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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Índia enviará sonda a Marte em outubro


A Índia trabalha a passos largos para enviar em outubro deste ano uma sonda a Marte com o propósito de estudar a atmosfera desse planeta e buscar elementos que possam sustentar vida em sua superfície.
"Estamos fazendo um grande esforço e esperamos dar início à missão em meados de outubro", anunciou nesta sexta-feira (4) o chefe da expedição, J. N. Goswami, ao intervir no Congresso Indiano de Ciências, na cidade de Kolkata, antiga Calcutá.

Assinalou que ainda que pelo momento a missão não tenha nome, "propõe-se como objetivo muito específico estudar a atmosfera de Marte e explorar coisas que não foram antes rastreados por outros países".

Com um peso de 1,4 toneladas, a nave levará cinco instrumentos sofisticados de pesquisa e, para sua propulsão, a Organização Indiana para a Investigação Espacial (ISRO) utilizará o PSLV-XL, um foguete cuja eficiência foi demonstrada em operações anteriores.

O lançamento será a partir do porto espacial da ISRO em Sriharikota, no estado de Andhra Pradesh ao sul, confirmou o também diretor do Laboratório de Investigações Físicas da cidade de Ahmedabad.

Em 15 de agosto do ano passado, nas festividades do Dia da Independência, o premiê Manmohan Singh anunciou oficialmente que a nação do sudeste asiático pretendia enviar uma sonda ao planeta vermelho com o objetivo de "recolher informação científica importante".

A Índia seria o sexto país em empreender um esforço dessa natureza depois dos Estados Unidos, Rússia, Europa, Japão e China.

A entrada do artefato na órbita de Marte deverá tomar uns 300 dias, depois do qual estudaria o clima, a geologia, a origem, evolução e sustentabilidade da vida nesse planeta.

Fonte: Prensa Latina


Quanto mais países investirem na pesquisa espacial, melhor, pois todos se beneficiam dos resultados. Espero que um dia o Brasil consiga fazer algo assim, mas para tal, serão necessários mais aportes de verbas para o Ministério de Ciência e Tecnologia. Pesquisadores qualificados, o nosso país tem.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Marte receberá missão tripulada em 2030



Altos níveis de radiação além da órbita da Terra oferecem o maior desafio à exploração humana de destinos no espaço profundo, declaram cientistas.

Com a atual tecnologia espacial, astronautas podem cruzar o espaço profundo por no máximo um ano antes de acumularem uma dose de radiação perigosamente alta, explicam pesquisadores. Como resultado, muitos destinos intrigantes no sistema solar permanecem fora dos limites da exploração humana no momento.

“Existe um equivalente ao Mach 1 – a barreira do som – em termos de radiação cósmica galáctica”, observou Alvin Drew, administrador do Projeto Deep Space Habitat, da NASA, na quarta-feira (19 de dezembro) durante uma apresentação com o grupo Future In-Space Operations, também da agência.

“Até resolvermos isso, ainda estamos na era dos navios de madeira e velas de lona das viagens espaciais”, adicionou Drew, astronauta que embarcou em duas missões de ônibus espaciais. “Até chegarmos aos navios de ferro e aos motores a vapor, podemos ficar bem limitados na distância que poderemos viajar”.

Limite de um ano

A Terra é constantemente bombardeada por raios cósmicos galácticos – partículas carregadas de alta velocidade disparadas no espaço por explosões estelares distantes e outros eventos.

A atmosfera e o campo magnético do planeta defletem a maioria dessas bolas de demolição subatômicas. Quem está na superfície da Terra não se preocupa muito com elas.

Mas para astronautas cruzando o espaço – especialmente o espaço profundo, além da magnetosfera protetora da Terra – a história é diferente. Eles só conseguem suportar essa radiação por um tempo limitado antes de problemas sérios como o câncer começarem a surgir.

“Até conseguirmos novas tecnologias ou novas maneiras de mitigar mortes induzidas por câncer”, observou Drew, “estaremos limitados a apenas um ano no espaço”.

O Sol também ejeta partículas que podem danificar tecidos humanos, e pesquisadores estão trabalhando em maneiras de proteger astronautas dessas explosões solares. Mas quaisquer medidas divisadas podem não ser muito eficazes contra raios cósmicos, que têm energias muito mais altas, apontou Drew.

“A radiação cósmica galáctica é como uma arma de fogo – você não é atingido frequentemente mas, quando é, o estrago é grande”, comparou Drew. “E é por isso que precisamos descobrir como nos proteger dessas partículas subatômicas massivas de energia muito alta vindas do núcleo galáctico”.

Missão a Marte ainda é possível

Uma viagem de um ano ainda permitiria missões tripuladas a alguns destinos intrigantes, como Marte.

Na verdade, dados coletados pela sonda Curiosity da NASA – que aterrissou no Planeta Vermelho em agosto último – sugerem que astronautas poderiam suportar um voo de seis meses até Marte, uma permanência de 600 dias na superfície do planeta e uma jornada de seis meses de volta para casa sem acumular uma dose de radiação preocupante.

Essa é uma boa notícia para a NASA, que está trabalhando para enviar astronautas a um asteroide nas proximidades da Terra até 2025, e em seguida para os arredores do Planeta Vermelho na metade de 2030. Parte dessa preparação envolve estudar os efeitos psicológicos e fisiológicos do voo espacial de longo prazo, que a agência vai investigar em missões de um ano à Estação Espacial Internacional começando em 2015. (A estadia padrão para os astronautas a bordo do laboratório espacial é de seis meses).

Mas se a humanidade quiser se aventurar muito mais – por exemplo na lua de Júpiter, Europa , que abriga oceanos – serão necessários avanços no revestimento de naves espaciais e nos sistemas de propulsão.


Scientifc American

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Novo robô da Nasa pousa com sucesso em Marte



Uma nave que leva o jipe-robô Curiosity da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, pousou com sucesso em uma cratera em Marte. O pouso é parte de uma missão não tripulada que estudará detalhadamente a possibilidade de ter havido vida no planeta.

A nave conseguiu pousar no interior da Cratera de Gale por volta das 2h31 (horário de Brasília), com um conjunto inédito de procedimentos, usando um guindaste e cordas de náilon.

Com a confirmação do pouso na cratera, de 154 quilômetros de diâmetro, a equipe da Nasa em Pasadena, na Califórnia, celebrou o sucesso inicial da missão na qual muitos já trabalham há cerca de dez anos.

A descida pela atmosfera do planeta, após uma viagem de 570 milhões de quilômetros, foi chamada de "sete minutos de terror" em decorrência das manobras de elevado risco que reduziram a velocidade da nave permitindo que as rodas do jipe-robô tocassem a superfície da cratera suavemente.

O veículo deve executar a primeira fase de sua missão em 98 semanas, mas a expectativa é que continue suas pesquisas por cerca de uma década. Geradores de plutônio têm capacidade de fornecer calor e eletricidade por pelo menos 14 anos para a missão. É um sistema de geração de energia diferente do de outras missões que contaram com painéis de energia solar.

O jipe-robô está equipado com ferramentas que podem, entre outras coisas, perfurar rochas e coletar amostras de materiais do planeta. Os estudos começarão em uma montanha localizada no interior da cratera. Ele irá subir a montanha e estudará as pedras sedimentadas ali ao longo de bilhões de anos. O veículo buscará indícios de substâncias que possam ter sido propícias à vida em Marte. Indícios da presença de água no passado de Marte foram detectados em estudos anteriores, feitos a partir de imagens do local.

A missão que enviou o Curiosity a Marte custou US$ 2,5 bilhões. No site da Nasa, é possível ver imagens captadas pelo robô.


Agência Brasil

Comentários:
Mais uma missão com sucesso, que anima até para uma missão tripulada, em um futuro próximo. Marte tem tudo para ser em breve, lar de alguns humanos. Parabéns à Nasa.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Nasa anuncia existência de água líquida na superfície de Marte



Imagem feita em 3-D mostra provável água em estado líquido escorrendo de uma encosta do planeta vermelho



A Nasa (agência espacial americana) confirmou, nesta quinta-feira, ter fortes evidências da existência de água líquida na superfície de Marte.

Os dados foram coletados pela sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) durante os meses mais quentes do planeta vermelho.

"[A descoberta] reafirma Marte como um importante destino para a exploração humana no futuro", comentou o administrador da Nasa, Charles Bolden.

A água líquida, que seria salgada, aparece em encostas voltadas para o hemisfério sul de Marte --a existência de água congelada próximo à superfície, em diversas regiões do planeta, já havia sido anunciada antes.

De cor enegrecida, a substância foi vista durante a primavera e o verão. No inverno, tornou-se menos visível. E voltou a surgir na primavera seguinte.

"As linhas escuras são diferentes de outros tipos de recursos [encontrados] nas encostas marcianas", disse o cientista Richard Zurek, do projeto Jet (Laboratório de Propulsão a Jato, da Nasa), em Pasadena, Califórnia. "Repetidas observações mostram que [elas] se estendem cada vez mais para baixo com o tempo, durante o aquecimento da temporada."

Segundo Alfred McEwen, da Universidade do Arizona e principal autor de um estudo sobre o assunto publicado nesta quinta-feira na revista "Science", o fluxo não é negro por estar úmido, mas por outras razões ainda desconhecidas.

Alguns aspectos das observações feitas pela sonda intrigam os cientistas, mas o fato de a água ser salgada reforçaria a hipótese de o solo marciano conter o líquido.

Nas estações mais quentes, a temperatura local subiria acima do ponto de congelamento e a água escorreria sob uma fina camada de poeira, encosta abaixo.

Depósitos salinos na superfície marciana eram abundantes no passado, e estudos recentes sugerem que eles ainda se formariam de modo mais limitado em algumas áreas.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O último panorama do Veículo Explorador Spirit em Marte

(clique para aumentar)

Esta foi a última coisa que o veículo explorador Spirit, em Marte, viu. Em operação por anos além das expectativas originais, o Spirit eventualmente ficou atolado na terra marciana e depois acabou sua energia quando investigava a incomum superfície do planalto Home Plate em Marte. Visíveis no panorama acima estão numerosas rochas e declives das circundantes Columbia Hills de Marte. A estranha montanha com o topo em cor mais clara, vista perto do topo no centro da imagem, foi chamada de von Braun e era uma destinação futura quando o Spirit atolou. Uma das principais hipóteses sustenta que von Braun está relacionada ao vulcanismo marciano. Na semana passada, a NASA parou de tentar contatar o Spirit após numerosas tentativas. No lado oposto de Marte, o veículo explorador irmão do Spirit, Opportunity, continua a rolar na direção da Cratera Endeavour, que poderá se tornar a maior cratera já visitada por um robô terrestre.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Estudo sugere nave movida a água para baratear viagem a Marte



Veículos espaciais movidos a água podem abrir muitas possibilidades na exploração de planetas do Sistema Solar e, entre elas, tornar mais em conta uma viagem até Marte.

Uma nave desses termos custaria um pouco menos do que é gasto hoje com o lançamento de ônibus espaciais, noticia o site Space.com.

A proposta é de um engenheiro de software e empreendedor tecnológico, Brian McConnelll, e o coautor Alexander Tolley, que publicou o estudo na edição de março do "Journal of the British Interplanetary Society".

A propulsão seria feita com motores eletrotérmicos que superaqueceriam a água, resultando em vapores concentrados, capazes de impulsionar a nave até o espaço.

Ou seja, uma nova tecnologia não teria que ser desenvolvida para tornar o projeto uma realidade.

BANHOS QUENTES NO ESPAÇO?

A água como propelente principal tornaria a viagem mais barata, diz a pesquisa, graças aos motores eletrotérmicos que são considerados eficientes para esse fim.

Além disso, ela poderia ser usada de outras maneiras, já que é reciclável, o que reduziria consequentemente o peso morto tão problemático das viagens.

O voo também poderia ser mais confortável, na opinião de McConnell. Com água reservada, os astronautas cultivariam alguns alimentos, algo impensável nos dias atuais, e --o luxo dos luxos-- tomar vários banhos quentes.

O abastecimento seria feito em órbitas baixas da Terra, segundo as necessidades, ou mesmo pela reposição de água bombada de um asteroide ou da lua de Marte.
Folha

A idéia é ótima, mas será necessário ter certeza é de que será fácil extrair água congelada de Marte, que muitas vezes estará em pólos distantes dos locais de exploração da missão, além da tecnologia necessária para tal feito.