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sexta-feira, 27 de abril de 2012
Internautas pedem Pep Guardiola na Seleção
Após sair do Barcelona, os internautas brasileiros começaram a pedir o técnico Pep Gudiola na Seleção Canarinha, no lugar Mano Menezes.No facebook foi criado um perfil com o nome de “Guardiola na Seleção”, enquanto no twitter os torcedores utilizam a tag #guardiolanaselecao.
O novo presidente da CBF, José Maria Marin, declarou recentemente que pode demitir o ex-técnico corinthiano, em caso de derrota do Brasil nas Olimpíadas de Londres. Também foram ventilados rumores de que o Corinthians poderia contratar o técnico, caso a equipe seja eliminada na Libertadores.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Brasil desperdiça em um ano mais de uma Itaipu em energia
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) traça um panorama preocupante para a implementação do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada em 2000 e com prazos variados a vencer nos próximos dois anos.
No momento em que se realiza a construção de hidrelétricas na Amazônia, contestadas por ambientalistas, o comunicado do Ipea revela que o país desperdiça mais de uma usina de Itaipu em bagaço de cana-de-açúcar. As 201 mil toneladas de resíduos dessa cultura seriam suficientes para gerar 16.464 megawatts ao ano, mais que a maior hidrelétrica brasileira (14.000 megawatts).
“Para viabilizar uma maior disponibilização dessa energia para a rede elétrica, entretanto, será necessário vencer várias barreiras de ordem técnica, econômica e regulatória, sendo necessários mais incentivos econômicos para motivar os investimentos do setor privado nessa área”, observam os pesquisadores. Eles apontam ainda que a lei aprovada em 2010 para permitir um manejo mais racional dos resíduos sólidos reflete um “momento crítico do desenvolvimento brasileiro”, com um aumento de consumo que cria novos desafios à gestão correta do lixo.
Previstos para serem fechados até 2014, os lixões ainda são 2.906 em 2.810 municípios brasileiros. Para o Ipea, as grandes dificuldades estão nas cidades de pequeno porte, nas quais praticamente inexiste qualquer iniciativa de reciclagem, e na região Nordeste, na qual 89,1% das cidades têm algum depósito desse tipo. No Norte, 380 municípios, ou 84,6% do total, ainda mantêm lixões.
Embora entre 2000 e 2008 tenha ocorrido uma redução de 18% no material encaminhado a lixões, ainda são levadas a esses lugares 74 mil toneladas produzidas diariamente em todo o país. Aterros sanitários e lixões somam 90% da destinação total.
Hoje, a coleta regular de resíduos sólidos atinge 90% dos domicílios – 98% no meio urbano e 33% nas áreas rurais. Apenas 1,6% de 94 mil toneladas diárias de lixo são encaminhadas para compostagem, método que o Ipea recomenda ser mais utilizado. O número de cidades com programas de coleta seletiva de materiais recicláveis cresceu 120% entre 2000 e 2008, mas atingia à época apenas 994 de 5.565 municípios.
“Estimativas indicam que a participação dos resíduos recuperados pelos programas de coleta seletiva formal ainda é muito pequena vis-à-vis ao total coletado, o que sugere que a reciclagem no país ainda é mantida pela reciclagem pré-consumo e pela coleta pós-consumo informal”, aponta o Ipea.
Com isso, a reciclagem, ainda incipiente, depende basicamente dos catadores, calculados entre 400 mil e 600 mil em todo o país. A renda média da categoria ficava em 2008 entre R$ 420 e R$ 520, e 60% das 1.100 organizações coletivas apresentavam um nível de eficiência considerado baixo.
Contudo, a partir de 2003, dizem os pesquisadores, o governo federal passou a adotar uma série de iniciativas de incentivo e de aprimoramento da atividade. Até 2010, R$ 280 milhões haviam sido destinados aos catadores, e em 2007 foi constituído um grupo interministerial para pensar políticas voltadas à categoria.
Rede Brasil Atual
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Não é piada: TSE manda PT devolver R$ 9 mil gastos com bebida alcoólica
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou nesta terça-feira que o Partido dos Trabalhadores (PT) devolva R$ 9 mil aos cofres públicos e cerca de R$ 50 mil ao Fundo Partidário. Na sessão desta noite, os ministros da corte eleitoral também aprovaram as contas do partido referentes ao exercício financeiro de 2006.
Segundo o relator, ministro Marcelo Ribeiro, os R$ 9 mil foram gastos pelo partido com bebidas alcoólicas e os R$ 50 mil lançados na prestação de contas são de origem não identificada. De acordo com a Lei dos Partidos Políticos, os balanços das legendas devem conter a origem e valor das contribuições e doações.
A lei determina ainda que, nos casos em que o partido apresente a prestação de contas sem observar o disposto na lei, o repasse das cotas do Fundo Partidário fica suspenso até o esclarecimento feito pela legenda à Justiça Eleitoral.
Para Ribeiro, a insignificância do percentual dos recursos, menos que 0,1%, afasta a rejeição das contas, tendo em vista o princípio da proporcionalidade. A decisão foi tomada pela maioria dos ministros, com exceção de Marco Aurélio Mello, que votou no sentido de aprovar as contas sem ressalvas.
Terra
terça-feira, 24 de abril de 2012
Anatel iniciará licitação do 4G em 5 de junho
A Anatel divulgou hoje (23/04), em um comunicado, que no dia 27 de abril publicará o edital de licitação das faixas de 2,5 GHz (para a quarta geração da telefonia móvel) e de 450 MHz (para cobertura das áreas rurais). A partir da publicação, as empresas terão até o dia 04 de junho para entregar todos os documentos necessários, além das suas ofertas.
No dia 5 de junho os envelopes serão repassados à Anatel, que os abrirá no dia 11 de junho. Para o 4G, valerá o maior preço pago pelo espectro. Já para as frequências destinadas às áreas rurais, ganhará a empresa que oferecer menor custo para o usuário final.
Edital Algumas regras já foram aprovadas. Uma delas é o leilão de 4 subfaixas de 2,5 GHz para a telefonia nacional móvel com prazo de 15 anos, podendo ser renovadas por mais 15 anos. Além dessas, serão licitadas mais duas outras faixas regionais que oferecerão serviços de telefonia ou multimídia. Isso foi decidido para que pequenas e médias empresas também pudessem participar do leilão.
Olhar Digital
Comentário do Aurelio:
O 3G no Brasil tem uma péssima qualidade. Sempre é lenta demais a conexão. Se a 4G seguir o mesmo caminho, por falta de fiscalização das autoridades, de nada vai adiantar termos este tipo de faixa de telefonia móvel.
No dia 5 de junho os envelopes serão repassados à Anatel, que os abrirá no dia 11 de junho. Para o 4G, valerá o maior preço pago pelo espectro. Já para as frequências destinadas às áreas rurais, ganhará a empresa que oferecer menor custo para o usuário final.
Edital Algumas regras já foram aprovadas. Uma delas é o leilão de 4 subfaixas de 2,5 GHz para a telefonia nacional móvel com prazo de 15 anos, podendo ser renovadas por mais 15 anos. Além dessas, serão licitadas mais duas outras faixas regionais que oferecerão serviços de telefonia ou multimídia. Isso foi decidido para que pequenas e médias empresas também pudessem participar do leilão.
Olhar Digital
Comentário do Aurelio:
O 3G no Brasil tem uma péssima qualidade. Sempre é lenta demais a conexão. Se a 4G seguir o mesmo caminho, por falta de fiscalização das autoridades, de nada vai adiantar termos este tipo de faixa de telefonia móvel.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Diálogo franco sobre planos de saúde
Os especialistas chamam os contratos de
plano de saúde de “contratos cativos”. O nome não é à toa. Afinal, por desleixo
dos governantes, fomos empurrados para os braços das empresas de assistência
médica, e delas não conseguimos sair – e nem podemos trocá-las, como se troca de
padaria ou de mercadinho.
Diz o plano de saúde para o sr.
Furtado, o Consumidor: “Quando era jovem, você pagava mensalidades baratas, e
decidiu permanecer no convênio. Como empresa, também não queria que você me
abandonasse. Afinal, no início do contrato, você dava muito lucro, pois quase
não usava os serviços – mas pagava, tintim por tintim, as
mensalidades.”
Continua o plano de saúde: “Fomos
felizes até aqui. Mas agora precisamos discutir a relação.” Como assim, pergunta
o sr. Furtado? “O tempo passou, e você agora está mais carente, precisa mais de
atenção e de cuidados. Enquanto eu estou cansado. Toda dia você me pede exames,
ressonâncias caras e cirurgias. Não dá mais!”
O sr. Furtado, indignado e responde ao
plano: “Quem não aguenta mais as humilhações de vocês sou eu. Após anos de
dedicação e pagamento pontual, sempre que preciso usar o serviço de saúde a que
tenho direito, sou submetido a um show de enrolação e martírio, e tenho de
recorrer aos jornais ou à Justiça para ser atendido, até nos casos de
urgência.”
O sr. Furtado continua: “O plano só
cuida bem dos lucros, e está pouco interessado em nossa saúde. Mas isso acontece
– lembra o sr. Furtado, porque órgãos como Procon, ANS (Agência Nacional de
Saúde Suplementar), e Ministério Público (área do consumidor), não se unem para
uma atuação conjunta e permanente contra os desmandos dos planos.”
E tem mais, queixa-se o consumidor: “Os
médicos que vocês nos oferecem, principalmente, na capital, nos humilham. Pois
nunca têm horário para consulta ou nos atendem quando querem, e em cinco
minutos. Parece que estamos pedindo um favor a eles! Alguns médicos só ‘abrem a
agenda’ (novo jargão do consultório) para marcação de consultas num único dia da
semana. E quem não ligar nesse dia não vai conseguir agendar a consulta. Sem
contar que é missão quase impossível falar com um médico ou médica do convênio
fora do horário agendado, mesmo quando precisamos de uma orientação urgente”,
desabafa o sr. Furtado.
Finalmente, pergunta o mesmo sr.
Furtado ao plano de saúde: “O que vocês fazem contra o descaso dos
médicos?”
Oportunismo
Em tom de confidência, o representante
do plano (que também é de carne e osso) abre com o jogo com o sr. Furtado quanto
aos médicos: “As empresas de saúde os exploram, com a calculadora na mão, mas
não têm tanto poder sobre eles. Alguns, em início de carreira, precisam da grana
magra dos planos e procuram atender bem até que consiga formar sua clientela. Em
seguida, dão adeus à empresa de saúde. Outros, não abrem mão do pagamento, que
tanto criticam, para completar o orçamento, mas descontam a defasagem da má
remuneração nos consumidores, com atendimento aquém do esperado.”
Muitos médicos têm duas agendas. Uma
para o conveniado, que está sempre lotada, sendo que o infeliz tem de esperar
sentado de um a três meses. E outra agenda para o cliente particular, que paga
diretamente a consulta. Para este, a agenda do profissional é mais flexível e o
atendimento é “diferenciado”, como ensina o mercado.
Mas é preciso reconhecer que também
existem os médicos de plano de saúde que suam a camisa para conciliar, em nome
ética e do respeito ao próximo, os interesses do enfermo conveniado e do que
paga diretamente a consulta. Quando encontrá-los, reverencie e
agradeça-os.
Quando saio de uma consulta com um dos
meus médicos habituais eu já marco a próxima. Quando marco consulta com um
"novo" médico, digo que é particular e na data agendada informo que é plano de
saúde; já tive algumas discussões mas sempre sou atendido.
domingo, 22 de abril de 2012
sábado, 21 de abril de 2012
Intolerância religiosa
Por Drauzio Varella
O fervor religioso é uma arma assustadora, disposta a disparar contra os que pensam de modo diverso
SOU ATEU e mereço o mesmo respeito que tenho pelos religiosos.
A humanidade inteira segue uma religião ou crê em algum ser ou fenômeno transcendental que dê sentido à existência. Os que não sentem necessidade de teorias para explicar a que viemos e para onde iremos são tão poucos que parecem extraterrestres.
Dono de um cérebro com capacidade de processamento de dados incomparável na escala animal, ao que tudo indica só o homem faz conjecturas sobre o destino depois da morte. A possibilidade de que a última batida do coração decrete o fim do espetáculo é aterradora. Do medo e do inconformismo gerado por ela, nasce a tendência a acreditar que somos eternos, caso único entre os seres vivos.
Todos os povos que deixaram registros manifestaram a crença de que sobreviveriam à decomposição de seus corpos. Para atender esse desejo, o imaginário humano criou uma infinidade de deuses e paraísos celestiais. Jamais faltaram, entretanto, mulheres e homens avessos a interferências mágicas em assuntos terrenos. Perseguidos e assassinados no passado, para eles a vida eterna não faz sentido.
Não se trata de opção ideológica: o ateu não acredita simplesmente porque não consegue. O mesmo mecanismo intelectual que leva alguém a crer leva outro a desacreditar.
Os religiosos que têm dificuldade para entender como alguém pode discordar de sua cosmovisão devem pensar que eles também são ateus quando confrontados com crenças alheias.
Que sentido tem para um protestante a reverência que o hindu faz diante da estátua de uma vaca dourada? Ou a oração do muçulmano voltado para Meca? Ou o espírita que afirma ser a reencarnação de Alexandre, o Grande? Para hindus, muçulmanos e espíritas esse cristão não seria ateu?
Na realidade, a religião do próximo não passa de um amontoado de falsidades e superstições. Não é o que pensa o evangélico na encruzilhada quando vê as velas e o galo preto? Ou o judeu quando encontra um católico ajoelhado aos pés da virgem imaculada que teria dado à luz ao filho do Senhor? Ou o politeísta ao ouvir que não há milhares, mas um único Deus?
Quantas tragédias foram desencadeadas pela intolerância dos que não admitem princípios religiosos diferentes dos seus? Quantos acusados de hereges ou infiéis perderam a vida?
O ateu desperta a ira dos fanáticos, porque aceitá-lo como ser pensante obriga-os a questionar suas próprias convicções. Não é outra a razão que os fez apropriar-se indevidamente das melhores qualidades humanas e atribuir as demais às tentações do Diabo. Generosidade, solidariedade, compaixão e amor ao próximo constituem reserva de mercado dos tementes a Deus, embora em nome Dele sejam cometidas as piores atrocidades.
Os pastores milagreiros da TV que tomam dinheiro dos pobres são tolerados porque o fazem em nome de Cristo. O menino que explode com a bomba no supermercado desperta admiração entre seus pares porque obedeceria aos desígnios do Profeta. Fossem ateus, seriam considerados mensageiros de Satanás.
Ajudamos um estranho caído na rua, damos gorjetas em restaurantes aos quais nunca voltaremos e fazemos doações para crianças desconhecidas, não para agradar a Deus, mas porque cooperação mútua e altruísmo recíproco fazem parte do repertório comportamental não apenas do homem, mas de gorilas, hienas, leoas, formigas e muitos outros, como demonstraram os etologistas.
O fervor religioso é uma arma assustadora, sempre disposta a disparar contra os que pensam de modo diverso. Em vez de unir, ele divide a sociedade -quando não semeia o ódio que leva às perseguições e aos massacres.
Para o crente, os ateus são desprezíveis, desprovidos de princípios morais, materialistas, incapazes de um gesto de compaixão, preconceito que explica por que tantos fingem crer no que julgam absurdo.
Fui educado para respeitar as crenças de todos, por mais bizarras que a mim pareçam. Se a religião ajuda uma pessoa a enfrentar suas contradições existenciais, seja bem-vinda, desde que não a torne intolerante, autoritária ou violenta.
Quanto aos religiosos, leitor, não os considero iluminados nem crédulos, superiores ou inferiores, os anos me ensinaram a julgar os homens por suas ações, não pelas convicções que apregoam.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Dar a volta ao mundo em apenas 6 horas é a promessa de um novo transporte público a vácuo
Imagine o sair do metrô de Londres estar no seu escritório em Nova York poucos minutos depois?
Os designers de uma ideia revolucionária estão apresentando um transporte público do futuro. Chamado de Transporte de Tubo de Vácuo, é uma forma de transportar sem nenhum tipo de atrito, dizem seus criadores, sendo cotado para ser mais seguro, mais barato e mais silencioso do que os trens e aviões.
Usando tubos de vácuo sem o menor resquício de ar, será possível acomodar até 6 passageiros, atingindo velocidades incríveis de 6.500 quilômetros por hora, usando menos energia do que os métodos convencionais atuais.
A nova tecnologia permitiria que uma pessoa em Nova York pudesse viajar para a China em apenas 2 horas ou dar uma volta completa no planeta em apenas 6 horas.
Os designers por trás do projeto acreditam que este sistema conseguirá transportar 50 vezes mais pessoas por kWh que os carros elétricos ou trens. Eles preveem que o sistema funcionaria como uma forma de trânsito rápido de pessoa, formado por rede autoconectadas, como ocorrem com as rodovias, funcionando com cápsulas como se fossem carros, roteadas e guiadas por tráfego de internet.
Os pesquisadores afirmam que seria mais barato para construir, aproximadamente ¼ do que custaria para fazer asfalto, novas estradas e ferrovias.
Surpreendentemente, eles também dizem que, apesar das velocidades incríveis que poderiam afetar negativamente os passageiros, os projetistas afirmam que eles só seriam sujeitos a forças mínimas, embora a física por trás dessa afirmação não tenha sido esclarecida para proteger a ideia.
O nome comercial do transporte de tubo por vácuo foi inventado pelo engenheiro mecânico Daryl Oster no início dos anos noventa e, em 1997, recebeu uma patente pela tecnologia.
Desde então, ele conseguiu construir um consórcio de licenciados para ajudá-lo a desenvolver o sistema. No entanto, apesar da licitação de vários projetos de infraestrutura pública, o projeto parece não ter decolado, mesmo com o massivo interesse da Coréia do Sul.
Jornal Ciência
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Governo vai investir mais de R$ 500 milhões em tratamento de câncer no SUS
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quarta-feira (18) que a pasta vai investir cerca de R$ 505 milhões na rede de unidades oncológicas do Sistema Único de Saúde (SUS).
Serão R$ 325 milhões em infraestrutura e na compra de aceleradores lineares, e outros R$ 180 milhões em equipamentos usados para radioterapia.
A previsão, de acordo com o ministério, é que nos próximos cinco anos sejam adquiridos 80 aceleradores lineares, expandindo o acesso ao tratamento para mais 28,8 mil pacientes ao ano.
Padilha explicou que a produção nacional desse tipo de equipamento só será possível com a futura instalação de uma fábrica no País, programada para entrar em atividade apenas em 2015.
— Hoje não existe nenhuma fábrica que produza acelerador linear no nosso País e [há] pouquíssimos fornecedores mundiais — na verdade, apenas dois grandes e outros de menor escala. Isso fará com que a produção de equipamentos também seja cada vez mais sustentável, gere inovação tecnológica e empregos no nosso País.
As obras e os novos equipamentos devem ampliar tecnologicamente 48 unidades oncológicas que já oferecem radioterapia, além de criar mais 32 serviços.
O objetivo, de acordo com o ministro, é reduzir a desigualdade no acesso aos serviços de radioterapia, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste e no interior do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste.
Atualmente, 135 dos 269 hospitais habilitados em alta complexidade em oncologia no SUS oferecem serviços de radioterapia. Há ainda 13 serviços fora de hospitais. Ao todo, a rede pública responde por 75% de todos os serviços no País voltados para essa área.
Apenas este ano, foram identificados 260 mil casos de câncer em mulheres, dos quais 27% são de mama e de colo do útero. O combate a esses dois tipos de câncer é considerado prioridade pela pasta.
Vídeo: Qual a solução para a onda de violência que assusta Jacareí?
As perguntas servem não só para Jacareí (SP), mas para qualquer cidade que vem sofrendo com assaltos e assassinatos constantes.
terça-feira, 17 de abril de 2012
Computador quântico pode ser construído dentro de um diamante
Um grupo de cientistas, com especialistas da Universidade da Califórnia à frente, deu o primeiro passo para construir um computador quântico dentro de um diamante. E ainda que a ciência quântica seja experimental e possa parecer um tanto abstrata, essa experiência é um grande avanço no que, segundo muitos, é um tema crucial para o futuro da ciência, diz reportagem da BBC.
Como parte de um trabalho para reduzir a interferência que o ambiente provoca nas funções dos computadores quânticos, os cientistas armaram uma espécie de 'couraça' para o artefato colocando-o dentro de um dos materiais mais resistentes da natureza: um diamante. E dentro dele, o computador armazena dois qubits. Um qubit é o equivalente de um bit na computação quântica. Mas diferentemente da unidade de computação clássica, o qybit pode estar ligado e desligado simultaneamente, ou em um lugar e outro ao mesmo tempo. Isto gera, na computação quântica, uma capacidade para realizar cálculos a velocidades extraordinárias, diz a reportagem.
Os especialistas dizem, entretanto, que ainda que os experimentos de computação quântica sejam interessantes, seu alcance ainda é muito limitado. A colocação dentro de um diamente, por exemplo, é ainda apenas uma prova de um novo conceito a ser desenvolvido, pois permitiria que uma grande quantidade de qubits trabalhasse junta, sem serem afetados pelo calor ou outros fatores.
Terra
O suicídio econômico da Europa
O "New York Times" noticiou no sábado um fenômeno que parece ser crescente na Europa: suicídios "devidos à crise econômica" --pessoas que se matam por desespero devido ao desemprego e à falência comercial. Foi uma reportagem de partir o coração. Mas estou certo de que eu não fui o único leitor dela, especialmente entre economistas, a se indagar se o fenômeno mais amplo não dirá respeito não tanto a indivíduos quanto à aparente determinação dos líderes europeus em cometer o suicídio econômico da Europa como um todo.
Poucos meses atrás, eu sentia alguma esperança em relação à Europa. Você talvez se recorde que no final do outono europeu passado a Europa parecia estar à beira do derretimento financeiro, mas que o Banco Central Europeu, o equivalente europeu ao Fed, veio socorrer o continente. Ele ofereceu aos bancos da Europa linhas de crédito sem prazo fixo para terminar, desde que dessem como garantia os títulos de dívida de governos europeus. Isto garantiu apoio direto aos bancos e apoio indireto aos governos, pondo fim ao pânico.
A questão era, então, se essa ação corajosa e efetiva assinalaria o início de uma revisão mais ampla, se os líderes europeus aproveitariam a brecha criada pelo banco para reconsiderar as políticas que tinham levado as coisas àquela situação, em primeiro lugar.
Mas eles não o fizeram. Ao invés disso, reafirmaram suas políticas e ideias falidas. E está ficando cada vez mais difícil acreditar que qualquer coisa os fará mudar de rumo.
Considere a situação atual na Espanha, que hoje está no epicentro da crise. Ignore o discurso sobre recessão: a Espanha se encontra numa depressão plena, com o índice de desemprego geral em 23,6%, comparável ao dos EUA na pior fase da Grande Depressão, e o índice de desemprego entre os jovens passa dos 50%. As coisas não podem continuar assim, e a percepção de que não podem é o que está empurrando os custos de crédito da Espanha cada vez mais para cima.
De certa maneira, não interessa realmente como a Espanha chegou a este ponto. Mas, já que estamos falando nisso, a história espanhola não guarda nenhuma semelhança com as histórias com moral tão apreciadas pelas autoridades europeias, especialmente as da Alemanha. A Espanha não era fiscalmente perdulária: na véspera da crise o país tinha dívida baixa e um superávit orçamentário. Infelizmente, também tinha uma enorme bolha imobiliária, bolha essa possibilitada em parte por enormes empréstimos feitos por bancos alemães a bancos espanhóis. Quando a bolha estourou, a economia espanhola ficou sem recursos. Os problemas fiscais da Espanha são consequência da depressão da Espanha, e não sua causa.
Mesmo assim, a receita que emana de Berlim e Frankfurt é --sim, você adivinhou-- ainda mais austeridade fiscal.
Para falar francamente, isto não é apenas uma insanidade. A Europa já teve vários anos de experiência com programas de austeridade rígidos, e os resultados são exatamente o que os estudantes de história previam que aconteceria: esses programas empurraram economias deprimidas ainda mais para baixo, numa depressão ainda mais profunda. E, pelo fato de os investidores analisarem o estado da economia de um país quando avaliam sua capacidade de saldar dívidas, os programas de austeridade nem sequer têm funcionado para reduzir os custos do crédito.
Qual é a alternativa? Bem, na década de 1930 --uma era que a Europa moderna está começando a reproduzir com fidelidade crescente--, a condição essencial para a recuperação foi o abandono do padrão ouro. A medida equivalente hoje seria o abandono do euro e a restauração das moedas nacionais. Você pode dizer que isso é inconcebível, e, de fato, seria um evento tremendamente perturbador, tanto econômica quanto politicamente. Mas continuar no rumo atual, impondo austeridade cada vez mais intransigente a países que já estão sofrendo desemprego típico da Grande Depressão --isso, sim, é o que é realmente inconcebível.
Assim, se os líderes europeus quisessem realmente salvar o euro, estariam procurando uma saída alternativa. E, na realidade, a forma que tal alternativa assumiria está bastante clara. A Europa precisa de mais políticas monetárias de expansão, sob a forma de uma disposição anunciada da parte do Banco Central Europeu de aceitar uma inflação um pouco mais alta. Ela precisa de mais políticas fiscais de expansão, sob a forma de orçamentos na Alemanha que se contraponham à austeridade na Espanha e outros países em crise na periferia do continente, ao invés de reforçar a austeridade.
Mesmo com essas políticas, os países periféricos enfrentariam anos de dificuldades. Mas pelo menos haveria alguma esperança de recuperação.
Mas o que estamos testemunhando na realidade é a inflexibilidade completa. Em março, líderes europeus assinaram um pacto fiscal que, na prática, define a austeridade fiscal como resposta a todos e quaisquer problemas. Enquanto isso, autoridades chaves no banco central estão fazendo questão de destacar a disposição do banco em elevar os juros diante do menor sinal de alta na inflação.
Assim, é difícil evitar um sentimento de desesperança. Ao invés de admitir que estavam errados, os líderes europeus parecem estar determinados a empurrar sua economia --e sociedade-- penhasco abaixo. E o mundo inteiro pagará o preço.
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