Pesquisar este blog
Mostrando postagens com marcador energia nuclear. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador energia nuclear. Mostrar todas as postagens
sábado, 8 de novembro de 2014
Precisamos de mais usinas nucleares
Já está em discussão a construção de usinas nucleares no nordeste.
Não podemos mais depender das chuvas, com as hidrelétricas e nem das ultrapassadas e poluentes usinas termelétricas.
Precisamos de energia em abundância e constante. Atualmente, o Brasil produz o seu próprio urânio para a usina de Angra 1 (veja aqui).
Nossas usinas nucleares são mais seguras que a de Fukushima, por exemplo (veja aqui).
Espero que a médio e longo prazo o Brasil invista mais nesse tipo de energia.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Montagem dos equipamentos de c deve começar em maio de 2012
Guardados há mais de duas décadas em depósitos da Eletronuclear em Itaguaí e Angra dos Reis, no estado do Rio, os equipamentos comprados pelo governo brasileiro nos anos 80 para a Usina Nuclear Angra 3 devem ser desencaixotados no início do ano que vem.
O edital bilionário para a contratação do consórcio que fará a montagem dos equipamentos eletromecânicos foi lançado na semana passada. Serão
gastos R$ 1,93 bilhão e a expectativa é que, com o avanço das obras civis no canteiro de Itaorna, onde já operam as usinas Angra 1 e Angra 2, a montagem dos equipamento da terceira usina nuclear brasileira comece em maio de 2012. Angra 3 deve entrar em operação comercial em dezembro de 2015, ao custo total de R$ 10 bilhões.
Apesar de estocados há tanto tempo, a estatal garante que os equipamentos estão em boas condições de uso e não se defasaram tecnologicamente. São tubulações, bandejas de cabos, sistemas de cabeamento, estruturas metálicas, vasos, tanques, válvulas, entre outros, que custaram ao país US$ 750 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhão). Isso representa praticamente a metade do valor que a Eletronuclear terá que desembolsar para adquirir os equipamentos eletroeletrônicos que, ao longo desse período, evoluiram tecnologicamente, como sistemas informatizados de instrumentação e controle da usina e painéis elétricos. Em abril do ano passado, a contratação dos suprimentos importados foi orçada em R$ 2,2 bilhões.
Os equipamentos eletromecânicos foram adquiridos no âmbito do Acordo Nuclear Brasil-Alemanha, firmado em 1975, que previa a construção de duas usinas gêmeas, cada uma capaz de gerar cerca de 1,3 mil megawatts: Angra 2 e Angra 3. Mas só a unidade 2 foi concluída.
A Usina Nuclear Angra 3 começou a ser erguida em 1984, mas a obra foi interrompida dois anos depois, não só por falta de recursos. Havia, na época, muitas dúvidas quanto à conveniência do uso de energia nuclear e aos riscos de acidentes e impactos ambientais. Em 2007, o governo federal decidiu retomar a construção da usina, pressionado pelo crescente consumo de energia do país e porque boa parte dos equipamentos já estava paga.
Ao longo dessas duas décadas, a manutenção da obra paralisada, incluindo estocagem e preservação dos equipamentos, seguros, inspeções periódicas e manutenção do canteiro de Itaorna custou ao país mais de R$ 600 milhões, ou US$ 20 milhões (R$ 32 milhões) por ano.
Agência Brasil
quinta-feira, 24 de março de 2011
Brasil precisa esperar 3ª geração de usinas nucleares
O Brasil deve aguardar o desenvolvimento de novas tecnologias de construção e funcionamento de usinas nucleares antes de tomar a decisão de incrementar o Programa Nuclear Brasileiro. A opinião é do professor Luiz Pinguelli Rosa, da Coppe/UFRJ (Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro).
Segundo ele, na próxima década, a partir de 2020, começará a instalação de usinas de terceira e quarta geração, que serão mais seguras e econômicas, produzirão menos rejeitos e terão controle digital.
Em audiência pública no Senado, Pinguelli disse na quinta-feira que projetos de terceira geração já estão em andamento em outros países, e o programa brasileiro deveria aguardar.
"O Brasil pode esperar", aconselhou, ao lembrar que o país já domina boa parte da tecnologia nuclear, tem uma usina em construção (Angra 3) e está gerando conhecimento ao construir, em parceria com a Argentina, um reator multifuncional.
Pinguelli foi ao Senado junto com o professor Aquilino Senra Martinez, também da Coppe/UFRJ. Segundo Martinez, o plano plurianual da EPE (Empresa de Pesquisa Energéticas) não prevê uso de energia nova vinda de outras usinas, além das instaladas atualmente ou da Usina Angra 3, que deverá estar pronta em 2020.
Juntos, os dois especialistas sugeriram aos senadores cobrar da empresa estatal Eletronuclear --responsável pelas usinas Angra 1, 2 e 3-- informações sobre o posicionamento dos geradores de emergência que são acionados em caso de falha no fornecimento de energia para o resfriamento dos reatores, problema ocorrido na usina nuclear de Fukushima Daiichi, após o terremoto do dia 11 no Japão, seguido de tsunami.
PLANOS DE EVACUAÇÃO
Pinguelli e Martinez disseram que os senadores devem cobrar da Defesa Civil (nas esferas municipal, estadual e federal) informações sobre o plano de evacuação de Angra dos Reis, no litoral sul fluminense, em caso de acidente nas usinas.
Segundo Pinguelli, "os planos de emergência internos às usinas são adequados", mas o plano de emergência externo, não. "Eu não gostei quando as Forças Armadas saíram do plano porque não tinham equipamento."
Martinez chamou atenção para a falta de destinação correta dos resíduos de baixa e média atividade radioativa, que não podem ser reaproveitados e que, hoje, são mantidos nas usinas.
De acordo com ele, esse procedimento está fora do procedimento previsto na legislação (Lei 10.308/2001). "A Cnen [Comissão Nacional de Energia Nuclear] tem condições financeiras e técnicas de executar o que esta Casa mandou? Isso deve ser, de imediato, cobrado."
Após a audiência pública, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) chamou atenção para o fato de não haver no país uma agência reguladora para a área nuclear.
Na próxima semana, as comissões de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática; e Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle deverão convidar, para uma nova audiência pública sobre o tema, o presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva.
Folha
Sou totalmente a favor da energia nuclear, mas cautela nunca é demais. Estudos e cuidados são sempre bem-vindos.
terça-feira, 15 de março de 2011
A consideração dos terremotos nas usinas nucleares
Um forte abalo sísmico atingiu o Nordeste do Japão nesta sexta-feira (11 de março, às 02h46 da madrugada, horário de Brasília), com magnitude 8,9 na escala Richter e epicentro no oceano, a aproximadamente 130 km da cidade litorânea Sendai.
Como conseqüências do evento, 11 das 27 usinas nucleares japonesas na região afetada foram desligadas automaticamente e, até o momento, não há notícias de vazamento radioativo para o meio ambiente.
O terremoto suscita questionamentos sobre os efeitos de um sismo nas proximidades das usinas brasileiras, em Angra dos Reis (RJ). Uma comparação direta entre as situações brasileira e japonesa não é adequada, pois enquanto o Japão está situado em uma região de alta sismicidade - causada pela proximidade da borda de placa tectônica, onde ocorrem cerca de 99% dos grandes terremotos -, o Brasil está em uma região de baixa sismicidade, em centro de placa tectônica.
Confira, abaixo, as respostas para algumas dúvidas mais frequentes:
O projeto estrutural das usinas de Angra leva em consideração a possível ocorrência de um abalo sísmico?
As usinas nucleares de Angra dos Reis foram projetadas para resistir a vários tipos de acidentes. Mesmo estando numa região com probabilidade muito baixa de ocorrência de eventos sísmicos, o projeto das usinas de Angra, entre outros acidentes externos considerados, leva em conta o maior terremoto que poderia ocorrer no sítio. O prédio onde fica o reator nuclear tem barreiras de concreto e de aço dimensionadas para resistir a esses tipos de evento. Diversos sistemas garantem, de forma segura, o desligamento das usinas após qualquer abalo que atinja as especificações consideradas no seu projeto.
O projeto se baseia em normas de segurança internacionais, que consideram uma aceleração horizontal na rocha de 0.10 g (aceleração da gravidade, g=10m/s2). Especialistas da PUC/RJ e do Instituto de Astronomia e Geofísica da USP (IAG/USP) estimaram que a probabilidade de ocorrência de um abalo dessa proporção na Central Nuclear é de uma a cada 50 mil anos.
O maior terremoto registrado na região Sudeste, nas últimas décadas, ocorreu em 22 de abril de 2008, atingiu 5,2 graus na escala Richter e teve seu epicentro no Oceano Atlântico, a 215 km da cidade de São Vicente, no litoral paulista, e a 315 km da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA). O nível das acelerações registrado na Estação Sismográfica de Angra dos Reis foi de 0,0017 g, (2% do valor de projeto), e inferior ao nível mínimo acima do qual passaria a ser registrado na instrumentação sísmica das próprias usinas (0,01 g).
Existe um monitoramento sísmico nas usinas?
A Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA) possui uma Estação Sismográfica equipada com aparelhos modernos que monitoram, identificam e analisam os eventos sísmicos locais e regionais. Essa Estação opera desde 2002, monitorando continuamente qualquer vibração no sítio das usinas e registrando todos os eventos. Ela permite determinar o epicentro, a magnitude e as demais características de qualquer evento sísmico, além de indicar o nível de aceleração na região da Central Nuclear. Esses registros, aliados aos catálogos sísmicos disponíveis, confirmam a baixa sismicidade da região de Angra.
Além disso, cada usina possui instrumentação sísmica própria e independente para monitoramento dessas acelerações. Caso ocorra um abalo que ultrapasse 10% das acelerações estimadas no projeto, um alarme é disparado na sala de controle onde sua intensidade pode ser identificada imediatamente. Nesse caso, os valores de aceleração são analisados para calcular seu impacto na Usina. Se as acelerações atingirem 50% dos valores de projeto, a Usina deve ser inspecionada para verificar a existência de algum dano.
Qual a possibilidade de um tsunami (maremoto) atingir o litoral brasileiro na região Sudeste?
Um evento desta natureza é provocado na maioria das vezes em decorrência de um abalo sísmico de grande magnitude (superior a 7.0) no mar, em que o foco esteja pouco profundo e em regiões de borda de placas tectônicas que se movem uma em direção à outra, gerando ondas que podem alcançar grande amplitude nas regiões costeiras próximas. Este fenômeno é o que ocorreu em várias ocasiões no Pacífico e no episódio do Japão de 11 de março de 2011.
A região Sudeste do litoral brasileiro está situada na placa tectônica Sul-Americana, que se afasta da placa tectônica Africana. Portanto, no oceano Atlântico Sul, não existem as condições necessárias para gerar os tsunamis (maremotos).
Eletronuclear
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Reservas de urânio podem render US$ 100 bilhões ao país, diz Lobão
Brasília – A quantidade de urânio a ser explorada no subsolo brasileiro, cerca de 1,3 milhão de toneladas, pode render US$ 100 bilhões ao país. A afirmação foi feita nesta terça (8) pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, no lançamento do Plano Nacional de Mineração 2030. “Ou garantimos energia farta, segura e a preços baixos e a exploração racional [dos recursos naturais], ou não iremos muito longe. O mundo caminha para ampliar o parque de [usinas] térmicas nucleares à base de urânio. E o Brasil tem uma das maiores reservas desse produto no subsolo”, disse o ministro.
O Plano Nacional de Mineração 2030 tem como objetivo consolidar o marco regulatório da mineração e ampliar o conhecimento geológico brasileiro. “É um GPS [sistema de posicionamento global], mecanismo moderno que substitui a bússola e que nos indicará o Norte a ser perseguido”, disse Lobão. O documento divulgado pelo Ministério de Minas e Energia tem como base três diretrizes: governança pública, para promover a mineração em prol do interesse nacional; sustentabilidade socioambiental; e agregação de valor com adensamento de conhecimento e desenvolvimento de tecnologias.
A expectativa é que, a partir da implantação do plano, que prevê investimentos de US$ 350 bilhões na mineração até 2030, o setor cresça até cinco vezes; a produção de minério de ferro, aço e cimento, assim como a geração de empregos, tripliquem durante o período.
Para o presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Paulo Camillo Penna, há muitos gargalos que precisam ser enfrentados. “Em primeiro lugar, a carga tributária, uma das maiores do mundo. Precisamos estabelecer uma relação de competitividade mais adequada com os países com os quais o Brasil disputa o comércio internacional. A logística de transporte é também complicada e difícil, principalmente aquela ligada ao mercado internacional. E, hoje, temos um calcanhar de Aquiles, que é a mão de obra [pouco qualificada]. Isso é preocupante para a atividade mineradora brasileira”.
“O atual Código de Mineração está vigente há muitas décadas. É obsoleto, carcomido e precisa ser substituído por um novo marco regulatório”, defendeu Lobão ao se referir ao setor e aos US$ 157 bilhões faturados em 2010. Isso, segundo o ministro, resultou em US$ 51 bilhões em divisas para o país e nos 4% se participação do setor no PIB brasileiro.
A partir do novo marco serão criados órgãos como o Conselho Nacional de Política para a Mineração e uma agência regulatória, além de uma política de royalties para a atividade de mineração.
No documento divulgado por Lobão não consta, ainda, como ficará a questão dos royalties da mineração. De acordo com o ministro, isso ainda está sendo estudado pelo Ministério da Fazenda, e a versão final ainda passará pela Casa Civil e pelo Congresso Nacional.
Fonte
Podem dar ataque histérico o quanto quiser os eco-chatos. A energia nuclear é ainda uma das mais confiáveis e rentáveis.
domingo, 9 de maio de 2010
Eletronuclear indicará local para usina no Nordeste
Estudo da estatal deve ficar pronto até o fim do semestre
A Eletronuclear, estatal que tem o monopólio da geração de energia nuclear no País, deve concluir até o fim do semestre estudo que indicará os locais, no Nordeste, que poderão receber futuras usinas nucleares. A previsão foi feita ontem pelo presidente da empresa, Othon Luiz Pinheiro da Silva, ao chegar para audiência pública na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara.
"Até o fim do semestre já concluímos", disse. Segundo ele, a empresa entregará ao governo um "cardápio" com mais de um local possível para a construção de duas usinas, de 1 mil megawatts (MW) cada. Caberá ao governo definir localizações e enviar projeto de lei ao Congresso para a construção das centrais.
As usinas ficarão às margens do Rio São Francisco, pois os reatores necessitam de água para se refrigerar. A questão é a definição dos Estados que receberão os empreendimentos. Nos bastidores, governadores da região disputam o investimento, estimado em US$ 8 bilhões. Segundo fontes do governo, quatro Estados estão à frente: Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas.
A Eletronuclear está construindo a usina de Angra 3, no Rio de Janeiro. Só esse projeto de central nuclear consta do Plano Decenal de Energia Elétrica divulgado esta semana pelo governo, que lista investimentos a serem feitos até 2019. Mas, segundo a Eletronuclear, o fato de as usinas nordestinas não estarem no plano não significa que foram descartadas.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, a indicação para a construção das usinas do Nordeste consta do Plano Nacional de Energia (PNE), que trata da expansão do setor elétrico até 2030. A audiência realizada ontem na para debater o programa de energia nuclear foi marcada por troca de provocações e bate-boca entre representantes da Eletronuclear e de ONGs que se opõem a esse tipo de usina.
(O Estado de SP, 7/5)
Comentários:
O Brasil está mais do que certo em investir em energia nuclear. Com tecnologias modernas, ela é bastante segura. Também podemos assim aproveitar o fato de termos as maiores usinas de urânio em nosso país.
O Brasil está mais do que certo em investir em energia nuclear. Com tecnologias modernas, ela é bastante segura. Também podemos assim aproveitar o fato de termos as maiores usinas de urânio em nosso país.
O Brasil pode e deve diversificar sua matriz energética. Além de usinas nucleares, podemos construir também usinas eólicas para aproveitarmos a energia do vento no litoral e energia solar, com grandes painéis que poderiam ser colocados também no nordeste. Basta planejamento, ousadia e vontade política.
Por fim, a construção da Usina de Belo Monte também é crucial para o país ter sua demanda de energia para os próximos anos atendida.
Assinar:
Postagens (Atom)



