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sexta-feira, 23 de julho de 2010
Deputado João Paulo Cunha ressalta os avanços promovidos pelo governo Lula no interior de SP
Aurelio Moraes
O deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) visitou duas importantes cidades do interior paulista nesta quinta-feira, 22: Piracicaba e Campinas. Na primeira, o parlamentar esteve com o deputado estadual Roberto Felício (PT-SP). O representante da Assembléia Legislativa ressaltou os avanços do governo Lula. “A desigualdade social vem diminuindo e a taxa de desemprego caiu recentemente. Isto demonstra a importância da continuidade do governo Lula, com a eleição da companheira Dilma”, afirmou Felício. “Sem dúvida o legado de Lula será reconhecido positivamente pelas futuras gerações”, comentou João Paulo.
Já à tarde, em Campinas, o parlamentar foi recebido pelo prefeito do município, Dr. Hélio (PDT). O chefe do Executivo comentou o apoio que as prefeituras vem recebendo do governo federal. “Até os prefeitos do PSDB reconhecem a atenção especial dada por Lula”, disse o Dr. Hélio. “Nunca os prefeitos das nossas cidades tiveram um tratamento tão republicano como hoje”, complementou o deputado.
Durante um almoço com integrantes do PT de Campinas, o deputado destacou a parceria entre o município e o governo federal. “Campinas passa por mudanças positivas, como a implantação do trem-bala, que irá daqui até o Rio de Janeiro, além da reforma do aeroporto de Viracopos. A cidade cresce no ritmo do Brasil”, afirmou o deputado. Entre os presentes no almoço estavam o vice-prefeito da cidade, Demétrio Vilagra (PT-SP), a deputada estadual Ana Perugini (PT-SP) e outros militantes do partido.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Candidata ao governo de SP do PCO gosta é de luxo
Lembram do Partido da Causa Operária? Para quem não se recorda, é aquele partido de extrema-esquerda que propõe um salário mínimo de R$ 1500, sem falar de onde a previdência tiraria todo este dinheiro.
Pois bem. Sua candidata ao governo de São Paulo, Anaí Caproni, faz um discurso fanaticamente comunista mas gosta mesmo é de luxo. Passeia em Paris e posa para retratos na cidade-luz.
A foto abaixo está no próprio site do PCO:
Link.
Se a viagem fosse para algum encontro político, vá lá, mas no site não há nenhuma menção de que este tenha sido o motivo. Ou seja, deve ter ido à passeio mesmo.
Pois bem. Sua candidata ao governo de São Paulo, Anaí Caproni, faz um discurso fanaticamente comunista mas gosta mesmo é de luxo. Passeia em Paris e posa para retratos na cidade-luz.
A foto abaixo está no próprio site do PCO:
Link.
Se a viagem fosse para algum encontro político, vá lá, mas no site não há nenhuma menção de que este tenha sido o motivo. Ou seja, deve ter ido à passeio mesmo.
Maconha, o dom de iludir
Folha de São Paulo, 22 de julho
RONALDO RAMOS LARANJEIRA e ANA CECILIA PETTA ROSELLI MARQUES
Que nem pesquisadores nem a população se iludam de que exista indicação terapêutica para utilizar maconha que já seja aprovada pela ciência
Semanas atrás, a Folha noticiou a proposta de criar-se uma agência especial para pesquisar os supostos efeitos medicinais da maconha, patrocinada pela Secretaria Nacional Antidrogas do governo federal.
Esse debate nos dias atuais, tal qual ocorreu com o tabaco na década de 60, ilude sobretudo os adolescentes e aqueles que não seguem as evidências científicas sobre danos causados pela maconha no indivíduo e na sociedade.
Na revisão científica feita por Robim Room e colaboradores ("Cannabis Policy", Oxford University, 2010), fica claro que a maconha produz dependência, bronquite crônica, insuficiência respiratória, aumento do risco de doenças cardiovasculares, câncer no sistema respiratório, diminuição da memória, ansiedade e depressão, episódios psicóticos e, por fim, um comprometimento do rendimento acadêmico ou profissional.
Apesar disso, o senso comum é o de que a maconha é "droga leve, natural, que não faz mal".
Pesquisas de opinião no Brasil mostram que a maioria não quer legalizar a droga, mas grupos defensores da legalização fazem do eventual e ainda sem comprovação uso terapêutico de alguns dos componentes da maconha prova de que ela é uma droga segura e abusam de um discurso popular, mas ambivalente e perigoso.
O interesse recente da ciência sobre o uso da maconha para fins terapêuticos deveu-se à descoberta de que no cérebro há um sistema biológico chamado endocanabinoide, onde parte das substâncias presentes na maconha atua.
Um dos medicamentos fruto dessa linha de pesquisa, o Rimonabant, já foi retirado do mercado, devido aos efeitos colaterais. Até hoje há poucos estudos controlados, com amostras pequenas, e resultados que não superam o efeito das substâncias tradicionais, que não causam dependência.
Estados americanos aprovaram leis descriminalizando o uso pessoal de maconha, que é distribuída sem controle de dose e qualidade.
Contradição enorme, pois os médicos são os "controladores do acesso" para uma substância ainda sem comprovação científica.
De outro lado, orientam os pacientes sobre os riscos do uso de tabaco. Deve-se relembrar que os estudos versam sobre possíveis efeitos terapêuticos de uma ou outra substância encontrada na maconha, não sobre a maconha fumada.
Os pesquisadores brasileiros interessados no tema devem realizar mais estudos por meio das agências já existentes, principalmente diante do último relatório sobre o consumo de drogas ilícitas feito pelo Escritório para Drogas e Crime das Nações Unidas, que aponta o Brasil como o único país das Américas em que houve aumento de apreensões e consumo da maconha.
E se, no futuro, surgir alguma indicação para o uso medicinal da maconha, o processo de aprovação, que ainda não atingiu os padrões de excelência, deve contextualizar esse cenário, assim como o potencial da maconha de causar dependência.
Espera-se que a política nacional sobre drogas seja redirecionada em caráter de urgência, pois enfrenta-se também aqui o aumento das apreensões e consumo de cocaína e crack, que exige muitos esforços e recursos para sua solução.
Que nem pesquisadores nem nossa população se iludam de que exista hoje uma indicação terapêutica para utilizar maconha aprovada pela ciência.
RONALDO RAMOS LARANJEIRA é professor titular de psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador do Instituto Nacional de Políticas sobre Álcool e Drogas (Inpad/CNPQ).
ANA CECILIA PETTA ROSELLI MARQUES, doutora pela Unifesp, é pesquisadora do Inpad/CNPQ.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Lula e FHC são realmente parecidos?
| De carona na popularidade presidencial FHC e Lula, distribuindo jornais de campanha em porta de fábrica, nos anos 70 Por Washington Araújo em 20/7/2010 | |
| De repente, o candidato parece ter sido vítima de pedrada na cabeça. É o que depreendo do título de matéria saído na Folha de S.Paulo de 17/7: "Lula e FHC são mais parecidos do que parece", afirma Serra. O texto é de uma sem-cerimônia de causar espécie. Vejamos como continua a matéria: Como disse o candidato, "são questões de natureza pessoal e psicológica, mas carinhosa." Ah bom, ainda bem que ele explicou, porque senão a decantada similitude não encontra abrigo de natureza racional ou histórica. Psicológica, sim. Há que se abrir os olhos dos pernambucanos. Afinal, na Veneza brasileira Lula é aprovado por formidáveis 93% da população. Observatório da Imprensa | |
Medalha Milagrosa
Excelente postagem do "Bule voador":
O Hudson Lacerda é um leitor e comentarista assíduo do Bule Voador. Dia destes, recebeu um presente pelo correio e decidiu reclamar. Mandou-nos uma cópia do e-mail e após ser consultado, autorizou a publicação. Eu também já recebi este presente e confesso que não tive o mesmo expediente. Mas daqui em diante, também vou reclamar!
—– Original Message —–
From: Hudson Lacerda
To: faleconosco@senhoradasgracas.org.br ; arnsg@arnsg.com.br
Cc: bulevoador@gmail.com
Sent: Friday, July 09, 2010 6:23 PM
Subject: “Medalha Milagrosa”
Olá.
Acabo de ser receber em casa uma surpresa: uma correspondência contendo panfletos e um amuleto chamado “Medalha Milagrosa”. A remessa contém ainda um boleto bancário pagável à “Associação Nossa Senhora das Graças”, uma instituição religiosa localizada em São Paulo, solicitando contribuição de R$ 15,00, R$ 20,00 ou R$ 50,00 (valores sugeridos).
Numa busca pela internet, localizei o sítio da referida Associação, e encontrei o endereço eletrônico do “Fale Conosco” a quem envio esta mensagem.
Tenho algumas questões sobre o caso.
Primeiro, gostaria de ser informado sobre qual foi o procedimento de obtenção de meus dados pessoais (nome e endereço) e como fui selecionado para receber o “presente vindo do céu” (sic).
Segundo, sobre o objeto enviado, a dita “Medalha Milagrosa”, um dos folhetos alega ser mediador de inúmeros “verdadeiros milagres” de “Maria”. O folheto também diz que a medalha “já está benta” e aconselha que eu a coloque no pescoço para receber “grandes graças”. Não tenho nenhum motivo para crer nessas alegações estapafúrdias, especialmente porque os relatos contados nos panfletos não trazem nada que indique ocorrência de milagres:
1) um menino portador do amuleto teria escapado da morte em um acidente, porém vive sofrendo pelos que morreram; pelo visto, “Maria” é protecionista apenas de seus portadores de amuletos, permitindo a ocorrência de acidentes com numerosas vítimas fatais em torno de seu fiel, e mesmo assim não se importando com o seu bem-estar emocional, ao colocá-lo nessa situação traumática.
2) um rapaz sofre um acidente grave, e resiste a uma cirurgia delicada, realizada com sucesso pela equipe médica; porém, ao invés de agradecer a competência e dedicação da equipe médica, a mãe do rapaz atribui a cura do rapaz ao amuleto (do qual é portadora) e à “fé”. Mas ela não tinha fé antes do acidente? Por que Maria permitiu que um acidente causasse sofrimento a uma de suas fiéis? Que provas há de que a cura se deu pelo amuleto e “Maria”, e não pela medicina, ou pelos duendes, ou pelo Coelhinho da Páscoa e seus ovos?
Tenho ainda questões sobre o processo de fabricação e “benção” dos amuletos.
O folheto se refere a uma certa Catarina Labouré, a quem “Maria” supostamente teria “aparecido”, e “prometido” a ela que
“Todos aqueles que usarem ESTA medalha ao pescoço receberão grandes graças. Estas serão abundantes para aqueles que A usarem com confiança. [grifos meus]“
A que medalha Catarina e Maria estariam se referindo? Como pode-se comprovar de que medalha se trata? Maria forneceu um modelo físico, um desenho? Era mesmo Maria (a quem alguns chamam de mãe do deus cristão)? Há alguma evidência disso? Tudo indica que não, seria um delírio de Catarina, citação errônea, ou historieta inventada por espertalhões que ganham dinheiro dos crentes incautos com amuletos.
“ESTA” medalha é única, como indica o pronome, ou pode ser fabricada em série? Se a medalha é “benta”, outras podem não ser, e portanto as outras não funcionam? A medalha benta “funciona”? Qual é o órgão regulador que autentica e licencia a produção e distribuição das medalhas marianas autênticas?
A Associação Religiosa Nossa Senhora das Graças pede colaborações em dinheiro (depósito bancário) para continuar e ampliar sua distribuição de amuletos. Não há evidências de que amuletos de quaisquer tipos realizem “graças” ou “milagres”, portanto é uma atividade certamente reprovável essa campanha da Associação, que engana pessoas ao pedir dinheiro em nome da propagação de superstições, da promoção da credulidade cega, através da exploração deplorável de pessoas ingênuas, em troca de pequenos pedaços de metal que prometem “milagres”.
Para concluir, reitero o pedido de que me informem como obtiveram meu nome e endereço, e como me selecionaram para receber o tal “presente”.
É vergonhoso como se permite impunemente que se abuse da fé alheia para propagar mentiras e obter dinheiro. Deixo aqui meu protesto contra essa perniciosa campanha da Associação Religiosa Nossa Senhora das Graças.
Hudson Lacerda
P.S.: Que sejam tocados em seu coração pela Unicórnio Cor-de-Rosa Invisível, quando de suas aparições milagrosas. E que o Monstro de Espaguete Voador os perdoe. Lámen.
Autor: Hudson Lacerda
Introdução: Marcelo Druyan
O Hudson Lacerda é um leitor e comentarista assíduo do Bule Voador. Dia destes, recebeu um presente pelo correio e decidiu reclamar. Mandou-nos uma cópia do e-mail e após ser consultado, autorizou a publicação. Eu também já recebi este presente e confesso que não tive o mesmo expediente. Mas daqui em diante, também vou reclamar!
—– Original Message —–
From: Hudson Lacerda
To: faleconosco@senhoradasgracas.org.br ; arnsg@arnsg.com.br
Cc: bulevoador@gmail.com
Sent: Friday, July 09, 2010 6:23 PM
Subject: “Medalha Milagrosa”
Olá.
Acabo de ser receber em casa uma surpresa: uma correspondência contendo panfletos e um amuleto chamado “Medalha Milagrosa”. A remessa contém ainda um boleto bancário pagável à “Associação Nossa Senhora das Graças”, uma instituição religiosa localizada em São Paulo, solicitando contribuição de R$ 15,00, R$ 20,00 ou R$ 50,00 (valores sugeridos).
Numa busca pela internet, localizei o sítio da referida Associação, e encontrei o endereço eletrônico do “Fale Conosco” a quem envio esta mensagem.
Tenho algumas questões sobre o caso.
Primeiro, gostaria de ser informado sobre qual foi o procedimento de obtenção de meus dados pessoais (nome e endereço) e como fui selecionado para receber o “presente vindo do céu” (sic).
Segundo, sobre o objeto enviado, a dita “Medalha Milagrosa”, um dos folhetos alega ser mediador de inúmeros “verdadeiros milagres” de “Maria”. O folheto também diz que a medalha “já está benta” e aconselha que eu a coloque no pescoço para receber “grandes graças”. Não tenho nenhum motivo para crer nessas alegações estapafúrdias, especialmente porque os relatos contados nos panfletos não trazem nada que indique ocorrência de milagres:
1) um menino portador do amuleto teria escapado da morte em um acidente, porém vive sofrendo pelos que morreram; pelo visto, “Maria” é protecionista apenas de seus portadores de amuletos, permitindo a ocorrência de acidentes com numerosas vítimas fatais em torno de seu fiel, e mesmo assim não se importando com o seu bem-estar emocional, ao colocá-lo nessa situação traumática.
2) um rapaz sofre um acidente grave, e resiste a uma cirurgia delicada, realizada com sucesso pela equipe médica; porém, ao invés de agradecer a competência e dedicação da equipe médica, a mãe do rapaz atribui a cura do rapaz ao amuleto (do qual é portadora) e à “fé”. Mas ela não tinha fé antes do acidente? Por que Maria permitiu que um acidente causasse sofrimento a uma de suas fiéis? Que provas há de que a cura se deu pelo amuleto e “Maria”, e não pela medicina, ou pelos duendes, ou pelo Coelhinho da Páscoa e seus ovos?
Tenho ainda questões sobre o processo de fabricação e “benção” dos amuletos.
O folheto se refere a uma certa Catarina Labouré, a quem “Maria” supostamente teria “aparecido”, e “prometido” a ela que
“Todos aqueles que usarem ESTA medalha ao pescoço receberão grandes graças. Estas serão abundantes para aqueles que A usarem com confiança. [grifos meus]“
A que medalha Catarina e Maria estariam se referindo? Como pode-se comprovar de que medalha se trata? Maria forneceu um modelo físico, um desenho? Era mesmo Maria (a quem alguns chamam de mãe do deus cristão)? Há alguma evidência disso? Tudo indica que não, seria um delírio de Catarina, citação errônea, ou historieta inventada por espertalhões que ganham dinheiro dos crentes incautos com amuletos.
“ESTA” medalha é única, como indica o pronome, ou pode ser fabricada em série? Se a medalha é “benta”, outras podem não ser, e portanto as outras não funcionam? A medalha benta “funciona”? Qual é o órgão regulador que autentica e licencia a produção e distribuição das medalhas marianas autênticas?
A Associação Religiosa Nossa Senhora das Graças pede colaborações em dinheiro (depósito bancário) para continuar e ampliar sua distribuição de amuletos. Não há evidências de que amuletos de quaisquer tipos realizem “graças” ou “milagres”, portanto é uma atividade certamente reprovável essa campanha da Associação, que engana pessoas ao pedir dinheiro em nome da propagação de superstições, da promoção da credulidade cega, através da exploração deplorável de pessoas ingênuas, em troca de pequenos pedaços de metal que prometem “milagres”.
Para concluir, reitero o pedido de que me informem como obtiveram meu nome e endereço, e como me selecionaram para receber o tal “presente”.
É vergonhoso como se permite impunemente que se abuse da fé alheia para propagar mentiras e obter dinheiro. Deixo aqui meu protesto contra essa perniciosa campanha da Associação Religiosa Nossa Senhora das Graças.
Hudson Lacerda
P.S.: Que sejam tocados em seu coração pela Unicórnio Cor-de-Rosa Invisível, quando de suas aparições milagrosas. E que o Monstro de Espaguete Voador os perdoe. Lámen.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Quando a saúde de uma fonte não está muito boa
No jornalismo, temos que lidar o tempo todo com situações totalmente inesperadas.
Estou fazendo o jornal de um candidato a deputado federal e tive que checar algumas informações com a fonte de uma matéria, para poder enviar o jornal para a gráfica.
Liguei para a casa do rapaz e eis o diálogo:
-Alô, é da casa do Robson?
-É sim.
-Ele está?
-Você não soube? Ele teve um ataque do coração e está internado, muito mal...:\
-Nossa, e como ele está?
- Não muito bem..
-Bom..melhoras para ele..
-Obrigado.
-Abraços.:/
Conclusão: O jornal vai sair assim mesmo, sem esta "re-checagem" de informação.
Governo de FHC e Serra foi ligado às FARC
Rebeldes colombianos estão em Brasília
Farc querem abrir escritório no Brasil
da Redação da Folha de S. Paulo
São Paulo, terça, 10 de novembro de 1998
São Paulo, terça, 10 de novembro de 1998
As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) querem abrir um escritório regional em Brasília para facilitar a inclusão do governo brasileiro nas negociações de paz.
Desde a semana passada, Hernán Ramírez, um dos comandantes do grupo, está em Brasília negociando com parlamentares a abertura do escritório. Ele se juntou a Oliviero Medina, representante das Farc que vive no Brasil há um ano. Na quinta-feira passada, eles se encontraram com o deputado Tuga Angerami (PSDB-SP) e, amanhã, se reúnem com Artur Virgílio, secretário-geral dos tucanos.
Segundo Angerami, as Farc querem que o governo brasileiro participe do processo de paz como fez para solucionar o conflito entre Peru e Equador. Por isso, pedem reconhecimento político no Brasil.
Com 12 mil rebeldes, as Farc são a maior e a mais antiga guerrilha da Colômbia (surgiu em 1958).
Combates entre guerrilheiros e Exército deixam 3.000 mortos por ano. Há 16 anos, o governo colombiano negocia com o grupo um processo de paz.
(LUÍS EBLAK)
domingo, 18 de julho de 2010
Noblat se faz de desentendido e quer que o povo clame por Barrabás
Ricardo Noblat, do Globo, faz campanha dia e noite para José Serra em seu blog. Não tem coragem para assumir tal coisa e então fingindo que é isento pede para que seus puxa-sacos (digo, leitores) apontem qual candidato ele deve apoiar. O resultado a favor de Serra não deve ser visto como surpresa, já que Noblat permite todo o tipo de comentário odioso, preconceituoso e calunioso contra Dilma e Lula. Por que ele não demonstra caráter e admite publicamente que apóia Serra?
sábado, 17 de julho de 2010
HDTV no seu computador
Imagem da TV digital no desktop: Há também a opção de tela cheia e gravação
O PenTV Digital capta as imagens de todas as emissoras de TV aberta que transmitem sinais digitais na tecnologia ISDB-T One Seg, desenvolvido para transmissão de imagens de TV para pequenos aparelhos, fixos ou móveis.
O aparelho funciona através de uma entrada USB, o que facilita o uso para qualquer computador. A instalação do software é via CD e bem simples, basicamente é só ir clicando em SIM e pronto, está instalado.
O programa tem funcionalidades boas, como a gravação e a sintonização automática de canais, além da possibilidade de trabalhar com diversas configurações de perspectiva de tela, como as básicas 4:3 e 16:9.
Qualidade da imagem
O receptor possui duas antenas, uma com o aparelho e outra maior que pode captar melhor, caso seja necessário, o que é uma boa vantagem.
Conheça outras funcionalidades
• Grava programas no HD do computador;
• Possibilita o agendamento de programas a partir do Guia Eletrônico de Programação (EPG) fornecidos pelas emissoras abertas e ou programação por data e horário;
• O usuário pode “pausar” a exibição de um programa ao vivo, podendo voltar a assisti-lo na hora em que quiser, a partir do ponto em que parou.
• Reproduz os programas gravados previamente;
• Contém todos os recursos de um tocador de DVD, tais como Volta (Rewind), Pausa e Avanço (Fast Forward);
• Permite a seleção de múltiplos áudios (SAP), desde que a emissora forneça o sinal;
• O PenTV Digital possibilita programar gravações e mantém um “Histórico”, apresentando todos os programas gravados, arquivados por data de gravação e hora, permitindo que o usuário monte a sua própria programação.
Comentários:
Comprei um recentemente por R$ 149, 90 na loja da Polishop, em Osasco. Talvez dê para achar mais barato procurando no Mercado Livre. Na Grande São Paulo, captei sinais HDs sem nenhum problema. Já em São José dos Campos, por exemplo, só consegui captar a TV Vanguarda (a Globo local) e a Band. Antes de comprar, verifique se o lugar onde você vai querer assistir HDTV já possui cobertura de sinal digital.
São Paulo não põe um centavo no SAMU/192
por Conceição Lemes
Selma Correa, 67 anos, mora na Vila Mariana, bairro de classe média alta de São Paulo. Há 15 teve um infarto agudo do miocárdio. Estava sozinha em casa.
“De repente, senti uma dor violenta e persistente no peito. Meu braço esquerdo começou a formigar e eu, a suar frio. Tive tosse e vontade de vomitar. Parecia haver algo espremendo o meu tórax”, relembra. “Desconfiei de infarto, pois uma irmã havia tido. Imediatamente desci [mora no 14º andar], peguei o primeiro táxi que passou e fui para o pronto-socorro do Hospital São Paulo. Era infarto violento. Minha pressão arterial chegou a 6 por 4 [considera-se normal 12 por 8]. O médico disse que se eu tivesse esperado mais uns minutos – de casa ao hospital são dez –, não estaria mais aqui.”
Há três anos uma amiga de Selma, Elenice Cortês, que reside no mesmo bairro, começou a passar mal enquanto conversavam ao telefone. Os filhos estavam na faculdade e o marido em viagem.
“No ato, liguei para o SAMU – o 192. Em 20 minutos a equipe chegou. Mediu pressão, ouviu o coração, colocou a Elenice no soro, conversou com a central e levou-a para o pronto-socorro. Ela teve um derrame [acidente vascular cerebral, ou AVC]”, conta Selma. “Hoje, quando vejo alguém se acidentar ou passar mal na rua ou em casa, chamo na hora o SAMU.”
Selma não é exceção. Cada vez mais o 192 é acionado. De telefone celular, fixo ou orelhão, a ligação é gratuita. SAMU é a sigla do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, programa criado em 2003 pelo governo federal. O SAMU atende o usuário na residência, na via pública e no local de trabalho.
“No Brasil, havia municípios que dispunham de alguns serviços para atender emergências pré-hospitalares”, afirma o médico Clésio Mello de Castro, coordenador geral de Urgência e Emergência, do Ministério da Saúde. “Porém, como programa do SUS [Sistema Único de Saúde], destinado a 100% da população, esse atendimento só passou a existir há sete anos, quando o SAMU foi criado.”
“Através do telefone 192, o socorro chega onde o usuário está. A equipe presta atendimento já no local, antes de chegar nospital, no menor tempo possível, salvando vidas e diminuindo seqüelas”, explica Castro. “O programa ‘enxerga’ ainda o serviço mais próximo e adequado para levá-los em seguida para diagnóstico preciso e tratamento, quando necessário. A ambulância vai direto, ganha tempo, o que é crucial em emergências.”
AMBULÂNCIA E EQUIPE ESPECÍFICAS PARA CADA SITUAÇÃO
A ambulância é a vitrine do SAMU. É a parte mais visível, a que se vê nas ruas. São 1.521 em 1.286 municípios já atendidos pelo programa. Dependendo da área, há também motos, lanchas e helicópteros.
“Quando você disca SAMU/192, está ligando para uma central de regulação, onde, além das telefonistas, há profissionais de saúde, inclusive médicos”, esclarece Castro. “O tipo de atendimento, ambulância e equipe vai depender da gravidade do caso. Há situações em que basta uma orientação por telefone.”
É o caso de uma criança que cai na escola e faz um pequeno corte na testa. Da própria central, o médico pode orientar a professora a proteger o machucado e encaminhar com o próprio carro o aluno até o hospital.
Outro exemplo: pai liga para o SAMU para saber se a dose do remédio que a criança ingeriu está adequada. Também da central, o médico orienta-o. Isso também salva vida, pois a dose errada pode ter efeitos colaterais graves.
Já se a pessoa cai da própria altura (por exemplo, escorrega na rua ou em casa), está consciente e sem fratura exposta, o médico da central envia ambulância com suporte básico, cuja equipe vai imobilizar o doente e levá-lo ao hospital mais próximo.
A ambulância de suporte básico normalmente é composta de motorista socorrista (treinado para auxiliar no atendimento) e técnico de enfermagem. Eles dão os primeiros cuidados para que este paciente não tenha prognóstico pior.
Em casos de capotamento de veículo, com perda da consciência, ou infarto, é necessário cuidado médico especializado no local. É enviada então uma UTI móvel, com médico e enfermeiro. Todos os equipamentos que existem numa UTI há nesta ambulância.
“Parte das ambulâncias do SAMU é equipada com aparelho que faz eletrocardiograma, transmite-o via telefone para uma central no Hospital do Coração [HCor], que faz a leitura e devolve o resultado”, ressalta Castro. “Todo esse processo dura, em média, cinco minutos. Ele permite diagnóstico mais preciso ainda em casa. Se confirmado infarto do miocárdio, por exemplo, a equipe do SAMU já inicia a medicação antes mesmo de levar o paciente para o hospital.”
O serviço de eletrocardiograma digital à distância é uma tecnologia de ponta e visa aos usuários do SUS. É uma parceria do Ministério da Saúde com o HCcor, em São Paulo, cujo diretor-geral é o dr. Adib Jatene. A central do hospital, com 16 cardiologistas, funciona também 24 horas por dia.
“O procedimento permite agilidade, precisão e redução do tempo de atendimento, diminuindo as sequelas e mortes por doenças cardiovasculares”, afirma o professor Adib Jatene, considerado um dos grandes cirurgiões cardíacos do país. “Pode reduzir em até 20% o número de mortes por doenças do coração.”
“O SAMU atende rápido e no local em que o paciente está”, reforça Clésio Castro. “Seguramente está salvando muitas vidas.”
“Aparentemente, o atendimento do SAMU diminui o risco de óbito no local, mas ainda não há estudos de longo prazo das vítimas após a alta”, observa Gustavo Fraga, professor e coordenador de Cirurgia do Trauma da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “O SAMU faz o socorro pré-hospitalar. Mas isso não garante que as vítimas de trauma, que representam 25% dos atendimentos, sobreviverão depois e terão qualidade de vida. Para que o SAMU tenha impacto efetivo é preciso investir também e bastante nos hospitais de referência e na reabilitação. O SAMU resolve apenas um pedaço do problema. De qualquer forma, inegavelmente, é um avanço importante.”
TODOS OS ESTADOS CONTRIBUEM, EXCETO SÃO PAULO
O SAMU alcança 106 milhões de brasileiros. Região Sul: 17.221.962. Nordeste: 26.179.381. Centro Oeste: 10.407.577.Sudeste: 45.371.427. E região Norte: 6.550.451.
Acre, Distrito Federal, Goiás, Sergipe, Santa Catarina já têm 100% de cobertura. É provável que ainda em 2010 se torne também universal nos estados de Alagoas, Amapá, Amazonas, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte.
“O financiamento do SAMU é tripartite: 50% vêem do governo federal, 25% do estado e outros 25% do município”, expõe Castro. “A participação dos três entes da federação dá mais sustentabilidade ao programa, facilita a sua manutenção e ampliação e possibilita atendimento adequado.”
Supondo que o custo anual seja de 50 milhões. À União cabem 25 milhões, ao estado, 12,5 milhões e aos municípios, outros 12,5milhões, divididos entre eles.
Todos os estados – inclusive os do Norte e Nordeste — participam da divisão de contas, exceto um: São Paulo, até recentemente governado pelo presidenciável José Serra (PSDB), ex-ministro da Saúde do governo Fernando Henrique Cardoso. São Paulo não coloca um centavo no projeto SAMU. É a opção gestora adotada pelo estado.
Portanto:
1) Todo o atendimento do SAMU em São Paulo, inclusive as ambulâncias, é custeado unicamente pelo governo federal e municípios. São 91 municípios e 32 centrais.
2) A conta dividida em dois fica então mais pesada para os municípios, que são obrigados a arcar com a parte que deveria ser do estado, aumentando os seus gastos.
3) Se São Paulo contribuísse com a porcentagem que foi pactuada, certamente a cobertura do SAMU no estado seria muito maior.
“Não temos como obrigar o estado a investir no SAMU”, atenta Castro. “Porém, é responsabilidade dele também pelo pacto tripartite. São Paulo não está cumprindo o seu papel. Esperamos que reveja a sua posição, pois facilitaria a ampliação do SAMU no estado.”
A propósito, se na sua cidade já tem o SAMU, não hesite em telefonar para o 192 nestas situações:
* Ocorrência de problemas cardiorrespiratórios
* Intoxicação
* Queimaduras graves
* Ocorrência de maus tratos
* Trabalhos de parto onde haja risco de morte da mãe ou do feto
* Tentativas de suicídio
* Crises hipertensivas
* Quando houver acidentes/trauma com vítimas
* Afogamentos
* Choque elétrico
* Acidentes com produtos perigosos
* Transferência entre hospitais de doentes com risco de morte
Não imaginam o alívio que dá, quando se vê o SAMU chegar, pois as equipes são treinadas para lidar com emergências. Esta repórter já testemunhou isso algumas vezes. A ligação para o 192, relembramos, é gratuita. Em caso de urgência, não perca tempo. Ligue IMEDIATAMENTE para o 192. Alguns minutos podem fazer a diferença entre a vida e a morte ou mais seqüelas.
Fonte: Vi o Mundo
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