Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Copa 2014. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Copa 2014. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 7 de março de 2012

A Fifa mandou, o Brasil aceitou;Comissão da Câmara aprova venda de bebidas em jogos da Copa



O texto da Lei Geral da Copa prevê que durante os jogos da Copa do Mundo e da Copa das Confederações será permitida venda e o consumo de bebidas alcoólicas. A Lei Geral da Copa será votada no plenário da Câmara hoje (7).

O texto foi aprovado ontem (6) na comissão especial criada para analisar o projeto de lei. Atualmente, o Estatuto do Torcedor proíbe o uso de álcool pelos torcedores por causa dos constantes episódios de violência nos eventos esportivos.

A retirara da lei da permissão para a venda de bebidas alcoólicas nos estádios durante os jogos das duas copas foi o destaque que causou mais polêmica. Essa emenda proposta pelo PPS foi rejeitada pela maioria dos integrantes da comissão.

Para que a aprovação do projeto de Lei Geral da Copa ocorra sem maiores sobressaltos para o governo, a comissão especial analisou dez destaques que pretendiam alterar o texto. No entanto, só um deles foi aprovado. A emenda trata das regras para retransmissão de imagens dos jogos, entrevistas e outros eventos relacionados à competição.

Além da questão da bebida alcoólica, também ficou resolvido o impasse acerca dos ingressos que serão vendidos em meia entrada. “A meia-entrada está garantida para os idosos em todas as categorias e para os estudantes na categoria 4. Os estudantes têm um pleito de estender para a categoria 3, mas eu não consegui isso com a Fifa [Federação Internacional de Futebol]. A Fifa alega que não assumiu esse compromisso com o Brasil e que não tem essa responsabilidade”, explicou o relator Vicente Cândido.

Os 300 mil ingressos da categoria 4 são os destinados preferencialmente para idosos e estudantes. Eles terão preço de US$ 50 e poderão ser adquiridos por US$ 25. Os ingressos da categoria 3 serão um pouco mais caros e não haverá reservas deles para nenhum grupo.

O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), está confiante que o texto definido pela comissão será aprovado em plenário sem problemas. Na opinião dele, o desconforto provocado pelas declarações do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, não causará distúrbios na votação. “Isso não interfere no processo legislativo”, declarou Vaccarezza.

Mais cedo, os líderes da base aliada haviam decidido em reunião com o presidente da comissão, deputado Renan Filho (PMDB-AL) e com o relator, deputado Vicente Cândido (PT-SP), que o projeto ocuparia o espaço deixado pelo Código Florestal, cuja votação ficou para a próxima semana.

Agência Brasil

Comentário do Aurelio:
Agora os hooligans ingleses (e outros torcedores encrenqueiros) vão poder beber o quanto quiserem e causar confusão nos estádios brasileiros. Uma entidade particular (A Fifa) conseguiu impor suas vontades sobre o estado brasileiro.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Jovem Pan critica Globo por pedir 'quantia faraônica' por Copa

A rádio Jovem Pan AM começou a veicular esta semana um anúncio institucional no qual critica a Globo pelo valor que a emissora pediu a cada rádio interessada em transmitir a Copa 2014.

"A faraônica quantia (exigida pela Globo) fica em US$ 850 mil, por emissora (...) para que as rádios brasileiras, que vivem com real, possam estar presentes e transmitir a Copa do Mundo", protesta a Pan no anúncio.

A peça publicitária ainda especula se a Globo não estaria exigindo tanto apenas para que outras emissoras possam lhe fazer frente. A Globo é dona dos direitos das Copas de 2014, 2018 e 2022, essas duas últimas anunciadas esta semana --o que surpreendeu a Record, que sonhava competir pelos direitos, já que é única dona das Olimpíadas de Londres este ano.

UOL (clique para escutar o áudio do anúncio)

Pois é, custa caro financiar Ricardo Teixeira e sua matilha.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Fifa garante para Corinthians abertura da Copa em Itaquera


Durante os eventos que antecederam o sorteio das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014 no último final de semana, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, os dirigentes do alvinegro paulistano tiveram a garantia de mandatários da Fifa que a abertura do Mundial será no estádio de Itaquera, que o Corinthians está construindo, segundo informações do jornal O Estado de S.Paulo.
O motivo da demora em oficializar a decisão seria um temor que outras cidades que estão na disputa, como Belo Horizonte, Brasília e Salvador, diminuam o ritmo das obras em estádios e infraestrutura caso sejam descartadas. A decisão sobre a cidade que irá abrigar a abertura da Copa será divulgada apenas em outubro.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Senadora: mobilidade urbana pode ser dificuldade para Copa


Visitar as cidades que vão receber jogos da Copa do Mundo tem causado preocupação à senadora Lídice da Mata (PSB-BA). Presidente da Subcomissão Temporária Copa 2014, Olimpíada e Paraolimpíada 2016, Lídice acredita que a conclusão das arenas não será problema, mas outras questões como a mobilidade urbana e o controle financeiro das obras estão em risco. “Em todos os estados, as obras de mobilidade urbana estão andando com muita lentidão”, avalia a senadora, que visitou cinco das 12 cidades-sedes.
Ela sustenta que a Copa do Mundo é a “grande oportunidade” de o Brasil voltar a investir nos metrôs de suas cidades. Além disso, a senadora acredita ser preciso mudar o foco dos investimentos em transporte e optar por veículos leves e trens, mas acha que alguns projetos terão que ser priorizados. “Teremos que rever isso. Temo que a gente tenha um grande gargalo nessa área”, afirmou.
Segundo ela, há ainda o temor de que as obras saiam mais caras do que o previsto. “Não temo pelas arenas. Os jogos vão acontecer porque já passou a parte dos atrasos, das licenças. O que preocupa é o encarecimento das obras”, afirmou a senadora.
Ela também se preocupa com a pouca atenção que está sendo dispensada às redes de proteção social para a população mais vulnerável. “Quais as medidas que os governos vão tomar para inibir a prostituição infantil, o tráfico de drogas, o deslocamento das pessoas em busca de emprego para os centros onde os jogos vão acontecer? É preciso pensar nessas coisas”, explicou Lídice da Mata.
Apesar disso, a presidente da subcomissão disse estar satisfeita com os novos mecanismos de fiscalização desenvolvidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU). De acordo com ela, antes o TCU recebia projetos e dados sobre a realização das obras depois que elas já estavam concluídas. “Agora ele está fiscalizando os contratos de gestão, orientando os tribunais estaduais.”
Outro ponto positivo apontado por Lídice da Mata é o envolvimento dos estados nos projetos. Segundo ela, estão surgindo experiências interessantes como a Cidade da Copa em Recife (PE), a renovação do centro antigo de Salvador (BA) e o desenvolvimento de um transporte leve parecido com o veículo leve sobre trilhos, feito com tecnologia exclusivamente gaúcha. “Porto Alegre tem um bom projeto de mobilidade urbana aliado à tecnologia desenvolvida pelos gaúchos. Isso é um dado de inovação tecnológica que se acrescente ao legado da Copa”, apontou.
Nesta segunda (10), os parlamentares da subcomissão visitarão as obras no Rio de Janeiro. A última cidade a ser visitada é São Paulo. Os trabalhos continuarão depois das visitas por meio de audiências públicas.

Agência Brasil

sábado, 30 de julho de 2011

Manifestantes protestam em frente ao evento da Copa no Rio

Enquanto o sorteio das chaves das eliminatórias da Copa do Mundo-2014 acontece na Marina da Glória, zona sul do Rio, manifestantes continuam o protesto contra o uso de verbas pública e a forma como o torneio está sendo organizado no Brasil, bloqueando parte da pista do Aterro do Flamengo, sentido Centro.


Cerca de 20 pessoas, entre militantes do Movimento dos Sem-Teto, do Sindicato dos Petroleiros e do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação) estão sentadas em uma das pistas.

Neste momento um funcionário do Ministério da Justiça tenta negociar a liberação da pista.
Outros manifestantes se concentram no gramado. A ocupação da pista dividiu os participantes do protesto.

Dirigentes do Sepe e de outras entidades tentaram convencer o pequeno grupo a não interromper a via. Eles querem entregar uma pauta de reivindicações para as autoridades que organizam a Copa antes de liberar o trânsito.

"A gente quer ficar o máximo possível aqui", disse Alex Silva, 21, que com uma camiseta preta e um lenço tampando a boca ajudava a carregar uma bandeira anarquista. Ele se identificou como professor de história punk-anarquista.

Ainda há pouco, 20 militantes do movimento Diárias Nunca Mais, de taxistas do Rio, estenderam uma gigantesca bandeira do Brasil em outro trecho da pista fechada do Aterro. Eles pretendem se unir aos manifestantes.

"Estamos aqui porque o [Eduardo] Paes [prefeito do Rio] está aqui", disse Geralda Ferreira de Araújo, 58, taxista.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Festa macabra

"Há uma percepção crescente de que a aritmética da Copa do Mundo é um tanto instável", escreveu o Times de Johannesburgo um mês depois do triunfo da Espanha nos campos sul-africanos. "Temos estádios em excesso para nosso próprio uso. Talvez devêssemos exportar estádios para o Brasil, que fará sua Copa do Mundo?". A constatação estava certa; a sugestão, errada. O Brasil, país do futebol, terá o mesmo problema que a África do Sul, país do rúgbi. 

Aqui, como lá, a festa macabra da Fifa é um sorvedouro implacável de recursos públicos.


Mafiosos usam a linguagem da máfia. Confrontado com evidências de corrupção na organização que dirige, Sepp Blatter avisou que tais "dificuldades" seriam solucionadas "dentro de nossa família". As rendas de radiodifusão e marketing da Fifa ultrapassaram os US$ 4 bilhões no ciclo quadrienal encerrado com a Copa da África do Sul. O navio pirata já se moveu para o Brasil, onde a Fifa articula com seus sócios a rapina seguinte.

O brasileiro João Havelange planejou a globalização do futebol, expandindo a Copa para 24 seleções, em 1982, e 32, em 1998. Blatter concluiu a transformação, rompendo a regra de rodízio de sedes entre Europa e América. Como constatou a Sports Industry Magazine, sob um processo milionário de licitação do direito de hospedagem, as ofertas nacionais assumiram "a forma de promessas de mais e mais pródigos novos estádios para os jogos e novos hotéis luxuosos para uso dos dirigentes da Fifa e de fãs endinheirados". A Copa é um roubo: as despesas são pagas com dinheiro público, de modo que a licitação "constitui, de fato, um esquema de extração de renda concebido para separar os contribuintes de seus tributos".

O saque decorre da conivência de governos em busca de prestígio e de negociantes em busca de oportunidades. Na Europa a rapinagem é circunscrita por uma cultura política menos permeável à corrupção e pela existência prévia de modernas infraestruturas hoteleiras, esportivas e de transportes. Por isso a Fifa seleciona seus próximos alvos segundo critérios oportunistas de vulnerabilidade. Encaixam-se no perfil África do Sul e Brasil, países emergentes que ambicionam desfilar no círculo central do mundo, assim como a semiautoritária Rússia, sede de 2018, e a monarquia absoluta do Qatar, que bateu a Grã-Bretanha na disputa por 2022.

Antes das Copas, consultores associados às redes mafiosas produzem radiosas profecias sobre os efeitos econômicos do evento. Depois, quando emergem os resultados efetivos, eles já estão entregues à fabricação de ilusões no porto seguinte. A África do Sul gastou US$ 4,9 bilhões em estádios e infraestruturas, que gerariam rendas imediatas de US$ 930 milhões derivadas do afluxo de 450 mil turistas, mas só arrecadou US$ 527 milhões dos 309 mil turistas que de fato entraram no país.

O verdadeiro legado positivo da Copa de 2010 foi a mudança de paradigma no sistema de transporte público urbano, pela introdução de ônibus, em corredores dedicados, e do Gautrain, trem rápido de conexão com o aeroporto de Johannesburgo. Os ônibus enfrentavam selvagem resistência dos sindicatos de operadores de peruas, superada pelo imperativo urgente do evento esportivo. O Gautrain serve exclusivamente à classe média, com meios para adquirir bilhetes cujos preços excluem a população pobre. Mas o argumento de que sem uma Copa, não se realizariam obras necessárias de mobilidade urbana equivale a uma confissão de incompetência da elite dirigente.

Eventos esportivos globais tendem a gerar ruínas urbanas, mesmo em países mais inclinados a zelar pelo interesse público. Japoneses e sul-coreanos ainda subsidiam a manutenção das arenas da Copa de 2002. As dívidas contraídas para as obras da Olimpíada de Atenas e da Eurocopa de 2004 aceleraram a marcha rumo à falência da Grécia e de Portugal. A África do Sul incinerou US$ 2 bilhões na construção e reforma das dez arenas da Copa. Todas, com exceção do Soccer City, de Johannesburgo, usado para jogos de rúgbi e shows, figuram hoje como monumentos inúteis, conservados pela injeção de dinheiro público. A Cidade do Cabo paga US$ 4,5 milhões ao ano pela manutenção da arena de Green Point, erguida ao custo fabuloso de US$ 650 milhões e usada apenas 12 vezes depois da Copa. Lá se desenrola um melancólico debate sobre a alternativa de demolição do icônico estádio, emoldurado pela magnífica Table Mountain.

O Brasil decidiu ultrapassar a África do Sul. Aqui, serão 12 arenas, a um custo convenientemente incerto, mas bastante superior aos dispêndios sul-africanos. As futuras ruínas já drenam vultosos recursos públicos, mal escondidos sob as rubricas de empréstimos do BNDES e subsídios estaduais e municipais. O governo paulista prometeu não queimar o dinheiro do povo na festa macabra da Fifa, mas o alcaide Gilberto Kassab assinou um cheque público de US$ 265 milhões destinado ao estádio do Corinthians. São 16 centros educacionais, para 80 mil estudantes, sacrificados por antecipação no altar de oferendas às máfias da Copa. O gesto de desprezo pelas necessidades verdadeiras dos contribuintes reproduz iniciativas semelhantes adotadas, Brasil afora, por governos estaduais e municipais.

Segundo a lógica perversa do neopatriotismo, a Copa é um artigo de valor só mensurável sob o prisma da restauração do "orgulho nacional". De fato, porém, a condição prévia para a Copa é a cessão temporária da soberania nacional à Fifa, que assume funções de governo interventor por meio do seu Comitê Local. O poder substituto, nomeado por Blatter, já obteve o compromisso federal de virtual abolição da Lei de Licitações e pressiona as autoridades locais pela revisão das regras de concorrência pública. Malemolentes, ao som dos acordes de um verde-amarelismo reminiscente da ditadura militar, cedemos os bens comuns à avidez dos piratas.

sábado, 14 de maio de 2011

Jornal: Fifa pressiona, e São Paulo está perto de perder abertura


A possibilidade de São Paulo não receber a abertura da Copa do Mundo de 2014 é cada vez maior. Segundo O Estado de S. Paulo, a Fifa está irritada com a lentidão para a construção do estádio do Corinthians, pretendido para ser erguido em Itaquera, e já avisou o governo federal que não tolerará mais atrasos.
De acordo com o jornal, o Estádio Mané Garrincha, de Brasília, surge como favorito para o primeiro jogo do Mundial de 2014. A arena, que terá capacidade de 70 mil pessoas, está adiantada em suas obras. Segundo o diário, conta a favor da capital do Brasil o fato de o entorno do estádio ter estrutura adequada à abertura, como um centro de convenções adequado, aspecto que São Paulo não possui.


Vergonha! Governo tucano paulista incompetente!