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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

A internet discada


Modem US Robotics

Era 1995 e eu havia comprado meu primeiro PC, seria uma carroça tecnológica nos dias de hoje, mas custou-me uma fortuna, tinha o Windows 3.1, monitor de colorido de 14", leitor de discos flexíveis de 5,25", disco rígido de 10MB, placa mãe "on board" e outras características sobre as quais não consigo me lembrar. Era a pré-história da informática no Brasil, os poucos softwares disponíveis custavam muito dinheiro e a pirataria era muito comum.

O que mais inportava é que o PC tinha uma placa US Robotics, um modem que podia atingir incríveis 14.400kbps. E era com ele que podia-se acessa a internet. Para tal era necessário uma linha telefônica e um provedor de acesso à internet.

Os preços das linhas telefônicas oficiais, compradas através de empresas estatais como a Telesp no estado de São Paulo por meios de "planos de expansão" em que pagava-se antecipadamente por 24 ou 36 meses para aí ter seus aparelhos e ações da empresa. No mercado paralelo uma linha telefônica custava aproximadamente US$ 5.000; o aluguel mensal - feito entre particulares - custava o equivalente a R$ 120,00. A cobrança pelo uso da linha telefônica implicava no pagamento mensal pela "assinatura", um valor fixo, mais o tempo das ligações que era cobrado por pulsos. A partir das 14h do sábado até as 6h de segunda-feiras e dias de semana das 21h às 6h do dia seguinte era cobrado 1 pulso para ligações.

O provedor de acesso era a empresa que conectava um modem à internet, através da linha telefônica. Pagava-se uma taxa de adesão e uma mensalidade de R$ 35,00 pela conexão de 256kbps, quase 18 vezes mais do que o modem oferecia. O provedor oferecia a instalação de um navegador e um programa de e-mails, respectivamente o Netscape e o Eudora. Para os menos íntimos com a informática o provedor também configurava os parâmetros do modem, como script e número para discagem automática. Cada provedor mantinha seus números para conexão à internet, ligações locais. Quem não tinha provedor em sua cidade tinha que gastar com interurbano!

Por aí pode-se constatar que poucos podiam ter internet em casa pois os custos envolvidos eram altos:
a) PC com modem, placa de som e sem impressora: US$ 1.500 ou mais;
b) provedor de acesso: R$ 35,00 mensalmente ou mais;
c) conta de telefone: R$ 150,00 ou mais por mês.

Hoje em dia com a banda larga, a diminuição dos custos de um PC e a privatização das empresas de telefonia fixa, os valores acima fazem parte da história.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Regras de banda larga podem sair hoje

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) pode aprovar na manhã de hoje uma regulação que define novos padrões de qualidade para o serviço de internet banda larga no Brasil.

“A agência definiu prazo até o final deste mês para levar as novas normas à votação e, como o Conselho Diretor da Anatel se reúne todas as quintas-feiras, a expectativa é que a Anatel tome uma decisão hoje”, diz Veridiana Alimonti, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

Na expectativa pela decisão, as entidades civis de defesa do consumidor continuam em campanha para que as novas regras contenham mecanismos que protejam o consumidor. O Idec organizou até um ‘tuitaço’ na internet Opor meio da rede social Twitter) que conta agora com o apoio e mobilização da “Campanha Banda Larga é um direito seu!”, que reúne mais de 90 entidades na defesa de uma internet barata, de qualidade e para todos.

O temor das entidades de defesa do consumidor é que a Anatel seja pressionada pelas operadoras e acabe não aprovando algumas propostas que estavam no texto inicial da norma e protegeriam os consumidores.

“Por conta da pressão das empresas prestadoras do serviço de banda larga, muitos interesses dos consumidores podem não ser levados em consideração”, diz Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste).

Algumas reivindicações englobam a previsão de regras de qualidade de atendimento ao consumidor, com prazos máximos para resolução de reclamações no SAC, metas de rede ligadas à disponibilidade do serviço e transmissão de pacotes nos moldes da proposta que foi à consulta pública e capacidade máxima de 80% de ocupação da rede, no limite de 80%. “Se a empresa mantiver 90% de ocupação da rede de infraestrutura da banda larga, teria que investir mais para que a rede não fique sobrecarregada”, diz Veridiana.

Outras garantias que estavam na proposta inicial foram definição da variação máxima da velocidade de acesso (com abatimento na conta proporcional à velocidade não entregue) e a obrigatoriedade das empresas oferecerem (em seus sites) um software para o consumidor medir a qualidade e velocidade da sua conexão.

“A proposta inicial previa que no primeiro ano do regulamento a velocidade média teria de ser de 60% do que o consumidor contratou. No segundo ano, subiria para 70% e, a partir do terceiro ano, a conexão teria que ter 80% da velocidade prometida pela empresa”, diz Veridiana. Ela ressalta que são frequentes as variações entre as velocidades reais de conexão à internet e a velocidade estipulada em contrato.

“É claro que as operadoras não querem mudanças. Hoje só garantem 10% da velocidade contratada e algumas nem isso, já que não há regulação que garanta isso”, diz Maria Inês.


Temos umas das piores bandas largas do mundo e uma das mais caras. É um absurdo o usuário contratar uma velocidade, pagar por ela, e as empresas assegurarem 10% da mesma.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Anatel quer que provedoras garantam 80% da qualidade da internet banda larga

A ANATEL pretende ajustar algumas metas para complementação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). O gabinete da conselheira Emília Ribero, relatora da matéria, deve pautar o documento para a reunião do conselho, no dia 4 de agosto.

Essas metas estabelecerão os parâmetros de qualidade mínimos que deverão ser seguidos pelas operadoras de internet na oferta de banda larga fixa.

As metas que serão propostas são duras: em períodos de maior tráfego, deverá ser garantido no mínimo 80% , tanto para download quanto para upload; o tempo médio de transmissão de pacotes, ou a latência, também em horários de maior trafego, deverá ser de 150ms para conexões terrestres e 800ms para redes via satélite.

O novo regulamento ainda propõe que o parâmetro de variação do atraso na transmissão seqüencial dos pacotes, ou jitter, deverá ser de 20 ms, no máximo. O índice de perda de pacotes deve ser de 1% ao mês e o parâmetro de ocupação dos links deve ser de 80% no máximo, também no período de maior trafego.

A idéia da conselheira Emília Ribeiro é seguir os parâmetros definidos pelo Comitê Gestor de Internet, que são menos agressivos que os propostos pela Superintendência de Serviços Privados da Anatel.

Nada mais justo pois atualmente as empresas operadoras de conexão à internet de banda larga garantem 10% da velocidade contatada.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Brasil é um terreno fértil para negócios com banda larga

O brasileiro gosta de ficar conectado à internet. Gasta, por exemplo, muitas horas em sites de relacionamentos. Em muitos deles, o país aparece entre os líderes em acesso e usuários. Isso mostra que o Brasil é um terreno fértil para os negócios com banda larga móvel.

Segundo pesquisa de uma empresa internacional especializada no desenvolvimento de serviços e produtos para o setor, 51% dos consumidores do serviço se conectam diariamente. O percentual é até um pouco superior à média de outros países onde o levantamento foi realizado, como Estados Unidos, Reino Unido e Austrália.

Há, porém, entraves para o avanço do setor, segundo a pesquisa. Os principais são os preços elevados do serviço --muito mais alto do que em outros países-- e a qualidade da conexão, considera lenta e instável pelos consumidores brasileiros.

Mesmo assim, vários participantes da conferência Digital-Life-Design Brasil, realizada na noite de segunda-feira (25), mostraram interesse em investir em negócios com internet e afins no país e relataram ações já em curso.

Segundo os participantes, são dois grandes filões: o comércio eletrônico e a criação de sites que gerem tráfego de internet. Outra oportunidade é "capturar" grupos de usuários nas redes sociais e desenvolver serviços e produtos para determinados nichos.

Folha

O Brasil, por seu tamanho e sua importância, merece ter internet de banda larga barata e de qualidade, como ocorre na maioria dos países desenvolvidos. Chega de conexões caras, de baixíssima velocidade e de qualidade vergonhosa, fornecida por companhias como Net e Telefônica.