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domingo, 1 de abril de 2012

Fim das sacolinhas desampara o consumidor, diz OAB


Em um debate ontem em São Paulo, o presidente da OAB, Dr. Luiz Flávio D'urso, disse que descobriu que as sacolinhas descartáveis podem ser recicladas e não são "as vilãs do meio ambiente".

A discussão foi promovida pela entidade, mas não contou com a participação da Apas, associação de reúne os supermercados paulistas, do governo estadual e do Procon, que não enviaram representantes.
"Vamos realizar outros debates para esclarecer a questão das sacolas plásticas em São Paulo, e para que possa se posicionar da melhor forma em benefício da sociedade."

A campanha "Vamos tirar o planeta do sufoco", realizada pela Apas, tem como objetivo banir as sacolinhas descartáveis e substituí-las pelas reutilizáveis.

"O governo de São Paulo e a Apas nunca apresentaram dados científicos que mostrassem que as sacolas plásticas não são sustentáveis. A Plastivida foi buscar estudos que comprovam que as sacolas plásticas são o meio mais sustentável de se carregar as compras, os que oferecem o menor risco de contaminação, além de serem a preferência da população", disse Miguel Bahiense, presidente da Plastivida (Instituto Socioambiental dos Plásticos).

A Folha não localizou representantes do governo do Estado e da associação dos supermercados para comentar as declarações dadas durante o debate.

Em 3 de fevereiro, supermercados, Procon-SP e Ministério Público do Estado de São Paulo firmaram um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) para prorrogar por 60 dias o fim do uso das sacolinhas descartáveis.

O objetivo era dar mais tempo para o consumidor se adaptar à suspensão da distribuição gratuita das sacolas descartáveis a partir da próxima quarta-feira, dia 4 de abril.

Segundo Jorge Kaimoti, advogado da Plastivida, um TAC só se aplica quando há lei. "O termo assinado pela Apas, Ministério Público e Procon, além de não ter validade jurídica, pois não há lei vigente no estado de São Paulo, desconsidera os direitos do consumidor, pois coloca prazo (60 dias) para que ele se adapte a não ter mais as sacolas plásticas oferecidas pelos supermercados, um produto que é de seu direito, já que as sacolinhas continuam sendo cobradas com valores embutidos nos produtos", disse.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Potencial do Facebook é questionado

Será que o Facebook é uma máquina de crescimento inesgotável ou já há sinais de que sua influência cada vez maior sobre a web está perto de atingir seus limites?

E será que a empresa, explorando as imensas dimensões de sua audiência, será capaz de gerar dinheiro bastante para justificar as exageradas expectativas que fazem de sua oferta pública inicial de ações o evento mais aguardado por Wall Street em muito tempo?

São essas as questões que ocuparão a semana, enquanto a maior rede social do mundo se prepara para apresentar a documentação inicial de abertura de seu capital, o que deve acontecer em maio. A empresa pretende apresentar a documentação amanhã. Estima-se que a empresa atinja valor de mercado de US$ 100 bilhões.

Embora a maioria das empresas de tecnologia que obtêm rápido crescimento busque abrir seu capital em estágio anterior de sua trajetória, o Facebook preferiu esperar mais antes de colocar ações no mercado, para que seus principais executivos concentrassem sua atenção nas operações essenciais.

Como resultado, sua influência mundial e seu valor nos mercados secundários privados (negociação de papéis em empresa sem capital aberto) dispararam, ainda que isso tenha também despertado questões sobre o nível de crescimento que a companhia ainda pode apresentar.



ESTABILIZAÇÃO
"O que realmente precisamos ter em conta é se estamos vendo uma estabilização no crescimento e no envolvimento dos usuários", diz Anupam Palit, analista sênior de ações da GreenQuest Capital.

"O crescimento nos emergentes deve continuar espantoso, por enquanto, mas precisamos determinar se o tempo dedicado a ouvir música e comprar produtos no site também continua crescendo."

O Facebook tem 800 milhões de usuários. Até agosto devem ser 1 bilhão.

Uma questão central será determinar se o Facebook conseguirá avançar para além de suas formas iniciais de publicidade e desenvolver novas formas de receita que explorem a posição singular de que desfruta na web.

"O verdadeiro exercício de ligar os pontinhos é determinar quantos membros eles têm; que profundidade de informação a companhia tem sobre eles; e quantos anos será preciso para que ela compreenda como monetizar plenamente esses fatores", diz Kevin Landis, vice-presidente do Firsthand Value Technology Fund, que tem cotas do Facebook.

Mesmo no curto prazo, a expectativa é que os documentos demonstrem o sucesso inicial do Facebook em seus esforços para faturar mais. A receita da empresa em 2011 é estimada entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões e pode chegar a entre US$ 7 bilhões e US$ 7,5 bilhões em 2012, o que colocaria a empresa em posição intermediária entre as companhias do ranking "Fortune 500".


Comentário do Celso:
O Facebook já mostra claros sinais de saturação e deverá ver seu fim assim como seus antecessores, como o Orkut.


Comentário do Aurelio:
Nenhuma rede social dura para sempre, obviamente. Em breve  FB sairá de moda e cairá no ostracismo.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Venda de chips para celulares dispara

As operadoras de celular renovaram a temporada de promoções tarifárias e colocaram a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) numa situação complicada.

Na semana passada, a agência aprovou um corte escalonado até 2014 para as tarifas cobradas por minuto nas ligações de telefone fixo para móvel. Na prática, trará uma economia de 10% nos gastos finais dos clientes.

Esse reajuste também terá impacto nas tarifas cobradas por minuto nas chamadas de celular entre operadoras concorrentes. Conhecida como tarifa de interconexão (veja quadro), ela deverá ter uma queda de 9%.

Para os técnicos da Anatel, esse reajuste trará economia de até 45% nos gastos dos consumidores até 2014.

Mas analistas afirmam ser muito pouco, considerando os custos atuais das operadoras na prestação dos serviços telefônicos.

As promoções em curso mostram que, em quatro anos, as operadoras já reduziram em mais de 50% o preço do minuto em chamadas dentro da própria rede e, em alguns casos, até mesmo nas ligações locais para telefones de companhias concorrentes.

Ou seja: os custos de remuneração das redes já caíram, e a agência continua resistente em cortar as tarifas que remuneram o serviço.

A discussão entre a Anatel e as operadoras pelo reajuste durou mais de um ano. Naquele momento, TIM e Oi defenderam queda real de 20%. Ambas são as que mais pagam interconexão às concorrentes nas chamadas entre celulares. Encontraram resistência da Vivo, campeã em receber chamadas.


DISTORÇÕES
Para evitar o pagamento dessas taxas, as operadoras fazem promoções que estimulam as chamadas realizadas dentro de sua própria rede.

Resultado: uma explosão na venda de chips avulsos destinados às chamadas para a concorrência -única forma de baratear a conta.

De 2000 para 2011, a participação dos chips avulsos nas linhas ativas aumentou de zero para 15%, segundo estimativas das operadoras.

A consultoria Bernstein Research fez um levantamento que mostrou que a tarifa de interconexão no Brasil é uma das mais caras do mundo, cerca de R$ 0,45 por minuto. Na Europa, o órgão regulador decidiu reduzir a taxa para o valor de R$ 0,03 por minuto.

Em todos os lugares, as operadoras também fazem promoções para fidelizar o cliente. Mas, diferentemente do Brasil, a interconexão não é um "impedimento" para chamadas às concorrentes.

No passado, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) já decidiu disputas entre operadoras envolvendo a tarifa de interconexão e recomendou, na ocasião, que a Anatel fosse firme em regular o mercado.

A agência diz que os custos de interconexão só serão revistos após a implementação do modelo de custo, um sistema que permitirá à Anatel saber detalhadamente os custos dos serviços de telecomunicações das operadoras. O modelo está para ser implantado há seis anos.

Uma preocupação da Anatel com uma redução abrupta da tarifa de interconexão é evitar desequilíbrio financeiro nas operadoras. Na Vivo, por exemplo, a taxa já chegou a ser 35% da receita.

A Procuradoria da República do Distrito Federal mantém um processo aberto para investigar a atuação da Anatel e a possível cobrança abusiva pela interconexão.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Pacientes em tratamento médico em casa não pagarão conta de luz

As pessoas em tratamento médico que mantêm em casa equipamentos de saúde e que estão inscritas no cadastro único do governo federal não vão pagar mais pela luz que consomem.

A portaria que determina a isenção do pagamento de tarifa de energia elétrica foi assinada nesta terça-feira pelos ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e de Minas e Energia, Edison Lobão.

Um dos grandes problemas enfrentados por quem precisa manter permanentemente em casa equipamentos médicos essenciais, como de aspiração de secreções ou de apoio à respiração, é a dificuldade de pagar a conta de energia, relatou o ministro da Saúde.

"Esse é um dos grandes problema da atenção domiciliar, um dos grandes gastos feitos pelas famílias".

Para ter direito à isenção, é necessário comprovar, por meio de laudo da secretaria de saúde estadual ou municipal, a necessidade de uso dos equipamentos e atualizar regularmente as informações cadastrais na concessionária de distribuição de energia e na Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Prejuízo da LG com celulares cresce e pressiona ações

A divisão de celulares da sul-coreana LG Electronics sofreu cinco trimestres consecutivos de prejuízo e vem sendo pressionada pela concorrência feroz a reformular seus negócios enquanto as ações do grupo acumulam perdas.

A deficitária divisão de celulares vem causando séria perda de valor aos acionistas da LG. O valor de mercado da empresa é de apenas US$ 7,5 bilhões, cerca de um terço do exibido por rivais mundiais como a HTC e a Nokia, apesar da empresa ter operações consideráveis de televisores e eletrodomésticos.

A unidade é um buraco negro de capital para companhia, cujas ações perderam mais de metade de seu valor este ano, e faz dela a empresa de pior desempenho no setor, abaixo até da HTC e Nokia.
Apesar dos problemas, a LG afirma que vai manter sua divisão de celulares e que vem registrando sucessos que não estão sendo reconhecidos pelos investidores.

"Os investidores provavelmente querem a venda dessa divisão deficitária", disse o analista Harrison Cho, da KB Investment & Securities. "Mas mesmo com essa opção, a LG não obteria grande retorno. Deveriam ter vendido a unidade muito tempo atrás, antes que o panorama se agravasse. Eles simplesmente perderam o barco", disse o analista.

Criar joint-ventures com parceiros como a Philips Electronics e a Nortel foi a solução que a LG adotou no passado nos setores de telas planas e equipamento de telecomunicações para dividir riscos. Mas os analistas dizem que pode não haver muitos parceiros ávidos por uma união com a deficitária divisão de celulares do grupo atualmente.

A mudança do comando da Apple pode oferecer oportunidade aos rivais para que reduzam a liderança da gigante da tecnologia em alguns segmentos, mas sem um parceiro a LG fica limitada pela escala de suas operações com celulares, afirmam analistas.

A terceira maior fabricante mundial de celulares já reduziu em 20% sua meta de vendas de celulares inteligentes este ano, a 24 milhões de unidades e não tem projeção sobre quando a área sairá do vermelho.


CELULARES INTELIGENTES
Os celulares inteligentes da LG são vendidos sob a marca Optimus e as vendas de modelos como Optimus 2X e Optimus 3D têm sido fortes, apesar de uma performance ainda abaixo da exibida pelo Galaxy, da Samsung, e iPhone, da Apple.

"O que a LG pode fazer neste estágio é continuar fazendo o que ela pode fazer de melhor; continuar atualizando suas ofertas de produtos, diferenciá-los e então diversificar para além dos celulares com Android e Windows", disse Jung Kyun-sik, gerente de fundos na Eugene Asset Management, em Seul.

E mesmo aquisições parecem uma escolha difícil para empresa.

"A compra de uma rival com um grande portfólio de patentes ou grande equipe de pesquisa é uma opção para incentivar rapidamente o crescimento. Mas a LG não tem muita reserva de capital para financiar tal operação", disse S.J. Lee, gerente de fundos na Midas Asset Management, que possui ações da LG.

A companhia sul-coreana tinha um caixa de 2,2 trilhões de wons (US$ 2 bilhões) no final de junho e uma dívida total de cerca de 21 trilhões de wons.


Comentário do Celso:
A situação da subsidiária brasileira não parece ser diferente, uma vez que os trabalhadores da sua linha de celulares da fábrica de Taubaté/SP foram recentemente presenteados com férias coletivas, sendo que a empresa alegou "estoque alto de aparelhos".