Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador pílulas frei galvão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pílulas frei galvão. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Crenças malucas católicas: Pílulas do Frei Galvão

Freira prepara pílulas de papel: irracionalidade na prática

Hoje o jornal "O Vale" relembra esta superstição:

Pílulas do Frei Galvão:

As pílulas, distribuídas gratuitamente em mosteiros, são pedacinhos de papel com uma mensagem religiosa inscrita em letras minúsculas. São feitas em papel arroz comestível. Quando tomam as pílulas os católicos aguardam por um milagre.




Isso mesmo. Sem nenhuma racionalidade, em total crendice religiosa, pessoas engolem pílulas de papel, acreditando que vão ficar curadas de seus males. Engraçado é que não há notícia de nenhum amputado que tenha voltado a ter braços ou pernas milagrosamente após engolir esses pedaços de papel. Pessoas amontoam-se na frente das igrejas, por todo o Vale do Paraíba, para pegar as tais pílulas. Alguns fiéis abandonam o tratamento médico para tentar se tratar apenas com estes pequenos pedaços de crendice. Outras seguem o tratamento médico e ingenuamente dizem que foram essas pílulas de papéis que as curaram.


Galvão Bueno: Mais importante que o Frei Galvão




Médicos e cientistas estudam por anos novos medicamentos, técnicas para aliviar a dor das pessoas e daí chega uma crença mágica, irracional e ingênua como esta. Como é que um absurdo desses ainda faz sucesso em pleno Século XX? Considero um DESRESPEITO religioso à todos os médicos e cientistas, que trabalham por anos para desenvolver novos medicamentos e então chega uma crença absurda qualquer e chama pílulas de papel de "remédio santo", sem nenhuma prova ou evidência de que elas funcionem.


Quem toma estas pílulas de papel e acha que foi curado ignora muitas coisas, como o efeito placebo, o poder de remissão espontânea de várias doenças, que o tratamento médico e os remédios reais curaram a pessoa etc.
Está na hora do mundo abandonar supertições tão tolas e absurdas como esta.