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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Brasil será o maior produtor de petróleo em 10 anos, diz Petrobras


O Brasil será, em dez anos, o maior produtor de petróleo do mundo entre as nações que não integram a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), disse nesta terça-feira o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, durante o balanço da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

"O pré-sal já atinge 2% da média anual da produção de petróleo brasileira. É a produção que mais vai crescer entre 2011 e 2015", destacou. "Fora a Opep, teremos a maior produção de petróleo do mundo. O Brasil será o País que dará a maior contribuição de petróleo nos próximos dez anos", disse Gabrielli, ao destacar as previsões de contratação de materiais, equipamentos e serviços, pela estatal petrolífera brasileira.

Segundo ele, isso beneficiará, direta e indiretamente, mais de 250 mil empresas no País. "Dentro do PAC, estamos com papel importante. Porém, a atividade vai além, e beneficia a indústria brasileira em diversas frentes." Gabrielli destacou também a geração de empregos em decorrência dessa expansão prevista para ocorrer no País até 2020.

"Serão mais de 1 milhão de empregos gerados, o que vai requerer treinamento de mão de obra. O País é um canteiro de obras com mercado de trabalho cada vez mais aquecido. Quase 290 mil pessoas [serão preparadas] até 2014. Já treinamos mais de 70 mil para 180 diferentes ocupações", ressaltou o presidente da estatal.

Ele acrescentou que há a previsão de investimentos em pesquisas sobre diferentes temas, por meio de convênios com diversas universidades, visando ao avanço tecnológico do setor.

A Petrobras pretende contratar 28 navios-sonda e plataformas semissubmersíveis, construídos no Brasil, com pelo menos 55% de conteúdo nacional. Além disso, está prevista a renovação da frota, com 146 embarcações de médio e grande portes, a serem recebidas entre 2012 e 2018. Destas, 40 já foram contratadas.

O presidente da estatal apresentou ainda uma lista com a demanda de materiais e equipamentos que devem ser adquiridos entre 2011 e 2020. Entre os 22 itens apresentados há grande quantidade de compressores, guinchos, guindastes, motores a combustão, turbinas, bombas, geradores, filtros, reatores, revestimentos e tubos, entre outros.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

P-57 será modelo para plataformas do pré-sal



A Petrobras batizou nesta quinta-feira (7/10), no estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis (RJ), o navio-plataforma P-57, que irá operar no campo de Jubarte, na porção capixaba da Bacia de Campos, a 80 km da costa do Espírito Santo. Essa unidade inaugura uma nova geração de plataformas, concebidas e montadas a partir do conceito de engenharia que privilegia a simplificação de projetos e a padronização de equipamentos. Um modelo que será referência para as futuras plataformas da Petrobras, como a P-58 e P-62, e para as unidades que irão operar no pré-sal da Bacia de Santos.
A P-57 é uma plataforma do tipo FPSO (sigla em inglês que significa unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo) e integra a segunda fase de desenvolvimento do campo de Jubarte. Ancorada a uma profundidade d´água de 1.260 metros, produzirá petróleo de 17 graus API (medida de densidade do petróleo). Ela terá capacidade para processar, diariamente, até 180 mil barris de petróleo e 2 milhões de metros cúbicos de gás. Começará a operar ainda este ano, interligada a 22 poços, sendo 15 produtores e 7 injetores de água. Será a primeira unidade dessa complexidade a operar na costa do Espírito Santo.
A nova unidade de produção entrará em operação ainda em 2010 e o pico de produção deverá ser atingido até o início de 2012. O petróleo produzido será transferido por navios aliviadores para terra. E o gás será escoado por gasoduto submarino para a Unidade de Tratamento de Gás Sul Capixaba, localizada na região de Ubu, no município de Anchieta, a cerca de 100 km de Vitória.
A cerimônia de batismo, em Angra dos Reis, contou com a presença do presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, e de outras autoridades do governo federal e estadual, além do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, e de diretores da Companhia.

Inovações tecnológicas

O sistema de produção da P-57 está equipado com uma tecnologia inédita de coleta de dados sísmicos em 4 D, instalada permanentemente no leito marinho. Essa solução permitirá maior agilidade na obtenção de dados sísmicos, além de melhorar a qualidade de interpretação do reservatório, com a consequente otimização da produção. A unidade adotará, também, um método inovador para levar o petróleo do reservatório à plataforma, constituído por um sistema de bombeio centrífugo submerso submarino (BCSS) instalado em um compartimento especial no leito do mar, separado dos poços produtores. A vantagem será a redução de custos de intervenção para reparos do equipamento.

Desafios de engenharia

O contrato de engenharia, suprimento e construção da P-57 foi assinado em fevereiro de 2008 com a empresa Single Buoy Moorings Inc. (SBM). O casco da plataforma resultou da conversão do navio petroleiro Island Accord, no estaleiro Keppel Shipyard, em Cingapura, entre outubro de 2008 e março de 2010. Simultaneamente, foram construídos no Brasil os módulos de processamento de petróleo e gás no canteiro da UTC Engenharia, em Niterói (RJ), e no estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis (RJ). O casco chegou ao estaleiro Brasfels em abril deste ano, onde foram concluídos a instalação dos módulos, a interligação de todos os sistemas e os testes finais da unidade.
A construção da P-57 alcançou índice de conteúdo nacional contratual de aproximadamente 68%. A estratégia de priorizar a aquisição de bens e serviços no parque industrial brasileiro, como forma de contribuir para o desenvolvimento e ampliação da indústria nacional, resultou na geração de mais de 2 mil empregos diretos no país.

Simplificação e eficiência

O conhecimento adquirido com a construção da P-57 servirá de modelo para os projetos das plataformas P-58, P-62, P-63, além dos “FPSOs replicantes” destinados ao pré-sal da Bacia de Santos (SP). A nova unidade teve seu projeto simplificado e seus equipamentos padronizados, seguindo os mais altos padrões de segurança operacional. Essa estratégia garantiu maior eficiência no gerenciamento do projeto, assim como o bom andamento das fases de suprimento, construção, montagem e testes. O resultado foi o rigoroso cumprimento dos prazos contratuais, a manutenção do custo inicial planejado e a garantia da qualidade exigida em contrato. Além disso, a nova estratégia resultou em uma plataforma mais leve e de manutenção mais simples. Um ganho expressivo, portanto, do ponto de vista econômico, gerencial e técnico.
Características técnicas da P-57
Localização: campo de Jubarte, no Espírito Santo, a 80 km do litoral
Profundidade de operação: até 1.260 metros
Capacidade de produção de petróleo: 180 mil barris por dia, óleo 17o API
Capacidade de compressão de gás: 2 milhões de metros cúbicos por dia
Comprimento: 312 m (equivalente a três campos de futebol)
Largura (boca): 56 m
Altura máxima: 105 m (equivalente a um prédio de cerca de 30 andares)
Acomodações: 110 pessoas
Peso Total: 54 mil toneladas

Fonte: Petrobras

Comentários:
Enquanto o governo FHC-Serra queria privatizar a Petrobras, sucateando-a e não investindo nela, o governo do PT de Lula e Dilma investem pesado na modernização da empresa.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Petrobras é a maior empresa da América Latina


A estatal brasileira Petrobras é a maior empresa de capital aberto da América Latina, em termos de faturamento, segundo levantamento da consultoria Economática. Considerando apenas as companhias privadas, a mexicana América Móvil (telecomunicações) lidera a lista, seguida de perto pela mineradora brasileira Vale.

A América Móvil é uma das maiores operadoras de telefonia móvel do mundo e a maior da América Latina, detém a operadora Claro no Brasil.

O ranking foi elaborado pela Economática a partir dos balanços de 2009 e abrange uma amostra de 776 empresas, levando em conta o critério do volume de vendas.

Em relação a 2008, as vendas somadas das 30 maiores empresas (US$ 488,7 bilhões) tiveram um aumento de 14,6%. A maior parte (14) das posições dessa lista continua a ser preenchida por empresas brasileiras; há nove mexicanas, quatro chilenas, duas argentinas e uma colombiana.

Somente as vendas da Petrobras (US$ 104,5 bilhões) representam 21,5% do acumulado pelas 30 maiores empresas do ano passado. A América Móvil teve faturamento de US$ 30,2 bilhões, enquanto a Vale apurou US$ 27,8 bilhões.

Veja abaixo da lista das 30 maiores empresas latino-americanas, por vendas (US$ bilhões)

1) Petrobras (104,93)
2) América Móvil (30,20)
3) Vale (27,85)
4) Ultrapar (20,74)
5) Wal Mart do México (20,69)
6) JBS (19,70)
7) Ecopetrol (18,12)
8) Telemar (17,12)
9) Gerdau (15,24)
10) Cemex (15,13)
11) Fomento Econ. Mex. (15,08)
12) Eletrobrás (14,96)
13) Pão de Açúcar (13,35)
14) AmBev (13,32)
15) Enersis (11,99)
16) Cencosud (10,51)
17) Copec (9,95)
18) Vivo (9,39)
19) BRF Foods (9,13)
20) Telefs de México (9,11)
21) Telesp (9,07)
22) YPF (8,96)
23) Bimbo (8,90)
24) Alfa (8,85)
25) Braskem (8,75)
26) Tenaris (8,14)
27) Coca Cola Femsa (7,86)
28) Tim (7,52)
29) Telmex Interna (7,08)
30) Falabella (6,95)

Fonte



Comentário:
É esta empresa que o PSDB quer privatizar, provavelmente a um preço bem baixo do valor de mercado.  Eleger Serra é fazer o país correr este risco, pois o que os tucanos mais gostam é se livrar da importância das empresas estatais, criando um estado mínimo e incompetente.