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domingo, 11 de novembro de 2012

Resenha do filme “Possessão”




Existem muitos filmes com o roteiro "demônios que possuem jovens inocentes". Recentemente, tivemos “O último exorcismo” e “ O Ritual”, porém o mais conhecido mesmo é o velho “O exorcista”, de 1973.

Todos estes abordam as supostas possessões do ponto de vista católico e seguem uma trama-padrão: O padre vai até o dominado pelo diabo e retira-o, após uma grande batalha.  Em “Possessão”, o demônio e o exorcista são do universo judaico. A história é baseada em uma caixa de madeira misteriosa, chamada “Caixa Dibbuk” (que existe de verdade - veja aqui!), que teria um demônio aprisionado por judeus.

Na história, Clyde (Jeffrey Dean Morgan) e Stephanie Brenek (Kyra Sedgwick) se divorciaram, porém conseguem se relacionar para o bem de suas duas filhas. Quando ele compra uma nova casa, Em (Natasha Calis) , sua filha mais nova, convence-o a comprar algumas tralhas. Entre elas, está a caixa Dibbuk. Muito bem trabalhada e misteriosa e aparentemente impossível de ser aberta.

A assustadora Em


Exorcismo judeu: Todos contra o diabinho

O problema é que a  jovem consegue abri-la, passnd a ouvir vozes e em seguida, acontecimentos estranhos começam a acontecer, como insetos voadores nojentos passeando pela casa, ataques de raiva da adolescente contra o pai e várias bizarrices. Destaque para a atuação da jovem atriz, que não se intimida no papel de possuída e brilha no filme com uma profusão de expressões faciais, cheias de raiva e maldade.  A fotografia da trama é bem interessante, com cortes de cena regados à acordes secos de piano.

Clyde corre contra o tempo para descobrir como ela ficou assim, até mergulhar na cultura judaica e pesquisar o que tem dentro da caixa e como exorcizá-la: é neste ponto que o filme fica realmente interessante.
A película possui bons efeitos especiais, sem exagero e pode não ser o melhor filme sobre exorcismo, mas diverte e foge um pouco da tônica do "exorcismo católico",  que assola este tipo de trama.


 Trailer: