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domingo, 18 de agosto de 2013
Botafogo 3 x 1 Portuguesa, no Canindé (SP)
Foto: Aurelio Moraes
O Botafogo esteve irreconhecível no primeiro tempo, muito afobado e errando tudo. Só Vitinho estava jogando bem. Seedorf mesmo jogando mal orienta toda a equipe, canta as pedras de todas as jogadas. Lodeiro mal também. No segundo tempo, o gol impedido da Portuguesa acordou o alvinegro. Bolívar estava em uma tarde aguerrida e quando fez o primeiro gol foi comemorar com a torcida. Depois, um empate imbecil e os belos tentos de Rafael Marques e Elias.
sábado, 17 de agosto de 2013
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Brasileiros desenvolvem coração artificial implantável e mais barato
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia desenvolveram o primeiro protótipo brasileiro de coração artificial totalmente implantável. O dispositivo é indicado para pacientes com insuficiência cardíaca, problema que afeta cerca de 6,5 milhões de pessoas no País e mata em torno de 25 mil todos os anos, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).
O objetivo do equipamento, que ainda não foi testado em humanos, não é substituir o coração e sim auxiliá-lo no bombeamento de sangue enquanto o paciente aguarda um órgão para transplante. Os primeiros experimentos realizados com bezerros apresentaram bons resultados. "Em países desenvolvidos já existem modelos de coração artificial totalmente implantáveis, mas o custo de importação é elevado – mais de R$ 200 mil – e poucos têm acesso. Nossa ideia é desenvolver uma versão nacional que custe em torno de R$10 mil", contou José Roberto Cardoso, diretor da Escola Politécnica (Poli) da USP e coordenador da pesquisa financiada pela Fapesp.
Segundo Cardoso, há outros modelos de coração artificial desenvolvidos no Brasil, no Instituto do Coração (Incor) da USP e até mesmo no próprio Dante Pazzanese. Mas são todos equipamentos extracorpóreos. Nesses casos, tubos saem do corpo do paciente e ficam ligados a uma maleta, onde está a bomba e a bateria. "O paciente precisa carregar essa maleta para todo lado e o equipamento fica em contato com o ambiente. Além do incômodo, o grande problema é o risco de infecção", disse Cardoso.
O novo protótipo implantável começou a ser desenvolvido em 2006. A bomba foi feita no Departamento de Engenharia Mecatrônica da Poli e os motores elétricos e circuitos que controlam seu funcionamento foram criados no Laboratório de Eletromagnetismo Aplicado, coordenado por Cardoso. A parte médica e os ensaios com animais ficaram sob a responsabilidade da equipe do Dante Pazzanese, instituto vinculado à Secretaria de Estado da Saúde. "A maioria dos modelos existentes no exterior usa bombas do tipo axial, em que o sangue entra por um lado de um tubo e sai pelo outro. Nós optamos por uma bomba do tipo radial, em que o sangue entra pelo centro do cilindro e sai pela lateral", contou Cardoso.
A vantagem, segundo o pesquisador, é que a bomba radial funciona com uma rotação menor. Além de diminuir o ruído – algo importante a se considerar em um dispositivo que fica dentro do corpo –, a agressão ao sangue durante o bombeamento também é menor.
Dois tipos de problemas são mais preocupantes quando o sangue é pressionado de forma exagerada: a liberação excessiva de hemoglobina pelos glóbulos vermelhos, o que poderia intoxicar os rins e o fígado, e a ativação das plaquetas, elevando o risco de trombose. Por esse motivo, um dos grandes desafios dos pesquisadores é prever o comportamento do sangue em função da pressão da bomba, explicou Cardoso. "O sangue é um fluido muito difícil de modelar, pois é composto de partes líquidas e sólidas e, quando você pressiona, ele diminui de volume. É diferente da água, que sempre mantém o volume constante. Fazemos simulações por meio de ferramentas computacionais e experiências em bancada para verificar se a distribuição está ocorrendo na velocidade prevista e se não há pontos de estrangulamento", explica.
Como funciona
A bomba foi idealizada para ser implantada em uma cavidade próxima ao coração. Tem formato de cone e o tamanho aproximado de uma laranja. Os pesquisadores pretendem aperfeiçoar o dispositivo e torná-lo ainda menor.
A equipe contou com a consultoria do cardiologista Adib Jatene, diretor do Hospital do Coração, na definição da forma ideal da bomba e o local mais adequado para implantá-la.
Também fazem parte do dispositivo uma caixa, que abriga o circuito eletrônico e fica perto da bomba, e uma bobina, que fica próxima à pele e serve para recarregar o aparelho.
"Outro grande desafio para fazer um dispositivo implantável é encontrar uma boa maneira de carregá-lo. Nós desenvolvemos um método que funciona por indução, ou seja, uma bobina é colocada em cima da pele e fazemos passar um corrente por ela. Isso produz um campo magnético que induz a corrente para a bobina interna e carrega a bateria", diz Cardoso.
Os cientistas estimam que a bateria teria de ser carregada diariamente, mas o processo levaria apenas 40 minutos aproximadamente. O paciente levaria consigo um carregador pequeno, ligaria em uma tomada e colocaria a bobina embaixo da camisa. O método mostrou bons resultados nos testes feitos em laboratório, em que os cientistas usaram uma camada de água para simular as características da pele. Mas Cardoso alerta que novos experimentos precisam ser realizados in vivo para ter certeza de que a corrente elétrica usada não vai lesionar os tecidos.
Já o funcionamento da bomba foi avaliado em testes com bezerros, contou o pesquisador. "Mas, até o momento, deixamos o equipamento do lado de fora do corpo dos animais para poder avaliar se o volume de sangue bombeado estava adequado e se a pressão estava correta. Agora vamos fazer novos experimentos com o equipamento implantado e precisaremos deixar alguns fios de fora para fazer as medições", disse.
Nesta segunda etapa da pesquisa que se inicia, contou Cardoso, a meta é transformar o protótipo em um produto capaz de competir com os modelos existentes no exterior. "Além do funcionamento, precisamos avaliar outros parâmetros, como aquecimento, ruído e ajustar o circuito impresso para reduzir ainda mais o tamanho. Existe uma série de problemas de natureza mecânica e elétrica que ainda precisam ser estudados para se chegar ao tamanho mínimo", afirma Cardoso.
Os experimentos feitos até o momento já deram origem a cerca de 50 artigos publicados em revistas científicas e apresentados em congressos.
Terra
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Qual o sentido de agredir jornalistas da Globo?
Funcionários de qualquer veículo de comunicação não definem a linha editorial do mesmo. No caso da Globo, quem define são os filhos do Roberto Marinho, que são os donos da emissora. Agredir jornalistas, tacar qualquer coisa, quebrar veículo da emissora..nada disso vai mudar a linha editorial da mesma. E é simples: Não gosta? Não assista. Mas seja coerente: Não consuma nenhum produto daquele conglomerado de comunicação, pois se você acha a Globo manipuladora mas assina NET, você está financiando a linha editorial a qual você condena.
Lembre também que atualmente, todas as emissoras têm o viés editorial que lhe interessam, tão "manipuladores" quanto o da Globo. Lembre também que até páginas de Facebook podem dar notícias de forma distorcida e manipulada.
Eu assisto qualquer canal, mas sei formar meu senso crítico, para filtrar o que concordo e o que discordo. Brigar com jornalista por causa da linha editorial da emissora é coisa de gente sem educação e sem capacidade mental para formar seu próprio senso crítico. Coisa de gente que quer tudo "mastigado".
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Empresas que prestam serviço para a Petrobras não querem contratar mulheres
Veja na matéria do jornal "O Vale" de hoje:
"Cerca de 30 empresas prestadoras de serviço para a Petrobras contratarão 452 trabalhadores para a manutenção da Revap (Refinaria Henrique Lage), em São José dos Campos.
Só serão aceitos homens com mais de 18 anos e com experiência mínima de seis meses em refinaria".
Qual o problema das empresas com as mulheres? Cada vez mais representantes do sexo feminino trabalham como encanadoras, eletricistas, soldadoras e em outras funções realizadas em campos de obras. É mais do que o caso para o Ministério Público Federal autuar, multar e obrigar as empresas a contratarem mulheres também, que em alguns casos podem ter mais experiência que homens candidatos à vaga. É inadmissível no século XXI preconceito de gênero ou de raça para qualquer tipo de função.
Pior ainda porque são empresas recebendo dinheiro público, de uma estatal que tem uma presidenta e um governo federal também comandado por uma mulher.
Leia também:
Mulheres conquistam espaço nos canteiros de obras
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
MPT quer que Samsung conceda pausas a trabalhadores
Além de exigir uma indenização mínima de R$ 250 milhões, a Ação Civil Pública (ACP) movida na última sexta-feira (10) contra a Samsung pela Procuradoria Regional do Trabalho da 11ª Região do Ministério Público do Trabalho (MPT) também requer que a multinacional sul-coreana arque com os gastos do tratamento médico dos empregados com doenças ocupacionais e implemente mudanças na linha de montagem de sua fábrica na Zona Franca de Manaus. De acordo com a ação, somente em 2012 foram registrados 2.018 pedidos de afastamento de até 15 dias por problemas de saúde, como tendinite e bursite, além de outros distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (os chamados DORT). A Samsung emprega ao todo cerca de 5.600 pessoas na fábrica.
Dentre os pedidos da ACP, figuram a redução do ritmo de trabalho, já que os funcionários da fábrica realizam até três vezes mais movimentos por minuto do que o limite considerado seguro, segundo auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os procuradores também exigem a limitação de horas-extras – a fiscalização encontrou empregados que trabalham até 15 horas por turno e até mesmo um funcionário que acumulou 27 dias de trabalho, sem folga.
Uma das principais exigências do MPT é a concessão de “pausas para recuperação de fadiga” de 10 minutos após cada período de 50 minutos de serviço – como prevê a Norma Regulamentadora (NR) 17 do MTE, que trata especificamente de questões de ergonomia. “O problema sério é de ergonomia: postos de trabalho irregulares, ritmo muito estressante. A nossa expectativa é que o judiciário conceda pausas como forma de atenuar o desgaste que é inerente a esse tipo de atividade da linha de produção”, afirma Ilan Fonseca, outro procurador do MPT que assina a ação.
Atualmente, quem trabalha na linha de montagem de celulares da Samsung, por exemplo, faz uma ginástica laboral de cinco minutos antes do início do expediente. E, ao longo do turno, tem apenas duas pausas de dez minutos para ir ao banheiro e tomar água – uma de manhã e outra à tarde.
O MPT ainda exige que as máquinas de ponto eletrônico – que registram o início e o fim da jornada – sejam instaladas na portaria da fábrica. Atualmente, o tempo gasto pelo funcionário para percorrer o trajeto entre a entrada da indústria e o seu posto de trabalho (onde ele de fato bate o ponto) não é computado, o que gera um prejuízo salarial ao trabalhador que é ilegal, segundo o MPT.
Terceirização irregular
Outro problema que chama a atenção das autoridades é a contratação de trabalhadores terceirizados em regime temporário. Por lei, uma empresa até pode contratar terceirizados para trabalhar na chamada “atividade-fim” (no caso da Samsung, a fabricação de equipamentos eletrônicos). Porém, esse precedente só é aberto em situações excepcionais, como picos inesperados de demanda. “Não é o caso da Samsung. A quantidade de temporários na fábrica de Manaus é absurda. E eles trabalham na atividade-fim durante longos períodos, ininterruptamente”, afirma o procurador Ilan Fonseca.
Segundo o auditor fiscal do MTE, Rômulo Lins, além de diminuir os custos da contratação de mão de obra, a terceirização também impede que a empresa repense seu sistema produtivo, a fim de gerar menos adoecimentos.
“Se o trabalhador manifestar algum tipo de dor ou de desconforto, o que você acha que vai acontecer? Ele vai ser demitido e a empresa não vai pesquisar a causa da dor nem tentar corrigir o posto de trabalho”, explica o auditor fiscal do MTE. “É muito mais fácil demitir e rescindir o contrato do empregado: ele não vai aparecer nas estatísticas de adoecimento da empresa”, completa.[
domingo, 11 de agosto de 2013
sábado, 10 de agosto de 2013
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Linfoma: o que é e como tratar
O sistema linfático é responsável pela defesa do organismo. Ele é composto por órgãos, vasos, tecidos linfáticos e linfonodos (popularmente conhecidos como ínguas) que se distribuem em posições estratégicas do corpo para ajudar a defendê-lo de infecções. Quando uma célula normal desse sistema se transforma, cresce de maneira desordenada e dissemina-se pelo organismo, temos o surgimento de um câncer: o linfoma.
Os diversos tipos de linfomas têm comportamento e graus de agressividade diferentes. Eles podem ser divididos em dois grandes grupos: linfoma de Hodgkin e linfoma de não-Hodgkin. O primeiro ocorre em um tipo de célula linfoide conhecido como célula de Reed-Sternberge; o segundo é mais comum e pode surgir em outras células do sistema linfático.
Causas e Diagnóstico – Apesar de não ter causa conhecida, alguns linfomas estão relacionados a infecções crônicas, outros podem ocorrer devido a fatores ambientais, como a exposição a produtos químicos. Por não ter causa conhecida, não há como prevenir o linfoma. O diagnóstico precoce ainda é a melhor maneira de descobrir e tratar a doença a tempo.
O primeiro sinal é a presença de ínguas, mesmo quando não há nenhuma infecção ou dor. Conhecer o corpo é importante, assim fica mais fácil identificar possíveis alterações físicas. O oncologista do Hospital de Câncer de Barretos, Gilberto Colli, lembra que quem tiver um caroço no pescoço, em baixo do braço, rápida perca de peso ou febre de origem indeterminada deve procurar um médico. “As vezes a pessoa tem um gânglio que não dá importância e pode ser um primeiro sinal do linfoma”, comenta.
Gilberto Colli explica que o linfoma pode acontecer em qualquer faixa etária, mas tem dois picos de aumento da incidência: entre a infância e a adolescência e por volta dos 40 anos. A doença é tratada com quimioterapia e ou radioterapia. “Normalmente, o paciente com uma ou duas sessões de quimioterapia já se sente muito bem. Começa a ter apetite, a recuperar peso e fica com outro astral”. Dr. Colli ressalta que boa parte dos casos é altamente curável. Mas, para que seja considerado curado é preciso que o paciente tenha finalizado o tratamento e não apresentado a doença há pelo menos cinco.
Muitos pacientes com câncer temem a quimioterapia devido à queda de cabelo causada pelo tratamento. Ainda não existem medidas preventivas, mas o oncologista explica que o cabelo não demora a crescer e nem todos precisam raspar a cabeça: “Apesar de ser um choque, pois muda a aparência, com o fim do tratamento o cabelo volta a crescer normalmente”, afirma Gilberto Colli.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
O cérebro desliga na frente de um líder religioso
Hyperscience
Quando estamos na frente de uma figura que consideramos carismática, as áreas do cérebro responsáveis pela vigilância e pelo ceticismo são desligadas. Essa é a conclusão de um estudo que analisou o cérebro de pessoas quando estão na presença de alguém que afirma ter poderes divinos.
Pesquisadores da Universidade Aarhus, na Dinamarca, estudaram cristãos petencostais, que acreditam que algumas pessoas possuem poderes proféticos, de cura e de sabedoria.
Usando um aparelho de ressonância magnética os cientistas analisaram os cérebros de 20 petencostais e 20 céticos enquanto eles assistiam cultos. Apenas os devotos tiveram mudanças nas atividades cerebrais em resposta às orações.
Partes do córtex pré-frontal, que têm papel fundamental de vigilância e que conferem importância para a informação que outras pessoas nos dão, eram completamente desativadas. Quando quem estava falando não era o pastor ou outro líder religioso, a atividade cerebral dos voluntários diminuía menos.
Para os especialistas isso explica porque algumas pessoas parecem ter mais influência sobre as outras. Não está claro se isso funciona apenas para líderes religiosos, mas os cientistas acreditam que o mesmo aconteça com pessoas com ótima oratória – políticos, advogados, médicos e, até mesmo, nossos pais.
USP testará vacina anti-HIV em macacos
Cientistas da USP (Universidade de São Paulo) começarão a testar no mês que vem em macacos uma vacina de DNA contra o HIV. As cobaias, que não são capazes de contrair o vírus, servirão para avaliar a segurança do produto e sua capacidade de ativar o sistema imune.
A vacina, que vem sendo desenvolvida desde 2001, foi inspirada na bioquímica do organismo de pacientes que são mais resistentes ao vírus. Se o experimento em macacos tiver sucesso, a ideia é fazer testes de segurança em humanos, diz Edecio Cunha Neto, líder do grupo de pesquisa que criou a vacina.
A ideia, segundo ele, é aplicar a vacina em pessoas sem vírus em combinação com outra imunização que ainda venha a ser criada, porque ela não deve ser capaz de conferir proteção total sozinha.
"Ela em si não seria uma cura, seria uma forma de atenuar a doença. Em combinação com outra vacina, poderia contribuir para uma proteção completa contra o HIV."
Cunha Neto começou a desenvolver a vacina junto de Jorge Kalil, diretor do Instituto Butantan, estudando o organismo de soropositivos cujos linfócitos T CD4 --células do sistema imune responsáveis por reconhecer os vírus-- eram capazes também de atacar o HIV com toxinas.
Pesquisando a estrutura de proteínas do vírus usadas pelas células do sistema imune no reconhecimento, os cientistas criaram um segmento de DNA que produziria esses plasmídeos --fragmentos de molécula-- ao serem injetados em células humanas. Em testes com o sangue de pacientes em tubos de ensaio, a estratégia mostrou sucesso.
"Em média, o sistema imune de cada paciente reconhecia 5 dos 18 peptídeos que nós usamos", disse Cunha Neto. Segundo o cientista, isso é requisito para que uma vacina funcione em pessoas com diferentes perfis genéticos.
FRANKENSTEIN
Desde 2006, o grupo da USP vinha realizando experimentos com a vacina de DNA em camundongos. Como roedores também não contraem o HIV naturalmente, Cunha Neto criou um parasita "frankenstein" --inserindo pedaços do HIV num vírus da família da varíola. Ao testar a vacina nos animais contaminados com essa criatura artificial, o cientista conseguiu reduzir a carga de infecção.
A próxima etapa da pesquisa será aplicar a vacina em um grupo de 24 macacos resos no Butantan e examinálos. "Queremos verificar se eles geram as células que reconhecem as partículas do vírus", diz Cunha Neto.
Se o experimento com macacos der certo, diz Kalil, será possível começar testes em humanos daqui a três anos.
Esse salto, porém, precisaria do apoio da iniciativa privada, que ainda não manifestou interesse na pesquisa.
A Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) diz ter investido cerca de R$ 1 milhão no projeto até agora, mas um ensaio clínico custa algo na ordem de centenas de milhões.
Para Esper Kallás, professor de imunologia clínica da USP não envolvido na pesquisa, existe espaço para o trabalho brasileiro se destacar.
"Vários estudos e já estão na fase de testes em humanos. No Brasil, ainda estamos atrás porque o volume de investimento é muito baixo."
Segundo Kalil, a pesquisa brasileira pode ter sucesso onde outras falharam, porque usa uma estratégia distinta das outras, estimulando um conjunto diferente e células do sistema imune em relação às demais.
Folha de SP
domingo, 4 de agosto de 2013
Curtir abobrinhas no Facebook pode ser trabalho em Bangladesh
O "curtir" no Facebook, no YouTube e em outras redes sociais pode não ser tão sincero como se espera e coloca em dúvida como muitas empresas modernas medem seu sucesso no mundo digital.
Um exemplo é uma página do Facebook dedicada a abobrinhas (sim, o legume) que recebeu centenas de curtidas, enquanto outras dezenas de páginas similares sobre a cucurbitácea não têm o mesmo sucesso.
Poderia ser um caso de sucesso não fosse um problema: as curtidas eram falsas, feitas por uma equipe de trabalhadores em Bangladesh, cujo chefe exige US$ 15 (cerca de R$ 34) por mil curtidas da sua "fazenda de cliques".
Em troca, muitos desses funcionários trabalham em um sistema de jornada tripla e chegam a ganhar por ano US$ 120 (cerca de R$ 275).
Para as companhias, esse tipo de serviço seria um atrativo, já que aumentar a sua exposição nas mídias sociais pode ser um bom caminho para atrair clientes.
Segundo pesquisas, 31% dos consumidores levam em conta as notas e as críticas sobre um produto (incluindo as curtidas) antes de comprá-lo.
Isso significa que as "fazendas de cliques" podem ter um papel importante em enganar os consumidores.
E para as empresas que são dependentes de pesquisas sobre popularidade nas redes sociais, essas "fazendas de cliques" são um desafio para saber qual é realmente a popularidade de um produto.
Mas as condições de trabalho ali são degradantes.
Os funcionários ficam em salas sem nada além de paredes e mesas de trabalho, e com janelas com grades, chegam a varar a noite para ganhar muitas vezes US$ 1 em troca de mil curtidas no Facebook ou de mil pessoas que passa a seguir no Twitter.
Folha de SP
sábado, 3 de agosto de 2013
Uma nova forma de monopólio
Folha de SP
Um monopólio não é determinado pela essencialidade do produto monopolizado, mas pela ausência de alternativa viável.
A Microsoft, por exemplo, foi multada pela Comissão Europeia em meio bilhão de euros em 2004 por formação de monopólio não porque seus produtos eram essenciais, mas porque dominavam o mercado.
Tradicionalmente, monopólios surgem por imposição legal, restrição de acesso a matéria-prima, propriedade intelectual, ou processo de fabricação.
O Facebook não é essencial, mas é um novo modelo monopolístico, criado pelo somatório de nossas escolhas individuais.
Se a maior parte da comunicação social on-line de massa ocorre por meio de sua plataforma, não há opção exceto utilizá-la. Como um buraco negro, criada a massa crítica, torna-se impossível escapar.
Possíveis alternativas, como Google+, não são verdadeiras alternativas. Uma plataforma de comunicação só é útil se os interlocutores podem ser atingidos por ela. Daí o Facebook ter assumido condição análoga à de um monopólio. E daí surgirem problemas inerentes.
Primeiro, regras de economia de mercado não funcionam em monopólios. Não há como o usuário deixá-lo sem sofrer consequências simplesmente porque não há alternativas viáveis. O usuário não tem poder de barganha: ou aceita as regras ou cai no ostracismo social on-line.
Ademais, o usuário não é o cliente. O cliente são as empresas de marketing. Usuário e suas informações pessoais são o "produto" que o Facebook oferece aos anunciantes. É na capacidade de vender informação do usuário que reside o valor de mercado da empresa, o que gera conflito de interesses.
Terceiro, o grupo de jovens que controla a empresa é também legislador e juiz de padrões morais impostos ao usuário. Em 2011, a empresa excluiu imagens da pintura "Origem do Mundo", de Gustave Courbet, porque mostrava uma vagina. Neste ano, excluiu fotos do Jamurikumalu no Alto Xingu porque havia índias nuas. E nos últimos dias, excluiu fotos de manifestantes nus.
Não se trata aqui se tais jovens têm problemas em lidar com a própria sexualidade, mas que impõem seus padrões de moralidade a milhões de usuários. Proíbe-os de ler ou ver aquilo que não ofende o usuário, mas ofende quem comanda a empresa. Vale lembrar: quem viu tais fotos optou por seguir determinada página ou usuário.
Por fim, suas decisões não passam por um processo transparente. O usuário não tem chance de explicar-se, defender-se ou recorrer. Nem sequer sabe como ou por quem a decisão é tomada. Tampouco sabe que está sendo julgado. É apenas informado de sua condenação.
É como se, certo dia, você acordasse e descobrisse que alguém (sabe-se lá quem) decidiu que você não pode mais telefonar ou receber cartas.
Fosse um país, o Facebook não seria apenas o terceiro maior do planeta: sua conduta seria equiparável à da Coreia do Norte.
Não fosse um monopólio, o usuário se socorreria na competição. Mas, sendo-o, cabe ao legislador controlar e limitar a conduta da empresa em relação a seus usuários.
GUSTAVO ROMANO, 36, mestre em direito pela Universidade Harvard e em administração pela London Business School, é editor do site "Para Entender Direito"
Comentário:
O Facebook têm coisas engraçadas. Vende curtidas dos seus usuários à empresas, mas quer determinar quem você pode adicionar ou não, assim como quem você conhece ou não. Se uma pessoa não quer ser amiga de outra, basta rejeitar o pedido de amizade e pronto. Bloquear um perfil porque ele solicitou amizades, segundo o site, em "excesso" é uma arbitrariedade baseada em censura estúpida. Se é uma rede social, a ideia é fazer contatos novos, além de falar com pessoas já conhecidas. Deviam entender isto. Também acontece de censurarem publicações sem problema algum, como a foto de uma mãe amamentando, mas não censuram páginas racistas, nazistas, homofóbicas ou com ameaças de morte.
Resenha do filme "Círculo de fogo (Pacific Rim)"
Guilhermo del Toro é um diretor que sabe aproveitar várias ideias, bebendo em várias fontes e fazer um bom filme. Referências à "Transformers", "Godzilla" (e todos os seriados japoneses com batalhas entre robôs e monstros), "Independence Day" e "Avatar" não faltam.
A história centra-se no fato de que estranhos monstros, apelidados de Kaijus, começam a surgir na Terra, vindo de uma fenda entre placas tectônicas no pacífico. A humanidade então desenvolve uma maneira de combatê-los com robôs gigantes, chamados de "Jaegers". Estes são comandados através de conexões neurais por pilotos. Raleigh (Charlie Hunnan) é um deles, mas entra em crise quando perde seu irmão em batalha contra um Kaiju. Ele então vai trabalhar na construção de grandes muros de contenção contra monstros quando é convocado pelo comandante Pentecost (Idris Elba), para voltar à ativa contra os monstros, que passaram a atacar com mais frequência e parecem estar evoluindo.
Já em Hong Kong, em uma grande base de Jaegers, Raleigh conhece Mako (Rinko Kikuchi), que torna-se sua co-piloto nas principais ações da trama contra os invasores. Há toda uma frota de robôs, além de um treinamento complexo envolvendo artes marciais para todos os pilotos, de diversas partes do mundo, que irão comandá-los.
A película alterna bem as cenas de batalha como alguns momentos de humor, como quando o cãozinho Max, de um dos pilotos, circula livremente entre todo o maquinário da base dos robôs ou com a dupla de cientistas loucos Geiszler (Charlie Day) e Gottileb (Burn Gorman), que vão aos poucos descobrindo quais as intenções dos monstros e de onde eles vieram, realizando conexões neurais com partes dos cérebros deles coletadas (!).
Hannibal Chau (Ron Perlman) é um comerciante de órgãos de Kaijus bastante estiloso e com um humor típico dos personagens de seu intérprete, estando presente na maioria dos momentos mais engraçados, com um toque de gângster.
As cenas que lembram os velhos tokusatsus japoneses são as melhores, mas também há doses de drama bem humano quando Mako lembra de seus traumas, por ter testemunhado um ataque de monstros ou quando Raleigh lembra de quando perdeu o irmão em uma batalha no oceano.
A trama em si não é confusa e a trilha sonora de Ramin Djawadi (que também compôs a do "Homem de Ferro") se encaixa bem às cenas de batalha, sempre grandiosas e exageradas como deve ser em um filme de monstros gigantes contra robôs.
Não há como não lembrar de séries como "Jaspion" e "Changeman" quando os monstros atacam Hong Kong, destruindo vários prédios e apavorando a população.
O filme agrada tanto fãs tradicionais do gênero quanto os que apenas querem se divertir com um bom entretenimento no final de semana. Nota 9,0.
Trailer:
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Botafogo 2 x 1 Vitória
1-Dória é o melhor zagueiro do Brasil;
2-Essa equipe joga bem melhor com um centro-avante, como o Elias;
3-Rafael Marques não faz nada pelos lados do campo;.
4-O time jogou bem melhor do que contra o Flamengo e o Figueirense.
2-Essa equipe joga bem melhor com um centro-avante, como o Elias;
3-Rafael Marques não faz nada pelos lados do campo;.
4-O time jogou bem melhor do que contra o Flamengo e o Figueirense.
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