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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Dieta rica em carboidrato separou os cães dos lobos



Cachorros domésticos foram selecionados entre os capazes de digerir amido

Estudo que analisou mutações em cães e lobos fortalece ligação entre a domesticação e o início da agriculturaRICARDO BONALUME NETODE SÃO PAULO

A "revolução agrícola" de 10 mil anos atrás não afetou só o ser humano, que deixou de viver em pequenas comunidades nômades de caçadores-coletores e começou a criar civilizações com milhares, milhões e hoje bilhões de pessoas graças à muito maior disponibilidade de comida.

A invenção da agricultura e da pecuária também "transformou" lobos selvagens em cachorros domésticos. E uma prova disso está nos genes, segundo estudo da equipe de Erik Axelsson, da Universidade Uppsala (Suécia).

Mutações genéticas permitiram aos cães se adaptarem a uma dieta contendo mais amido, encontrado nas plantas que passaram a ser cultivadas pelo homem. Já os lobos continuaram dependentes de uma dieta carnívora.

"Durante a domesticação, era crucial para os cães serem capazes de digerir amido eficientemente. Animais que eram melhores no processamento de amido ganhavam tamanha vantagem que todos os cachorros modernos que nós analisamos são descendentes desses cães eficientes na digestão de amido", disse Axelsson à Folha.

"Era uma questão de vida e morte. No entanto, isso tem pouco a ver com o que os cachorros preferem comer. Não tenho dúvida de que preferem carne a amido", diz ele.

"Não se trata do que os cachorros desejam comer, mas sim sobre a capacidade de animais antigos usarem um novo recurso alimentar."

CÃES E LOBOS

Como é praxe para entender o processo de domesticação do cão, os pesquisadores também vasculharam os genes do ao mesmo tempo "primo" contemporâneo e "ancestral" remoto, o lobo.

Cães e lobos pertencem à mesma espécie biológica e podem cruzar entre si deixando híbridos férteis, mas derivaram para "subespécies": Canis lupus lupus (lobo) e Canis lupus familiaris (cão).

Axelsson e colegas identificaram 36 regiões do DNA com genes ligados tanto ao desenvolvimento do cérebro como do metabolismo do amido que estariam em seleção intensa nos cães.

Três genes foram identificados com papéis nítidos na digestão de amido. O estudo foi descrito na revista científica "Nature".

"A domesticação do cão foi um importante episódio no desenvolvimento da civilização humana. O local e o momento precisos desse evento ainda são debatidos e pouco se sabe das mudanças genéticas que acompanharam a transformação de antigos lobos em cães domésticos", escreveu a equipe.

SOBRAS

A hipótese mais comum sobre a domesticação do cão sugere que os animais teriam sido atraídos pelas sobras de comida em torno das aldeias humanas. Poder comer alimentos ricos em amido seria uma vantagem para esses "vira-latas" pré-históricos.

"Adaptações novas permitindo aos ancestrais dos cães modernos prosperarem em uma dieta rica em amido, relativamente à dieta carnívora dos lobos, constituíram um passo crucial na primitiva domesticação dos cães", afirmam os autores.

Axelsson diz que não há como saber ainda quando a seleção para melhor digestão de amido começou, mas que o desenvolvimento da agricultura acelerou o processo.

"Eu diria que havia alguns lobos com mutações que os tornavam ligeiramente melhores na digestão de amido e, quando surgiu a agricultura, eles estavam em melhor posição para tirar vantagem dos novos recursos."

Existem indicações de que um fóssil com 33 mil anos encontrado nas montanhas Altai, na Sibéria, seria de um canídeo semelhante ao cão.

Mas os fósseis mais antigos confirmados como sendo de cães domésticos foram encontrados junto a esqueletos humanos em Israel entre 12 mil e 11 mil anos atrás.





Folha

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Cães abandonados aprendem a dirigir na Nova Zelândia






Uma instituição que cuida de cães abandonados na Nova Zelândia está ensinando estes animais a dirigir.

As aulas para os cães Monty, Ginny e Porter fazem parte de uma campanha da Sociedade para Prevenção da Crueldade contra Animais (SPCA) do país.

O objetivo da brincadeira é encontrar novos lares para cachorros abandonados, mostrando o quanto eles podem ser inteligentes.

O treinamento começou em setembro, com movimentos simples, como sentar na posição para dirigir, apertar o acelerador e mudar a posição de um câmbio de brinquedo.

Depois de cinco semanas, o treinamento progrediu e eles começaram a se movimentar em um carrinho, ainda dentro do centro de treinamento.

Depois de sete semanas, eles finalmente entraram em um carro de verdade, modificado para que os cães alcançassem os pedais com as patas.

Eles ainda vão passar por uma prova final de direção que deve ocorrer na semana que vem e será transmitida pela TV.

Folha

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Dica interessante - Primeiros Socorros para Cães









Este video faz parte de uma série feita pela Editora Atheneu sobre os cuidados que se deve ter na abordagem de um animal que sofreu algum tipo de acidente.


Os vídeos foram ministrados pelo Prof. Rogério Cury, autor do livro Procedimentos de Primeiros Socorros para Cães. Além de ser de grande valia até mesmo para estudantes de veterinária, na minha opinião é um livro essencial para aqueles proprietários cuidadosos que tem nos cães seus principais companheiros. Possui um ótimo texto de cunho prático, trazendo várias fotos ilustrativas sobre o tema e consequentemente ajudando a esclarecer as principais dúvidas que qualquer pai ou mãe de um animal de estimação pode ter sobre os cuidados imediatos de um cão acidentado, sendo uma ótima alternativa para você sugerir à seus clientes.


Afinal, ninguém merece proprietários que fazem o que devem e não devem com o paciente, não é mesmo? Outras sugestões de livros são muito bem vindas nos comentários!


Confira os outros vídeos no blog Vet da deprê.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Cigarro: um perigo para seu cão



Ser fumante ativo ou passivo é prejudicial à nossa saúde, mas também pode prejudicar nossos animais de estimação. Além de não saberem o que estão inalando eles podem acarretar problemas de saúde "silenciosos".


Os problemas que os cães podem desenvolver por estar em convívio com fumantes são: bronquite alérgica, dermatológica, problemas respiratórios e até o câncer. Veterinários afirmam que pode haver coceiras, lesões na pele e córneas.

Se você fuma ou conhece alguém que costuma fumar perto de um cãozinho, leve em um veterinário, para verificar como está sua saúde em geral.

sábado, 19 de maio de 2012

Cães ajudaram os humanos modernos a competirem com os Neandertais



Os cães teriam sido o fator decisivo na competição entre os humanos com os Neandertais na colonização da Europa, afirmam os pesquisadores.

A ligação entre o homem e o cão surgiu em torno dos Neandertais nos tempos em que colonizavam a Europa, nos últimos 250 mil anos. Agora, especialistas têm sugerido que a domesticação dos cães e os benefícios dessa parceria foram um dos fatores primordiais para o desaparecimento dos Neandertais, levando a supremacia dos humanos modernos.

Escavações encontradas sobre as primeiras habitações humanas sugerem que os cães eram reverenciados pelos nossos antepassados, com seus dentes adornados como joias e suas imagens às vezes pintadas em paredes. As informações são do portal DailyMail.




Os animais, que na época poderiam ter sido da raça pastor alemão, ajudaram os seres humanos a transportarem carne e mantimentos de um local para outro, na busca de novas moradias.

A relação teria sido mutuamente benéfica, pois os animais ofereciam vantagens aos humanos e em troca recebiam proteção, companheirismo, alimento e, possivelmente, carinho.

Pat Shipman, antropólogo da Universidade Penn State, disse: “Os animais não entraram acidentalmente no caminho de nossa evolução de Homo sapiens – eles foram essenciais para nós, o que nos ajudou a sermos humanos”.

Jornal ciência

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Pesquisador diz que cachorros podem ter dom da 'telepatia'





Um cientista inglês desenvolveu a teoria polêmica de que a telepatia pode explicar a suposta conexão entre cães e seus donos. O pesquisador Rupert Sheldrake, da Universidade de Cambridge, acredita que os cachorros têm uma conexão telepática com seus amigos humanos, embora a existência de telepatia seja descartada pela maioria dos cientistas.

Em uma de suas experiências, uma mulher é monitorada enquanto está fazendo compras, assim como seu cachorro, que permaneceu em casa. Em um momento aleatório, o cientista pede à mulher que volte para casa. Onze segundos depois, em sua sala de estar, o cachorro se levanta e vai para a porta. Ele fica lá até a chegada de sua dona.

O pesquisador crê que cachorros e seus donos estão conectados à distância, pelo que ele chama de campo amórfico, uma espécie de elástico invisível. A maioria dos cientistas rejeitou as teorias do pesquisador, dizendo que o comportamento animal pode ser explicado por hábitos ou ansiedade.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Cães entendem humanos como se fossem bebês, afirma estudo



Muitas pessoas conversam com seus cachorros como se estivessem se dirigindo a seus filhos. Agora, um novo estudo relata que esses animais têm uma compreensão de uma criança de seis meses a um ano de idade, sendo capazes de compreender a comunicação humana e interpretar intenções de forma correta.

Pesquisadores da Hungria, que publicaram o estudo na revista "Current Biology", mostraram dois vídeos a um grupo de cães.

No primeiro, uma mulher diz "olá, cão", enquanto olha diretamente para a câmera. A mulher então se vira em direção a um contêiner, e o cão segue seu olhar.

No entanto, quando a mulher olha para baixo, e não para a câmera, e pronuncia a mesma frase, o cão não segue seu olhar subsequente.

Para os estudiosos, os cães captam a diferença sutil no comportamento da mulher nas duas situações, diz Adam Miklosi, biólogo comportamental da Universidade Eotvos Lorand de Budapeste, na Hungria, e um dos autores da pesquisa.

O estudo mostra que os cães são capazes de "ler" o comportamento humano, acredita o pesquisador, como os humanos em sua primeira infância.

"Os cães são funcionalmente similares a um bebê", compara Miklosi. "Não saibamos como a mente canina lida com o problema, mas deve ser provavelmente uma maneira diferente do bebê".

Os cães presumivelmente adquiriram esta habilidade após gerações de domesticação. "Estar numa família humana confere aos cães a habilidade de interagir de forma humana", diz Miklosi.

"Você realmente pode tratar seu cão como uma espécie de bebê, coisa que não faria com um bode ou outro animal doméstico", explica.




Folha de SP

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Morre no Japão o cachorro mais velho do mundo, com 26 anos e 9 meses



Pusuke, o cachorro mais velho do mundo segundo o "Livro dos Recordes", morreu nesta segunda-feira (6) em Sakura, na província japonesa de Tochigi, aos 26 anos e 9 meses de idade, informou a agência local "Kyodo". Nascido em 1º de abril de 1985, Pusuke, um cachorro macho da raça shiba inu, tinha o equivalente a 125 anos de um ser humano.

"Acho que esperou até eu chegar", disse Yumiko Shinohara, sua dona. Segundo a mulher, o cachorro mostrava seu habitual bom apetite e realizou seu passeio diário no dia anterior, embora na manhã de segunda-feira tenha se negado a comer de maneira repentina e apresentado dificuldade para respirar, acrescentou a "Kyodo".




Em 2008, Pusuke ficou à beira da morte após ser atropelado, mas conseguiu se recuperar depois de passar por uma cirurgia. A organização do "Livro dos Recordes" registrou o cachorro japonês como o mais velho do mundo em dezembro de 2010, após verificar tanto seus documentos de vacinação como o registro municipal de animais.

Pusuke, no entanto, não conseguiu superar o recorde de cachorro mais velho de que se tem notícia. Essa honraria cabe a Bluey, um pastor australiano que viveu 29 anos entre 1910 e 1939.

UOL

domingo, 4 de dezembro de 2011

Estudo busca entender memória canina na relação com o homem




Quando que um cachorro é capaz de lembrar-se dos sinais com os quais o ser humano se comunica com ele? Partindo desta questão, pesquisadores do Laboratório de Cães do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) realizam um estudo que pode abrir caminho para uma melhor compreensão do funcionamento da memória operacional nesses animais dentro dos processos comunicacionais e, com isso, fornecer informações comparativas para a compreensão da memória do homem.
Apesar de os cães terem uma comunicação especialmente estreita com os seres humanos - superando eventualmente a compreensão que têm os chimpanzés -, ainda sabemos pouco sobre como funciona a memória, principalmente no que diz respeito à interação destes animais com o homem.
"Na prática, a investigação ajudará os donos a descobrirem ou entenderem melhor o quanto e de que forma seu cão lembra-se de certo tipo de informação comunicativa. O maior conhecimento do animal é sempre um aliado para uma relação mais saudável e prazerosa e, consequentemente, para o bem estar do dono e do cão", afirma Maria Mascarenhas Brandão, uma das responsáveis pela pesquisa.
A proposta desenvolvida pelo Laboratório de Cães é avaliar como esses animais conservam em sua memória os ensinamentos gestuais de seus donos e de que maneira se processa o esquecimento neles. "Nossa pesquisa pretende aliar a capacidade de entender sinais comunicativos e a memória das informações transmitidas", ressalta Maria, que é orientada pelo professor César Ades. Segundo ela, não há relatos de trabalhos sobre esta questão na literatura científica.



A investigação
Para entender os mecanismos de memória e comunicação, os pesquisadores farão experiências com cães e donos com a proposta de buscar um objeto escondido para detectar traços da memória operacional (memória provisória que é conservada durante a execução de uma tarefa determinada). Maria explica que, no experimento, os cães devem buscar um objeto desejado em dois recipientes possíveis. Com isso, os cientistas pretendem verificar se a memória do gesto que designa onde está escondido o objeto difere da memória do local em que o animal viu ser escondido o objeto. Cada cão será testado em apenas uma sessão, com duração média de duas horas (entre chegada e habituação com os experimentadores, treinos e testes espaçados por intervalos), na própria casa ou em uma sala de testes, e sempre acompanhado pelo dono.



Participação
Os pesquisadores já têm cerca de 30 cães e donos cadastrados, mas voluntários ainda podem se inscrever para fazer parte do estudo. Maria lembra que, além da vontade de conhecer melhor o animal de estimação e contribuir para a construção de conhecimento em uma área de afinidade, os donos devem saber que o experimento é uma grande brincadeira para o cão. "Eles são recompensados com petiscos da preferência e têm toda a atenção e os mimos da equipe de pesquisadores, todos apaixonados por cães também", declara.
A pesquisa pode ser interrompida caso haja sinais de cansaço, desmotivação ou no momento em que o dono desejar. Para entrar em contato com os pesquisadores, escreva para laboratoriodecaes@gmail.com.
Terra

Cães cobaias libertados de laboratório nunca tinham visto luz do Sol








Usados para testes laboratoriais de cosméticos, 72 cães viveram toda a sua vida fechados numa jaula. Agora, com a falência da empresa, foram libertados e viram a luz do sol pela primeira vez.
A empresa espanhola, tal como muitas outras, usava os animais para se certificar que os seus produtos podiam ser comercializados. Tratados como meros objetos, os cães da raça beagle eram mantidos em jaulas individuais e identificados por números, tatuados na sua pele.
A falência súbita da empresa permitu a uma sociedade de proteção dos animais resgatar os cães.
"Eles viviam em jaulas individuais, em grupos de 10 por cada sala sem nunca interagirem uns com os outros", revela Gary Smith, o porta-voz do grupo de resgate.
O seu primeiro momento de liberdade foi registrado em vídeo. Os cães, visivelmente receosos, estranham até o gramado. O emocionante momento serviu também para garantir um lar aos animais, que serão entregues para adoção.
"Os beagles são cães de companhia muito dóceis. Mas esse é também o motivo pelo qual são ideais para os testes de laboratório", explica Smith.

domingo, 27 de novembro de 2011

Artigo: Como evitar acidentes com cães






Com a crescente onda de violência que assola nosso país, muitas pessoas compram cães de grande potência física, classificados como cães de guarda para se protegerem. O manuseio errado destes animais podem torna-los perigosos não só para a comunidade como também para os próprios donos.

Estatísticas A Mídia noticia freqüentemente casos de acidentes envolvendo cães que atacam e ferem gravemente pessoas, não raramente matando-as . Muitas vezes estes ataques acontecem dentro da própria casa onde mora o animal. Crianças e idosos são vítimas freqüentes.

Nos Estados Unidos, estatísticas mostram que 60% dos acidentes envolvem crianças. Aqui em São José dos Campos os números são alarmantes : são oficialmente registrados mais de 300 casos por mês!, de fato este número tende a ser bem maior pois muitas pessoas não procuram atendimento médico nem relatam o ocorrido nos órgãos municipais responsáveis.

Causas
Estes acidentes estão geralmente relacionados ao mau manuseio do animal pelo proprietário e/ou adestrador e em alguns casos a imprudência da vítima.

Cabe ao proprietário ter a posse responsável do cão , socializando-o e adestrando-o de forma correta e responsável, procurando sempre pessoas idôneas e de boa capacidade técnica para tal.

A escolha do filhote é também é muito importante. É um momento em que a razão deve prevalecer sobre a emoção. Deve-se sempre solicitar a orientação de uma pessoa com experiência e conhecimento suficiente para fazer a seleção.

Socialização e adestramento
Desde filhote o cão deve ter contato , dentro do possível , com outros cães, pessoas, ambiente externo à sua casa, enfim contato com o ambiente de vida humano de forma que os acontecimentos do cotidiano passe a ser natural para ele ( ver artigo sobre socialização).

Todo o cão comprado para a guarda, seja pessoal ou de território, deve ser adestrado para obediência básica e , somente quando seu temperamento assim o permitir, ser treinado para fazer serviço de proteção. Ou seja, nem todos indivíduos de uma determinada raça usada como “ cão de guarda” servem para este fim. Quando se treina um cão sem o temperamento adequando para fazer serviço de proteção entra-se em um terreno muito perigoso onde o risco de acidente é eminente. É importante ter em mente que a avaliação dependerá do propósito e do tipo de proteção que se exigirá do cão. Por exemplo um cão que fará proteção pessoal terá características diferentes de um cão que fará guarda do quintal de uma casa, ou será usado em lugares onde não terá contado com pessoas. E nestes dois últimos casos, precisa-se saber se o cão servirá somente para dar “ alarme” ou se precisará agir quando alguém adentrar a residência ou nos lugares protegidos.



Hierarquia na famíliaUma vez adquirido o cão que conviverá com a família, deve-se desde o início estabelecer claramente as distinções hierárquicas. Os membros da família devem estar acima do cão na escala hierárquica, tomando especial cuidado com relação as crianças. Nestes casos as fêmeas tendem a ser menos dominantes e mais fácil de aceitar uma posição mais baixa na hierarquia, e freqüentemente não disputam lugares de dominância com o líder.

Crianças
Deve-se prestar especial atenção a qualquer sinal de dominância do cão com relação a crianças. Alguns sinais típicos são por exemplo, o cão durante brincadeiras querer se posicionar sobre a criança adotando uma postura de dominância , rosnar impedindo-a de transitar ou acessar determinados locais , urinar em cima delas etc. Nestes casos , o cão deve ser imediatamente corrigido , de preferência pela própria criança ( caso de filhotes ou cães jovens) mostrando a ele seu lugar na hierarquia familiar. Uma outra pessoa pode tomar esta atitude de repreensão , mas não será tão eficaz pois o cão não apreende que a criança é hierarquicamente superior e pode repetir o comportamento quando estiver sozinho com ela . No caso de cães adultos demonstrando este comportamento de dominância , aconselha-se a evitar o contado com crianças pois o risco de acidente é potencialmente muito alto. De qualquer forma o mais aconselhavel é nunca deixar crianças sozinhas com cães sem a supervisão de um adulto.

Grupos de cães Outro aspecto importante é o número de cães a se ter em casa. Os cães são seres gregários e tendem a formar grupos ( matilhas) com hierarquias estabelecidas e, a depender do temperamento dos cães envolvidos, podem apresentar maiores problemas no trato, ficarem mais resistentes à correções e em caso de agressões , estas serem muito mais graves pois eles agem em grupo, causando danos muito maiores.

Não é raro acontecer brigas entre eles e , na tentativa de controla-las, o proprietário pode ser ferido gravemente. Por isso não é aconselhável pessoas inexperientes possuírem vários “ cães de guarda” convivendo juntos pois o manuseio do grupo de cães tende a ser muito mais difícil. A mídia está repletas de casos de agressões provocadas por grupos de cães . Estas agressões muitas vezes não aconteceriam ou não teriam desfechos tão trágicos se envolvessem apenas um cão.


Como agir em situações de perigo
Em muitas situações as mordidas de cães podem ser evitadas bastando ter em mente o que fazer.

Alguns conselhos úteis:

- Não tome liberdades com cães estranhos, mesmo com o consentimento do condutor.

Ensine as crianças a fazerem o mesmo.

- Se um cão estranho e potencialmente perigoso vier cheirar você, fique calmo e não se mova. Ele possivelmente irá embora.

- Se um cão vier em sua direção com atitude ameaçadora não fuja a não ser que tenha certeza que atingirá um lugar seguro antes de ser alcançado pelo cão. Fique calmo e dentro do possível não demonstre medo, não grite ( se tiver que falar algo, fale calma e firmemente) e evite contato visual. Na maioria das vezes o cão mudará de atitude e irá embora.

- Caso o pior aconteça e você seja mordido, procure não mexer o membro atingido, pois isto estimulará o cão a morder mais forte. Se você cair no chão, fique em posição fetal, protegendo sua face e nuca com as mãos.

Como agir após um acidenteCaso seja mordido ou arranhado por um cão :

- Lave imediatamente o local com água em abundância e sabão.

- Procure um centro de saúde ou pronto socorro mais próximo para que seja corretamente medicado e vacinado se for o caso.

- Não abandonar o tratamento iniciado.

- Não matar o animal .

- Mantê-lo preso por 10 dias para observação.

- Notifique o Centro de Controle de Zoonoses.



Sergio de Oliveira
Diretor de adestramento da Sociedade Valeparaibana de Cães Pastores Alemães.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Labrador serve de cão-guia no Rio



A história contada pelo leitor Paulo Roberto de Freitas, adestrador de cães no Rio, parece ter saído de um filme. O labrador Zat, de 12 anos, serve de cão-guia para a cadela vira-lata Bina, de apenas nove meses, cega, surda e albina:

- Em 35 anos trabalhando com cachorros, nunca vi isso - contou Freitas. No texto enviado ao Eu-Repórter nesta quinta-feira (24), ele conta que Zat ajuda Bina todos os dias, cuidando dela “como se fosse sua filha ou esposa (...), isso sem ninguém ter ensinado.”


A dona dos cães é Flávia Gonçalves, uma das fundadoras da ONG Ação Animal, criada neste ano e que cuida de cerca de 500 bichos. Zat é filho de um cachorro que já pertencia a ela. Bina, por sua vez, estava a ponto de ser sacrificada em uma clínica veterinária quando uma amiga de Flávia resolveu retirar a cadelinha de lá:

- Ela está há quase dois meses comigo. É saudável, brinca comigo, com minha filha. Quando eu vi o Zat fazendo aquilo (puxando Bina pela coleira), não acreditei. Aconteceu essa semana. Daqui a pouco, quem sabe dê para ele conduzi-la na rua - contou Flávia, dona de outros 16 cachorros.