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sexta-feira, 12 de julho de 2013

CPI da espionagem deve convocar FHC para explicar entrega dos satélites da Embratel para os EUA

Só tucano que se finge de ingênuo pode se dizer surpreendido com a arapongagem dos EUA sobre telefonia e dados de brasileiros.

Não faltaram advertências de analistas para avisar com todas as letras que a entrega da Embratel para uma empresa dos EUA como foi o caso da MCI World Comm na privataria tucana de 1998 era estender o tapete vermelho para o governo dos USA grampear as redes e satélites brasileiros.

O dinheiro dos paraísos fiscais descritos no livro "A Privataria Tucana" falou mais alto, e o tucanato de FHC vendeu a Embratel de porteira fechada, com satélites, redes de fibra ótica e tudo. Nos primeiros anos pós privatização a Embratel era hegemônica nas redes nacionais e internacionais de longa distância.

Nas ligações locais de Brasília o controle estava nas mãos da Brasil Telecom, empresa controlada pelo Citibank através do banco Opportunity. Tudo dominado.

As empresas tiveram por um bom tempo o controle sobre todas as ligação nacionais e internacionais, sobre o tráfego de dados na internet. Pode perfeitamente ter gravado clandestinamente ligações com fins de espionagem diplomática, militar, comercial, industrial, de chantagem, etc, e repassado ao governo estadunidense informações sensíveis. E não havia nada que impedisse isso, pois não adianta nada estar proibido na lei, se ações de espionagem são por natureza clandestinas e secretas, e se não há controle nacional sobre as atividades.

Mesmo depois que o controle acionário foi transferido pela Telmex, o controle estadunidense sobre as informações continuou presente, através de serviços de empresas dos EUA para a operadora mexicana, e de equipamentos, softwares e controle de satélites.

Pode-se afirmar, sem exagero, que o governo FHC fez um verdadeiro planejamento estratégico meticulosamente preparado para o governo estadunidense bisbilhotar a tudo e a todos.

Agora que o senado decidiu abrir uma CPI para investigar a espionagem, o vendilhão da pátria número 1, FHC, tem que ser convocado, se preciso por condução coerciva pela Polícia Federal, para explicar o inexplicável.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Diplomas de dentista e psicólogo exigirão ciclo no SUS



A criação de um ciclo obrigatório de trabalho no Sistema Único de Saúde (SUS) não deve ficar restrito ao curso de medicina, como definido no programa Mais Médicos, anunciado nesta segunda-feira, 8, pelo governo. O Conselho Nacional de Educação (CNE) estuda a adoção da medida para outras carreiras da área de saúde. O plano prevê que estudantes de odontologia, psicologia, nutrição, enfermagem e fisioterapia também concluam a formação com atividades na rede pública.




“Isso já vem sendo pensado”, informou nesta terça-feira o secretário de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), Paulo Speller. Não há prazo para a conclusão da análise, que começou antes mesmo dos estudos sobre o caso da medicina. A administração federal anunciou nesta segunda-feira a edição de medida provisória (MP) para ampliar de seis para oito anos a duração de medicina em instituições públicas e privadas.



A decisão vale para estudantes que ingressarem na faculdade a partir de 2015. O ciclo complementar será feito em locais indicados pelas instituições de ensino, que formarão rede com serviços públicos de assistência. Durante os dois anos do ciclo suplementar, o aluno não pagará mensalidade. Pelos serviços prestados, receberá uma bolsa com valor ainda não definido. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a remuneração deverá variar entre R$ 2,9 mil e R$ 8 mil. A verba virá da saúde.



Remuneração



As instituições de ensino receberão pela supervisão feita ao trabalho do aluno na rede do SUS. A forma como isso será feito também ainda não está decidida. “Há tempo ainda para se pensar”, justificou Speller. “Estamos falando em algo que terá impacto apenas em 2021.”



O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, não descartou a possibilidade de o aluno ser enviado para uma cidade diferente daquela onde ele cursou a graduação. Para isso, no entanto, é preciso que a instituição de ensino tenha um vínculo com a unidade básica de saúde ou o hospital para onde o estudante será enviado. A regulamentação do texto pelo CNE deve demorar seis meses. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.




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terça-feira, 9 de julho de 2013

Amaury Ribeiro Jr.: Globo usou doleiros para pagar direitos da Copa



Processos contra a Globo podem reaparecer no Congresso



Amaury Ribeiro Jr. e Rodrigo Lopes – Hoje em Dia

Jurado de morte, um auditor aposentado promete entregar, nos próximos dias, ao Congresso Nacional, os mais de 10 mil volumes originais dos processos (criminal e civil) contra a Rede Globo por sonegação, lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro. Os processos sumiram dos prédios da Receita Federal às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais de 2006.

Atentado

O desaparecimento do processo também foi confirmado por uma auditor fiscal, que participou das investigações contra a Globo. Após tentar obter vantagem financeira com os processos, um auditor encarregado de fazer a operação limpeza, teria sofrido, meses depois, um atentado e passado a viver escondido. Agora aguarda de seu esconderijo o momento certo de finalizar a vingança contra TV Globo.

Manobra

Para abafar o sumiço do processo a cúpula da Receita, de acordo com a mesma fonte, teria montado às pressas outros dois processos clonados, com numeração diferente dos processos iniciais que receberam da receita a numeração 18.470011261/2006-14. Uma alta fonte da Receita garante que as cópias sumiram após o auditor fiscal Alberto Zile ter solicitado, além do civil, a abertura de um processo criminal contra os irmãos Marinho. A manobra tinha como principal objetivo a prescrição dos crimes, o que ocorre em cinco anos. Além do mais, o processo civil teria sido construído com inúmeras falhas, visando a nulidade processual.

Pânico

Ninguém na Receita sabe informar o destino desses processos que até hoje não foram encaminhados à Justiça. A mesma fonte dessa alta cúpula do Leão disse que os processos clonados não diminuem o pânico na Receita. Isso porque basta uma consulta ao site do Ministério da Fazenda – aberto para a consulta de qualquer cidadão – para se chegar à conclusão de que os processos originais deixaram suas digitais e mais: estão parados desde 2006 na Delegacia Fazendária do Rio. A Globo sequer chegou a recorrer ao Conselho Nacional de Contribuintes. Se tivesse recorrido, constaria nas consultas de processos (Comprot).

Paraísos Fiscais

A família Marinho tem mais um motivo para se preocupar. O processo também acaba revelando o submundo da emissora nos Paraísos Fiscais. Nesse processo, por exemplo, é acusada de utilizar empresas nas Ilhas Virgens Britânicas para pagar à Fifa pelos direitos de transmissão da Copa de 2002.

Doleiro

Em outras palavras, em vez de mandar legalmente a bolada por meio do Banco Central, a emissora recorreu a uma rede de doleiros comandada por Dario Messer, aquele mesmo que lavava o dinheiro de Rodrigo Silveirinha e líder da máfia dos fiscais do Rio de Janeiro que foi preso em 2003, depois de enviar milhões para o exterior.

Leia também:

Rodrigo Vianna: Processo da Globo pode ter “bomba atômica”

Leia os documentos revelados pelo Cafezinho e o livro Afundação Roberto Marinho

Parceiros da Globo preocupados com o ato do dia 11 em São Paulo


Tijolaço: Globo admite que sonegou, mas pagou

Jamil Chade: TV brasileira envolvida no suborno a Teixeira e Havelange

Globo reafirma que pagou dívida à Receita; MP aguarda informações

Barão pedirá que MP investigue sonegação da Globo

Feltrin: Globo não admite crime, mas diz que pagou

Miguel do Rosário: Globo cobrada em R$ 615 milhões por sonegação

Jornalista padrão FBI



As redes sociais mudaram os conceitos de notícia, da verticalidade da informação e estraçalharam com paradigmas do que se compreendia desde os anos 1960 como modelo do jornalismo moderno. Uma implosão magistral de conceitos, estruturas e normas que regeram por décadas tanto criador como a criatura. Algo que pouquíssimos pensadores da sociedade cibernética, como o francês Pierre Levi, e alguns jornalistas mais atrevidos poderiam conceber em seus estudos, artigos e livros. Mas até aí nenhuma novidade – e já comentado demais.

Entretanto, apenas parte dos seres gerados nesse processo de mutação mostraram seus dorsos e, pouquíssimos, suas caras ao emergirem no meio desses escombros. Mas a seleção natural nunca foi um processo com a velocidade de megabites pelas infovias – é lenta, orgânica e física, e dela surgem também deformidades e abominações, que podem prosperar ou não, conforme a adequação ao ambiente. Darwinismo puro.

Pelo visto, sentido e relatado, os jornalistas estão entre as primeiras espécies ingressas na listagem “ameaçadas de extinção”. O conceito de evolução também se aplica a essa categoria profissional, um tanto letárgica em seus movimentos, pois carregava sob o dorso o peso de estruturas gigantescas e um tanto servis ao sistema. E nesse trote trôpego tornaram-se com o tempo apenas repetidoras de preceitos da modelagem centenária da profissão. Um Quasímodo a se dependurar nas gárgulas e ameias da catedral a observar distante a populaça.

O que era imprevisto, porém, foi a guinada do voyeurismo do Facebook, que se encontrava mais para o clássico filme Janela Indiscreta de Alfred Hitchcock, para um modelo da perversidade fascista como do Federal Bureau of Investigation (FBI) de John Edgar Hoover. Ou vir a se assemelhar às práticas da nacional-socialista alemã Geheime Staatspolizei, a Gestapo, conhecida por suas atividades invasivas.

Rede de alcaguetes

Mas o tema aqui não são as espionagens da central de inteligência do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e sim da versão tropicalizada deste procedimento. Por essas plagas que já experimentou o Serviço Nacional de Informações (SNI) e o colaboracionismo da Polícia Civil, novos elementos se agregaram voluntariosamente à formação de dossiês, investigações contra pessoas e entidades, criação de redes de alcaguetes entre outras atuações que deixariam o Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) satisfeitíssimo com a disseminação e avanço de suas técnicas.

Nem mesmo a cultura da espionagem e delação profetizada pelo jornalista e escritor britânico George Orwell, em seu romance político 1984, poderia prever que os atores desse cenário medieval, de um Estado policialesco e opressor, seriam jornalistas. Sem diploma e regulamentação, a profissão se tornou um Quasímodo torturado por suas deformidades que tenta se adaptar para sobreviver. Diferente do esforço contra o Estado policial instalado no Brasil durante a ditadura militar, agora os jornalistas se tornaram os novos controladores das manifestações públicas. Esses recém promovidos a cães de guarda do sistema estão cumprindo à risca suas novas funções.

Com o falência das redações mantidas pela grande imprensa, o Estado em suas diversas esferas passou a arrebanhar esse imenso contingente, tanto egresso dos jornais como oriundos das faculdades que proliferaram como ratos nas últimas décadas, a maioria de péssima qualidade. Nunca foi novidade que muitos jornalistas estampavam suas paixões e ideologias abertamente, algo comum em um ambiente que sem contestação e efervescência de opiniões e ideários estaria fadado a ser mero reprodutor do oficialismo, da visão unilateral e, por vezes, distorcida.

Indicativos

No entanto, já em meados dos anos 1990 haviam claros indicativos que essa situação se transformava. As novas gerações aportavam enfaradas por seu comodismo intelectual, realizados com a falsa sensação de poder emprestada pelo exercício da profissão, com atuações cada vez mais oficial e burocrática, temerosas de infringir o “politicamente correto” e envoltas no manto da arrogância extremada e agressivas na defesa de seu status e vaidades aguçadas por aduladores. A situação se agravou de maneira frenética com o passar dos anos.

A mutação ignora os reclames. Moribundo e encastelado em seus antigos conceitos e práticas, a velha guarda do jornalismo ainda rememorava seus tempos de diversidade e clamava por profissionais que rumaram para longe desse horizonte nebuloso. Fugiam dos péssimos salários, de jornadas de trabalho mais apropriadas aos regimes escravocratas e de empresas nas quais a gestão é feita muito mais pelo interesse pessoal, pelo desleixo com a qualidade do conteúdo e pelo apadrinhamento que pela competência. Enfim, uma nova ordem estava estabelecida.

Boa parte da demanda para novos jornalistas passou a vir das assessorias de imprensa dos governos, de suas empresas e entidades públicas. O “quarto poder” não está mais divorciado de seus pares. E aí reside a pestilência. A tendência agora é transferir para os jornalistas a incumbência do engajamento da militância e de posicionamentos que fogem de sua função. Embora seja impossível saber ao certo qual a extensão desta rede de intrigas e fuxicos, seus efeitos são sentidos diariamente.

Imprensa golpista

Existem diversos relatos e demonstrações nas redes sociais, em particular no Facebook, de que as assessorias se tornaram centros de formação de bisbilhoteiros e alcaguetes profissionais. Cada grupo político partidário, altamente profissionalizado, adota em sua “política de comunicação” orientações para o atendimento à imprensa conforme uma classificação de cooptação, na qual há a separação da “imprensa parceria” e “imprensa inimiga” ou PIG (Partido da Imprensa Golpista). Algo de uma tacanhez sem precedentes.

Nessa visão maniqueísta e de viés totalitário, o trabalho de divulgação da informação institucional de interesse jornalístico é secundário. O foco é outro e dotado de contornos altamente perigosos para a própria liberdade de imprensa. Esses verdadeiros locatários do poder, que sitiaram o Estado da sociedade, criaram um sistema para vigiar, atacar e segregar os que ainda tentam desenvolver um jornalismo com maior independência ou na defesa de um ponto de vista editorial ou pessoal. Uma versão renovada da propaganda do Estado Novo, a própria releitura em matriz digital das práticas censórias getulistas.

Nesse enxame de moscas varejeiras, os veículos de comunicação, seus repórteres e editores são vasculhados pela rede. O objetivo é caçar informações pessoais, manifestações públicas sobre assuntos corriqueiros, entre eles a política. Suas páginas, fotos, blogs, sites são visitados periodicamente e as opiniões são recolhidas em dossiês. Esses documentos são formados destacando o jornalista como gerador de notícias “contra” ou “a favor do governo”, seja na esfera municipal, estadual, federal e, por fim, partidária.

Pudor, nenhum

A ferramenta promotora para essa prática está à disposição e poupa esforços: as redes sociais. E os agentes, os melhores possíveis, jornalistas engajados e ligados a estruturas da política profissional – que inclusive contam com agências de publicidade, marqueteiros, jornais e revistas, produtores de vídeos, redações completas para produzir informações e contrainformações.

Esses jornalistas não defendem uma causa, defendem sua nova posição social e seus empregos muito bem remunerados, financiados com o dinheiro público. Pudor, nenhum. Prova disto é que criam fakes com nomes de profissionais do círculo de relações do colega a ser seguido, interagem com a vítima com a desenvoltura dos grandes hipócritas.

A partir desses levantamentos canhestros, são produzidos relatórios e a separação do volume de matérias feitas contra o status quo. Esses dossiês circulam entre chefias, inclusive no setor privado e em redações de jornais, embora isso seja negado com veemência pelos travestidos de defensores da liberdade de imprensa. A tal da lista negra, uma prática antiga que atualmente é chamada de PIG, é produzida com requintes de perversidade que faria corar de vergonha qualquer agente do Departamento de Ordem Política e Social (Dops).

O objetivo é anular o alvo, tanto na parte profissional como pessoal. Mostrar a força do Estado policial, punitivo e converter o indivíduo numa sombra do que era e excluir sua existência diante do olhar de aprovação do Grande Irmão. Mas longe do conhecimento da sociedade. Orwell nunca foi de tamanha realidade no Brasil. A tecnologia que era para ampliar as diversidades se tornou a face do totalitarismo e de seus novos agentes, os jornalistas padrão FBI.

***

Júlio Ottoboni é jornalista, pós-graduado em jornalismo científico

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Polícia Federal irá investigar a empresa TelexFree



O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou nesta segunda-feira (8) a abertura de investigação policial relativa às atividades da empresa TelexFree no país. O órgão informa que vem apurando denúncias sobre a empresa desde janeiro, por meio da Secretaria Nacional do Consumidor.

A suspeita é de explorar o sistema comercial conhecido como pirâmide financeira, proibido no Brasil. O modelo se mantém por meio do recrutamento progressivo de pessoas, até chegar a níveis que tornam o retorno financeiro insustentável. Estima-se que a Telexfree tenha arregimentado pelo menos 1 milhão de pessoas no Brasil.

Leia também:

O que é a pirâmide financeira

O Ministério da Justiça informa que já havia pedido ajuda para apurar o caso, como à Comissão de Valores Mobiliários, ao Banco Central, à Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica. Esses órgãos apontaram indícios de crime contra a economia popular, esquema de pirâmide financeira e evasão de divisas.

No mês passado, o Departamento de Defesa do Consumidor abriu processo administrativo envolvendo a TelexFree por indícios de formação de pirâmide financeira e ofensa ao Código de Defesa do Consumidor.

Também nesta segunda-feira, o Tribunal de Justiça do Acre manteve a decisão que suspendeu as atividades da TelexFree. De acordo com entendimento da 2ª Câmara Cível, a empresa não pode fazer novos cadastros de divulgadores e está impedida de pagar aos apoiadores já cadastrados. A decisão vale até o julgamento final do caso, sob pena de multa diária de R$ 500 mil.

A defesa da empresa tentou, sem sucesso, reverter entendimento individual do relator do caso, desembargador Samoel Evangelista. De acordo com o voto do magistrado, apoiado hoje por unanimidade, os advogados da TelexFree não apresentaram fundamentos legais para suspender os efeitos da decisão de primeira instância. Agora, o tribunal acriano agora vai analisar mérito do caso.

A decisão de suspender as atividades da empresa resultaram em uma série de reclamações em órgãos como o Conselho Nacional de Justiça e o Superior Tribunal de Justiça. Ambos divulgaram nota alegando que não é possível interferir em processo judicial em curso.

Edição: Aécio Amado

EBC

Botafogo 1 x 0 Fluminense





Mais uma partida de marcação muito eficiente de Dória na zaga e grandes defesas de Jéfferson. Fellype Gabriel ainda está fazendo muita falta e Vitinho precisa aprender a passar mais a bola para os companheiros, em vez de querer resolver sempre sozinho. No segundo tempo, uma grande partida de Seedorf, orquestrando os companheiros e fazendo um golaço de fora da área.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Marcelo D2 e FHC fazendo apologia à legalização da maconha na Globo. Qual o objetivo?

Por que a Globo levou FHC em um programa seu? Por que não deram espaço para falarem contra a legalização da maconha, no programa do Pedro Bial? Por que Bial cortou quando um psiquiatra estava expondo motivos para ser contra a legalização da maconha? Qual o interesse da Rede Globo em dar tanto espaço para Marcelo D2 e FHC falarem sobre drogas? Será que a Globo agora está preocupada com o tema? Ou o interesse é outro? A questão aqui nem é ser a favor ou contra a legalização ou a descriminalização da maconha, mas qual o interesse da Globo?

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Joaquim Barbosa voa para ver jogo com dinheiro público



O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, usou recursos da Corte para se deslocar ao Rio de Janeiro no final de semana de 2 de junho, quando assistiu ao jogo Brasil e Inglaterra no estádio do Maracanã. O STF diz que a viagem foi paga com a cota que os ministros têm direito, mas não divulgou o valor pago nem qualquer regulamento sobre o uso da cota.



O tribunal confirmou à reportagem que não havia na agenda do presidente nenhum compromisso oficial no Rio de Janeiro durante o final de semana do jogo no Maracanã. Barbosa tem residência na cidade e acompanhou o jogo ao lado do filho Felipe no camarote do casal de apresentadores da TV Globo Luciano Huck e Angélica. Segundo a Corte, porém, apenas o ministro viajou de Brasília com as despesas pagas pelo STF. Os voos de ida e de volta foram feitos em aviões de carreira.

Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo de maio deste ano mostrou que ministros têm usado recursos da Corte para viagens durante o recesso forense, quando estão de férias, e para levar as mulheres em diversos voos internacionais. O total gasto em passagens para ministros do STF e suas mulheres entre 2009 e 2012 foi de R$ 2,2 milhões. Neste período, Barbosa utilizou recursos da Corte para passagens enquanto estava de licença médica e não participava dos trabalhos em Brasília. Os dados oficiais foram retirados do portal da transparência do Supremo após a reportagem por supostas "inconsistências".




O Supremo diz que os ministros dispõem de uma cota para voos nacionais tendo como base uma decisão tomada em um processo administrativo durante a gestão de Nelson Jobim na presidência da Corte. Segundo o STF, a cota equivale a um deslocamento mensal para o estado de origem com base na tarifa mais alta para voos entre Brasília e Sergipe, devido ao fato de o ministro já aposentado Carlos Ayres Britto ser o integrante da corte naquele momento que morava na unidade da federação mais distante.

De acordo com o tribunal, a cota é anual e não é submetida a controle. As passagens podem ser usadas a qualquer momento, inclusive no recesso parlamentar, durante licenças, ou para viagens motivadas por interesses pessoais dos ministros.

À exceção do recém-empossado Luís Roberto Barroso, e de Celso de Mello, Marco Aurélio Mello e Teori Zavascki, os outros sete integrantes da atual configuração do tribunal usaram passagens áreas pagas pelo Supremo durante os recessos de julho e janeiro entre 2009 e 2012 segundo os dados que estavam no portal do próprio STF.



 É impressionante ver comentários nas redes sociais defendendo este ato do ministro. Quando são políticos do PT, não podem. Quando é o "santo e intocável" da classe-média, que vê o mesmo como um "justiceiro intocável", aí pode.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Profissão Repórter - A luta contra as drogas


Nove coisas que todo brasileiro deveria e pode saber sobre a monarquia



A instrução é quase nula, à medida que também é quase nulo o gosto de instruir-se; e temos em casa o exemplo. Acabais de ouvir que o dispêndio feito com as escolas desta cidade é muito inferior ao que se faz com a polícia: sinal evidente de atraso intelectual. Segundo a opinião dos competentes, a proporção regular entre o número de habitantes de um lugar e o das pessoas que devem frequentar a escola é de 12 a 15 por cento, se esse lugar quer ter o título de adiantado. Ora, dos três mil espíritos, que dissemos haver aqui dentro, 4 por cento e alguns quebrados é que se encontra realmente de frequência em cinco casas de instrução que existem, sendo somente 7 por cento o número de matriculados! ... Vê-se, pois, que ainda entre nós há uma certa má suspeita contra a arte diabólica de ler e escrever.








Tobias Barreto



As palavras que abrem esta postagem são de Tobias Barreto (1839-1889), transcritas do livro O Império do Brasil, de Lúcia Neves e Humberto Machado. O filósofo e jurista sergipano se referia às mazelas do município pernambucano de Escada no ano de 1879, mas sua intenção era criticar o quadro educacional do Brasil como um todo. Alguns leitores talvez já tenham se perguntado por que motivo um blog cujas características são mais de trincheira política do que de fonte para pesquisa escolar reúne tantas informações sobre a monarquia sem que haja um partido monarquista consistente a combater ou qualquer perspectiva de "restauração" no horizonte institucional ou nos gritos das ruas.

A primeira parte da resposta é muito simples: o Brasil do século XIX constitui o foco principal das investigações do autor do blog há mais de uma década, e inúmeras vezes as correlações entre o que foi estudado e a atual conjuntura social, econômica e política do país se impõem de maneira irresistível. A segunda envolve um pouco mais de subjetividade; se é certo que a maioria esmagadora dos dirigentes brasileiros detestaria ver seus projetos de classe (e/ou suas ambições pessoais) sujeitos aos caprichos de um Poder Moderador exercido por qualquer aristocrata esnobe provido pela sorte dos genes de D. Maria I, a Louca, não é menos verdadeiro que a grande mídia expõe uma visão antes ufanista do que negativa do regime caído em 1889.

O fenômeno nada tem de gratuito: ainda que uma ou outra minissérie noturna exiba a velha caricatura do D. João VI alienado e devorador de coxinhas e que um ou outro documentário histórico recupere a óbvia conexão entre monarquia e escravismo, prevalecem as versões que apresentam o Império, em particular o reinado do segundo imperador, como uma época de austeridade onde quase todos ostentavam honestidade e decoro, inclusive os políticos de carreira! Nada mais conveniente para a direita: o cidadão comum se vê induzido a crer que havia moralidade exemplar nos tempos em que as mulheres cuidavam de casa em jornada integral e que as condições de nascimento, salvo rara exceção, determinavam quem devia mandar e quem devia obedecer resignadamente.

Já tratei em outras matérias das patifarias de barões, viscondes e marqueses, mas isto tem efeito limitado sobre quem se apega ao mito. Mesmo que eu dispusesse de horas vagas em quantidade suficiente para demonstrar a participação de mil membros da falecida classe senhorial em crimes comuns e situações de abuso de poder, tanto os conservadores fanatizados quanto os puramente cínicos diriam que trabalho com exceções. Decido então trazê-los à realidade por meio da lembrança de aspectos da organização político-administrativa e da vida socioeconômica do Império que não poderão contestar sem entrar no terreno do delírio.







1-Nunca existiu, no Império do Brasil, eleição para a chefia do Poder Executivo no âmbito regional. Cabia ao imperador nomear os presidentes das províncias, podendo em tese também removê-los a qualquer momento baseando-se apenas em seus critérios pessoais. Estas autoridades, quase invariavelmente, estavam ligadas ao partido que detinha o governo central, o que gerava graves distorções: durante um período de domínio conservador, o eleitorado da província do Rio Grande do Sul, que tendia maciçamente para os liberais, seria obrigado a suportar contra sua vontade uma administração conservadora; o inverso ocorreria com a nomeação de um presidente liberal para a província do Rio de Janeiro, onde predominavam os conservadores por ampla margem.


2-A despeito da propaganda tendenciosa dos historiadores monarquistas que enaltecem a presumida participação generalizada da população brasileira nas eleições do Império, breve consulta à legislação eleitoral nos prova que somente uma diminuta minoria exercia direitos políticos em sua plenitude. Pelo decreto de 26 de março de 1824 ficou convencionado que "Toda a paróquia dará tantos eleitores, quantas vezes contiver o número de cem fogos em sua população" (o termo "fogo" significava uma habitação independente). Cerca de meio século mais tarde, o decreto nº 2675 de outubro de 1875 estipulou o tamanho do eleitorado "na razão de um eleitor para cada 400 habitantes de qualquer sexo ou condição, com a exceção dos súditos de outros Estados". Na prática, apenas estes 0,25% dos brasileiros, ditos eleitores secundários, votavam nos candidatos a deputado provincial, deputado geral e senador. Ressalto que as condições postas para alguém ter o direito de ser votado eram ainda mais restritivas.

(Ver Francisco Belisário Soares de Souza. O sistema eleitoral no Império. Brasília: Senado Federal, 1979, p. 188 e 257)


3-O Estado imperial impunha a discriminação religiosa sob diversas formas. A Constituição de 1824, que vigorou durante os dois reinados, determinava em seu artigo 5º que às religiões diferentes da Igreja Católica Apostólica Romana seria permitido unicamente o culto doméstico, "sem forma alguma exterior do Templo". O já mencionado decreto de 26 de março de 1824 excluía do rol dos habilitados ao cargo de deputado "os que não professassem a religião do Estado".

(Ver novamente Soares de Souza, p. 196).


4-O governo regencial fez aprovar em 7 de novembro de 1831 uma lei que declarava livres, a partir daquela data, os escravos que fossem trazidos do exterior, estabelecendo que os introdutores, além de incorrer nas penas já previstas pelo Código Criminal para os escravizadores de pessoas livres, deveriam financiar a "reexportação" de sua carga humana para a África. Todavia, a legislação foi sistematicamente desrespeitada pelas autoridades administrativas e judiciárias de todos os níveis, e o tráfico negreiro, depois de experimentar algum recuo, cresceu sensivelmente a partir de 1837, quando conservadores ditos "regressistas" passaram a controlar o governo central. Jamais saberemos com exatidão a quantidade dos africanos trazidos para o Brasil numa violação das próprias regras formais do Estado escravista, mas o pesquisador David Eltis estimou seu total em 718.000 entre 1831 e 1855, dos quais a maioria foi embarcada na região Congo-Angola. Contrariando o estúpido argumento dos que tentam isentar os brasileiros destes crimes atribuindo uma culpa exclusiva aos portugueses, o historiador Roquinaldo do Amaral informa que 59% dos navios negreiros identificados que foram apreendidos na costa de Angola entre 1845 e 1850 eram brasileiros.

(Ver Roquinaldo do Amaral. Brasil e Angola no tráfico ilegal de escravos, 1830-1860. In: Angola e Brasil nas rotas do Atlântico Sul/Selma Pantoja e José Flávio Sombra Saraiva (orgs.). Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 1999, p. 143-144)




5-O Senado imperial era vitalício. Levando-se em conta a baixa expectativa de vida da época, notamos que um cidadão eleito para aquela Casa poderia continuar no parlamento mesmo depois de terem morrido na maior parte seus poucos eleitores. João Lins Vieira Cansanção de Sinimbu foi senador por Alagoas de 1857 a 1889; José Inácio Silveira da Mota representou Goiás de 1855 a 1889; Pedro de Araújo Lima ocupou uma vaga por Pernambuco entre 1837 e 1870. Além disto, os senadores eram escolhidos pelo imperador a partir de uma lista tríplice dos mais votados. Para ficarmos em um único exemplo de arbítrio, quando o romancista José de Alencar, então ministro da Justiça, concorreu ao Senado por sua província natal, o Ceará, vencendo a eleição, D. Pedro II, que desaprovara sua candidatura, nomeou senador o segundo colocado, Domingos José Nogueira Jaguaribe, em 27 de abril de 1870.

(Ver Vicente Tapajós. Organização política e administrativa do Império. Brasília: FUNCEP, 1984, p. 154)





6-Serviços públicos básicos, como o abastecimento de água encanada e a rede de esgotos, eram inteiramente negligenciados na monarquia e virtualmente inexistiam na metade do século XIX em pleno Rio de Janeiro. O sistema de esgotos da capital do Império só foi inaugurado em 1862 e, embora mais tarde este "privilégio" tenha sido estendido a outras cidades, como São Paulo, Recife, Manaus e Salvador, a água encanada permaneceu como um luxo acessível a pouquíssimas pessoas.

(Cf. Lúcia Maria Bastos Pereira das Neves e Humberto Fernandes Machado. O Império do Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999, p. 291 a 295)




7-Os impostos estabelecidos sobre o comércio de exportação e importação representavam uma fonte vital de receita para o Estado Imperial. Isto não impediu que o setor portuário fosse dominado pela precariedade e pelo improviso, conforme percebemos nestas linhas de Cezar Honorato:

"O porto no correr do Império, é bom que se diga, não passava de um conjunto desarticulado e mal construído de trapiches de madeira, onde encostavam as lanchas que eram carregadas para levar os produtos até o navio que ficava fundeado no largo. Cada um destes trapiches tinha seu dono, que, normalmente, tinha um grupo de escravos que transportava o produto desde o armazém até o pontal ou trapiche. Os chamados armazéns eram, normalmente, galpões de madeira com piso de chão, sem segurança e insalubres. No caso do Rio de Janeiro, que após 1850 detinha a hegemonia quase absoluta das exportações brasileiras, surgiram dificuldades no embarque e desembarque de mercadorias, mas a própria geografia da cidade facilitava o surgimento de novos trapiches e armazéns, mascarando o colapso do setor".

(Ver Cezar Teixeira Honorato. O Estado imperial e a modernização portuária. In: História Econômica da Independência e do Império/orgs. Tamás Szmrecsányi e José Roberto do Amaral Lapa. São Paulo: Hucitec; ABPHE; EdUSP; Imprensa Oficial, 2002, p. 167)




8-As políticas públicas de Educação no Império foram catastróficas. O historiador monarquista José Murilo de Carvalho admite, com base nos dados do Censo Nacional de 1872, que dos jovens entre seis e quinze anos apenas 16,85% frequentavam a escola naquele ano. Menos de doze mil estavam matriculados em cursos secundários, quando o total da população livre se aproximava de 8,5 milhões. O ensino superior ficou limitado a um punhado de instituições, como as escolas de Medicina da Bahia e do Rio de Janeiro, as faculdades de Direito de Olinda-Recife e São Paulo, as de Farmácia e de Engenharia de Minas e a Escola Militar do Rio Grande do Sul.

(Ver José Murilo de Carvalho. A construção da ordem: a elite política imperial. Teatro de sombras: a política imperial. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003, p. 80 a 82)




9-Autoridades de todos os níveis lançavam mão do recrutamento como castigo aplicado aos pobres que contrariavam seus interesses. Claudete Dias descreve que no Piauí a arraia-miúda que formava a massa de votantes dos opositores do barão da Parnaíba, no fim do Período Regencial, estava sujeita à captura e remessa em navios mercantes para o Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco, em condições tais que um escritor local definiu estes destinos como "os matadouros do Sul". Durante a Guerra do Paraguai, quando escassearam os voluntários, o governo central empreendeu uma verdadeira caçada humana, levando muitos indivíduos a se declararem adeptos do Partido Liberal, então no poder, para escapar do envio aos campos de batalha. Francisco Doratioto descobriu que em São Paulo, somente em 1865, 168 homens pagaram a elevada quantia de 600$000 (seiscentos mil-réis) por uma dispensa do serviço militar.

(Ver Claudete Maria Miranda Dias. Balaios e bem-te-vis: a guerrilha sertaneja. Teresina: Instituto Dom Barreto, 2002, p. 124 a 127 e Francisco Doratioto. Maldita guerra: nova história da Guerra do Paraguai. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 265-265)


Fonte

terça-feira, 2 de julho de 2013