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quarta-feira, 4 de março de 2015

"A teoria de tudo" - crítica



"A Teoria de Tudo" é o filme que mostra a biografia de um dos maiores físicos de todos os tempos, Stephen Hawking. Grande cosmólogo e conhecedor de tudo o que envolve o espaço, a ciência foi a melhor forma que ele encontrou para ter liberdade, enquanto luta contra a Esclerose Lateral Amiotrófica, enfermidade neurodegenerativa.

Apesar de tudo, ele desenvolve um relacionamento com Jane Wide, que se torna "guia" do roteiro desenvolvido pelo diretor Jason Marsh. A performance de Eddie Redmayne é impecável no papel de Hawking, conseguindo emular com perfeição os problemas enfrentados pelo proeminente homem da ciência, seja para subir escadas, seja para escrever suas teses com um lápis no papel.


Em sua juventude, ele começa a sentir os efeitos da doença, tendo dificuldades para realizar tarefas simples, porém é sempre apoiado por sua amiga - que depois se torna sua esposa - e seus colegas.
A progressão da perda dos movimentos e a negação da enfermidade é mostrada com tranquilidade, sem com destaque na interpretação corporal de Redmayne - vencedor do Osca de melhor ator, em 2015.

Os momentos mais interessantes são quando, mais para a frente, ele começa a utilizar o sistema de computador da Intel que lhe devolveu a fala, com sua conhecida voz robótica e quando ele aparece  dando palestras, falando sobre o cosmos e sobre como suas pesquisas lhe deram  uma liberdade que possui uma forma única.
Passagens espinhosas da biografia do cientista são abordadas, como a dúvida se o terceiro filho do casal é realmente dele ou de um amigo da família, assim como a separação de Jane. Tempos depois, ele casou-se com Elaine Mason, mas também separou-se.



 A película possui uma fotografia simples, que reforça o foco no protagonista e a trilha sonora não chama atenção. Se cumprir a tarefa de fazer com que mais pessoas se interessem em ler os livros de Hawking  (e por conseguinte, por ciência), assim como passar uma lição de superação de dificuldades, já terá cumprido seu papel.

Trailer:

domingo, 8 de janeiro de 2012

Físico Stephen Hawking completa 70 anos dedicados ao universo



O cientista britânico Stephen Hawking, autor de" Uma Breve História do Tempo" que passou a vida tentando desvendar os mistérios do universo, completa neste domingo 70 anos sem ter perdido o entusiasmo pelo cosmos.

Apesar de em 2009 ter se retirado da Cátedra Lucasiana de Matemática da Universidade de Cambridge, da qual era titular, da mesma forma que Isaac Newton foi um dia, Hawking mantém contato com o mundo científico e neste domingo(8) falará perante seus colegas desse centro de estudos sobre "O estado do universo".

Nascido em Oxford, no sul da Inglaterra, no dia 8 de janeiro de 1942, o cientista é um exemplo do triunfo frente à adversidade já que em sua juventude descobriu a esclerose lateral amiotrófica, uma doença neurodegenerativa progressiva que lhe impede de se movimentar, e fala com a ajuda de um sintetizador de voz.

Ao longo dos anos, o físico foi perdendo o movimento de suas extremidades e da musculatura, inclusive a força do pescoço para manter-se com a cabeça erguida.

Além de ser considerado um dos cientistas mais renomados da história, Hawking é tão famoso como qualquer estrela da música ou do cinema, pois já participou da série Jornada nas Estrelas e dos desenhos “Os Simpsons” e “Family Guy”.

Mas é famoso principalmente por ter mostrado, ao lado de seu colega Roger Penrose, que a Teoria da Relatividade de Albert Einstein implica que o espaço e o tempo hão de ter um princípio, o chamado "Big Bang", e um final dentro dos buracos negros.

Hawking também criou polêmica no campo religioso, por afirmar que a ideia do paraíso e da vida depois da morte é um "conto de fadas" criado por gente que tem medo da morte.

Em declarações dadas em 2011, o cientista enfatizou sua rejeição às crenças religiosas e considerou que não existe nada depois do momento que o cérebro para de funcionar.

"Eu considero o cérebro um computador que deixará de funcionar quando falharem suas peças. Não há paraíso ou vida depois da morte para os computadores que param de funcionar, esse é um conto de fadas de gente que tem medo da escuridão", declarou o cientista de Cambridge.

Além disso, Hawking afirmou várias vezes que não tem medo da morte. "Vivi com a perspectiva de uma morte prematura durante os últimos anos. Não tenho medo de morrer, mas também não tenho pressa de morrer. Quero fazer muita coisa antes", declarou.

Também voltou a ser notícia ao revelar em entrevista à revista New Scientist que as mulheres são "um completo mistério" ao qual dedica a maior parte de seus pensamentos.

Hawking foi agraciado com a Ordem do Império Britânico em 1982 e com o Prêmio Príncipe de Astúrias da Concórdia em 1989, além de outras distinções que lhe foram concedidas ao longo dos anos.


Algumas frases do cientista:
"A prova de que no futuro não existiram viagens no tempo,é que não estamos sendo visitados pelos viajantes do futuro. "

"Perguntar o que existia antes da origem do universo é tão imbecil como perguntar o que há ao norte do Polo Norte."

"A vida após a morte é um conto de fadas para quem tem medo de morrer."

"Eu não tenho nenhuma idéia (de qual seja o meu QI). Pessoas que se vangloriam dos seus QI são perdedores."

"Não creio que a raça humana possa sobreviver aos próximos 1000 anos, a menos que nos espalhemos pelo espaço."

"Diz muito sobre a natureza humana que a única forma de vida criada por nós é puramente destrutiva. Criamos vida à nossa imagem."

"Meu objetivo é simples. É uma completa compreensão do universo, porque é como é e porque ele existe em tudo."

Comentário do Celso:
Apesar de suas imensas limitações físicas Hawking tem contribuído em muito com a Física e a Astronomia, sem recorrer ao besteirol da religiões para minimizar seu sofrimento.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Hawking: vida após a morte é conto de fadas para quem tem medo

Stephen Hawking durante lançamento de livro
 com sua filha Lucy e o físico Christophe Galfard
O astrofísico Stephen Hawking, 69 anos, afirmou em entrevista ao jornal The Guardian que a vida após a morte é apenas um "conto de fadas" para pessoas com medo de morrer. Hawking, um dos mais conhecidos cientistas do planeta, sofre desde os 21 anos com os efeitos de uma doença que o impede de se mover e que, segundo os médicos, deveria tê-lo matado em poucos anos após os primeiros sintomas, mas que, de acordo com o próprio astrofísico, permitiu que ele aproveitasse mais a vida.

"Eu vivi com uma perspectiva de uma morte próxima pelos últimos 49 anos. Em não tenho medo da morte, mas eu não tenho pressa em morrer. Eu tenho muita coisa para fazer antes", diz ao jornal britânico. "Eu considero o cérebro como um computador que vai parar de trabalhar quando seus componentes falharem. Não há céu nem vida após a morte para computadores quebrados, isto é um conto de fadas para as pessoas com medo do escuro", afirma o cientista.

Em 2010, Hawking lançou o livro The Grand Design, no qual afirma que não há necessidade de um criador para explicar a existência do Universo. As afirmações vão contra um de seus mais famosos livros, Uma Breve História do Tempo (hoje revisado e com o título Uma Nova História do Tempo), de 1988, em parceria com Leonard Mlodinow. Nos anos 80, Hawking dizia que uma teoria do tudo, a qual Einstein buscava e que poderia explicar todas as forças e partículas do Universo, seria o que levaria o homem a "conhecer a mente de Deus".

Agora, o astrofísico descarta a vida após a morte e diz que devemos focar nosso potencial na Terra fazendo bom uso de nossas vidas.

Na terça-feira, Hawking profere uma palestra em Londres onde afirmará que flutuações quânticas no início do universo tornaram possíveis as galáxias, estrelas e, por fim, a vida humana. Ele ainda falará sobre a teoria M, que une as teorias das cordas e é vista por muitos cientistas como a melhor candidata a teoria do tudo.

Fonte.

Comentários do Aurelio:
O sr. Hawking está certíssimo. Não existe nenhuma evidência científica de "vida após a morte" e esta tese não se sustenta. Nossa consciência só existe com o cérebro vivo. Do contrário, este não seria necessário. Isso por si só derruba qualquer crença de existência da consciência após a morte.