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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Valor da tarifa de ônibus pelo país / São José dos Campos



Foram colocadas as diferenças com relação a integração e se há subsídio da prefeitura na tarifa. Algumas cidades que estão abaixo de São José ainda sofrerão reajuste. Importante mostrar que o subsídio após implantado dificilmente diminui. Em Sorocaba por exemplo era de R$ 12 milhões até ano passado e no mês de dezembro foi para R$ 24 milhões.

O subsídio tira recursos do orçamento que podem ser investidos em outras áreas como saúde, educação ou obras.
Outro item importante a ser lembrado é que já temos ações judiciais das empresas pedindo reequilíbrio do contrato o que pode render milhões de prejuízo a prefeitura. Por isso foi necessário agir com responsabilidade e tomar essa decisão difícil para que não tenhamos novamente todos aqueles problemas judiciais que já tivemos no passado que já renderam muitos prejuízos ao poder público.

Informações: Secretaria de Transportes de São José dos Campos

Sobre a matéria veiculada na TV Vanguarda, na última sexta-feira, dia 1º:

Foi feita uma comparação com o preço de quatro capitais do país, mas ficou faltando avisar que aqueles valores não são os reais custos daquelas tarifas, já que em todos os casos mencionados há subsídio da passagem com dinheiro público. Em São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Curitiba chegou-se à conclusão de que faz sentido optar por aplicar na redução da tarifa de ônibus um recurso que poderia ser investido pela Prefeitura em outras áreas (SP chega a R$ 1 bilhão).




Aqui em São José a avaliação, até hoje, é de que isso não faria sentido. Vale lembrar ainda que há um esforço nas grandes capitais de adiar um pouco o reajuste que ocorreria já em janeiro até para ajudar no controle da inflação nacional (deve aumentar daqui a pouco). Também é importante avisar que o que caiu não foi propriamente o número de passageiros (que deveria ter crescido muito mais se oferecesse mais qualidade), mas o Índice de Passageiros por quilômetro (IPK). O que é um perigo! Quanto menor esse índice e quanto menos gente usa o transporte público, mais caro fica a passagem. E quanto mais cara a passagem, menos gente usa, num círculo vicioso. É pra enfrentar isso que Carlinhos está na prática amarrando grandes transformações nesse reajuste que foi obrigado a autorizar, já que a gestão anterior preferiu descumprir o edital que ela mesmo escreveu fugindo do aumento em ano eleitoral. É o caso da volta dos grandes ônibus articulados (serão 9 até maio), que reduzem bastante a espera nos horários de pico, 40 novos ônibus (em março) e o Bilhete Único de verdade - pra qualquer lado que você vá - que chega no segundo semestre. Entre outras melhorias tecnológicas que vão fazer diferença na hora do cidadão escolher se usa ou não o ônibus, além de deixar o sistema mais eficiente.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Prefeito Carlinhos Almeida, de São José dos Campos, cumpre promessa e inicia mutirão de cirurgias



Mais 94 cirurgias serão realizadas pelo mutirão nos próximos cinco dias: 80 de catarata e 14 de vesícula. As cirurgias estão agendadas entre esta sexta (1º) e terça-feira (5). As cirurgias de catarata serão realizadas no Hospital Pró-Visão, já com o novo contrato. Já as 14 cirurgias de vesícula serão feitas no Hospital Municipal.


Só em janeiro, o mutirão já realizou 182 cirurgias de catarata e chamou 1.334 pessoas para realizar avaliação pré-operatória em diversas especialidades. Em fevereiro, a previsão é realizar mais 320 cirurgias. O Hospital Municipal realizou nesse primeiro mês do ano 19 cirurgias ortopédicas de alta complexidade e cinco cirurgias vasculares.


O Mutirão de Cirurgias é um dos compromissos assumidos pela atual administração com o objetivo de diminuir o tempo de espera por atendimento na rede municipal de saúde.


A Secretaria de Saúde já contratou quase 2.400 cirurgias, que serão realizadas pelo Hospital Municipal, Pio XII e Próvisão com o recurso do Governo Federal de R$ 1milhão e 700 mil. A liberação desse recurso aconteceu após reunião entre o prefeito Carlinhos Almeida_ na ocasião como deputado federal_ e o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha ainda no período de transição e está sendo destinada para atender a demanda reprimida da área. O contrato foi assinado no dia 20/12/2012.


A Secretaria de Saúde vem trabalhando para que esse número de cirurgias seja ampliado. A parceria com a Santa Casa e com o Hospital Antoninho da Rocha Marmo estão sendo concretizadas.


Outra parceria muito esperada aconteceu com o Grupo de Assistência à Criança com Câncer (GACC) se comprometeu, na semana passada, a realizar 40 cirurgias pediátricas por mês, num total de 240 cirurgias até o fim de junho. O GACC tem 29 leitos disponíveis, sendo 05 em UTI.


Ações de Saúde dos primeiros dias de governo (Janeiro 2013):


Prefeitura já firmou contrato, por meio de licitação, com o Valeclin para a realização de 1,5 milhão de exames em 2013. O valor total é de R$ 6.833.402,40. Durante seis anos o município atendeu a demanda de exames por meio de contratos emergenciais;


Liberou a verba inicial é de R$ 2 milhões para cirurgias do mutirão;


No dia 21, o Grupo de Assistência à Criança com Câncer (GACC) se comprometeu a realizar 40 cirurgias pediátricas por mês, num total de 240 cirurgias até o fim de junho;


Prefeitura fez uma parceria com o Hospital Próvisão para a realização de mais 120 cirurgias gerais (hérnias e hemorroidas) por mês. Mas esse número ainda pode ser ampliado. O contrato é de um ano;


O Hospital Municipal realizou nesse primeiro mês do ano 19 cirurgias ortopédicas de alta complexidade e cinco cirurgias vasculares.


A Prefeitura já se reuniu com todos os hospitais e entidades para buscar parcerias, o que possibilitará a ampliação dos serviços ofertados;


A Secretaria de Saúde já trabalha para melhorar o sistema de organização de encaminhamento de consultas para aproveitar melhor as vagas que são ofertadas pelo AME. Com essa mudança, a Prefeitura pretende aumentar o número de encaminhamentos.

Sobre o aumento da passagem de ônibus em São José dos Campos para R$ 3,30


O que houve é consequência de uma represa a ponto de transbordar. O edital da concorrência feita pela gestão anterior garante às empresas reajuste anual da tarifa. Mas quando chegou no ano eleitoral segurou-se o reajuste, o que gerou esse acúmulo.

Outra consequência é que a Prefeitura está sendo processada na Justiça por não ter dado o reajuste de 2012, com o argumento da garantia jurídica do edital. Esse risco São José conhece bem, pois já pagou indenização milionária no passado em situação semelhante. Diante dessa situação a responsabilidade exige essa medida difícil. Mas o governo está amarrando nessa decisão melhorias importantes para os usuários que tem consequências sobre o custo do sistema, como o Bilhete Único. Ele estará implantado até novembro e permitirá inclusive aliviar parte do peso desse aumento, já que a integração passará a ser total, em qualquer sentido (inclusive indo e voltando à região de origem). 


Também voltarão à cidade os ônibus articulados que dão muito mais fluidez ao sistema, reduzindo tempo de espera especialmente nos horários de pico (serão 9 deles, até maio). E chegarão 40 outros novos ônibus até março. São ações importantes para garantir um transporte com mais qualidade.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Resenha do filme "Lincoln"



Um Lincoln simplório, que gosta de contar histórias e não se preocupa com os luxos do importante cargo que ocupa é apresentado por Steven Spielberg, na obra cinematográfica inspirada em sua biografia escrita por Doris Kearns, "Time de triviais: O Gênio Político de Abraham Lincoln". A trama descreve os meses finais do primeiro mandato do 16º presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln, que havia sido reeleito para um segundo mandato. A Guerra Civil americana, que começou em seu primeiro mandato, está chegando ao fim, com uma clara vitória da União, abolicionista, em cima dos 11 estados antiabolicionistas e, consequentemente, separatistas.

A União tinha noção que os confederados, praticamente derrotados, estavam prontos para assinar o tratado de paz. A visão é comemorada pelos republicanos, que querem o fim imediato da guerra extremamente violenta e partir para o segundo governo do reeleito, reintegrando a nação.


As coisas ficam complicadas quando o presidente tem uma visão mais ampla que a de seus aliados. Ele nota que o fim da guerra leva necessariamente ao fim do seu projeto político principal, o de acabar com a escravatura no país. Ele entende que as Proclamação da Emancipação dos escravos, assinada em 1863, só é levada a sério pelos estados confederados por causa da guerra. Ao assinar-se o tratado para a paz, os estados oposicionistas ao abolicionismo poderiam voltar a explorar a escravatura, pois ele não possui nenhum mecanismo jurídico para forçá-los a aceitar a emancipação dos negros. Sua única saída é aprovar uma emenda constitucional, antes da declaração do fim da guerra civil. São necessários os votos de dois terços dos parlamentares para aprovar o novo projeto. E apesar de Lincoln ter a maioria no congresso, faltam 20 votos. Para aprovar a emenda até o fim de janeiro de 1865, antes do final da primeira legislatura, é preciso conseguir estes votos dentro da oposição, do partido democrata.

O famoso presidente, interpretado magistralmente por Daniel Day-Lewis, gosta de conversar com seus soldados no “front” de batalha e com os funcionários da Casa Branca, sempre contando “causos” divertidos e agindo sempre depois de ouvir todos os lados, como quando começa a filosofar com seus funcionários responsáveis pelo telégrafo.



A reconstituição histórica é bastante fiel, tendo a produção se preocupado em usar o som verdadeiro do relógio de bolso de Lincoln (que se encontra em um museu norte-americano). Sally Field no papel de Mary Todd Lincoln mostra que ainda é uma grande atriz dramática, assim como Tommy Lee Jones esbanja humor sarcástico como Thaddeus Stevens,  membro influente do Partido Republicano e um dos maiores apoiadores da abolição da escravidão.

As partes mais engraçadas do filme acontecem quando os agentes contratados pelo secretário de Estado William Seward (David Strathairn) vão atrás de cada parlamentar necessário para votar a emenda, oferecendo-lhes cargos e benefícios no 2º mandato, em troca de seus votos. A trilha sonora conta com muitas música regadas à banjo e as tradicionais marchinhas da época da guerra civil norte-americana, sempre com sonoridades bem parecidas com as originais.

A história deste grande presidente americano demonstra que muitas práticas vistas na política moderna, seja no Brasil e nos próprios Estados Unidos, não começaram recentemente. Os jogos da política sempre podem acabar funcionando com mecanismos mais obscuros e a obstinação de Abraham para aprovar a emenda que alforriava os escravos prova isto.



Todos sabem como Lincoln foi assassinado por John Wilkes Booth, um defensor da escravatura que matou-o no Teatro Ford, enquanto ele assistia uma comédia, mas poucos conhecem o processo de votação da emenda no Congresso dos EUA. São esses momentos finais de tensão que são o ápice da trama e fazem valer mais ainda o ingresso.

Trailer:

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Sobre a lei de "Moral e bons costumes" de Myrian Rios

A falsa correlação entre a lei-seca e a "falta de ônibus de madrugada"


O que o sujeito deixa implícito com esta reclamação é algo como: "olha, não tem ônibus para a minha casa, depois que eu saio da balada e enchi a cara. Por isto, vou continuar dirigindo completamente bêbado". Essa gente é muito egoísta. Nunca pediu transporte público de madrugada para quem, por exemplo, precisa ir ao hospital no meio da noite, mas agora quer porque necessita de uma desculpa para continuar conduzindo o automóvel sob efeito da bebida.

Quem tem R$ 50 para torrar em cachaça ou cerveja, tem R$20 gastar no táxi. Ou então que compre a bebida para encher a cara em casa, peça para um amigo dar carona na volta etc. Esse papinho de "botar lei-seca é fácil, quero ver ônibus 24hs na rua" é uma falácia gigantesca, pois insinua que a lei contra a  combinação "bebida - direção" é falha porque não tem transporte público de qualidade.
Ora, será que esses revoltadinhos de plantão, que se acham no direito de beber e dirigir de volta pra casa com a desculpa de que "não tem ônibus altas horas da noite" alguma vez já foram reclamar na secretaria de transporte do seu município, exigindo mais transporte público?

Esse " X é fácil, quero ver Y" é um erro de lógico, insinuando que "não pode haver X se não tiver Y", sobretudo porque os que estão acostumados a tomar todas na balada ou no bar e dirigir depois têm dinheiro para encher o tanque (ou seja, tem dinheiro para pegar um táxi depois de encher o fígado de álcool), usam o carro todo santo dia até para ir ali na esquina desnecessariamente e se bobear nem usam o transporte público. Em geral é a classe-média, classe-média alta que nunca criticou o transporte público, mas agora quer transporte de qualidade. Claro que deve haver ônibus de dia e de noite, em qualquer horário, mas criticar uma lei que previne mortes por não haver é desonestidade intelectual.



E não,  criar lei-seca não é fácil. Se não existissem vagabundos irresponsáveis que enchem a cara e dirigem, ela não seria necessária. Se não houvessem tantas mortes no trânsito, também não. O estado precisa comprar bafômetros aos montes (caros), colocar mais efetivo policial para fiscalizar os bêbados canalhas etc.
Se você está revoltadinho(a) com a lei-seca porque "não tem transporte público de qualidade", levante do computador e vá falar com o secretário de transporte da sua cidade, vá falar com os vereadores, marque uma audiência com o prefeito etc.

Gasolina: Na época do Fernando Henrique Cardoso, o preço subia todo mês e não saia no Jornal Nacional



quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Fogo em boate produziu o mesmo gás usado por nazistas, diz médico

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Um pedido de doação de medicamento, feito pela diretora de enfermagem do Hospital Universitário de Santa Maria, Soeli Terezinha Guerra, 50, ajudou a esclarecer a natureza dos sofrimentos impostos aos jovens feridos e mortos no incêndio da boate Kiss.






Hidroxocobalamina é o nome do medicamento solicitado. Serve para combater a intoxicação causada pelo gás cianeto, o mesmo usado nas câmaras de gás nazistas, durante a Segunda Guerra Mundial.

Era o princípio ativo do tristemente famoso Zyklon B dos campos de extermínio.

Segundo o pesquisador Anthony Wong, diretor médico do Ceatox (Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP) trata-se de um dos venenos mais letais, por sua capacidade de paralisar os mecanismos de produção de energia das células, matando-as.

Pois o cianeto apareceu junto com a fuligem e o monóxido de carbono dentro da Kiss, como consequência da combustão dos materiais usados no revestimento acústico.

"Não tem cheiro nem cor e é capaz de matar em um prazo curtíssimo, de quatro a cinco minutos", explica Wong.






A detecção do cianeto é feita por análises químicas. Mas essa suspeita já existia mesmo antes da confirmação laboratorial. "É que o gás é subproduto da combustão de materiais como espuma de poliuretano, usada em revestimentos baratos com finalidades acústicas", diz Wong.

Revestimentos acústicos de boa qualidade são antichamas e não inflamáveis, portanto não produzem o cianeto.

A enfermeira Soeli disse ontem à Folha que o Hospital Universitário de Santa Maria já recebeu doações da hidroxocobalamina em quantidade suficiente para o tratamento dos pacientes lá internados (até ontem em número de 11).

Mas o toxicologista da USP considera inaceitável que o principal hospital público da cidade tenha de ter contado com doações. "Na França, todos os serviços de pronto-socorro estão equipados com a hidroxocobalamina para tratar intoxicações por cianeto."

Ele explica que, no Brasil, o medicamento (comercializado sob o nome de Rubranova) é de difícil acesso porque o laboratório que importava o sal parou de fazê-lo, e o país não o produz. Nas farmácias, o sal também não é vendido.

No Hospital Universitário, três pacientes ainda necessitam de ventilação mecânica, para conseguir respirar. E ainda há o risco de sequelas causadas por lesões nas células nervosas, fruto da falta de oxigênio. Esse é um resultado possível da intoxicação por cianeto, uma vez que o veneno mata as células que entram em contato com ele.

O mais cruel do veneno é que, sem cheiro nem cor, muitos jovens acabaram intoxicados, achando que estavam protegidos por máscaras improvisadas com roupas molhadas enroladas no rosto. Se conseguiu barrar boa parte das partículas de fuligem, diz Wong, esse expediente foi absolutamente inútil contra o cianeto.


Folha de SP

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Construção de novo acelerador de partículas brasileiro vai começar este ano









Segundo uma notícia divulgada pela FAPESP, deve ter início ainda este ano em Campinas a construção do “Sirius”, um novo acelerador de partículas de terceira geração capaz de produzir imagens de maior resolução e emitir radiação com maior brilho do que o acelerador atual, o UVX, que pertence à segunda geração. O novo equipamento será construído em uma área de 150 mil metros quadrados ao lado das instalações do LNLS, onde se encontra o UVX.

O equipamento atual é o único na América Latina e conta com 16 estações experimentais (ou linhas de luz) que atendem cerca de 500 grupos de pesquisa por ano. Ele é capaz de emitir radiação de alto brilho em diversas frequências, que variam dos raios-x ao infravermelho, permitindo que os pesquisadores possam estudar a estrutura atômica dos mais diversos materiais e a forma como esses átomos estão distribuídos e interligados.
Velho x novo






(Fonte da imagem: Reprodução/LNLS)

Entretanto, o UVX não é tão preciso quanto os aceleradores de partículas disponíveis nos EUA e na Europa. Segundo a FAPESP, o Sirius oferecerá resultados muito mais precisos do que o equipamento disponível no momento, além de contar com quase o triplo da capacidade atual, já que o projeto prevê a construção de 40 estações experimentais.

Ainda de acordo com a notícia, o projeto original também passou por diversas alterações, o que deve colocar o Sirius entre os aceleradores de maior brilho no mundo. Um exemplo dessas modificações foi a substituição do sistema de eletroímãs — que guiam a trajetória dos elétrons dentro do acelerador — por um sistema de ímãs permanentes para reduzir a necessidade de cabos de alimentação, e mudanças na câmara de vácuo e na rede magnética do acelerador.

A previsão é de que o projeto seja finalizado em 2016, e o custo estimado é de R$ 650 milhões. O novo acelerador poderá atender pesquisadores das mais diversas áreas, como da biofísica, química, medicina, nanotecnologia etc., além de atrair cientistas de renome de todo o mundo para realizarem aqui no Brasil os seus estudos.

Tecmundo

Criminosos sem escrúpulos

por @DeniseSQ


Desde ontem chamo insistentemente a atenção das pessoas que me acompanham no twitter para cuidar muito na hora de divulgar ou retuitar informações que possam gerar sentimentos desnecessários neste momento tão sério e triste. Aconselhei vários a, antes de divulgar pedidos de ajuda ou outras coisas do gênero, que dessem uma olhada nos perfis oficiais, tanto do governo do Estado quanto da prefeitura e de rádios (três) que eu acompanhava e faziam cobertura com entrevistas de autoridades e informações sérias sobre a tragédia.


Mas nada se compara à canalhice que um blogueiro, que se diz jornalista, foi capaz de colocar no blog. Reproduzo (com nojo, mas por necessidade de ilustrar) o print.







Pelo que pude entender, alguém fez a montagem e colocou no facebook e em instantes o tal blogueiro (o nome está no print) começou a espalhar por aqui. Imediatamente entramos em contato com o Deputado Federal Paulo Pimenta, que por mensagem privada para mim no Twitter e para o Sergio Pecci no Face mostrou toda a sua indignação diante da calúnia. Reproduzimos:


Pelo Face: "Estamos imediatamente acionando a Policia Federal para identificarmos a origem desta mentira criminosa . Trata- se de um absurdo gravíssimo numa hora como essa . Não conheço nenhum dos donos desta boate. Precisamos identificar os bandidos que estão postando isso para puni- los exemplarmente . Isso é demais , revoltante e repugnante. Tenho muitos amigos e conhecidos sofrendo nesta hora e sou obrigado a me deparar com essa loucura insana."


Pelo Twitter: "Criminosos sem escrúpulos . Já acionamos PF para identificarmos autores desta mentira criminosa e revoltante".


A página do deputado é aberta no Facebook e mesmo os não usuários tem acesso. Para quem não sabe, ele é um cidadão santamariense e foi líder estudantil na Universidade Federal.


Que haja punição a esses seres que nos demonstram que a sordidez humana não tem mesmo limite, é o mínimo que se espera. E que sejam punidos os irresponsáveis, se é que se pode denominar gente, como esta, assessora de imprensa do PSDB, que está espalhando na rede o link do blog.

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Nota: O Estado de São Paulo publicou hoje, 28 de janeiro, que a boate está registrada em nome da mãe e da irmã do proprietário.

Como os Pastores evangélicos usam a hipnose

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O cinismo da mídia



por Aurélio Munhoz*



Passadas as primeiras 24 horas após o incêndio que destruiu 231 jovens em uma casa de shows em Santa Maria (RS), o Brasil foca suas atenções agora na identificação dos culpados por mais esta inominável tragédia urbana.



Natural que seja assim. O que aconteceu neste domingo na cidade gaúcha foi fruto de uma coleção de indefiníveis aberrações que, por sua extrema gravidade, causam indignação e merecem punição rigorosíssima.

Ocorre que não são apenas os donos ou os seguranças da casa de shows, tampouco a Prefeitura de Santa Maria e o Corpo de Bombeiros, que merecem condenação. O papel que grande parte da mídia está exercendo diante deste drama humano de proporções colossais, a exemplo do que tem feito em relação a tantos outros, também se revela abjeto e passível de duríssimas críticas.

A mídia tem todo o direito – e, mais que isto, o dever – de noticiar tragédias como a que estamos acompanhando, ao vivo e em cores. Fornecer informações de interesse público é uma das suas atribuições. A morte de 233 seres humanos, ainda mais nas circunstâncias verificadas na casa de shows é, obviamente, digna de uma extensa cobertura porque interessa a um expressivo segmento da sociedade.

As escolas de jornalismo sérias ensinam, porém, que o tratamento de assuntos desta natureza pressupõe cuidado extremo. Não por acaso. É tênue, muito tênue, o limite que separa a informação de interesse público da notícia convertida em espetáculo com objetivos escusos.



Infelizmente, muitos colegas da imprensa (deliberadamente, inclusive) romperam este limite no caso em análise. Boa parte da mídia está fazendo a cobertura da tragédia de Santa Maria não com o nobre propósito que deveria motivá-la – garantir que aberrações como esta não se repitam, algo possível por meio da divulgação permanente de informações corretas e isentas, fruto de pesquisa e investigação sérias, revelando seu compromisso com a sociedade.

Seu propósito é outro – absolutamente vil, porque imoral e oculto: converter a tragédia dos meninos de Santa Maria em um grande espetáculo midiático com o objetivo de garantir audiência cativa. De preferência, às custas das lágrimas do público. É o que se chama, em Teoria da Comunicação, de “espetacularização” da notícia, ou seja, a sua conversão em um agente não do bom jornalismo, mas do entretenimento e do cinismo, porque dá a falsa impressão de que o compromisso primeiro desta mídia é com o público, quando o é de fato, acima de tudo, com seus patrocinadores.

É um Big Brother de verdade, formado não por beldades vulgares e sem cérebro, do tipo que costumam freqüentar os realities shows, mas por cidadãos respeitosos vítimas da irresponsabilidade humana. Sensacionalismo, em uma palavra, como nos tempos do programa Aqui Agora, extinto em 1997. Mais brando, é verdade, mas uma forma de sensacionalismo, de todo modo.

Foi o que aconteceu durante todo o dia da tragédia, quando, por exemplo, até programas dominicais exclusivamente de entretenimento – inclusive os conduzidos por não jornalistas – consumiram horas a fio tratando do tema, mas em tom predominantemente emocional e policialesco, e não informativo. Tampouco estes veículos sinalizaram o interesse de incluir este tema (a segurança em casas de shows) em uma agenda permanente de debates.

É claro que não se pode descartar o componente fortemente emocional que permeia uma tragédia como esta, mas quando se exagera na ênfase deste aspecto – sobretudo quando esta iniciativa parte de programas exclusivamente de entretenimento, aos quais não cabe o perfil de noticiosos – e quando se aborda este tema de maneira superficial gera-se desconfiança sobre os reais propósitos que margeiam a divulgação do fato.

Não se trata de uma novidade. O histórico de grande parte da mídia é profícuo neste gênero de cinismo, no âmbito das tragédias humanas. Cito apenas um caso, já clássico na cronologia de aberrações da mídia: o terremoto no Haiti, que completou três anos em 12 de janeiro e matou 316 mil pessoas, convertendo-se em um das maiores tragédias provocadas por causas naturais da humanidade. Entre elas, Zilda Arns, médica gaúcha fundadora da Pastoral da Criança.

Fontes ligadas à própria Pastoral da Criança, que continua atuando na região, informam que pouca coisa mudou de lá para cá. O portal IAI (International Alliance of Inhabitants) vai além. Comunica que, três anos após o terremoto, depois do bombardeio inicial de notícias sobre o desastre, o Haiti foi praticamente esquecido pela grande mídia e pelos organismos de ajuda internacionais. Mais de 370 mil pessoas continuam vivendo em abrigos temporários, em péssimas condições. E, o que é quase tão grave, 78 mil (21% do total) ameaçam ser despejadas. Não bastasse tudo isto, apenas 1/3 da ajuda prometida, inclusive pela ONU (Organização das Nações Unidas), chegou às mãos do presidente Michel Martelly.

Não é a grande mídia a culpada por isto, evidentemente, mas é de se perguntar por que um problema desta gravidade é solenemente ignorado pela imprensa, que, por sinal, só trata do Haiti ultimamente para criticar a presença dos militares brasileiros no país, algo plenamente justificável pela necessidade de combater os roubos, estupros, a violência e demais atos criminosos nos acampamentos.

Perdoem-me os colegas jornalistas que levam sua profissão a sério, mas não há como não deduzir, do exposto, que o que realmente move a engrenagem de boa parte da imprensa neste tipo de situação não é exatamente o interesse público, ou o sentimento de justiça e de solidariedade às vítimas.

O que se deseja é, tão somente, vampirizar as vítimas das tragédias. Nesta lógica cínica, importa não garantir espaço permanente às famílias das vítimas das tragédias, mas oferecer generosa cobertura aos seus dramas apenas durante o curto tempo em que os corpos dos mortos continuarem rendendo manchetes e as atenções do público. Até, portanto, o surgimento de uma nova tragédia que abasteça com sangue fresco a sede por dramas humanos novos dos que chamam isso de jornalismo.

Os meninos que perderam suas vidas neste domingo, bem como suas famílias, merecem um tratamento bem mais respeitoso – e não serem citados como vítimas de uma tragédia dantesca para, depois, serem praticamente esquecidos pela poeira do tempo, o que fatalmente irá acontecer. Cobrem-me isso, aliás, daqui a alguns meses. Todas as vítimas de todas as tragédias merecem, aliás, pelo simples fato de que são seres humanos – e não objetos descartáveis a serviço de empresários e jornalistas que lançam um olho sob os locais das tragédias e o outro sob os números da audiência. Triste que seja assim.



*Aurélio Munhoz é jornalista, sociólogo, presidente da ONG Pense Bicho e secretário do Comupa (Conselho Municipal de Proteção Ambiental de Curitiba).Carta Capital

Carta Capital

Precisamos de um jornalismo-urubu?



Na cobertura jornalística que pode ser vista no caso do incêndio da boate em Santa Maria (RS), vemos de novo os interesses editoriais acima do bom jornalismo, além da busca pela face do terror. Existem vários protagonistas nesta história, todos com sua parcela de culpa.
De um lado, vemos os leitores, com uma curiosidade mórbida e macabra, atrás de fotos dos corpos dos jovens que morreram na fatalidade. Isto gera uma grande demanda. Nas redes sociais, o fenômeno pode ser visto constantemente. Páginas que espalharam fotos dos cadáveres, assim como vídeos, ganham muitos compartilhamentos.

Portais como o do jornal “O Estado de S.Paulo”, “Folha de São Paulo” e muitos outros publicaram em seus sites e suas páginas do Facebook vídeos onde podem ser vistos os corpos, que geraram muitas curtidas e compartilhamentos. Para os veículos, isto é ótimo, pois mostram visibilidade e mais argumentos para os mesmos cobrarem mais de seus anunciantes.

Na cobertura em si, vemos profissionais da imprensa explorando fotos dos pais dos jovens, em poses onde aparecem chorando em prantos e outras imagens apelativas. Em grandes programas, como o “Fantástico”, do dia 27 de janeiro, foram ao ar longas matérias, com músicas de fundo emotivas e que geraram uma boa audiência. Novamente, mais dinheiro para os conglomerados de mídia. No programa de “Ana Maria Braga”, na manhã de segunda-feira, 28, entrevistas com mães de falecidos, que nada agregam ao desenrolar da história, garantiam novamente mais verbas publicitárias à apresentadora e exploravam a tragédia. Em diversas entrevistas com figurões da mídia como a referida apresentadora, assumem abertamente que vale tudo pela audiência. Ou seja, mais dinheiro e menos dignidade é o que vale. Em diversos momentos, a justiça já condenou ou tirou do ar programas que agiam assim, mas isto é cada vez menos visto.

Temos visto pouca serenidade no jornalismo brasileiro. O "vale-tudo" pela notícia tem sido uma tônica da imprensa nacional, onde jornalistas são mandados para o “front” da notícia a obrigação de trazer matérias que cada vez mais desrespeitam a dignidade humana, tudo em nome do lucro das empresas jornalísticas e para satisfazer o ego de alguns “jornalistas populares”, como páginas de redes sociais que muitas vezes se intitulam “humoristas” e querem cada vez mais e mais fama nas redes sociais. Páginas que muitas vezes acabam por vender pequenos espaços publicitários que apesar de não renderem tanto capital quanto o que lucra um grande jornal, geram alguns bons trocados aos seus donos.

No final das contas, temos um público-leitor sem ceticismo, sem senso-crítico e sem capacidade de questionamento, que compram um jornalismo muitas vezes vazio e que apenas explora a tragédia de maneira fútil, sem apurar as causas reais das mesmas, com serenidade zero.
O fenômeno pode ser visto em muitos países, mas gostaria, como jornalista, que o público-consumidor de jornalismo brasileiro parasse um dia de dar audiência para esta guerra da informação vazia e desrespeitosa, valorizando e buscando cada vez mais o que realmente importa, como a investigação científica e política dos fatos, a busca pelos culpados das desgraças e não o macabro compartilhamento de fotos de cadáveres. Somos humanos ou apenas animais sem sensibilidade, que regozijam-se com a foto de um jovem morto e carbonizado?

Resenha do filme "Django Livre"

                                                                        Waltz e Django


Quentin Tarantino é um diretor único, que sabe trabalhar com elementos específicos, que tornaram-se suas marcas registradas. Não poderia ser diferente em “Django Livre”, onde o diretor novamente utiliza as cenas sangrentas e absurdas de tiroteios, os zooms abruptos de câmera e os diálogos hilários e inesperados.



Na trama, Django (Jamie Foxx) é um escravo liberto, cujo passado com seus antigos donos levam-no ao encontro do caçador de recompensas alemão Dr. King Schultz (Christopher Walts). Schultz cruza os Estados Unidos atrás de criminosos, procurados “vivos ou mortos” e resolve sempre todas as questões com tiros e muita tranquilidade. Ambos desenvolvem uma grande amizade e o antigo escravo passa à acompanhá-lo em seu ofício. As paisagens idílicas e montanhosas norte-americanas, assim como as fazendas de algodão, servem como cenários perfeitos da saga de ambos.
Após muitas caçadas por fugitivos, Django deseja resgatar sua esposa, Broomhilda ( Kerry Washington), que ele não vê há muitos anos, desde que ela foi vendida para outros proprietários. Ao contrário do que possa ser esperado, a meu ver as melhores atuações não são destes dois protagonistas, como direi a seguir.

Candie e Stephen, no primeiro plano


O ritmo e a intensidade do filme mudam constantemente, como é característica de Tarantino, entremeando o enredo com humor sarcástico e cenas mais violentas. É hilário o momento quando um grupo de racistas tenta matar os protagonistas, mas tudo para quando um deles resolve reclamar dos sacos que utilizam para encobrir o rosto, em uma discussão que parece ter saído do desenho igualmente sarcástico “Family Guy”. As cenas exageradas em todos os tiroteios, com sangue voando para todos os lados fazem o espectador rir bastante também. As buscas de Waltz por fugitivos sempre deixam em quem assiste uma impressão de que “aquilo não pode dar certo”, mas a forma em que a história se desenrola surpreende.



A busca de Schultz e Django leva-os a Calvin Candie (Leonardo DiCaprio, em outra atuação perfeita). Este é um personagem a parte na trama. Um pouco misterioso e afetado, o excêntrico dono da grande plantação de algodão de Candyland é um apreciador de lutas entre escravos e parece ter uma relação incestuosa com sua irmã viúva. Seu escravo de confiança idoso Stephen (Samuel L. Jackson) é esperto e percebe coisas que seu dono não nota. Aliás, Jackson ao meu ver tem a segunda melhor atuação da película, depois de DiCaprio. Envelhecido no papel, suas frases de efeito são hilárias. Lá está a esposa de Django, e uma sucessão de acontecimentos inacreditáveis vão decidir o desfecho da história.

Com uma trilha sonora que vai do hip hop ao blues, as músicas se encaixam bem nas cenas, assim como os diálogos cheios de palavrões e diferentes sotaques das várias regiões dos E.U.A, conforme os personagens vão surgindo na trama.

Apesar de um filme de quase três horas, “Django livre” é um deleite para os fãs de Tarantino (que faz uma ponta na película!), mostrando que o diretor é um dos melhores de nossos tempos.

Trailer:

A imprensa explorando a tragédia



Lamentável o show de horrores da cobertura da imprensa, sobre o incêndio na boate de Santa Maria (RS). Vídeos com cadáveres, exploração excessiva da imagem dos falecidos, câmera na cara dos pais dos jovens, dando close no choro. Tudo isso é doentio e desrespeitoso.