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terça-feira, 6 de março de 2012

Homem morre ao tentar quebrar recorde de tempo enterrado vivo



Um homem morreu no Sri Lanka ao tentar quebrar o recorde mundial de o maior tempo enterrado vivo, de acordo com a edição desta terça-feira do jornal britânico The Sun, mencionando fontes policiais locais.

Janaka Basnayake, 24 anos, da cidade de Kantale, recebeu  ajuda de seus familiares para ser enterrado em uma cova de 3 m de profundidade, que foi fechada com uma tampa de madeira, às 9h30. A polícia afirmou que ele estava inconsciente quando foi retirado às 16h. Basnayake foi dado como morto ao chegar no hospital.

Segundo o jornal os médicos ainda não precisaram as causas da morte. Também não há informações se há de fato um recorde mundial para o maior tempo que uma pessoa passou enterrada viva.

Favelas são obstáculo para os grandes planos do Brasil para as Olimpíadas

Supostamente deveria ser um momento triunfante para o Brasil. Nos preparativos para os Jogos Olímpicos de 2016 que serão realizados aqui, as autoridades celebraram os planos para um “Parque Olímpico”, completo com um novo parque à beira da lagoa e vilas para os atletas, os apregoando como “um novo pedaço da cidade”.

Havia apenas um problema: as 4.000 pessoas que já vivem naquela parte do Rio de Janeiro, em uma ocupação ilegal de décadas que a prefeitura deseja remover. Recusando-se a sair facilmente e levando sua luta às ruas e à Justiça, elas têm sido uma pedra no sapato da prefeitura há meses.

“As autoridades acham que progresso é demolir nossa comunidade, para que possam realizar as Olimpíadas aqui por poucas semanas”, disse Cenira dos Santos, 44 anos, que possui uma casa na favela, conhecida como Vila Autódromo. “Mas nós os assustamos ao resistirmos.”

Para muitos aqui, a realização da Copa do Mundo de futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 em solo brasileiro é a expressão maior da elevação do país ao palco mundial, símbolos perfeitos do novo poder econômico e posição internacional.

Mas algumas das forças que permitiram a ascensão democrática do Brasil como potência regional --a expansão vigorosa da classe média, a independência de sua imprensa e as expectativas cada vez maiores de sua população-- estão infernizando os preparativos para ambos eventos.

Nos canteiros de obras dos estádios, os operários, ávidos em compartilhar da crescente riqueza ao seu redor e recém-empoderados pela taxa de desemprego historicamente baixa do país, estão pressionando agressivamente por aumentos salariais.

Os sindicatos já estão realizando greves em pelo menos oito cidades onde estádios de futebol estão sendo construídos ou reformados, incluindo uma greve em fevereiro de 500 operários na cidade de Fortaleza, no Nordeste, e um movimento nacional de 25 mil operários nas obras da Copa do Mundo tem ameaçado entrar em greve. Os atrasos nas obras estão alimentando problemas com a Fifa. O secretário-geral da entidade, Jerome Valcke, disse no final da semana passada que os organizadores brasileiros estão atrasados, acrescentando: “Vocês precisam de um impulso, é preciso dar um pontapé na bunda e organizar esta Copa”. O ministro dos Esportes do Brasil reagiu no fim de semana, dizendo que os comentários de Valcke foram “ofensivos”.

Enquanto isso, os moradores de algumas favelas que enfrentam despejo, estão se unindo e resistindo, diferente dos preparativos para as Olimpíadas de 2008 em Pequim, onde as autoridades removeram facilmente centenas de milhares de famílias da cidade para os Jogos.

Os moradores estão usando câmeras de vídeo e redes sociais para divulgar sua mensagem. E às vezes recebem ajuda da vibrante imprensa brasileira, de causar inveja a outros países latino-americanos.

Não apenas a imprensa e novos blogs concentram sua atenção nos despejos, como também perseguem as autoridades acusadas de corrupção envolvendo os planos para as Olimpíadas e para a Copa do Mundo.

“Esses eventos deveriam celebrar as realizações do Brasil, mas está acontecendo o oposto”, disse Christopher Gaffney, um professor da Universidade Federal Fluminense. “Nós estamos vendo um padrão insidioso de desrespeito pelos direitos dos pobres e estouros de custo que são um pesadelo.”

A cultura política do Brasil também contribuiu com sua parte para os atrasos, com escândalos de corrupção envolvendo importantes autoridades dos esportes.

Mas a remoção das favelas tem causado um desconforto nas ruas. Uma rede de ativistas em 12 cidades estima que até 170 mil pessoas poderão ser despejadas antes da Copa do Mundo e das Olimpíadas. No Rio, despejos estão ocorrendo em favelas por toda a cidade, incluindo a favela do Metrô, perto do estádio do Maracanã, onde os moradores que se recusaram a sair vivem em meio aos escombros das casas demolidas.

Os despejos estão trazendo de volta fantasmas em uma cidade com um longo histórico de remoções de favelas inteiras, como nos anos 60 e 70 durante a ditadura militar do Brasil. Milhares de famílias foram deslocadas das favelas em áreas litorâneas nobres para a distante Cidade de Deus, a favela retratada no filme homônimo de 2002.

À medida que o Rio se recupera de um longo declínio, alguns novos projetos são altamente bem-vindos, como um elevador para uma favela em um morro em Ipanema, ou os novos bondinhos nas favelas do Complexo do Alemão. As autoridades também insistem que os despejos, quando considerados necessários, seguem a lei, com as famílias recebendo indenização e uma nova moradia.

“Ninguém é despejado a não ser por um motivo importante”, disse Jorge Bittar, o secretário de Habitação do Rio.

Mas alguns moradores de favela acusam as autoridades de contribuir para desigualdades já consideráveis. O boom econômico do Brasil provocou despejos por todo o país, às vezes independente dos Jogos. Em várias cidades, os favelados frequentemente só descobrem que suas casas podem ser demolidas quando literalmente são marcadas para remoção.

Em Manaus, a maior cidade do Amazonas, os moradores encontraram as iniciais BRT, uma referência ao novo sistema de transporte, pichadas nas casas que seriam demolidas. Em São José dos Campos, uma cidade industrial, uma remoção violenta em janeiro de mais de 6.000 pessoas prendeu a atenção do país, quando tropas de choque invadiram, entrando em choque com ocupadores armados com bastões de madeira.

No Rio, muitas pessoas que enfrentam despejo moram nos bairros no oeste da cidade, onde grande parte dos espaços olímpicos está localizada e as favelas persistem em uma área vasta de condomínios margeados por palmeiras e shopping centers.

“A lei brasileira está se adaptando para a realização dos Jogos, não os Jogos estão se adaptando à lei”, disse Alex Magalhães, um professor de direito da Universidade Federal do Rio.

Organizações formadas pelos favelados também estão usando a lei e as redes sociais, em um país com o segundo maior número de usuários do Twitter, atrás apenas dos Estados Unidos.

Uma das disputas mais duras gira em torno da Vila Autódromo, uma favela marcada para remoção para abrir espaço para o Parque Olímpico.

“A Vila Autódromo não tem nenhuma infraestrutura”, disse o secretário Bittar. “As ruas são de terra. A rede de esgoto vai direto para a lagoa; é uma área absolutamente precária.”

Muitos na Vila Autódromo veem as coisas de modo diferente. Alguns têm casas espaçosas construídas por eles mesmos. Goiabeiras fazem sombra nos quintais. Algumas ruas têm carros estacionados, um sinal da expansão da classe média baixa do Brasil.

Os moradores levaram sua luta para a Internet, postando vídeos de discussões com as autoridades. Eles começaram a trabalhar com a Defensoria Pública buscando a paralisação da remoção, apesar de terem perdido em uma decisão chave recentemente.

A imprensa noticiou que a prefeitura do Rio pagou R$ 19,9 milhões para duas construtoras pelo terreno para assentamento dos moradores da Vila Autódromo; as duas empresas doaram fundos para a campanha de Eduardo Paes, o prefeito do Rio. Paes negou qualquer ação imprópria, mas cancelou prontamente a compra do terreno.

Ainda assim, as autoridades dizem que planejam remover a favela para abrir caminho para avenidas em torno do Parque Olímpico, levando os moradores a buscar novas estratégias para resistir ao despejo. “Nós somos vítimas de um evento que não queremos”, disse Inalva Mendes Brito, uma professora na Vila Autódromo. “Mas quem sabe se o Brasil aprender a respeitar nossa escolha de permanecer em nossas casas, as Olimpíadas venham a ser algo para ser celebrado no final.” (Erika O’Conor e Taylor Barnes contribuíram com reportagem).


Décadas de complacência das autoridades municipais do Rio de Janeiro permitiram a instalação de favelas  e, agora, querem retirar as pessoas dessas "comunidades" passando tratores em cima.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Cãozinho pianista

Governo federal inicia campanha contra obesidade infantil nas escolas



Começou hoje (5) nas escolas da rede pública do Brasil uma campanha coordenada pelos ministérios da Saúde e da Educação direcionada a combater a obesidade em crianças e adolescentes. A campanha, que deve durar o ano todo, começa com uma semana de mobilização do Programa Saúde na Escola. A expectativa é alcançar 10 milhões de alunos entre 5 e 19 anos, em 55 mil escolas públicas de 2.500 mil municípios que aderiram à iniciativa,

“A obesidade em crianças e adolescentes é um problema de saúde pública. Dados do IBGE revelam que a cada três crianças de 5 a 9 anos de idade, uma está acima do peso recomendado”, informou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Ainda de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, houve um aumento de quase sete vezes na proporção de obesidade infantil detectada entre meninos e rapazes nas últimas três décadas e meia. Eram 3,7% os jovens com a massa corporal acima do ideal entre 1974-75; em 2008-09 esse contingente chegou a 21,7%. No público feminino, o crescimento foi menor, de 7,6% para 19,4%.

Em inserções da campanha no rádio e na TV, o ministro Padilha cita estudos médicos para alertar que “uma criança obesa tem grande chance de se tornar um adulto obeso, com maior possibilidade de desenvolver doenças como diabetes e hipertensão”. A campanha pretende ainda estimular a participação dos pais na reeducação alimentar dentro e fora de casa.

O Programa Saúde na Escola existe desde 2008 e abrange ações integradas dos ministérios da Saúde e da Educação nas escolas públicas e no Sistema Único de Saúde.



A cerimônia de lançamento da Semana de Mobilização Saúde na Escola acontece em Belo Horizonte (MG). Segundo o serviço do ministério da Saúde na internet, uma das ações realizada durante a semana é a avaliação nutricional dos estudantes, quando os profissionais das equipes do Programa Saúde da Família vão pesar e medir os alunos e calcular seus Índices de Massa Corpórea (IMC).

Além de orientações nutricionais, os profissionais encaminharão os estudantes que estiverem com excesso de peso para as Unidades Básicas de Saúde. “Sabemos que é mais fácil tratar a obesidade nas crianças e adolescentes, por isso a intervenção nessa fase é extremamente importante para que essas crianças se tornem adultos saudáveis”, afirma o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães.

As famílias também visitarão as Unidades Básicas de Saúde (UBS) para conhecerem os serviços ofertados. Afirma o ministério que as UBSs são capazes de resolver até 80% dos problemas de saúde das pessoas daquele território do qual ela é responsável, desafogando dessa maneira os hospitais de referência da região.


Rede Brasil Atual

domingo, 4 de março de 2012

Os neutrinos não tão rápidos

Depois de muita euforia, especulação e intrigas contra Einstein, saiu o pré-veredito sobre os neutrinos supostamente mais rápidos do que a luz. Digo pré-veredito porque existem ainda alguns pontos a ser esclarecidos. Mas, ao que tudo indica, segundo declaração da última semana de cientistas do laboratório de física de partículas europeu Cern ligados ao experimento, a culpa do erro de cerca de 50 bilionésimos de segundo é um mau contato numa fibra ótica. O princípio base da teoria da relatividade de Einstein, de que nada pode viajar mais rápido do que a luz, sobreviveu.

No experimento, neutrinos criados no Cern, na Suíça, viajam 730km através da crosta terrestre até chocarem-se com os detectores do laboratório em Gran Sasso, na Itália. Os cientistas do experimento Opera, em Gran Sasso, identificaram dois possíveis efeitos que podem ter causado mudanças no tempo de viagem dos neutrinos. O primeiro, uma conexão defeituosa entre a fibra ótica que leva sinais entre o sistema GPS e o relógio-mestre do detector, pode ter diminuído o tempo de viagem dos neutrinos.

Para complicar, o segundo efeito, um instrumento que opera dentro do detector e que deveria estar sincronizado com os sinais de GPS, pode aumentar o tempo de viagem.

Como os dois efeitos agem contrariamente, os cientistas do Cern e da colaboração Opera estão estudando sua magnitude para então decidir qual dos dois domina a medida final. Porém, Lucia Votano, diretora do laboratório Gran Sasso, afirmou que "suspeita principalmente" da fibra ótica, o que confirmaria a validade da teoria de Einstein. Em maio, os dois laboratórios vão repetir o experimento usando pulsos de curta duração com uma precisão bem maior do que a atual. O caso poderá então ser fechado.

Conforme escrevi aqui no dia 2 de outubro de 2011, "embora o time de cientistas tenha sido extremamente cauteloso na análise de possíveis erros sistemáticos, é muito provável que algo tenha-lhes escapado. Talvez no processo de produção dos neutrinos -o momento em que surgem, talvez na medida do tempo entre os vários sinais que registram os resultados de colisões nos computadores, talvez algum efeito geológico ainda desconhecido. Ou, claro, pode ser que os neutrinos tenham viajado mesmo algumas dezenas de bilionésimos de segundo mais rápido do que os fótons, as partículas da luz. Mas não apostaria nisso."

Continuo não apostando. De todo modo, a controvérsia é extremamente importante e nos ensina muito sobre como funciona a ciência. Sabendo que seus resultados aparentemente contrariavam um dos fundamentos da ciência moderna, os cientistas dos dois laboratórios buscaram diligentemente por erros em suas medidas e equipamentos para tentar eliminá-los.

Talvez tenham se precipitado ao declarar para o mundo o que tinham achado antes de confirmar que estavam certos. Porém, agiram com humildade ao confrontar uma questão de extrema complexidade, pedindo ajuda aos colegas espalhados pelo mundo. Não há dúvida de que alguns se aproveitarão da situação e tentarão atacar a credibilidade da ciência. Obviamente, esses indivíduos não entendem que errar e admitir o erro são passos essenciais na busca pela verdade.

Marcelo Gleiser (somente para assinantes)

Robôs tocam o tema de James Bond

sábado, 3 de março de 2012

Petrobras vai oferecer 11 mil vagas em cursos gratuitos de petróleo e gás







A Petrobras vai oferecer este ano 11 mil vagas para cursos gratuitos dentro do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp). As inscrições começam no próximo dia 7 e vão até 12 de abril.

Haverá cursos em 14 estados, abrangendo todos os níveis de escolaridade. Segundo a empresa, 60% das vagas são referentes a níveis básicos de estudo. O anúncio oficial do 6º ciclo do Prominp será feito na próxima segunda-feira (5) pela presidenta da estatal, Maria das Graças Foster, quando haverá o detalhamento das condições para se concorrer às vagas.

O objetivo dos cursos oferecidos pela Petrobras é qualificar mão de obra nacional para suprir a demanda por trabalhadores nos setores de petróleo e gás, que devem absorver um número cada vez maior de profissionais nos próximos anos.



Site "Administradores"

Portugal sugere alterações em acordo ortográfico

No primeiro ano em que o acordo ortográfico da língua portuguesa começa a ser aplicado em Portugal, o secretário de Estado da Cultura do país, o escritor Francisco José Viegas, quer mudanças. Para as modificações, seria preciso reunir representantes dos oito países de língua portuguesa.

Só neste ano os alunos portugueses começaram a aprender a nova ortografia e apenas em janeiro os serviços públicos passaram a ter de usar o acordo nas as comunicações escritas. A questão foi levantada por Viegas numa entrevista televisiva. Ao Estado, Viegas disse que o problema é o caso da ortografia dupla que passou a existir.

Aplicando a regra de que as consoantes não pronunciadas devem ser eliminadas, se por um lado em vez de "acto" os portugueses passaram a escrever "ato" ou "Egipto" virou "Egito", surgiram novas divergências entre os dois lados do Atlântico: com a nova ortografia, em Portugal "espectador" passou a ser "espetador", "recepção" ganhou a forma "receção" e "cacto" se tornou "cato". Também foram mantidas diferenças em acentos, como em "Antônio" e "António" e "gênero" e "género".

"Não mencionei a necessidade de alterar o acordo ortográfico. Mencionei incorporar pequenas alterações pontuais, que têm a ver com aquilo que o próprio acordo dispõe, sobre o que é pronúncia culta, pronúncia corrente e a sua correspondente ortografia", explicou Viegas.

Viegas, formado em linguística, não quis indicar quais as mudanças no acordo seriam necessárias. "Isso não depende do poder político, mas dos especialistas e acadêmicos. Não pode ser o poder político a alterar, são as academias (Brasileira de Letras e das Ciências, de Portugal) que têm de fazer esse trabalho."

Na entrevista, ele afirmou que a possibilidade de alterar o acordo estava prevista. "Temos um quadro que nos impõe que até 2015 o acordo esteja completamente implementado. Até dezembro de 2012 podem ser feitas algumas sugestões de alterações. Aquilo que eu fiz foi simplesmente abrir uma porta."

Viegas diz ser a favor do acordo. "A partir de 1.º de janeiro de 2010, eu tinha uma coluna diária no Correio da Manhã que era escrita segundo o acordo ortográfico. Eu fui o primeiro colunista a ter uma coluna diária seguindo o acordo."

A polêmica atual a respeito do acordo começou depois que o poeta Vasco Graça Moura assumiu o cargo de diretor de uma das mais importantes instituições culturais do país, o Centro Cultural de Belém, em fevereiro. Sua primeira medida foi uma norma suspendendo a aplicação do acordo ortográfico nos serviços sob sua tutela.

Na sequência, surgiu uma petição na internet para que o Parlamento vote o fim do acordo. E o professor Ivo Barroso, da Faculdade de Direito de Lisboa, entrou com um processo pedindo a inconstitucionalidade do acordo ortográfico.



Estranheza
O romancista e presidente da Comissão de Língua Portuguesa do Ministério da Educação (Colip-MEC), Godofredo de Oliveira Neto, encarou com estranheza as declarações de Viegas. "O acordo já foi discutido nas instâncias acadêmicas e políticas competentes. Não faz sentido discutir tudo de novo." Ele recorda que o Brasil também poderia ter críticas a aspectos pontuais do acordo - como a abolição do trema -, mas decidiu ceder para garantir a adoção da proposta. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


País decadente, com expressão insignificante no cenário mundial e população em declínio, Portugal não está em condições de impor nada ao Brasil.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Jovem Pan critica Globo por pedir 'quantia faraônica' por Copa

A rádio Jovem Pan AM começou a veicular esta semana um anúncio institucional no qual critica a Globo pelo valor que a emissora pediu a cada rádio interessada em transmitir a Copa 2014.

"A faraônica quantia (exigida pela Globo) fica em US$ 850 mil, por emissora (...) para que as rádios brasileiras, que vivem com real, possam estar presentes e transmitir a Copa do Mundo", protesta a Pan no anúncio.

A peça publicitária ainda especula se a Globo não estaria exigindo tanto apenas para que outras emissoras possam lhe fazer frente. A Globo é dona dos direitos das Copas de 2014, 2018 e 2022, essas duas últimas anunciadas esta semana --o que surpreendeu a Record, que sonhava competir pelos direitos, já que é única dona das Olimpíadas de Londres este ano.

UOL (clique para escutar o áudio do anúncio)

Pois é, custa caro financiar Ricardo Teixeira e sua matilha.

Este é um candidato a candidato tucano para a prefeitura da maior cidade do Brasil

Corregedora acusa 'vagabundos' de intimidarem trabalho no CNJ

A corregedora do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Eliana Calmon, voltou a criticar nesta sexta-feira "meia dúzia de vagabundos" que prejudica o Judiciário nacional.

Em palestra para juízes federais em São Paulo na manhã de hoje, Calmon disse ficar refém de intimidações e diz que isso acontece porque "não se acredita no sistema".

"Muitas vezes, meia dúzia de vagabundos terminam por nos intimidar e nós ficamos reféns deles. Por que isso acaba acontecendo? Porque não se acredita no sistema. Ficamos pensando: 'Vou me expor, colocar minha carreira em risco para não dar em nada?'", perguntou.

Calmon, que foi alvo de críticas de associações de juízes como a AMB (Associação dos Magistrados do Brasil) e a Ajufe (Associação de juízes federais) por supostos abusos nas investigações do conselho, pediu a ajuda aos "bons juízes" para continuar seu trabalho.

"A corregedoria quer apurar, não aceita que isso possa ser escondido, queremos trazer à luz aqueles que não merecem a nossa consideração", disse. "Um corregedor não faz isso sozinho. Preciso do meu exército, preciso dos bons juízes."

As declarações de Calmon acontecem após o ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), liberar na última quarta-feira (29), investigações do CNJ em folhas de pagamento e declarações de renda de juízes e servidores de 22 tribunais do país.

No fim do ano passado, as apurações foram suspensas por uma liminar do ministro do STF Ricardo Lewandowski.

O embate entre o CNJ e as entidades de juízes abriu uma crise no Judiciário que colocou em lados opostos ministros do STF. Em fevereiro, o Supremo reconheceu poderes de investigação do conselho.


Somente "meia dúzia"? Acredito que a ministra errou a conta.

Nestlé elimina ingredientes artificiais de seus doces



O braço da Nestlé no Reino Unido anunciou ter removido totalmente cores, sabores e preservativos artificiais de seus doces, entre os quais barras de chocolate e balas.

Em comunicado, a empresa anunciou que promoverá a mesma mudança em países europeus e no Canadá, mas não menciona o Brasil.

Segundo jornais britânicos, a Nestlé seria a primeira grande empresa de produtos alimentícios a retirar todos os componentes artificiais de toda sua linha de doces.

A companhia, que produz marcas populares no Brasil como Nescau, Chokito e Tostines, eliminou mais de 80 ingredientes não naturais das receitas de 79 produtos vendidos no Reino Unido.

Os químicos foram substituídos por alternativas naturais vindas de concentrados de frutas, legumes e plantas comestíveis, como cenoura, hibisco, cártamo, rabanete e limão.

A barra de chocolate Crunch foi o último dos itens da companhia a ter a fórmula modificada. Há seis anos a empresa vem promovendo as mudanças.

A Food Standards Agency, que cuida da qualidade dos alimentos no país, havia recomendado a fabricantes de alimentos para que eliminassem ingredientes químicos.

Um estudo da ONG britânica Grupo de Apoio a Crianças Hiperativas mostra que de um total de 357 crianças hiperativas examinadas 87% apresentaram agravamento do seu quadro devido a colorantes artificiais na comida, enquanto 72% reagiram a conservantes.

De acordo com comunicado da Nestlé, as mudanças foram feitas em resposta a pesquisa da empresa Health Focus International, que mostra que 74% dos consumidores buscam produtos naturais nas prateleiras de supermercados.

A Health Focus International tem entre seus clientes grandes empresas do ramo de alimentação, incluindo a própria Nestlé.

Folha de SP

Como diz na matéria, menos no Brasil. Nós que continuemos a comer produtos cheios de porcarias químicas.

Futebol pode ter sete mudanças na regra em votação já neste sábado



Sete regras podem ser incorporadas ao futebol em julho deste ano. A Fifa e a International Board (IFAB) vão ser reunir neste sábado em Surrey, na Inglaterra, para votar as mudanças (veja abaixo). Quem sugeriu as leis foi uma força-tarefa liderada por Beckenbauer, e que tem Pelé como vice-presidente. O principal objetivo é tentar aumentar o jogo limpo.

Mas uma das mudanças não sugere isso totalmente. Atualmente, quando um jogador paralisa um lance de clara situação de gol, é expulso. A força-tarefa sugere que isso acabe. Para o ex-árbitro José Roberto Wright, um absurdo.

– A Fifa diz que há tripla punição (pênalti, expulsão e suspensão), o que é correto. Vai voltar àquele anti-jogo, quando o jogador agarrava o outro para parar a jogada – explica Wright ao LANCE!NET.

Outra proposta que causa discussão é a obrigatoriedade do cartão amarelo em qualquer pênalti, seja qual for a gravidade de infração.

– É coerente. O defensor impediu o adversário de finalizar, ou de fazer uma jogada de linha de fundo, nesse caso, eu acho que é válido. É a falta mais grave do jogo, que é a penalidade máxima – acredita.

Exemplo de um lance de expulsão quando o infrator é o último homem:

SEM FAIR-PLAY

Wright fazia parte da comissão de arbitragem, e discorda totalmente de que essas novas regras, principalmente a do último homem, vá aumentar o fair-play. Pelo contrário:

– O ponto crucial é a retirada do cartão vermelho para o último homem. Eu me dou bem com o Beckenbauer, mas essa mudança não vai melhorar, vai piorar o jogo limpo.

Para definir uma mudança, são necessários seis dos oito votos. A Fifa tem direito a quatro, e a IFAB tem o restante, um de cada país membro (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte).

WRIGHT SUGERE LATERAL COM O PÉ

Apesar de saber da dificuldade, José Roberto Wright defende mais duas propostas nas regras do futebol, e que mudariam bastante a dinâmica do jogo. A primeira delas seria a cobrança do lateral com os pés, como no futsal.

– Seria mais uma chance de colocar a bola lá dentro, cobrando da defesa, principalmente. Nas mesmas situações, sem impedimento, indireto, e só com o pé, sem a opção de cobrar com a mão. Vai criar chances de gols – defende o ex-árbitro.

A segunda seria a entrada do segundo árbitro em campo. Não um em cada metade, pois não daria uma segunda visão do lance, mas ambos correndo juntos, como no basquete. Wright explica que isso foi testado na Itália, mas que não deu certo.

– Foi um fracasso, mas porque ambos queriam mandar mais, eles precisam ser entrosados. Seria uma boa medida com certeza – conclui Wright.

AS PROPOSTAS

Substituição extra
Atualmente são permitidas apenas três substituições durante uma partida de futebol, mesmo com prorrogação. A mudança prevê uma nova troca de jogadores, caso haja um tempo extra. Seria a quarta substituição no jogo.

Mais jogadores
Um banco de reservas é composto por sete jogadores. Não há obrigação de preencher totalmente o grupo. Para dar mais opções aos treinadores, a Força-Tarefa sugere que até 12 jogadores possam compor a lista de suplentes.

Último homem
Se o jogador está em situação clara de marcar o gol e é impedido de forma ilícita, o infrator é expulso. Acaba a obrigatoriedade de dar cartão vermelho ao defensor. É a medida mais polêmica destas mudanças.

Cartão amarelo em pênalti
Quando um jogador comete um pênalti, o cartão amarelo é dado ou não de acordo com a gravidade da infração. Ao marcar o pênalti, o juiz será obrigado a aplicar no mínimo o cartão amarelo, independente da jogada feita.

Bola ao chão
Após o jogo ser interrompido e reiniciado pela bola ao chão, é constituído como um tiro direto. Entra em discussão se continua valendo uma finalização direta para o gol, a regra pode ficar mais complexa

Véu para equipes islâmicas
No ano passado, a Fifa vetou o uso de véus em times e seleções femininas, que sejam da religião muçulmana. A medida será discutida. A ideia é achar um meio-termo para respeitar a religião, sem atrapalhar o rendimento.

Spray
Já há alguns anos, o spray é utilizado para demarcar o local em que a barreira vai ficar, mas só na América do Sul. O uso do spray é considerado bem sucedido, e pode ser utilizado também em todas as competições.

Spray sendo utilizado:

COM A PALAVRA: José Roberto Wright, ex-áribtro
Neste sábado, a International Board faz uma reunião para estudar novas medidas no futebol. Para o amigo internauta entender, eles têm quatro votos, e a Fifa outros quatro, e são necessários seis para aprovar uma mudança. Sem a Fifa, nada feito. E entre elas, uma aponta para um possível retrocesso. A abordagem de não ser obrigatória a expulsão do jogador que impede, como penúltimo ou último homem, uma situação clara e manifesta de gol. A entidade alega que essa determinação traz uma punição tripla. Bobagem. A medida da expulsão foi fundamental para que brucutus sejam expulsos, e o bom jogo preservado.

Sobre a tecnologia para determinar se a bola entrou no gol ou não, que ficou para julho, serão oito propostas. Na minha experiência, a melhor é a colocação de duas microcâmeras na interseção do ferro da rede com o poste, uma de cada lado, sendo quatro no total. Quando comentava na TV Globo, defendi a medida, uma vez que assistentes podem não ver bolas encobertas. Acho uma bobagem os árbitros atrás dos gols. O custo alto e uma visão diferente, quase sempre não esclarecedores, deverá ser encerrada. Algumas outras alterações de pequena influência poderão ser encaminhadas para a próxima reunião do grupo.

ALGUMAS MUDANÇAS ADIADAS

Duas das regras que mais podem causar discussões ficaram apenas para julho. Com isso, sete mudanças vão ser discutidas no sábado. As que ficaram para depois são sobre os árbitros atrás dos gols, e da tecnologia na linha da baliza para determinar se a bola entrou ou não.

Inicialmente, existiam 13 propostas de tecnologias para deixar claro se o lance foi gol ou não, incluindo o famoso chip na bola, e um projeto que se assemelha o “Olho do Falcão”, utilizado no tênis (sistema que tem dispositivos em posições estratégicas. As combinações dos vídeos em câmera lenta permitem definir a posição da bola com clareza).

– Tem diferenças, até pelos tamanhos das bolas e da maior facilidade de encobrir a bola no futebol, mas o princípio entre os sistemas é semelhante – explica.

GRUPO DIVERSO
Os membros da força-tarefa são: Beckenbauer (ex-jogador e presidente do grupo), Pelé (Rei do Futebol e vice-presidente), Cafu (ex-jogador, capitão do Penta), Bobby Charlton (ídolo inglês), Marina Sbardella (jornalista italiana), os ex-jogadores Albertini, Bwalya, Curkovic, Hierro, Karembeu, Lupescu e Savicevic; a ex-jogadora Hooper; os ex-árbitros Carlos Alarcon, Massimo Busacca e Peter Mikkelsen; os dirigentes Dr. Jiri Dvorak (EUA, especialista em doping), Sunil Gulati (Federação dos EUA), Alex Horne (membro da Federação Inglesa), Lu Tracy (China, do Comitê de Futebol Feminino), Kohzo Tashima (membro da Federação Japonesa) e Theo Van Seggelen (holandês, representante da Fifpro).




Lancenet

Duracell lança acessório que dará fim aos carregadores com cabo



A Duracell está prestes a lançar um produto revolucionário. Denominado "Wireless Charging Card", o acessório promete carregar seu smartphone sem precisar ligar o aparelho à tomada. Trata-se de um pequeno cartão com um circuito indutivo, tão fino que pode ser armazenado junto à bateria do celular.



Apontado como a tecnologia do futuro, o WCC infelizmente só terá compatibilidade com aparelhos que tenham circuitos semelhantes. Além disso, é preciso haver um compartimento especial no celular, com espaço para o acessório ser armazenado e conectado às baterias, além de um aplicativo para monitorar o andamento da carga.

Representantes da Duracell acreditam que isso não deve atrapalhar. Segundo eles, o custo desta operação é mínimo, e qualquer montadora poderia adaptar seus telefones sem problemas. O presidente da empresa, Daniel Schreiber, destaca o lado revolucionário da invenção.



“Mostramos como ele funciona na MWC (Mobile World Congress), com o cartão sendo apoiado na bateria do Samsung Galaxy S II. No geral, acreditamos que há um grande potencial aqui, pensando pelo lado de as empresas entrarem no esquema”, disse.

No entanto, ainda não se sabe quando este projeto pode sair do papel. A companhia ainda tem outros produtos sendo produzidos com maior prioridade de lançamento, mas a ideia não será descartada.

Techmundo


Windows 8 Consumer Preview passa de 1 milhão de downloads



A Microsoft liberou a versão Consumer Preview do Windows 8 na manhã de ontem (29/2) e o sucesso do Beta é medido na casa dos milhões. Apenas nas primeiras 24 horas da liberação da versão prévia do sistema, foram registrados mais de 1 milhão de downloads em todo o mundo. Rumores dão conta de que a versão definitiva do sistema será lançada oficialmente no princípio do segundo semestre deste ano.



O volume de downloads de um arquivo de 3.3 GB na versão 64 bits chega a impressionar por conta do período. Para se ter uma ideia, significa que a cada hora, 41 mil downloads completos foram realizados da imagem do sistema operacional. A Microsoft teve sucesso em despertar o interesse e curiosidade de toda essa massa por seu novo sistema.

Mas quando se compara o volume de downloads da prévia aos números totais da difusão do Windows enquanto plataforma, fica claro que a Microsoft tem um longo caminho pela frente. Só o Windows 7 está em 450 milhões de computadores, e a isso soma-se ainda parcelas significativas de usuários de XP e Vista. Conquistar esse volume de pessoas é fundamental para que o Windows 8 não fique marcado por apenas um bom começo.

Techtudo