,8 mil euros (R$ 117,2 mil) e US$ 778.

Ele foi indiciado sob acusação de evasão de divisas, crime com pena prevista de dois a seis anos de reclusão.

Segundo a PF, o religioso transportava 45 mil sem autorização legal na bagagem. A lei obriga passageiros a declarar à Receita a posse de valores em moedas estrangeiras superiores a R$ 10 mil. A quantia foi apreendida, de acordo com a PF.

Outros 7.000 que estavam com o religioso tinham origem comprovada por meio de documento de câmbio do Bradesco, ou seja, atendiam a uma das exigências da Receita.

Por meio da assessoria da Arquidiocese, Abílio disse em nota que viajava de férias para a sua cidade natal, em Portugal, onde iria descansar, cuidar da saúde, visitar parentes e celebrar um casamento e um batizado.

"Levava comigo parte de minhas economias, adquiridas ao longo de anos, cuja procedência é declarada. Minha intenção era ajudar parentes pobres e a paróquia onde fui batizado", disse.

Ele lamentou ainda "o erro de não ter informado, previamente, que estava de posse [do dinheiro]".

Abílio ficou preso no aeroporto até a manhã de segunda-feira (6), quando a Justiça Federal concedeu liberdade provisória. Em seu pedido, ele alegou problemas de saúde e sugeriu até ficar em prisão domiciliar como alternativa à reclusão em presídio.

Em nota divulgada ontem à tarde, a Arquidiocese do Rio afirmou que Abílio havia apresentado pedido de renúncia ao cargo em maio devido a problemas de saúde.

O monsenhor assumiu o cargo no ano passado após o padre Edvino Steckel ser afastado por excesso de gastos, como a compra de um apartamento de R$ 2,2 milhões no Flamengo, zona sul.

A delegacia da PF no aeroporto afirmou que recebeu uma denúncia anônima no sábado (5), comunicando que uma "pessoa chamada Abílio Ferreira da Nova embarcaria às 18h45 no voo 184 da TAP, levando 50 mil sem declaração de imposto".

Folha de SP.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Boa notícia:Proposta pode tirar programação religiosa da TV Brasil



A menos de 70 dias das eleições, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), estatal que opera a TV Brasil e oito rádios oficiais, debate tema politicamente delicado: o destino de programas religiosos em suas grades. O conselho curador da empresa, que estabelece sua linha editorial, aprovou, com modificações, proposta do conselheiro Daniel Aarão Reis Filho de substituir a atual programação religiosa por programas de discussão do tema, sem "proselitismo" e produzidos mediante concurso.
Um edital de consulta pública sobre o assunto sairá em agosto, no processo de discussão que poderá ter uma audiência aberta e com previsão de terminar até dezembro. Mantido, o cronograma levará ao fim os atuais programas católicos e evangélicos. Na TV Brasil, são duas horas de programação católica aos domingos e 45 minutos de programa evangélicos aos sábados. A Rádio Nacional AM do DF transmite uma missa aos domingos.
"É um debate muito delicado", reconheceu a presidente do conselho curador, Ima Célia Guimarães Vieira. "Acho que vai haver resistência (à mudança). A EBC herdou os atuais programas religiosos da antiga TV Educativa e da Radiobrás." As duas instituições foram fundidas em 2007 para originar a nova estatal. Desde então, a programação passou por modificações. "Isso não representa um ataque à religião em geral, nem a nenhuma religião especifica." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Comentários:

Isto é extremamente importante. Dinheiro público não pode sustentar pregação religiosa. Se as igrejas querem manter esta programação, que paguem (e caro) aos canais. Pregação bancada com dinheiro do contribuinte não é algo aceitável em um estado laico.