Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador ateismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ateismo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O universo não precisa de deus

Peter Moon-Revista época


É deus! É assim mesmo como se lê no título: em letras minúsculas. Por que eu deveria escrever o substantivo “deus” com um dê maiúsculo, se para mim tal entidade não existe? Por que diferenciar o “deus” único com a sagração de uma maiúscula se, para mim, ele em nada se diferencia dos deuses do panteão greco-romano, dos santos da umbanda e do candomblé, das divindades animistas adoradas pelos antigos egípcios ou por tribos amazônicas e africanas nossas contemporâneas?

Sou ateu. Sou agnóstico. Escolha o nome que preferir. Não sou chato. Nunca procurei vender o meu peixe e convencer ninguém a abandonar as suas crenças e a sua fé. É por isso que me incomoda a gana evangelizadora dos tementes a deus. Quantas vezes eu fui obrigado a atender o interfone em pleno sábado à tarde para ouvir a voz de alguma senhora no portão de casa dizendo trazer uma mensagem de conforto ou uma palavra de fé? “Não, obrigado. Não estamos interessados. Nesta casa somos todos ateus”, costumo responder.

Intolerante, eu? Sim, eu sei, não precisaria ser grosso. Mas por acaso sou eu quem toca a campainha alheia com o firme propósito de mudar as convicções íntimas do outro? Ser grosso é um atenuante eficaz para afugentar missionários do meu portão, evitando que comecem com a sua arenga evangelizadora. Se eles crêem num mundo assombrado pelo demônio, por que eu não deveria fazer uso da sua crença no tinhoso para enxotá-los da minha soleira?

Argumentar significaria prolongar a conversa e a perda de tempo. E o tempo é o bem mais escasso da vida. Começa-se a perdê-lo no instante em que se nasce. A morte, seguida pelo esquecimento, é o denominador comum da vida. Por que esta é uma ideia tão desconfortável?

A vida precisa de um sentido?

O universo tem 13,7 bilhões de anos. A Via Láctea tem 13 bilhões de anos. O Sol e a Terra têm 4,6 bilhões de anos. Logo depois disso, tão logo a Terra teve condições de abrigar vida, esta evoluiu e prosperou. As evidências mais antigas de vida têm 3,8 bilhões de anos. Por quatro quintos de sua história, a vida na Terra se manteve invisível. Limitou-se ao plano bacteriano, unicelular. Seres complexos, pluricelulares, os ancestrais dos animais e das plantas, evoluíram há, talvez, 800 milhões de anos.

A vida saiu dos mares para povoar os continentes e os céus há apenas 500 milhões de anos. A vida em terra firme é 2.500 vezes mais antiga do que o Homo sapiens. O homem anatomicamente moderno evoluiu na África há 200 mil anos. Já o homem cognitivamente moderno é bem mais recente. Segundo evidências arqueológicas, a nossa habilidade de reproduzir a natureza em pinturas rupestres, a nossa capacidade de entalhar símbolos e figuras decorativas em osso e pedra não tem mais do que 70 mil anos.

Há 70 mil anos o cérebro humano deve ter assumido a sua capacidade plena, armando-nos com a melhor das ferramentas e a pior arma que qualquer predador desejaria: a consciência. Com ela brotaram nossos sonhos, nossas angústias, nossos desejos, nossa inconformidade com a condição humana e nossa busca por um sentido para a vida.

Segundo os biólogos evolutivos, a fé pode ter surgido como uma invenção intelectual que fornecia sentido à vida num mundo infestado por feras e açoitado por desastres naturais. Na luta pela sobrevivência, a evolução da fé e do seu subproduto, a religião, podem ter servido para amalgamar o tecido social, congregando bandos de caçadores indefesos em aldeias e em tribos.

Pertencer a uma tribo era uma vantagem adaptativa considerável. Os homens caçavam e guerreavam em grupo. As mulheres, também em grupo, colhiam frutas e raízes, cozinhavam, teciam, pariam e cuidavam dos filhos. Quando ocorriam estiagens prolongadas, as chances de sobrevivência eram maiores entre os membros da tribo do que entre os caçadores de bandos isolados. Em épocas de fartura, a população da tribo aumentava. A necessidade de encontrar conforto no sobrenatural, também.

Uma solução a 99%

Até o século XVI, as explicações para os mistérios da natureza e as respostas para as nossas dúvidas existenciais eram fornecidas com exclusividade pelas diversas religiões, seus dogmas e mitos. Aí, há 400 anos, veio Copérnico. Este foi seguido por Galileo, e depois por Kepler, e então por Newton. A obra destes gigantes tomou das mãos do divino o poder de explicar a natureza.

Hoje sabemos como e quando o universo surgiu. Desvendamos os segredos da vida. Fomos à Lua. Dividimos o átomo. Sabemos que lá longe, o espaço escuro está coalhado por centenas de bilhões de galáxias, cada uma com bilhões de estrelas, em torno das quais há bilhões de planetas.

Se a brevidade com que a vida fincou raízes na Terra é um parâmetro que pode ser generalizado, então o universo está infestado de vida – não necessariamente de vida inteligente. Novamente, se as evidências terrestres podem servir de parâmetro, a vida inteligente não seria a norma, mas uma exceção à regra. Por que a inteligência evoluiu na espécie humana há 200 mil anos e não em alguma salamandra que viveu há 270 milhões de anos, no período Permiano, quando a biosfera era tão complexa quanto a atual?

Na história da vida na Terra, a evolução da consciência é um acidente de percurso. Neste sentido, nós somos privilegiados e vivemos num momento mais do que especial. Não vivemos mais num mundo assombrado pelo demônio. Graças à ciência, o bicho homem descobriu enfim qual é o seu lugar no cosmo. Se em algum momento nos 4,5 bilhões de anos deste planeta existiram deuses, então eles somos nós.

Ainda assim, entra ano e sai ano, em qualquer região do planeta, em sociedades ricas e também nas menos desenvolvidas, toda a vez que se faz uma pesquisa para tentar aferir o grau de religiosidade de determinado país ou extrato da sociedade, o resultado é sempre o mesmo. Repetidamente, 99% dos entrevistados dizem ter alguma forma de fé ou de espiritualidade, afirmam pertencer a uma religião formal, crer num deus ou em uma entidade criadora. Eles creem na vida eterna, na vida após a morte, em reencarnações, no sobrenatural, em anjos e em demônios.

Consistentemente, só 1% dos entrevistados afirma não ter fé nem religião.

São os ateus, os agnósticos, dê o nome que preferir. Muito prazer.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Fé católica continua em declínio no Brasil





A fé católica continua em declínio no Brasil. Em 2009, segundo o "Novo Mapa das Religiões", divulgado nesta terça-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o país possuía a menor proporção de católicos entre as demais religiões em comparação com décadas anteriores. A diminuição, desde a década de 90, é acentuada, embora os brasileiros católicos ainda sejam maioria: em 1991, 83,34% da população era católica; em 2000, 73,89%; e, em 2009, 68,43% das pessoas foram identificadas como católicas. O inverso ocorreu com as religiões evangélicas: só entre 2003 e 2009, a população dessas religiões cresceu 13,13%. A população de evangélicos representa, em 2009, 20,23% da população.
O estudo da FGV também mostra que cresce o número de pessoas que não possuem religião - de 5,13%para 6,72% no mesmo período, entre 2003 e 2009. As mulheres são hoje, como sempre foram no Brasil e no mundo, mais religiosas do que os homens: 5% delas não possuem crença, contra 8,52% deles.
De acordo com o mapa, os estados mais católicos são os da Região Nordeste, com 74,9% de sua população. No estado fluminense, que sediará a Jornada Mundial da Juventude, com a presença do Papa Bento XVI em 2013, menos da metade da população se diz católica (49,83%). O Rio de Janeiro ainda é a segunda unidade da federação no ranking dos mais descrentes - tem 15,95% da população sem religião. O Piauí é o primeiro colocado. O estado do Rio é recordista em religiões espíritas (3,37%), afro-brasileiras (1,61%) e segundo nas religiões orientais (0,69%), perdendo apenas para São Paulo (0,78%). O estado com maior proporção de evangélicos petencostais é o Acre (24,18%).

O Globo

Vi no Facebook do jornal "O Globo" que muitas pessoas ficam nervosas e desesperadas, ao ficaram sabendo que existem ateus e pessoas sem religião em geral. Não toleram o fato de que nem todos estão interessados na pregação religiosa de sua igreja. Depois se dizem "tolerantes". "Tolerantes" se não forem contrariados.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A iluminação espiritual passou de liga/desliga para dimmer?

“Você acredita em Deus?” A pergunta expirou. Não o questionamento, mas a pergunta em sí. Na versão mais atual dessa dúvida milenar, cheia de graduações, o correto agora é perguntar: “O QUANTO você acredita em Deus?”
O mapa criado no ano passado por Cameron Blair é uma excelente forma de simplificar e visualizar as diferenças e vai além da questão central da crença, procurando até mesmo diferentes significados de vida para cada linha (onde um ateu busca significado para a vida, por exemplo). O assunto é recorrente e sempre polêmico, principalmente em eras de avanço científico. E pegou fogo no começo da semana com a declaração do Stephen Hawking, que disse que Deus e céu são coisas de contos de fada (olha a encrenca).

Clique na imagem para ampliar.

sábado, 12 de março de 2011

Deus punindo quem blasfema

Um deus nazista e punitivo






"Neste artigo, iremos refutar todas as histórias inventadas envolvendo algumas personalidades que supostamente blasfemaram contra o deus judaico-cristão, sofrendo posteriormente a “ira divina” com mortes violentas e horríveis. Histórias que têm circulado pela internet através de correntes de e-mail, fóruns no Orkut, etc…

É uma tática usada pelos religiosos para infundir o medo nas pessoas que o recebem, para que estas não blasfemem contra o deus deles, sob pena de sofrerem mortes horríveis e prematuras.

Aliás, poderíamos argumentar que deus é esse que precisa recorrer a expedientes satânicos e malévolos para punir as pessoas que, supostamente, possuem o “livre-arbítrio” tão alardeado pelos religiosos? Se tivessem realmente esse “livre-arbítrio”, as opiniões dessas pessoas seriam RESPEITADAS e não seriam punidas por isso.

Mas se sofrem punição pela liberdade de opinião e de expressão, então em que exatamente esse deus difere dos ditadores de regimes autoritários, repressivos, fascistas, nazistas, chavistas, teocráticos? Esses tipos de regimes punem pessoas, com penas de morte e encarceramento, só por causa da ousadia em criticá-los, em se expressarem, em apontar os defeitos, em não aceitarem o estado de coisas.."




Continue lendo aqui 

segunda-feira, 7 de março de 2011

Escola laica, liberdade e igualdade



Típico ato proporcionado pela religião: terrorismo maometano


ROSELI FISCHMANN

O lugar do ensino religioso não é na escola pública, mas na família e nas comunidades religiosas, para quem assim o quiser.
Por ser ligado ao direito à liberdade de consciência, de crença e de culto, o ensino religioso depende de ser buscado, não de ser oferecido sob a égide do Estado, por ser matéria íntima, de escolha, segundo a consciência de cada pessoa.
Daí o caráter facultativo para o aluno que a Constituição estabelece para o ensino religioso nas escolas públicas, buscando preservar tanto o direito à liberdade de crença quanto a laicidade inerente à escola pública. Razões de ordem ética, jurídica, histórica e pedagógica amparam essa posição.
Crianças pequenas, de seis anos, iniciando o ensino fundamental, têm suas consciências tenras plasmadas pela escola. Quais as repercussões de conteúdos religiosos conflitantes ao que recebe no lar, em sua compreensão do mundo?
Aprender a não fazer ao outro o que não quer que lhe façam indica formação para autonomia, valorizando a alteridade -cerne da educação. Na escola, o respeito aos outros não pode ser amparado em divindade, mesmo para quem creia.
Porque amparar-se no inefável para garantir a não violência é menosprezar a capacidade humana de respeito mútuo e a própria fé, que não depende de constrangimento e submissão. A escola pública deve explicitar o que é humano (como a ciência) como mutável, porque falível e passível de debate e discussão, sempre sujeito a aperfeiçoamento. Como a Constituição.
A possibilidade de uma PEC que retire o parágrafo primeiro do artigo 210 da Constituição é uma urgência histórica, em prol das próprias religiões. Porque, ao tentar regulamentar o não regulamentável, qual seja, o acordo entre religiões sobre o que ensinar, como conteúdo único, a Lei de Diretrizes e Bases da educação criou mais dificuldades que soluções para o que já era problemático na Constituição.
Mesmo internamente a Constituição parece inconsistente, já que o seu artigo 19 estabelece que é vedado ao Estado "estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança" e "criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si".
Promover um ensino religioso que seja ligado a denominação religiosa específica no âmbito da escola pública (como propôs o acordo da Santa Sé com o Brasil) é promover distinção entre brasileiros.
Mesmo que fosse possível cumprir a promessa de que "todas as religiões serão oferecidas", seriam desrespeitados em seus direitos os agnósticos e ateus.
Supor que seja possível tratar as religiões de forma "neutra", na escola pública, é menosprezar consequências de perseguições e raízes de guerras religiosas que a humanidade travou. Propor ensino religioso como história das religiões pode ser adequado só para jovens e não crianças, e não terá sentido se o professor conduzir o ensino privilegiando sua crença ou descrença.
A escola pública precisa ser entendida como lugar de desconstrução das discriminações que perpassam nossa cultura, de forma silenciosa ou denegada, que desrespeitam religiões e, sobretudo, seus adeptos, todos igualmente brasileiros e brasileiras.
Argumentar que a maioria "democraticamente" tem o direito de impor no espaço público sua crença e que na escola "só fará bem ter (uma certa) religião" reduz a democracia à tirania, pois nega o direito de as minorias serem integralmente respeitadas, a ponto de (como ensina Bobbio e dita a regra do jogo democrático) um dia se tornarem maioria.


ROSELI FISCHMANN é coordenadora do programa de pós-graduação em educação da Universidade Metodista de São Paulo e pesquisadora do CNPq para o tema do ensino religioso. Foi membro da Comissão Especial de Ensino Religioso do Governo do Estado de São Paulo (1995-1996).


Folha de SP-6 de Março de 2010

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Pensamentos ateístas 3: Robert G. Ingersoll

"Se um Deus bondoso e infinitamente poderoso governa este mundo, como podemos justificar os ciclones, os terremotos, a pestilência e a fome? Como podemos justificar o câncer, os micróbios, a difteria e milhares de outras doenças que atacam durante a infância? Como podemos justificar as bestas selvagens que devoram seres humanos e as serpentes cujas mordidas são letais? Como podemos justificar um mundo onde a vida alimenta-se da vida? Será que os bicos, garras, dentes e presas foram inventados e produzidos pela infinita misericórdia? A bondade infinita deu asas às águias para que suas presas fugazes pudessem ser arrebatadas? A bondade infinita criou os animais de rapina com a intenção de que eles devorassem os fracos e os desamparados? A bondade infinita criou as inumeráveis criaturas inúteis que se reproduzem dentro de outros seres e se alimentam de sua carne? A sabedoria infinita produziu intencionalmente os seres microscópicos que se alimentam do nervo óptico? Pense na idéia de cegar um homem para satisfazer o apetite de um micróbio! Pense na vida alimentando-se da própria vida! Pense nas vítimas! Pense no Niagara de sangue derramando-se no precipício da crueldade!”

“Tudo que a humanidade sofreu com as guerras, com a pobreza, com a pestilência, com a fome, com o fogo e com o dilúvio, todo o pavor e toda a dor de todas as doenças e de todas as mortes – tudo isso se reduz a nada quando posto lado a lado com as agonias que se destinam às almas perdidas. Este é o consolo da religião cristã. Esta é a justiça de Deus – a misericórdia de Cristo. Este dogma aterrorizante, esta mentira infinita: foi isto que me tornou um implacável inimigo do cristianismo. A verdade é que a crença na danação eterna tem sido o verdadeiro perseguidor. Fundou a Inquisição, forjou as correntes e construiu instrumentos de tortura. Obscureceu a vida de muitos milhões. Tornou o berço tão terrível quanto o caixão. Escravizou nações e derramou o sangue de incontáveis milhares. Sacrificou os melhores, os mais sábios, os mais bravos. Subverteu a noção de justiça, derriscou a compaixão dos corações, transformou homens em demônios e baniu a razão dos cérebros. Como uma serpente peçonhenta, rasteja, sussurra e se insinua em toda crença ortodoxa. Transforma o homem numa eterna vítima e Deus num eterno demônio. É o horror infinito. Cada igreja em que se ensina esta idéia é uma maldição pública. Todo pregador que a difunde é um inimigo da humanidade. Em vão se procuraria uma selvageria mais ignóbil que este dogma cristão. Representa a maldade, o ódio e a vingança sem fim. Nada poderia tornar o inferno pior, exceto a presença de seu criador, Deus. Enquanto estiver vivo, enquanto estiver respirando, negarei esta mentira infinita com toda minha força, a odiarei com cada gota de meu sangue.”

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Milagre!

Milagre! Minha imagem apareceu quando tirei uma foto da comida em um hotel!

Prove que existem milagres para você também clicando aqui.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Ateísmo e delírio




FERNANDO DE BARROS E SILVA - Ateísmo e delírio
SÃO PAULO - As imagens de Charlie Chaplin e de Adolph Hitler estão lado a lado. Abaixo do criador de Carlitos está escrito "não acredita em Deus"; abaixo do líder nazista, "acredita em Deus". No alto, o slogan: "Religião não define caráter".
Essa é uma das quatro propagandas que a Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea) estaria veiculando, desde ontem, em ônibus de Porto Alegre e de Salvador.
Poderíamos logo brincar e dizer: nos ônibus brasileiros, talvez seja melhor ir na companhia de Deus... Piada à parte, seria fácil inverter a lógica da propaganda, opondo, por exemplo, Madre Teresa de Calcutá (a religiosa) a Joseph Stálin (o ateu).

A Atea argumenta, em seu site, que pretende diminuir "o enorme preconceito que existe contra os ateus e caminhar rumo à igualdade plena entre ateus e teístas". Certo.
Mas a Atea, com sua campanha, parece cultivar uma espécie de religião dos descrentes, de igrejinha dos sem fé. Mais do que isso, ao copiar um tipo de propaganda que teve início na Inglaterra, em 2009, a associação de ateus importa para o país um problema postiço, que não é nosso, pelo menos nesses termos.
Isso fica muito claro numa das peças publicitárias, especialmente agressiva. A imagem mostra o avião mergulhando, prestes a se espatifar contra uma das torres gêmeas, enquanto a outra já está em chamas. Ao lado se lê: "Se Deus existe, tudo é permitido" -inversão da frase famosa de Dostoiévski, nos "Irmãos Karamazov" ("Se Deus não existe, então tudo é permitido").
O 11 de Setembro foi obra de extremistas religiosos, todo sabemos. Mas também sabemos que quase todas as pessoas que acreditam em Deus reagiram ao ataque com horror indignado. Será que precisamos desse ateísmo apelativo, subsidiário da doutrina bélica de Bush?
Não vamos, por favor, transformar a descrença em Deus num delírio, para parafrasear Richard Dawkins. Quem fala aqui é um ateu convicto, que convive muito bem com o fato de pertencer a uma minoria.

Folha de SP, 11 de Dezembro


Comentários:

Não gosto da ATEA. Sottomaior parece um pastor, cobra dízimo e tudo. Já vi gente que participou dessa "ong" e que achou a divulgação do balanço financeiro deles muito estranho. O Sottomaior também acha que ateus devem ser vegetarianos. Acho essa campanha dos ônibus uma grande perda de tempo. Faria muito melhor a imagem dos ateus fazer uma campanha de arrecadação de alimentos no país todo, arrecadação de roupas, enfim, algo útil. Assim, mostraria que os ateus (em geral, não todos, claro) se preocupam com os menos afortunados.

Vi uma vez na comunidade da ATEA que o Sottomaior ficava cobrando dinheiro de todos os foristas, para darem dinheiro para essa tal campanha dos ônibus. Quem não doava, isso era criticado. Qual a diferença disso para os crentes que cobram dízimo? Nenhuma. Isso em 2009.
Cobrando dízimo dos fiéis

A campanha mal começou e já fracassou.Seriam veiculadas em Salvador e Porto Alegre, mas não vão mais.
Segundo o site da ATEA:
10/12/2010 16h35min: A empresa responsável pela veiculação em Salvador entrou em contato com a Atea informando que não iria cumprir o contrato assinado com a entidade, temendo ação do Estado e dos empresários de ônibus. A Atea estuda ação legal.
10/12/2010 18h10min: A Atea recebeu a informação de que a veiculação em Porto Alegre também foi barrada. A informação ainda precisa ser confirmada.


Será que Sottomaior vai devolver o dinheiro, já que as campanhas não serão mais veiculadas?

As verdadeiras propagandas da religião ATEA:

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Resgate dos mineiros soterrados no Chile

































Inciou ontem o resgate dos mineiros soterrados em um mina de cobre no Chile que, desde 5 de agosto permaneceram presos em uma galeria situada a cerca de 700m da superfície.


Notável feito da engenharia humana, com colaboração da experiência de vários profissionais de diversos países.

Algum padre ajudou? Não vi nenhum anjo, deus ou espírito arregaçando as mangas. Ou seria porque esses mineiros são pecadores e mereciam tal castigo?


Em breve brotarão religiosos que colocarão em seus deuses os créditos pelas vidas desses mineiros.


Ummagumma

sábado, 11 de setembro de 2010

Christopher Hitchens fala sobre os males da religião

O grande jornalista norte-americano fala sobre os problemas causados pelo fanatismo religioso, que causa tragédias como os atentados de 11 de setembro de 2001:



sexta-feira, 5 de março de 2010

Porque os ateus são muitas vezes mal vistos pela sociedade

Já critiquei a UNA (União nacional dos ateus), por seu comportamento de fanáticos religiosos extremistas (veja aqui e aqui).Agora, além de tudo fazem apologia às drogas e confessam abertamente que cometem crimes, consumindo maconha.
Clique para ampliar:


Sendo assim, está na hora de mudarem o nome para "unamaconha" ou "unam" (união nacional dos ateus maconheiros).
Uma pessoa, usuária de maconha, confessa na comunidade:


É assim que querem vender a imagem do ateísmo? Confessando que fumam e compram maconha de traficantes ou plantando-a, o que também é proibido por lei?

"No entanto, consumo maconha há esses mesmos 10 anos e falei isso pra minha médica, porque estava curiosa quanto às implicações desse uso. Bom, ela perguntou a frequencia que eu FUMO, no caso, que é bem pouca (sou mais apreciadora da maconha degustada, comida mesmo) e ela falou  que não tinha a necessidade de parar, como tinha com o cigarro, a não ser que eu quisesse."


Que médica é essa? Deveria ser denunciada ao CRM (Conselho regional de medicina), por não advertir um usuário de drogas sobre os perigos da mesma.
Senão vejamos:

Relação entre maconha e o câncer

Fumaça da maconha tem mais tóxicos que a do tabaco

Maconha aumenta risco de psicose

Esta médica que falou que não há necessidade de parar o consumo de maconha  fere todos os preceitos da ética médica e merece ser denunciada.