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quarta-feira, 2 de março de 2011
Na conta do chá, Botafogo se classifica para segunda fase da Copa do Brasil
O Botafogo não jogou bem, mas foi com tudo para cima do River Plate-SE e mostrou empenho durante todo o jogo. No entanto, não foi suficiente, para conseguir os dois gols necessários para a classificação. Com iss, somente nos pênaltis, o Alvinegro conseguiu bater o River. Vitória sofrida e suada. No final, os jogadores fizeram questão de ir todos em direção a Joel, abraçá-lo, homenageando o treinador.
Pressão desde o início
Com um Engenhão vazio, o Botafogo não tinha outra opção, senão pressionar o River desde o início. No entanto, o Glorioso insistiu na bola aérea, só que seu principal cabeceador, Loco Abreu não estava em campo. Quando tentava por baixo chegava com mais perigo. Aos cinco minutos, Caio toca para Herrera, que bate de fora da área, com a perna esquerda, mas fraquinho, ficando fácil para o goleiro sergipano Max. Logo após, Lucas dá bom passe para Herrera que bate fraco e o arqueiro do River pega.
O Botafogo tocava a bola no meio, mas esbarrava na forte marcação do River. O Alvinegro seguia na base do chuveirinho, o que deixava a situação mais fácil para o adversário. Até que Renato Cajá encontra Caio, que limpa o zagueiro e bate de fora da área. Uma bomba, que passou muito perto. E depois mais uma vez o camisa 10 alvinegro dá ótimo assistência, desta vez, para Herrera, que dentro da área, gira e bate de esquerda, mas a bola sai fraca, o que facilita a defesa do goleiro Max. Pela equipe do Sergipe, Bebeto Oliveira, autor do gol da vitória no jogo de ida, arriscou de fora da área, livre de marcação, mas sem perigo. Daí em diante apenas a cabeçada de Bibi em cruzamento de Pedrinho ameaçaria o Botafogo. Para variar, Jefferson faria boa defesa. Após isso, o Glorioso pressionaria. Em bela jogada, Lucas chega até a linha de fundo e cruza para Caio, desperdiçar em cabeceio. Depois, Cajá daria ótima cabeçada, para Max fazer uma verdadeira ponte. De tanto pressionar, o Botafogo fez em um gol contra e polêmico. Aos 40 minutos, em bola alçada na área por Cajá, o goleiro Max tiraria, mas o zagueiro Bebeto desviaria para o gol. Entretanto, não deu para ver se ela realmente entreou, mas para o árbitro passou a linha do gol, portanto, Bebeto contra. 1 a 0 Botafogo. Antes que encerrase a primeira parte, Herrera perderia gol praticamente sem goleiro, após chute cruzado de Lucas. O argentino estava meio desequilibrado.
Na segunda etapa, O Alvinegro foi desenfreadamente para frente. Everton teria boa oportunidade em chute na entrada da área, que bateria na trave. Logo após, Caio cruza, mas passa pelo companheiro de ataque Herrera. Alex pega a sobra e manda uma bomba. Passou pertinho da trave esquerda do gol do River. As principais jogadas do Botafogo saiam do pé de Renato Cajá, que colocou Herrera de frente com o goleiro, mas o camisa 17 tentou driblar o golerio e acabou errando. No mais, o Botafogo foi com tudo para cima do adversário. O técnico Joel Santana tentou colocar seu time mais à frente com Alex no lugar de Everton. O atacante perderia chance de cabeça cara a cara com o goleiro Max, que faria um verdadeiro milagre.
Nos pênaltis, o Botafogo conseguiu após quatro anos, voltar a vencer desta maneira. Márcio Rosário, Herrera, Antônio Carlos e Lucas converteram. No River, Bebeto Oliveira e Fábio Júnior bateram para fora.
FICHA TÉCNICA:
BOTAFOGO 1 X 0 RIVER PLATE-SE
Estádio: Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 2/3/2011 - 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Emerson de Almeida Ferreira (MG)
Auxiliares: Guilherme Dias Camilo (MG) e Helberth Costa Andrade (MG)
Cartões amarelos: Antônio Carlos, Márcio Rosário, Bruno (BOT); Beveto Oliveira, Bruno Ramos, Beveto, Pedrinho (RIV)
Gols: Bebeto contra aos 40 minutos
Renda/Público pagante: R$74900,00/3137 pagantes
BOTAFOGO: Jefferson, Alessandro, Antônio Carlos, Márcio Rosário e Marcio Azevedo (Alessandro); Rodrigo Mancha, Bruno, Everton (Alex) e Renato Cajá (Fabrício); Herrera e Caio. Técnico: Joel Santana.
RIVER PLATE-SE: Max, Gláuber, Váldson, Bebeto e Pedro; Bruno Ramos (Lucas), Fernando Pilar, Wallace e Éder (Fábio Júnior); Bibi (Da Silva) e Bebeto Oliveira. Técnico: Ailton Silva.
Lancenet
Sem querer desmerecer o River de Sergipe, mas um time da grandeza do Botafogo não poderia ter tantas dificuldades para derrotar um time que, ano passado, disputou a série D. Não sei se é o fator psicológico da equipe, mas ao menos o Botafogo voltou à ganhar disputas nos pênaltis. Curioso notar que praticamente o mesmo time, tirando um ou outro jogador, fez uma bela exibição diante do Fluminense semanas atrás e encarou de igual para igual o Flamengo. O time de general severiano consegue jogar em condições igualitárias contra qualquer equipe do país, mas encontra-se sempre em dificuldades contra times que jogam muito fechados.
Falando sobre alguns destaques individuais, Lucas se saiu bem na direita, Renato Cajá melhorou um pouco no meio e não devia ter sido substituído, Alex mostrou-se promissor no ataque, Bruno Thiago vem jogando muito bem como volante, mostrando-se um jogador moderno que também sabe atacar e definitivamente Márcio Azevedo ainda não encontrou seu melhor futebol no time da estrela solitária. Herrera lutou muito, mas não encontra-se em sua melhor fase. Ao menos, mostrou a precisão de sempre na hora dos pênaltis.
Agora é aguardar o confronto contra o Paraná, que provavelmente tem uma equipe mais bem montada que o bravo River de Sergipe.
Não sei se há uma conspiração dos jogadores contra Joel Santana, mas o clima dele em General Severiano definitivamente é muito ruim, no momento. E não haviam motivos para os jogadores estarem cansados, já que não jogaram no último final de semana.
Cade aprova caixas conjuntos de BB, Santander e Bradesco
Um banco estatal, mantido com nossos impostos, se alia a um nacional e outro espanhol para economizar custos. As taxas absurdamente cobradas dos clientes serão reduzidas? Aposto que não, o que vai acontecer é a redução da quantidade de caixas eletrônicos.
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, nesta segunda-feira, o compartilhamento de caixas eletrônicos entre Banco do Brasil (BB), Bradesco e Santander. As empresas começaram a usar terminais conjuntos em novembro do ano passado.
Os aparelhos que podem receber as transações das três instituições bancárias estão destacados com adesivo contendo a logomarca das empresas.
Caixas estão principalmente em São Paulo
São 700 caixas envolvidos no teste e eles estão principalmente concentrados em São Paulo. Dos aparelhos cedidos pelo Banco do Brasil, uma metade está na capital paulista e a outra no interior e região metropolitana do Estado. Dos do Bradesco, 70% está em São Paulo e 30% em Manaus, Salvador, Recife, Rio de Janeiro e Fortaleza. Dos caixas cedidos pelo Santander, 30% está em SP, 18% no Rio de Janeiro, 14% em Minas Gerais, 10% na Bahia e o restante dividido pelo País.
Taxas
Segundo a assessoria de imprensa do Santander, não haverá taxas se um cliente de um dos bancos envolvidos usar um caixa eletrônico de outro para realizar operações que normalmente não são cobradas. As que têm algum custo seguirão a tabela do banco ao qual o usuário é cliente.
Mercado negro de biscoito surge em pátio de escola
Um garoto de apenas 13 anos criou um tipo de mercado negro de biscoitos no pátio de sua escola, em Layton, na Inglaterra.
Segundo o jornal Telegraph, tudo começou quando ele roubou alguns pacotes de biscoito.
O próximo passo foi começar a vender os doces por R$ 0,25 (10 centavos de libra), em uma lojinha improvisada que ele montou usando mochilas.
Graças a uma dica de um dos colegas, a polícia ficou sabendo do esquema e acabou com a "brincadeira". Depois, ainda deixou um aviso.
- A fábrica [de onde ele roubou os biscoitos] pode ser muito perigosa para pessoas não-autorizadas. Há muitos caminhões e veículos de carga operando. Crianças que vão a estes locais sem permissão ou supervisão estão se colocando em risco. Neste caso, roubar não foi só um crime, mas também foi perigoso.
R7
Parece mesmo coisa do South Park, hahaha.
Meteorito reforça tese sobre vida na Terra ter vindo do espaço
Um meteorito encontrado na Antártida fortalece o argumento de que a vida na Terra pode ter vindo do espaço, dizem cientistas.
Análises químicas do meteorito mostram que o material é rico em hidrocarbonetos e amônia, um componente químico formado por nitrogênio e hidrogênio, encontrado em proteínas e no DNA que forma a base da vida tal e qual conhecemos.
Os pesquisadores acreditam que esses elementos podem ter chegado à Terra por meio de meteoritos que caíram no planeta no passado, povoando o lugar com os ingredientes que faltavam para a criação da vida.
As conclusões se baseiam em uma análise de pouco menos de quatro gramas de pó extraído do meteorito Grave Nunataks 95229, batizado em referência ao local onde foi descoberto na Antártida em 1995.Detalhes do estudo conduzido por uma equipe das universidades do Estado do Arizona e da Califórnia, ambas nos EUA, foram publicados na revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences".
"O estudo mostra que há asteróides no espaço que, ao se fragmentarem em meteoritos, podem ter caído sobre a Terra com uma mistura de componentes com propriedades atrativas, incluindo uma grande quantidade de amônia", disse a coordenadora da pesquisa, Sandra Pizzarello, da Universidade do Arizona.Segundo ela, meteoritos podem ter fornecido à Terra uma quantidade suficiente de nitrogênio para fazer emergir a vida em seu estado primitivo.
CRIAÇÃO DA VIDAEstudos realizados com o meteorito Murchison, que atingiu a Austrália em 1969, mostram que aquela rocha também é rica em componentes orgânicos.
Mas Pizzarello diz que o meteorito Murchison é "complexo demais" e contém moléculas de hidrocarbonetos mais propensas a serem encontradas em um período mais tardio da história da vida.
A teoria de que as "sementes" da vida na Terra foram trazidas por cometas ou asteróides resulta, em parte, da tese de que nosso planeta, em seu período formativo, não continha o estoque necessário de moléculas simples para ativar os processos que deram início à vida primitiva.
Esses processos poderiam ter ocorrido no chamado "cinturão de asteróides" entre Marte e Júpiter, longe do calor e da pressão de planetas em formação.
Colisões entre os asteróides dentro deste cinturão teriam produzido os meteoros que viajaram pelo nosso sistema solar e, ocasionalmente, terminaram carregando seu material para a Terra.
A especialista em meteoros Caroline Smith, do Museu de História Natural de Londres, concorda que um importante elemento no novo estudo é a detecção de nitrogênio. Mas ela questiona se a quantidade encontrada no meteorito da Antártida se repete em outras ocasiões. "Um dos problemas em relação à biologia primitiva na Terra tem a ver com a necessidade de nitrogênio em abundância para deslanchar todos esses processos pré-biológicos", ela explica. "O nitrogênio está presente na amônia. Mas há uma série de evidências que apontam que a amônia não existia em abundância no início da Terra. Então de onde veio?", questiona.
O fator específico que levou ao nascimento da vida na Terra permanece um mistério. Uma das hipóteses aventadas pela professora Pizzarello é que materiais provenientes de meteoritos tenham interagido com ambientes como vulcões e piscinas formadas pelas marés oceânicas.
Mas ela ressalvou que todas as hipóteses ainda estão no campo da especulação. "Encontramos esses materiais extraterrestres em meteoritos que contêm o que precisamos (para chegar a uma explicação) mas, quando chegamos em questões como 'como e 'por que', ninguém sabe", afirma. "O único que podemos dizer é que sim, parece que ambientes extraterrestres podem ter trazido o material."
Ué? Não foram os deuses que criaram a vida na Terra?
terça-feira, 1 de março de 2011
RoboCop : José Padilha pode dirigir o remake
O brasileiro José Padilha pode dirigir o remake deRoboCop. Segundo o Deadline, o diretor está negociando com a MGM. Não há mais detalhes do negócio; o blog diz apenas que o estúdio queria um profissional com apelo global e ficou interessado depois de ver, obviamente, o que Padilha fez com os dois Tropa de Elite.
Com a reestruturação financeira que garantiu US$ 500 milhões de dólares em financiamento ao estúdio, os projetos da casa que estavam parados começam a retornar. A refilmagem de RoboCop tem prioridade. Ainda de acordo com o blog, assim que Padilha assinar contrato eles vão atrás de um roteirista que trabalhe sob a supervisão do brasileiro.
Anteriormente, Darren Aronofsky estava na direção, que não saiu do papel por conta do abalo nas contas da MGM. Mais informações devem sair em breve.
[Atualizado] O Hollywood Reporter confirma a negociação e diz que a MGM estava se reunindo nos últimos dias com nomes como Robert Rodriguez e David Slade, além de Padilha, e o brasileiro se destacou mais. O orçamento do filme deve ficar na casa dos US$ 80 milhões.
Parabéns, Rio de Janeiro! 446 anos
Hoje, a cidade que nasci completa quase 450 anos. Uma cidade não só bonita, mas cosmopolita e extremamente agradável para se viver. Que nos anos vindouros o Rio se desenvolva cada vez mais, com igualdade social, menos violência e que a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 transformem positivamente a cidade.
Copacabana, o Bairro que morei por tantos anos, em épocas diferentes:
Empresas não pagam por problema em call center
Novas regras, em vigor há dois anos, prometiam melhora no atendimento
Companhias recorrem de multas na Justiça e nada pagaram na esfera federal; ações coletivas não deram resultado
LORENNA RODRIGUES
DE BRASÍLIA
Mais de dois anos depois de terem sido anunciadas, as regras para melhorar o atendimento nos serviços de call centers continuam sendo descumpridas, agora com um agravante: multadas, as empresas não pagaram nenhum real por isso até agora.
Só na esfera federal, as empresas reguladas de setores como telefonia, financeiro e transporte aéreo e terrestre foram multadas em R$ 18,6 milhões por desrespeitar o decreto que regulamentou o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor).
Levantamento feito a pedido da Folha pelo DPDC (Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor), do Ministério da Justiça, mostra que nada foi pago até agora.
Amparadas pela legislação, as empresas recorrem administrativamente dentro do ministério, onde invariavelmente não encontram sucesso, e depois à Justiça, protelando o pagamento.
As regras mais rígidas anunciadas em dezembro de 2008 prometiam o fim das esperas intermináveis dos consumidores e o cancelamento imediato dos serviços.
DANO COLETIVO
Inconformado com a falta de efetividade das multas, o DPDC ingressou em 2009 com duas ações por danos morais coletivos contra duas das empresas mais reclamadas (Oi e Claro), pedindo R$ 300 milhões de indenização em cada caso.
As ações, porém, ainda não foram julgadas nem na primeira instância.
A diretora do DPDC, Juliana Pereira, ressalta que cada multa é resultado de processo aberto a partir de reclamações de vários consumidores em Procons e que o órgão busca provas contundentes para basear as punições.
"Não abrimos processos sem termos fortes indícios. São asseguradas a ampla defesa e o contraditório", diz.
ESTADOS
Nos Estados, a situação se repete e a maioria das multas aplicadas pelos Procons também não foram pagas.
Em São Paulo, as multas por descumprimento das regras do SAC somam R$ 47 milhões, dos quais apenas R$ 330 mil foram pagos. Outros R$ 30 milhões estão sendo questionados na Justiça.
Segundo o último balanço do DPDC, obtido pela Folha, a maioria dos consumidores que recorrem aos Procons se queixa de dificuldade em cancelar serviços, problemas para contatar a empresa e falta de resolução de demanda.
Na liderança das multas estão a Oi, com R$ 3,24 milhões, Gontijo Transportes, com R$ 2,55 milhões, e Claro, com R$ 2,02 milhões.
ANÁLISE SERVIÇOS
Só o peso das sanções fará empresas cumprirem a lei dos call centers
Companhias conseguem adiar o pagamento de multas e novos prazos não são estipulados
PROCONS DEVEM FISCALIZAR PARA REVERTER A ATUAL SITUAÇÃO E JUÍZES PRECISAM PUNIR AS INFRAÇÕES QUE SÃO COMETIDAS
MARIA INÊS DOLCI
COLUNISTA DA FOLHA
A regulamentação dos Serviços de Atendimento ao Consumidor (SAC) entrou em vigor com pompa e circunstância, há dois anos.
Afirmava-se que nada seria como antes. O consumidor, finalmente, seria bem atendido, com respeito e eficiência. Ou os infratores teriam que arcar com pesadas multas.
Normalmente, porém, o que faz as coisas mudarem em qualquer lugar do mundo, salvo exceções, é o peso das sanções para quem não cumprir a lei.
Aqui não seria diferente, se as multas fossem pagas.
Não o são, porque basta a empresa ingressar em juízo contra a cobrança que sempre consegue adiar, sem data, o pagamento.
Se a irregularidade e o arrepio à lei não são punidos, bem, por que mudar?
Claro, houve muitas empresas que investiram pesadamente para se adequar. Contrataram mais profissionais, adquiriram softwares, computadores e melhoraram a telefonia. Capacitaram suas equipes de atendentes.
Os Procons fizeram muito bem sua parte. Fiscalizaram, ligando de surpresa para verificar se companhias cumpriam o que estava estabelecido na regulamentação.
Verificaram, por exemplo, se era cumprida a regra de ser atendido por uma só pessoa (sem o jogo do empurra).
Mas as empresas reguladas, de bens essenciais, sem concorrência, são a maioria das que não levaram a regulamentação dos SACs a sério.
E não se assustaram com as pretensas multas.
Um bom exemplo do que não tem sido cumprido: no capítulo 4 da lei, sobre o acompanhamento de demandas, determina-se que as gravações das chamadas ao SAC sejam mantidas por um período de três meses.
E que o registro eletrônico do atendimento fique à disposição do consumidor e de entidade fiscalizadora por, no mínimo, dois anos após a solicitação da demanda.
Mas o consumidor pede as gravações e não as recebe, sob alegações diversas. Uma das medidas necessárias para mudar esse quadro seria sensibilizar os juízes para a importância de punir quem desrespeita os direitos do consumidor.
Isso, contudo, depende de tempo, de um trabalho prolongado de conscientização e educação.
De qualquer forma, somente com Procons fortes poderemos reverter a transformação da lei dos SACs em letra morta.
MARIA INÊS DOLCI, 54, advogada formada pela USP com especialização em business, é especialista em direito do consumidor e coordenadora institucional da ProTeste Associação de Consumidores.
Tentar reclamar sobre um serviço mal prestado ou cancelar uma assinatura é um martírio. Funcionários despreparados, com péssima dicção e com graves problemas de português, longo tempo de espera, jogo de "empurra" de um ramal para o outro etc.
Agora,a moda é colocarem mensagens pré-gravadas. Por exemplo, há falta de luz na sua casa e você liga para a companhia de energia, que faz você ouvir uma gravação afirmando que "há um problema na região e o tempo estimado para a volta da energia é de X horas", com o detalhe de que nunca cumprem o prazo estipulado e a ligação cai após a mensagem, sem você ter a chance de reclamar com um atendente. Já ouvi uma mensagem assim também após a queda do sinal do meu Speedy. Recomendo aos amigos que quando passarem por um constrangimento destes, reclamem logo com o Procon, relatando que foram cerceados do direito de reclamar com as operadoras.
Você acha que na Espanha, país-sede da Telefônica, o serviço é tão ruim assim? Não é, pois lá todos sempre reclamam e duras penas são impostas às empresas que não respeitam os consumidores.
Espero que todas estas empresas sejam punidas exemplarmente, o mais breve possível.
Para CBF, futebol serve à 'desinformação do povo'
A presidente do time com a torcida mais desinformada do país e Ricardo Teixeira
Para a CBF, "o futebol não tem interesse social relevante". A entidade que comanda modalidade no país também acredita que o futebol contribui "para a desinformação do povo, já de si mal aparelhado intelectualmente".
As conclusões acima estão na argumentação que a entidade apresentou à 17ª Vara Cível de São Paulo, para se defender no caso da "Máfia do Apito", no qual é ré.
O juiz José Paulo Camargo Magano, da 17ª Vara Cível de São Paulo, condenou CBF, Edilson Pereira de Carvalho e Nagib Fayad ao pagamento de R$ 160 milhões. Federação Paulista de Futebol, Paulo José Danelon e novamente Fayad foram condenados a pagar outros R$ 20 milhões.
Trata-se de decisão de primeira instância, à qual cabe recurso. CBF e FPF já avisaram que vão recorrer.
As condenações se deram "solidariamente". Na prática, significa que, se um réu não tem condições de pagar, o outro tem que arcar com a multa --isso em caso de condenação, encerradas as possibilidades de recurso.
"O Nagib [Fayad] está em estado de insolvência civil, não tem dinheiro para nada, está respondendo até ações da Receita Federal por sonegação de impostos", disse o advogado de Fayad, Eduardo Silveira Melo Rodrigues.
O juiz Camargo Magano sustenta, em sua sentença, que não se pode atribuir relação entre analfabetismo e paixão pelo esporte. Cita a popularidade do Super Bowl nos EUA e os estádios cheios na Europa para rebater a argumentação da CBF.
Em sua defesa, a confederação alega ainda que uma condenação poderia levar a entidade "à insolvência".
Em 2009, a CBF faturou cerca de R$ 200 milhões só com patrocínios. Declarou ainda lucro de R$ 72 milhões. A tendência é que as cifras cresçam em 2010, pois novos contratos foram fechados.
Para a Justiça, a alegada ameaça de insolvência é "precipitada" e "alarmista".
Outro argumento da CBF é de que não estaria, entre suas finalidades, "organizar campeonatos e jogos de futebol".
A sentença aponta ainda que a CBF agiu "com má-fé". Carlos Eugênio Lopes, advogado da entidade, não foi encontrado para comentar.
RÉUS NÃO FORAM PRESOS, APESAR DE CONFISSÕES
Em 2005, os então árbitros Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelo fraudaram jogos do Campeonato Paulista e do Brasileiro a mando de apostadores, num esquema comandado por Nagib Fayad. Onze partidas do Nacional foram disputadas novamente.
Na esfera criminal, o processo acabou sem condenações --apesar de os réus terem confessado.
Esta é a primeira decisão na esfera cível. Trata--se de ação coletiva, em que o dinheiro vai para o Fundo Especial de Despesa de Reparação de Interesses Difusos Lesados.
CBF e FPF dizem crer que a decisão será mudada em segunda instância.
Folha
A turma de Ricardo Teixeira poderia ao menos respeitar os cidadãos, que de uma forma ou de outra, patrocinam a CBF. Desde a compra de produtos (caros) da Nike ao pagamento dos ingressos nas partidas de futebol, é este torcedor que a instituição desrespeita que dá lucro à ela.
Também é absurdo que réus confessos estejam soltos. Se você rouba uma galinha no Brasil, vai preso e assim permanece. Se você rouba em partidas de futebol, fica solto.
Baixe aqui o IRPF 2011-Programa para declaração do Imposto de Renda
A Receita Federal começa a receber nesta terça-feira a declaração anual do Imposto de Renda 2011. É obrigado a declarar que recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 22.487,25 em 2010.
Além disso, também é obrigado a declarar quem teve rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, acima de R$ 40 mil. Estão nesta categoria lucros e dividendos, poupança, aplicações financeiras, 13º salário, prêmios e juros pagos ou creditados de capital próprio, entre outras situações.
O Fisco mudou a interface e fez alterações pontuais no programa para a declaração do IRPF, que estará disponível para download a partir das 8h de hoje, quando será possível também enviar a declaração deste ano.
A entrega poderá ser feita até a meia-noite do dia 29 de abril. A estimativa do órgão é que 24 milhões de declarações sejam entregues neste ano.
De acordo com a Receita, o novo programa está mais limpo e dinâmico. Agora, na medida em que o contribuinte preenche os dados, o programa vai informando qual declaração é mais vantajosa, se a completa ou a simplificada -- antes essa informação só era dada no final do preenchimento.
ISENÇÃO
O valor máximo de rendimentos anuais para haver a isenção do pagamento de imposto foi mantido em R$ 17.989,80, como determinado em medida provisória de 2008. A discrepância entre esse valor e os R$ 22.487,25 informados na instrução normativa, de acordo com o supervisor nacional do Imposto de Renda, Joaquim Adir, foi adotada para reduzir a quantidade de declarações que eram apresentadas sem a necessidade.
Ele afirmou que quem recebeu entre R$ 17.989,80 e R$ 22.487,25 e não teve imposto retido na fonte não precisa apresentar a declaração. Abaixo desse valor há isenção, mas acima deve apresentar a declaração. Contudo, quem tem imposto retido na fonte e está entre essa faixa terá de declarar para não perder o imposto a restituir.
Segundo Adir, a intenção é reduzir em até 1,5 milhão a quantidade de declarações realizadas desnecessariamente. Na declaração de 2010, ano-calendário de 2009, mais de 10 milhões de declarações recebidas se enquadravam nessa categoria.
No ano passado, o limite para isenção e para a apresentação de declaração era o mesmo: até R$ 17.215,08. Segundo Adir, a diferença adotada neste ano, de R$ 17.989,80 para R$ 22.487,25 está inserida na margem de 20% de direito de dedução.
A instrução normativa aponta também a obrigatoriedade para a apresentação da declaração da pessoa física que: teve a posse ou a propriedade de bens ou direitos de valor total superior a R$ 300 mil; passou à condição de residente no Brasil; optou pela isenção do IR incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais, no prazo de 180 dias da venda.
A norma também determina a obrigatoriedade relativa à atividade rural e os casos em que a pessoa física está dispensada da apresentação quando dependente, além de definir as normas para a opção pelo desconto simplificado.
MULTA
A partir deste ano, o contribuinte que fraudar a declaração para obter uma restituição maior poderá ter que pagar multa de até 75% sobre o que for pago indevidamente.
A fraude, porém, terá que ser provada pela Receita que, após o processamento da declaração, abrirá um processo administrativo para investigar se houve intenção do contribuinte de enganar o leão.
Folha
Telescópio descobre dois planetas que compartilham órbita
Enterrado na imensidão de dados coletados pelo telescópio espacial Kepler (foto), da Nasa, está um sistema solar diferente de qualquer outro já visto antes. Dois de seus aparentes planetas compartilham a mesma órbita ao redor de sua estrela. Se a descoberta for confirmada, ela pode dar força à teoria de que a Terra já compartilhou sua órbita com um corpo celeste aproximadamente do tamanho de Marte, que mais tarde teria colidido com o planeta e formado a Lua.
Os dois planetas recém-descobertos são parte de um sistema solar com quatro planetas, denominado KOI-730. Eles completam a órbita ao redor de sua estrela a cada 9,8 dias e mantêm exatamente a mesma distância orbital, estando o primeiro cerca de 60º à frente do segundo. Durante a noite de um deles, o outro provavelmente deve aparecer no céu como uma luz constante, que nunca fica mais nem menos brilhante.
Um fenômeno gravitacional torna isso possível. Quando um corpo (como um planeta) orbita outro muito maior (como uma estrela), há dois pontos ao longo de sua órbita que permitem que um terceiro corpo orbite de forma estável. Esses pontos são localizados a 60º à frente ou atrás do corpo de menor tamanho. Grupos de asteroides chamados Trojans, por exemplo, permanecem nesses pontos da órbita de Júpiter.
Teoricamente, matéria em forma de um disco que circula uma nova estrela pode gerar planetas que "coorbitam", mas não há registros de que isso já tenha ocorrido antes. "Sistemas como esse não são comuns, e este é o único que já identificamos", afirma Jack Lissauer, pesquisador do Centro de Pesquisa de Mountain View, na Califórnia. Lissauer e seus colegas descrevem o sistema KOI-730 em um artigo submetido ao periódico "Astrophysical Journal".
Richard Gott e Edward Belbruno, da Universidade Princeton, afirmam que pode haver provas do fenômeno até mesmo no nosso "quintal cósmico". Estima-se que a Lua foi formada cerca de 50 milhões de anos após o nascimento do Sistema Solar, originária de uma colisão entre um corpo do tamanho de Marte e a Terra. Simulações sugerem que esse corpo, denominado Theia, estaria a uma baixa velocidade. De acordo com os dois pesquisadores, isso só poderia ter acontecido se Theia tivesse sido originada em um dos pontos estáveis da órbita da Terra. As novas descobertas "mostram que o tipo de coisa que imaginávamos pode acontecer", afirma Gott.
Quanto à possibilidade de que os dois planetas do sistema KOI-730 colidam e formem uma lua um dia, Gott afirma que seria "espetacular". Simulações da universidade sugerem, porém, que ambos continuarão orbitando à mesma distância entre si por pelo menos mais 2,22 milhões de anos.
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