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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Médicos americanos atacam os fabricantes de energéticos
NOVA YORK - Com o alto consumo de energéticos entre os americanos, os médicos começaram a se preocupar com os efeitos da miscelânea de cafeína, açúcar e suplementos dietéticos da bebida entre os mais jovens. Os pediatras da Flórida descrevem casos de convulsões, delírios, problemas cardíacos e danos nos rins e no fígado entre as pessoas que tomam um energético ou mais.
- Em todo o mundo há sinais de efeitos colaterais dessas bebidas - afirmou o médico Steven E. Lipshultz, chefe do Departamento de Pediatria da Universidade de Miami.
A venda dessas bebidas nos EUA deve alcançar US$ 9 bilhões este ano, tendo crianças e adolescentes como metade do mercado consumidor - como a bebida é classificada como suplemento nutricional, os critérios de venda são muito menos controlados que para remédios ou alimentos.
Os médicos reclamam ainda da postura dos fabricantes: no site da Red Bull, por exemplo, o energético é descrito como uma bebida que aumenta a concentração. "Os efeitos de Red Bull são apreciados no mundo inteiro por atletas, profissionais e estudantes", descreve o site.
Mas segundo os pesquisadores os efeitos da bebida são questionáveis:
- Não encontramos nenhuma evidência de qualquer efeito terapêutico - disse Lipshultz, que se preocupa principalmente com o efeito nas crianças, já que a cafeína aumenta os batimentos cardíacos, causa insônia e ansiedade e há ainda extratos de plantas de efeito desconhecido.
- Se fosse só um drink energético com cafeína seria uma coisa, mas o problema é que ainda há um monte de outras substâncias - disse Lipshultz.
Em nota, a Red Bull respondeu que a bebida tem a mesma dose de cafeína que uma xícara de café e a American Beverage Association, que representa vários fabricantes, disse que jovens que vão às cafeterias tomam duas vezes mais cafeína que em um copo de energético.
Para Lipshultz há uma outra grande diferença entre o café e os energéticos:
- Se você tem 16 anos e acabou de jogar futebol, dificilmente vai beber três xícaras de café quente. Mas provavelmente vai querer três latas de energéticos.
O Globo
Dica: Não tome essas porcarias artificiais e procure tomar mais sucos naturais, guaraná e similares.
PR indicará Tiririca para Comissão de Educação e Cultura
E viva a Câmara dos Deputados!O deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), mais conhecido como o palhaço Tiririca, será indicado pelo partido para titular da Comissão de Educação e Cultura da Câmara. De acordo com o líder do partido, Lincoln Portela (MG), a decisão foi tomada em conjunto com Tiririca, que pediu para integrar a comissão permanente, segundo seu gabinete.
"Ele é um humorista de êxito no Brasil, tem vasta experiência e pode contribuir culturalmente nessa área", disse o líder, acrescentando que Tiririca já deverá votar para eleger o presidente da comissão, na próxima semana.
Tiririca foi o deputado federal mais votado do País nas eleições de outubro, com mais de 1,3 milhão de eleitores. Antes de assumir o mandato, o deputado enfrentou um processo que apurava a suspeita de falsificação da declaração apresentada à Justiça Eleitoral afirmando que sabia ler e escrever.
Agnelo recorre ao TSE para declarar porta inelegível
Candidata derrotada ao governo do Distrito Federal, Weslian Roriz (PSC), mulher do ex-governador Joaquim Roriz, é alvo de um recurso no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) proposto pelo governador Agnelo Queiroz (PT).
Agnelo e sua coligação no pleito de 2010, Novo Caminho, pedem que o TSE declare Weslian inelegível por oito anos por suposta compra de votos.
Durante a campanha, Weslian propôs anistiar todas as multas de trânsito se ganhasse as eleições. Para Agnelo, vitorioso no segundo turno, ela prometeu vantagem pessoal em troca de votos.
A oferta de Weslian foi veiculada no horário eleitoral televisivo dos dias 17 e 18 de outubro.
O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) brasiliense discordou, e os autores da ação recorreram à segunda instância.
O recurso afirma que, para cometer o crime da compra de votos, o candidato não precisa individualizar qual eleitor será beneficiado --o que teria acontecido sem a "menor sombra de dúvida". Logo, prometer para público determinado --os que têm multas pendentes na Justiça-- também caracteriza a infração.
"A obtenção de vantagem pessoal é uma obviedade ululante no presente caso", afirma o recurso.
A ação contra Weslian lembra, ainda, que o STF (Supremo Tribunal Federal) já julgou a inconstitucionalidade da anistia de multas de trânsito em um caso do Mato Grosso do Sul.
'LARANJA'
Estreante na política, Weslian se candidatou no lugar do marido, Joaquim Roriz, barrado pela Lei da Ficha Limpa. Disse que sua candidatura era "um gesto de amor". A Procuradoria Eleitoral a considerou "candidatura-laranja".
Sua atuação durante a campanha extrapolou o interesse regional e ficou famosa na internet. Ela chegou a dizer que não conhecia o programa do próprio governo e, em um debate, confundiu-se e afirmou que iria "defender toda aquela corrupção".
Folha
Como ser um idiota
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Prefeitura de SJC paga R$ 219 mil para bailarinos trabalharem três horas e meia por dia
Trio foi escolhido para coordenar a Companhia Jovem da Fundação Cassiano Ricardo; entidades denunciam caso ao MP
Filipe Manoukian
São José dos Campos
A Fundação Cultural Cassiano Ricardo contratou, sem licitação, três dançarinos por R$ 219 mil para implantação de uma nova companhia de dança em São José dos Campos.
O contrato foi firmado em abril do ano passado com duração de nove meses e renovado por mais 90 dias em janeiro deste ano.
Os bailarinos cumprem expediente de três horas e meia por dia na fundação.
Todos são ligados à Academia de Dança Cristina Cará, de São José.
A proprietária da academia, Cristina Cará, foi contratada para implantar a nova Companhia Jovem por R$ 72 mil (R$ 54 mil de abril a dezembro e mais R$ 18 mil pela renovação de 90 dias).
Os outros dois dançarinos, Marcos Sanches Gonçalves e Ane Adade Ferreira Prado, foram contratados para atuar como professores do grupo por R$ 66 mil cada um (sendo R$ 49,5 mil no ano passado e R$ 16,5 mil neste ano), por indicação da própria Cristina.
Os dois também receberam um aditamento em outubro passado, de R$ 7,5 mil para cada um, pela concepção de uma coreografia apresentada por alunos do projeto no Espetáculo de Natal da fundação no ano passado.
A Companhia Jovem de Dança tem a proposta de formar bailarinos que não podem custear aulas de dança. Hoje, 40 alunos (entre 12 e 22 anos) participam do projeto.
Denúncia. A contratação é alvo de um questionamentos entre militantes do meio artístico da cidade, que protocolaram uma representação no Ministério Público.
“Não estamos desvalorizando o valor da Cristina e sua equipe. Mas por que dispensaram a licitação? Com a concorrência, o valor pago poderia ser menor”, disse Alcemir Palma, colaborador da Companhia Bola de Meia.
A representação pede a abertura de um inquérito contra o presidente da fundação, Mario Moraes, e o prefeito Eduardo Cury (PSDB).
Outro lado. Por meio de nota, a Fundação Cassiano Ricardo informou que os dançarinos “foram selecionados através de seus currículos e pelo reconhecimento público do trabalho deles, sendo os melhores para a contratação de acordo com a proposta de implantação da companhia”.
A entidade sustenta que a renovação por 90 dias ocorreu para que “seja finalizada a implantação do projeto”. Depois disso, haverá uma licitação para contratar dos professores que darão aulas neste ano.
Cristina afirmou que recebeu um convite temporário.
“Aceitei dirigir um trabalho de formação de jovens bailarinos”. Ela e Gonçalves negaram vínculos de amizade com o presidente da fundação. Ane não foi localizada.
O Vale
A notícia de que a Fundação Cassiano Ricadro contratou três dançarinos por R$ 219 mil demonstra como o governo Cury gasta mal o dinheiro para a cultura. Não temos bibliotecas nos bairros, não temos telecentros com internet como prometido na campanha eleitoral de 2008 e não temos opções culturais para os jovens da cidade na maior parte do ano. Pagar este valor para trabalharem três horas e meia por dia é um deboche com o trabalhador joseense, que acorda cedo, pega ônibus lotado e nem de longe recebe isto. Apesar de tudo isso, a prefeitura torra dinheiro com algo sem apelo popular e demonstra novamente que não sabe escolher a forma que o dinheiro do contribuinte será usado.
Deveria voltar o "Orçamento participativo". Com a população escolhendo como o dinheiro seria empregado, não veremos investimentos em um cesto de inutilidades.
Por que será que fizeram isto sem licitação? Será que é para acobertar alguma troca de favores?
Muito estranho.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Sobre salário mínimo, Cazuza e o general Figueiredo
Senador de primeiro mandato, Raldolfe Rodrigues (PSOL-AP), 38 anos, recorreu a Cazuza para resumir a sessão da noite passada, no Senado. “Eu vejo o futuro repetir o passado”, discursou Raldolfe, da tribuna. “Eu vejo um museu de grandes novidades. O tempo não para”.A estrofe anterior da peça que Cazuza fez com Arnaldo Brandão incluía versos mais ásperos: “Tua piscina tá cheia de ratos. Tuas ideias não correspondem aos fatos”. Raldolfe, porém, preferiu pular esse pedaço da música. Ateve-se à referência temporal –o futuro ecoando o passado num museu de novidades.A aprovação do salário mínimo de R$ 545, de fato, resultou num enredo em que se misturaram o déjà vu e o vice-versa. Para justificar o mínimo maior ou o menor, esgrimiram-se os mesmos velhos argumentos. Com uma diferença: inverteram-se os papéis.Petistas e agregados argumentaram: um salário mínimo menos constrangedor desarrumaria as contas públicas, alimentaria a inflação, comprometeria a Previdência e provavelmente desmancharia o penteado de Dilma Rousseff.Sob vaias de uma galeria ornada pela ausência da CUT, acusaram: quem prega um salário mínimo maior o faz por demagogia e oportunismo político. Sérios e sensatos são os que defendem o reajuste possível, mesmo reconhecendo que é pouco. Em 2012, será melhor.Na trincheira oposta, a neoesquerda irresponsável: DEM e PSDB. Um agarrado ao mínimo de R$ 560. Outro, aferrado aos R$ 600. Raldolfe, adepto dos R$ 700, leu um discurso feito em 11 de maio de 2000, na Câmara. Corria o governo FHC. O ex-PT era vivo.Discutia-se o reajuste do mínimo de então. O ex-petismo se batia por R$ 175. Raldonfe reavivou o discurso sem mencionar o nome do autor, hoje um senador pós-PT. É mentira dizer que a Previdência não suporta o aumento do mínimo, dizia o orador.Se o governo baixasse a taxa de juros em 1% ou 2%, pagaria o mínimo maior, afirmava. Hoje, é José Agripino Maia (DEM-RN) quem entoa essa pregação: se o Copom deixar de aumentar os juros em 0,25 ponto percentual, o governo poupa R$ 4 bilhões, disse.Com esse dinheiro, daria para cobrir o extra de R$ 15 embutido no mínimo de R$ 560. “O trabalhador merece decência”, arrematou Agripino, para entusiasmo das galerias. E Raldolfe: “Os que antes defendiam o contrário agora defendem o reajuste. Os que defendidam o reajuste hoje defendem o contrário”. O tempo não para.Ex-companheiro de Randolfe no movimento sindical, Lindberg Farias (PT-RJ), outro senador novato, foi um dos mais efusivos defensores das teses do neo-PT. A certa altura disse que PSDB e DEM comprometem com seu oportunismo a principal bandeira da Era Itamar-FHC: a estabilidade econômica.No papel de sub-Agripino, Lindberg desceu da tribuna sob os apupos agenciados pela Força Sindical. Uma central nascida sob Fernando Collor (PTB-AL), o presidente que Lindberg ajudara a derrubar e hoje é seu “aliado” no museu de novidades do Senado.Terminada a votação, ficou entendido que, assim como o país de FHC, o Brasil de Dilma não suportaria um mínimo acima de certo ridículo. A viabilidade da futura quinta economia do mundo ainda depende do martírio perpétuo de uma parte da sua população –algo como 47 milhões brasileiros.A certa altura, Itamar Franco (PPS-MG) borrifou ironia na direção do relator Romero Jucá. Insinuou o óbvio: os R$ 545 não cobrem o mínimo da Constituição. Evocou o general João Figueiredo. "Uma vez perguntaram para um presidente o que faria com um salário mínimo, sabe o que ele respondeu?"Jucá sabia: "Que daria um tiro na cabeça". Em verdade, Figueiredo soou em timbre mais chucro: “Eu dava um tiro no coco”, disse, em resposta a um menino de 10 anos. Na época de Figueiredo, a ditadura baixava o salário mínimo por meio de decreto-lei, sem a necessidade votações no Congresso.Sob Dilma, vai-se reviver essa fase. O projeto enviado à sanção presidencial delega à presidente a atribuição de fixar o mínimo por decreto até 2015. Versados nas artes do Direito, o oposicionista Demóstenes Torres (DEM-GO) e o governista Pedro Taques (PDT-MT) uniram-se na condenação ao procedimento.“É inconstitucional”, disse Taques. “O Congresso está se agachando para o Executivo”, ecoou Demóstenes. “E quem agacha muito mostra o que não deve”. Reza a Constituição, realçaram ambos, que o mínimo só pode ser fixado por lei.Aécio Neves (PSDB) lembrou: a exigência foi inscrita no texto constitucional, em 1988, com o decisivo apoio de Paulo Paim (PT-RS). À época um ativo crítico do decreto-lei, herança da ditadura, Paim é agora ferrenho defensor dos futuros decretos de Dilma. Importam as regras, não a forma, diz ele.“Cada senador custa R$ 41 milhões por ano”, contabilizou Demóstenes. “O Orçamento anual do Senado é de R$ 3,3 bilhões. Vamos vir pra cá pra não trabalhar? Onde vamos parar? Vamos transformar o Brasil em Venezuela?”Munida de ferramenta análoga à que era usada pela ditadra que combateu, Dilmacomo que reforçará Cazuza: “Eu vejo o futuro repetir o passado. Eu vejo um museu de grandes novidades. O tempo não para”.
Na qualidade de aposentado, petista e eleitor de Dilma, faço de Josias de Souza minhas palavras e expresso minha total decepção com o "beija anel" da Câmara e do Senado ao apoiar essa esmola dada por Dilma; uma vergonha!
O dinheiro para a compra de jatos para a FAB e navios para a Marinha está assegurado, certo?
Receita da Coca-Cola que rodou a internet era falsa
Não foi desta vez que a misteriosa receita da Coca-Cola, a bebida mais consumida do mundo, foi descoberta (leia aqui). De acordo com uma apuração feita pela Folha, a lista de ingredientes que rodou a internet na semana passada não corresponde à realidade.
“Isso é uma lenda”, disse o engenheiro de alimentos Flávio Schimdt, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). A ideia era que era que ele tentasse reproduzir a receita para ver se ela fazia algum sentido.
Mas o primeiro ingrediente – extrato fluido de coca – nem sequer pode ser comercializado no Brasil, conforme informou a assessoria de imprensa da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Quem faz a fiscalização da indústria de alimentos no Brasil é o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. De acordo com sua assessoria, o ministério conhece todos os ingredientes usados no processo de fabricação da Coca-Cola e não permitira o uso do tal extrato de coca.
Mas se os ingredientes são conhecidos, qual é o segredo da Coca-Cola? É a proporção de cada item usado, informou a assessoria de imprensa da bebida. Até hoje, ninguém conseguiu reproduzir a quantidade exata para chegar à bebida.
A Coca-Cola informou também que os ingredientes estão na embalagem dos seus produtos. Eu, que não bebo o refrigerante, comprei uma garrafinha pra conferir. Está lá mesmo: água gaseificada, açúcar, extrato de noz moscada de cola, cafeína, caramelo e acidulante. Nada consta sobre extrato de coca.
A apuração sobre a suposta receita encontrada numa foto de um caderno de um amigo do criador da receita original, além de divertida, rendeu uma informação interessante que não poderia ficar de fora desse post.
Na busca por um “personagem” para minha suposta matéria, encontrei muitas pessoas viciadas em Coca-Cola.
Meu cunhado disse que não consegue ir a um compromisso importante sem tomar uma Coca-Cola antes (como fazem os fumantes com o cigarro). Um amigo de um amigo chega a tomar 4 litros por dia da bebida! Uma outra disse treme – literalmente - quando falta coca na geladeira. Não é à toa que as vendas da bebida só crescem: subiram 5% no ano passado – e 7% no Brasil.
Pode ser que a receita que rodou a internet seja o rascunho daquela que, depois, foi comercializada – e que está trancada num cofre em Atlanta, EUA. Mas a original mesmo ainda é um enigma.
Por enquanto, quem quiser fazer alguma receita de bebida em casa, pode arriscar a cerveja amanteigada de Harry Potter. De acordo com o professor Schimdt, da Unicamp, que já fez a bebida de Hogwarts para o seu filho, o gosto é bom.
Folha
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Botafogo trava e perde na estreia da Copa do Brasil
Nem o mais otimista torcedor do River Plate-SE acreditava em uma vitória de seu time contra o Botafogo nesta quarta-feira, em Aracaju. Como há coisas que só acontecem com o Botafogo, o Alvinegro conseguiu perder para a humilde equipe sergipana, em um jogo que teve uma fraca atuação, decepcionando os torcedores que lotaram o estádio para ver Loco Abreu e cia.
Botafogo começa com três volantes
Apesar de dar indícios de que começaria com o apoiador Everton, o técnico Joel Santana, manteve a formação que iniciou no último jogo do Alvinegro pelo Campeionato Estadual, contra o Flamengo. A única mudança foi a entrada de Bruno, que estava suspenso no último confronto, no lugar de Arévalo Ríos, lesionado na coxa esquerda. Além disso, Herrera passou a ser o capitão da equipe no lugar de Loco Abreu. E o Botafogo começou bem. O argentino Herrera cruzou para Loco Abreu, que chegou atrasado para finalização. Logo depois, foi a vez de Alessandro alçar a bola para o uruguaio, que com categoria, dominou no peito e mandou uma bomba de pé esquerdo. No entanto, a bola foi em cima do goleiro Max, que fez boa defesa.
O Glorioso passou a tocar a bola no meio, mas sem muita objetividade. Somália e Bruno tentavam ajudar o ataque, já que Renato Cajá estava sumido do jogo. Herrera mostrava a pegada de sempre, mas errava quase todas as jogadas. De bom, o atacante Loco Abreu, que buscava fazer tabelas e se movimentava o tempo inteiro. Aos 31 minutos, El Loco deixou Bruno cara a cara com o goleiro, mas o juiz Marielson Alves, assinalou impedimento equivocadamente. O camisa 13 do Fogão ainda deixou Somália em boa posição pela direita, mas o curinga de Joel Santana errou o cruzamento. O River Plate-SE permaneceu durante toda a primeira etapa fechadinho, abdicando dos contra-ataques e parecia estar conseguindo o que queria: o empate em 0 a 0.
Atuação desastrosa e derrota histórica
No segundo tempo, Joel Santana tratou de colocar seu time mais à frente. Everton entrou no lugar de um discreto Marcio Azevedo. Todavia, foi a equipe sergipana que quase marcou. Bibi teve grande chance, cara a cara com Jefferson, que salvou o Bota. Um pouco depois, Márcio Rosário quase entregou o ouro para o ataque do River, mas acabou se recuperando no mesmo lance, evitando pior. O Botafogo parecia não se encontrar na partida. Muito por conta da atuação apática de Renato Cajá, que não manteve as boas atuações de outrora. Na frente, Herrera continuou tentando, mas prosseguia errando, além de estar excessivamente nervoso. Mesmo com o cartão amarelo, o argentino reclamava muito com a arbitragem, que não o expulsou porque não quis, talvez por ser o capitão do time.
Aos 20 minutos, Caio entraria no lugar do inoperante Cajá. O Talismã deu mais velocidade ao seu time que ficava com três atacantes. Contudo, o Alvinegro seguiu errando passes e dependia do esforço de jogadores mais limitados, como o volante Somália, que não conseguia acertar, apesar de ser um dos mais empenhados. Pelo outro lado, o River chegou duas vezes. O atacante Fábio Júnior, que tinha acabado de entrar acertou bom chute, de fora da área, que assustou o goleiro Jefferson. Logo após, foi a vez de Bibi, arriscar de perna esquerda. Entretanto, essa não levou tanto perigo e saiu à direita do gol alvinegro.
Desorganizado, o Botafogo passou a tentar outras alternativas. Alessandro arriscou de fora da área, mas muito mal. Everton errou enfiada de bola para Caio. A torcida sergipana vendo o atuação ruim do Botafogo, começou a gritar olé. E quando parecia que o cenário era ruim... Ele piorou. Bebeto Oliveira recebeu cruzamento da esquerda de Pedrinho e com categoria, bateu de perna direita, no contrapé de Jefferson. Incrivelmente, o torcedor que foi ao Batistão para ver Loco Abreu, acabou vendo Bebeto Oliveira.
- Entrei determinado e sabia que se tivesse uma oportunidade nao iria desperdiçar. A equipe está de parabéns. Temos que respeitar o Botafogo, mas vamos para o Rio com a vantagem - vibrou o autor do gol da partida, Bebeto Oliveira.
Lance
Não era melhor tirar o Joel de uma vez?
Ele sempre insiste em escalar mal, com o time afobado e apavorado, tentando compensar o que não fez no jogo todo na base do "oba-oba", deixando espaços abertos na defesa. Caio e Everton deviam começar jogando, mas Joel, o capitão covardão, preferiu deixar o time cheio de volantes e zagueiros para enfrentar o River de Sergipe, que é melhor que o Brasil da Copa de 1970, para Joel Santana.
O elenco do Botafogo não é ruim, mas não treina alguns fundamentos, certamente. Somália não sabe cruzar e nem sempre Loco e Jefferson podem salvar o time. Os bons momentos de Cajá hoje não apareceram e o time armou pouco, novamente por ter um meio de campo pouco criativo.
Bruno Thiago é um bom jogador, mas o conjunto da obra não deu certo. É perfeitamente possível que o Botafogo jogue bem na próxima quinta-feira e se classifique até com uma goleada, mas se Joel não for mandado embora agora, que ao menos a diretoria dê uma boa bronca em todos. Não é admissível que o Botafogo não se classifique.
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