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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Prefeitura de SJC paga R$ 219 mil para bailarinos trabalharem três horas e meia por dia
Trio foi escolhido para coordenar a Companhia Jovem da Fundação Cassiano Ricardo; entidades denunciam caso ao MP
Filipe Manoukian
São José dos Campos
A Fundação Cultural Cassiano Ricardo contratou, sem licitação, três dançarinos por R$ 219 mil para implantação de uma nova companhia de dança em São José dos Campos.
O contrato foi firmado em abril do ano passado com duração de nove meses e renovado por mais 90 dias em janeiro deste ano.
Os bailarinos cumprem expediente de três horas e meia por dia na fundação.
Todos são ligados à Academia de Dança Cristina Cará, de São José.
A proprietária da academia, Cristina Cará, foi contratada para implantar a nova Companhia Jovem por R$ 72 mil (R$ 54 mil de abril a dezembro e mais R$ 18 mil pela renovação de 90 dias).
Os outros dois dançarinos, Marcos Sanches Gonçalves e Ane Adade Ferreira Prado, foram contratados para atuar como professores do grupo por R$ 66 mil cada um (sendo R$ 49,5 mil no ano passado e R$ 16,5 mil neste ano), por indicação da própria Cristina.
Os dois também receberam um aditamento em outubro passado, de R$ 7,5 mil para cada um, pela concepção de uma coreografia apresentada por alunos do projeto no Espetáculo de Natal da fundação no ano passado.
A Companhia Jovem de Dança tem a proposta de formar bailarinos que não podem custear aulas de dança. Hoje, 40 alunos (entre 12 e 22 anos) participam do projeto.
Denúncia. A contratação é alvo de um questionamentos entre militantes do meio artístico da cidade, que protocolaram uma representação no Ministério Público.
“Não estamos desvalorizando o valor da Cristina e sua equipe. Mas por que dispensaram a licitação? Com a concorrência, o valor pago poderia ser menor”, disse Alcemir Palma, colaborador da Companhia Bola de Meia.
A representação pede a abertura de um inquérito contra o presidente da fundação, Mario Moraes, e o prefeito Eduardo Cury (PSDB).
Outro lado. Por meio de nota, a Fundação Cassiano Ricardo informou que os dançarinos “foram selecionados através de seus currículos e pelo reconhecimento público do trabalho deles, sendo os melhores para a contratação de acordo com a proposta de implantação da companhia”.
A entidade sustenta que a renovação por 90 dias ocorreu para que “seja finalizada a implantação do projeto”. Depois disso, haverá uma licitação para contratar dos professores que darão aulas neste ano.
Cristina afirmou que recebeu um convite temporário.
“Aceitei dirigir um trabalho de formação de jovens bailarinos”. Ela e Gonçalves negaram vínculos de amizade com o presidente da fundação. Ane não foi localizada.
O Vale
A notícia de que a Fundação Cassiano Ricadro contratou três dançarinos por R$ 219 mil demonstra como o governo Cury gasta mal o dinheiro para a cultura. Não temos bibliotecas nos bairros, não temos telecentros com internet como prometido na campanha eleitoral de 2008 e não temos opções culturais para os jovens da cidade na maior parte do ano. Pagar este valor para trabalharem três horas e meia por dia é um deboche com o trabalhador joseense, que acorda cedo, pega ônibus lotado e nem de longe recebe isto. Apesar de tudo isso, a prefeitura torra dinheiro com algo sem apelo popular e demonstra novamente que não sabe escolher a forma que o dinheiro do contribuinte será usado.
Deveria voltar o "Orçamento participativo". Com a população escolhendo como o dinheiro seria empregado, não veremos investimentos em um cesto de inutilidades.
Por que será que fizeram isto sem licitação? Será que é para acobertar alguma troca de favores?
Muito estranho.
terça-feira, 9 de março de 2010
Prefeitura do Rio recorre à superstição contra enchentes
Notícia do O Globo :
RIO - Quatro dias após o violento temporal que atingiu a cidade , o prefeito Eduardo Paes renovou na tarde desta terça-feira o convênio com a Fundação Cacique Cobra Coral, que presta assistência técnico-científica gratuita para o município em questões climáticas. O convênio, mantido com a subsecretaria de Águas (Rio-Águas), havia expirado no dia 28 de fevereiro. A cerimônia de renovação da parceria ocorreu em uma audiência com a médium Adelaide Scritori com Paes na sede da prefeitura, no Centro Administrativo da Cidade Nova.
- Infelizmente, a Fundação não foi acionada no forte temporal de sábado passado no Rio. O convênio com a prefeitura estava à espera de renovação mas temos um acordo em vigor com o governo do Estado. Mas a Defesa Civil do Estado também não nos alertou - disse Osmar Santos, porta-voz da Fundação Cacique Cobra Coral.
A médium Adelaide Scritori afirma incorporar o espírito do Cacique Cobra Coral, entidade capaz de influenciar no tempo. No passado, esse espírito já teria reencarnado como Galileu Galilei e como Abraham Licoln.
Osmar Santos acrescentou que, no encontro com o prefeito, a médium cobrou do prefeito medidas para conter os efeitos de chuvas fortes na cidade. Segundo Osmar, ela citou reportagem do GLOBO que com base em informações do Tribunal de Contas do Município, mostrou que os contratos de limpeza de rios chegaram a ficar 13 meses paralisados entre 2008 e o segundo semestre de 2009. . Paes teria se comprometido a verificar o que ocorreu.
- Nossa preocupação não é apenas com março. Para nós, o período chuvoso de verão vai até o dia 17 de maio - disse Osmar.
O prefeito pediu um relatório detalhado à Rio Águas sobre a limpeza e a dragagem de rios na cidade. Nas chuvas do último fim de semana, bairros nas proximidades desses rios alagaram. Segundo o prefeito, a Rio Águas informou que todos esses rios foram limpos até o segundo semestre.
- Recursos para isso existiam. O importante é que essa limpeza tenha sido feita antes do verão, e isso deve estar apontado no relatório da Rio Águas - afirmou Paes.
O documento deverá ser entregue nesta terça-feira pelo órgão.
Comentários:
Como um prefeito, que representa toda a cidade, compactua com uma crença tão absurda e sem evidências? Eduardo Paes devia recorrer aos serviços de meteorologia de verdade, não à crenças supersticiosas.
O texto jornalístico também está mal escrito, ao dizer que " esse espírito já teria reencarnado como Galileu Galilei e como Abraham Licoln". O certo seria dizer que a alegada médium afirma incorporar um "espírito"(sic). Um jornal não pode assumir a priori que espíritos existem, tampouco que existe mediunidade. Onde está a imparcialidade jornalística? Será que é uma posição do jornal "O Globo" assumir que mediunidade e espíritos existem?
Mas voltando ao tema em si, espero que a prefeitura não esteja gastando dinheiro com esta palhaçada.Torçamos que o Ministério Público fique de olho, porque dar dinheiro para "Fundação Cobra Coral" seria um grande escárnio com os contribuintes. Também fico espantado ao ver que nenhuma voz na mídia no Rio, seja na TV, nas rádios ou nos jornais questione tal acordo, perguntando quais são as evidências de que espíritos existem e quais as PROVAS de que esta "fundação" impede temporais. Também não há notícia de nenhum vereador no Rio que questione tal acordo. Podemos afirmar categoricamente que ninguém controla o tempo e que o prefeito do Rio está fazendo este teatro todo porque não realizou obras satisfatórias contra enchentes.
Quais serão os interesses por trás deste acordo? Quem está ganhando o que de verdade?
Já critiquei um acordo semelhante feito pelo prefeito de São Paulo. Agora o prefeito do Rio o acompanha nesta estultice. Até quando teremos governantes perdendo tempo com misticismo? Fica a pergunta.
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