Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador LG. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador LG. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Prejuízo da LG com celulares cresce e pressiona ações

A divisão de celulares da sul-coreana LG Electronics sofreu cinco trimestres consecutivos de prejuízo e vem sendo pressionada pela concorrência feroz a reformular seus negócios enquanto as ações do grupo acumulam perdas.

A deficitária divisão de celulares vem causando séria perda de valor aos acionistas da LG. O valor de mercado da empresa é de apenas US$ 7,5 bilhões, cerca de um terço do exibido por rivais mundiais como a HTC e a Nokia, apesar da empresa ter operações consideráveis de televisores e eletrodomésticos.

A unidade é um buraco negro de capital para companhia, cujas ações perderam mais de metade de seu valor este ano, e faz dela a empresa de pior desempenho no setor, abaixo até da HTC e Nokia.
Apesar dos problemas, a LG afirma que vai manter sua divisão de celulares e que vem registrando sucessos que não estão sendo reconhecidos pelos investidores.

"Os investidores provavelmente querem a venda dessa divisão deficitária", disse o analista Harrison Cho, da KB Investment & Securities. "Mas mesmo com essa opção, a LG não obteria grande retorno. Deveriam ter vendido a unidade muito tempo atrás, antes que o panorama se agravasse. Eles simplesmente perderam o barco", disse o analista.

Criar joint-ventures com parceiros como a Philips Electronics e a Nortel foi a solução que a LG adotou no passado nos setores de telas planas e equipamento de telecomunicações para dividir riscos. Mas os analistas dizem que pode não haver muitos parceiros ávidos por uma união com a deficitária divisão de celulares do grupo atualmente.

A mudança do comando da Apple pode oferecer oportunidade aos rivais para que reduzam a liderança da gigante da tecnologia em alguns segmentos, mas sem um parceiro a LG fica limitada pela escala de suas operações com celulares, afirmam analistas.

A terceira maior fabricante mundial de celulares já reduziu em 20% sua meta de vendas de celulares inteligentes este ano, a 24 milhões de unidades e não tem projeção sobre quando a área sairá do vermelho.


CELULARES INTELIGENTES
Os celulares inteligentes da LG são vendidos sob a marca Optimus e as vendas de modelos como Optimus 2X e Optimus 3D têm sido fortes, apesar de uma performance ainda abaixo da exibida pelo Galaxy, da Samsung, e iPhone, da Apple.

"O que a LG pode fazer neste estágio é continuar fazendo o que ela pode fazer de melhor; continuar atualizando suas ofertas de produtos, diferenciá-los e então diversificar para além dos celulares com Android e Windows", disse Jung Kyun-sik, gerente de fundos na Eugene Asset Management, em Seul.

E mesmo aquisições parecem uma escolha difícil para empresa.

"A compra de uma rival com um grande portfólio de patentes ou grande equipe de pesquisa é uma opção para incentivar rapidamente o crescimento. Mas a LG não tem muita reserva de capital para financiar tal operação", disse S.J. Lee, gerente de fundos na Midas Asset Management, que possui ações da LG.

A companhia sul-coreana tinha um caixa de 2,2 trilhões de wons (US$ 2 bilhões) no final de junho e uma dívida total de cerca de 21 trilhões de wons.


Comentário do Celso:
A situação da subsidiária brasileira não parece ser diferente, uma vez que os trabalhadores da sua linha de celulares da fábrica de Taubaté/SP foram recentemente presenteados com férias coletivas, sendo que a empresa alegou "estoque alto de aparelhos".

sábado, 16 de abril de 2011

Seu celular novo vai quebrar. Prepare-se para a batalha

Aparelhos celulares novos, na caixa, mas com defeitos que impedem o funcionamento básico. Esse infortúnio tem se tornando cada vez mais comum ao consumidor. Dos cinco produtos mais reclamados em 2010 no Procon-SP, quatro eram telefones celulares de marcas multinacionais muito conhecidas no mercado.

As empresas que lideram o ranking geral de reclamações de produtos do Procon são Samsung, Sony Ericsson, LG Eletronics e Nokia. O órgão registrou 982 queixas contra a Samsung em 2010, três vezes mais do que em 2009 – quando recebeu 320.

Contra a LG Eletronics, o crescimento saltou de 177 para 780 reclamações no mesmo período – alta de 340%, mais de quatro vezes. A LG foi de 30º para 8º na lista. Já a marca Samsung triplicou o número de queixas (para 982) e disparou do 20º para o 4º lugar no ranking. Nokia e Sony Ericsson tiveram problemas referentes ao atendimento. Só a Nokia deixou de responder a 75% das solicitações de seus clientes.

O gestor de recursos humanos Luiz Cláudio Serafim Souza, de 25 anos, tinha um celular da LG que quebrou após dois meses de uso. Ele levou o telefone até uma assistência técnica da fabricante coreana e 15 dias depois, recebeu o celular ainda sem funcionar.

A LG negou a troca do aparelho. Foi então que o cliente entrou na Justiça contra a fabricante, que foi obrigada a devolver o valor pago pelo aparelho com correção monetária. Hoje, Souza tem um celular da Nokia.



Empresas
Em resposta ao Jornal da Tarde, a LG Eletronics informou que o produto de Souza deveria ser levado à assistência técnica para análise. Questionada também sobre sua posição no ranking do Procon-SP, a companhia preferiu não se manifestar sobre o assunto.

Já também coreana Samsung informou que seus produtos são fabricados em processos de alta tecnologia e que desde novembro de 2010 tem inaugurado centros para suporte e reparo de aparelhos.

A assistente de direção da Fundação Procon-SP Fátima Lemos critica essa realidade. Para ela, há muitas dúvidas referentes a qualidade dos aparelhos. “É muito estranho recebermos diversas reclamações sobre aparelhos que oxidaram, por exemplo. Será que ‘todos’ os consumidores não tomaram cuidado com o produto? Ou será o defeito está na origem do aparelho?”

Para o advogado especialista em defesa do consumidor e consultor do JT, Josué Rios, a realidade dos usuários de telefonia móvel é um “inferno”. “A qualidade dos aparelhos é internacional, pois as empresas são multinacionais, mas não é o que se vê nas mãos do consumidor.”

Mesmo assim, para a coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste), Maria Inês Dolci, o controle da qualidade deve ter uma atenção maior. “Os aparelhos vêm com defeito. As coisas têm que mudar, pois as reclamações só aumentam.”

O crescimento do número de queixas levou o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, a considerar o telefone celular como um “item essencial”. Com isso, os fabricantes não teriam mais 30 dias para providenciar uma solução: teriam que fazer a troca do aparelho imediatamente.

O problema é que a Associação Brasileira de Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), que representa as cinco maiores fabricantes de celulares (Sony Ericsson, LG Eletronics, Nokia, Motorola e Samsung) questionou na Justiça a norma técnica do DPDC.

A associação perdeu em primeira instância, porém recorreu da decisão judicial. Enquanto isso, as empresas ficam livres para trocar os aparelhos, ou não, de imediato. Alguns Procons, como o paulista, levam em consideração a determinação do DPDC e exigem a troca na hora.

O mau atendimento também prejudicou as operadoras, que em parte dos casos também responsável pelo funcionamento do aparelho. O advogado Douglas Manente, 37, ficou 23 dias com seu aparelho sem funcionar. Não sabia se a falha no aparelho ou na linha da operadora Oi.

Sem auxílio da empresa, o consumidor recorreu a Anatel e ao Procon, que comprovaram a falha na operadora e não na fabricante. Em resposta ao JT, a Oi informou ter contatado o consumidor e o ressarciu pelo tempo em que ficou sem a linha. Por meio da portabilidade, o advogado mudou de operadora.


Os grifos são meus,
Essas empresas teimam em fazer pouco caso dos direitos dos consumidores brasileiro e em seus aparelhos "projetados com qualidade internacional" esquecem que os mesmos devem ser submetidos a um processo denominado de "climatização" para poder operar em condições perfeitas sob as condições climáticas de nosso país, muito diferentes das de seus países de origem.