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sábado, 5 de março de 2011

Leis de Murphy atualizadas e revisadas

1.- Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual.

2.-  Tudo leva mais tempo do que todo o tempo que você tem disponível.

3.-  O modo mais rápido de se encontrar uma coisa é procurar outra.

4.- Você sempre encontra aquilo que não está procurando.

5.- Quando te ligam:
 ... Se você tem caneta, não tem papel.
 ... Se tiver papel, não tem caneta.
 ... Se tiver ambos, ninguém liga.

6.- Qualquer esforço para se agarrar um objeto em queda provocará mais destruição do que se deixássemos o objeto cair  naturalmente.

7.- Se você consegue manter a cabeça enquanto em sua volta todos estão perdendo a deles, provavelmente você não entende a  gravidade da situação.

8.-Só sabe a profundidade da poça quem cai nela.

9.-Especialista é aquele cara que sabe cada vez mais sobre cada vez menos.

10.- Superespecialista é aquele que sabe absolutamente tudo sobre absolutamente nada.

11.- Guia prático para a ciência moderna:
 ... Se mexer pertence à biologia.
 ... Se feder pertence à química.
 ... Se não funcionar pertence à física.
 ... Se ninguém entender é matemática.
 ... Se não fizer sentido é economia ou psicologia.

13.- Se o curso que você mais desejava fazer só tem 'n' vagas, pode ter certeza de que você será o aluno 'n' + 1 a tentar se matricular.

14.- Oitenta por cento do exame final da sua faculdade será baseado na única aula que você perdeu, baseada no único livro que você não leu.

15.- Cada professor parte do pressuposto de que você não tem mais o que fazer senão estudar a matéria dele.

16.- A citação mais valiosa para a sua redação será aquela que você não consegue lembrar o nome do autor.

17.- Se estiver escrito 'Tamanho único' é porque não serve em ninguém.

18.-  Todo corpo mergulhado numa banheira faz tocar o telefone.

19.- A probabilidade de o pão cair com o lado da manteiga virado para baixo é proporcional ao valor do carpete.

20.- O gato sempre cai em pé.

21.- Não adianta amarrar o pão com manteiga nas costas do gato e o jogar no carpete. Provavelmente o gato comerá o pão antes de cair... em pé.

22.- A fila ao lado sempre anda mais rápida.

23.- Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda e o que não sai.

24.- Uma pessoa saudável é aquela que não foi suficientemente examinada.

25.- Toda partícula que voa sempre encontra um olho aberto.

26.- Por que será que números errados nunca estão ocupados?

27.- Na guerra, o inimigo ataca em duas ocasiões: quando ele está preparado, e quando você não está.
 
28.- O trabalho existe para preencher o tempo a ele destinado.

Leandro Hassum e Marcius Melhem falam verdades sobre o Carnaval

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Canteiro exótico


Excentricidades agrícolas de Mogi das Cruzes chamam atenção de consumidores e conquistam o mercado nacional com hortaliças, legumes e frutas em cores, texturas e sabores diferenciados

Frutas, hortaliças e legumes raros sempre foram iguarias restritas a viveiros ou coleções particulares. Os produtos, que podem até ser considerados exóticos, aos poucos vêm ganhando espaço nas plantações e gôndolas de supermercados e feiras-livres do Brasil. Isso, graças à iniciativa de um pequeno grupo de agricultores de Mogi das Cruzes que aposta na curiosidade gastronômica dos consumidores para colocar suas excentricidades no cardápio diário das pessoas.
As singularidades agrícolas do “Cinturão Verde” –como é conhecida a região do Alto Tietê– vão desde os sabores, cores, nomes e formas de alguns alimentos. Nas áreas de cultivo é possível encontrar, entre outras coisas, tomate amarelo, alface vermelha, atemóia, bucha comestível, minirrepolho, ruibarbo e swiss chard, uma espécie de couve com talos de diferentes cores. Essa diversidade de cultura é favorecida pelas condições climáticas, tipo de solo, relevo e meses de testes.
O produtor Luís Yano é considerado pioneiro na agricultura exótica. O plantio começou na década de 80 depois que um amigo de seu pai retornou do Japão com algumas sementes de alface vermelha. No canteiro, depois de muita insistência, as hortaliças vigaram, o problema foi fazer com que elas saíssem de sua porteira e ganhassem mercado. “Não conseguia vender de jeito nenhum porque as donas-de-casa achavam que a alface estava queimada”, disse Yano.
Passados alguns anos, com o produto já bem aceito, outras espécies de hortaliças e legumes foram testadas. Somente em 2010, Yano investiu em 76 variedades de alface importadas dos Estados Unidos. Sementes da Holanda e de outros países europeus também costumam germinar em terras mogianas. Agora, Yano já tem 176 tipos de alface plantados em seu terreiro, algumas já foram reprovadas pelo agricultor e outras estão aguardando avaliação de especialistas e fornecedores estrangeiros.
As variedades são identificadas por números. Algumas assemelham-se às alfaces nacionais, mas outras chamam a atenção pela coloração, formato, maciez e sabor. Há uma alface lisa conhecida como mini, em formato de repolho, onde o aproveitamento de suas folhas macias é de 100%, segundo Yano. Outra é crespa com folhas crocantes e de verde intenso, algumas com um verde mais brilhante e folhas repicadas. “Quanto mais verde for, maior é a quantidade de nutrientes”, disse o agricultor.

Botafogo goleia na estreia da Taça Rio:4x2, em cima do Volta Redonda



Em sua estreia na Taça Rio, o Botafogo venceu o Volta Redonda por 4 a 2 na tarde deste sábado, no Engenhão. Herrera - de pênalti -, Caio, Rodrigo Mancha e Alex marcaram os gols do triunfo alvinegro.

O Glorioso começou partindo com tudo para o ataque. Logo aos três minutos, Lucas foi derrubado por Fabinho na entrada da área pelo lado direito. Na cobrança, Herrera abriu o placar.

Apostando na velocidade do lateral Fabinho, o Voltaço tentava, após o gol, equilibrar as ações e aventurar-se no ataque. O Bota pouco conseguia manter a posse de bola no campo ofensivo. Nas poucas chances da equipe do interior, o goleiro Jefferson, animado com a nova chance na Seleção, mostrava segurança.


Aos 19, Éverton - em uma de suas raras aparições pelo lado direito - recebeu passe de Lucas e cruzou com precisão na cabeça de Caio, que ampliou o marcador. Três minutos depois, no entanto, Jhonnattann pegou rebote dado por Jefferson após chute de Serginho e diminuiu. Porém, o gol foi creditado a Gláuber.

Aos 34, o lateral-direito Léo Gonçalves foi expulso após atingir o rosto de Herrera com o cotovelo. Curiosamente, no entanto, o Volta Redonda seguiu mais presente no campo ofensivo. Tanto que, aos 41 minutos, Jefferson fez grande defesa em cobrança de falta de Padovani.

Porém, nem a boa fase do goleiro foi suficiente para evitar o empate do time do sul fluminense: Ávalos subiu mais que a zaga e igualou o marcador após cruzamento de Serginho aos 42 minutos.

Bota recupera a vantagem em doze minutos

Joel Santana não poupou esforços para colocar seu time para a frente, trocando o meia Renato Cajá pelo atacante Alex. Consequentemente, o Botafogo voltou do intervalo disposto a recuperar a vantagem no placar. Logo no primeiro minuto de jogo, Rodrigo Mancha cabeceou nas costas de Padovani. Ele mesmo aproveitou a sobra e deixou o seu.

Aos 12, Alex ampliou após grande jogada. Márcio Azevedo lançou Lucas em profundidade pela direita. O lateral cruzou rasteiro para trás e Alex, que entrou no intervalo.

Construída a vantagem, o Alvinegro tirou mais uma vez o pé do acelerador e o Voltaço cresceu mais uma vez. Joel perdeu a paciência com Caio e o trocou por Fabrício. Aos 23, com Jefferson caído após uma defesa, Gláuber cabeceou para fora, perdendo chance incrível.

O jogo, então, perdeu em emoção. O Bota não conseguia encaixar ataques perigosos, enquanto os visitantes já não surpreendiam como nos primeiros 45 minutos. Menos ainda depois que Gláuber recebeu o segundo amarelo e também deixou o campo mais cedo, a cinco minutos do fim.


FICHA TÉCNICA:
BOTAFOGO 4X2 VOLTA REDONDA

Estádio: João Havelange (Engenhão), Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 5/3/2011 - 16h (de Brasília)
Árbitro: Felipe Gomes da Silva (RJ)
Auxiliares: Wagner de Almeida Santos e Jackson Lourenço Massarra dos Santos (RJ)
Renda/público: R$ 67.700,00 / 2.520 pagantes
Cartões amarelos: Márcio Avezedo, Rodrigo Mancha, Éverton, Caio (BOT); Jhonnattann, Gláuber, Jonilson (VRE)
Cartões vermelhos: Léo Gonçalves, Gláuber (VRE)
Gols: Herrera 3'/1°T (1-0), Caio 19'/1°T (2-0), Jhonnattan 22'/1°T (2-1), Ávalos 42'/1°T (2-2), Rodrigo Mancha 1'/2°T (3-2), Alex 11'/2°T (4-2)

BOTAFOGO: Jefferson, Lucas, Antônio Carlos, Márcio Rosário e Marcio Azevedo; Rodrigo Mancha, Bruno, Renato Cajá (Alex, intervalo) e Éverton (Arévalo, 31'/2°T); Caio (Fabrício, 19'/2°T) e Herrera. Técnico: Joel Santana.

VOLTA REDONDA: Mauro; Serginho, Ávalos, Padovani e Fabinho (Tiago Costa, 14'/2°T); Jonilson, Léo Gonçalves, Jhonnattan e Gláuber; Pedro Henrique (Arthur 22'/2°T) e Jean (Bruno Lança, 12'/2°T). Técnico: Dário Lourenço.

Lancenet



A partida só ficou mesmo fácil para o Botafogo após a expulsão de um jogador do Volta Redonda, no primeiro tempo. A equipe em alguns momentos perdia bolas fáceis no meio de campo, dando oportunidades absurdas ao adversário. No segundo tempo, melhorou o toque de bola e resolveu o match com facilidade. Destaques para a boa atuação de Lucas pela direita e as defesas costumeiras e milagrosas de Jéfferson. Já o destaque negativo dou para Herrera. Fez o primeiro gol, de pênalti, e sumiu. Onde está o bom futebol do argentino, que sempre luta muito, mas desaparece nos confrontos? O futebol de Caio em muitos momentos também irrita o torcedor. Vive caindo, reclamando e se perdendo durante a partida. Volto a repetir que a equipe ainda sente muito a falta de Marcelo Mattos e Maicossuel. Ao menos Joel Santana tornou o time mais ofensivo, colocando o atacante Alex (que fez um gol) no segundo tempo.

Emerson Lake & Palmer - 1970 Isle Of Wight Festival-Rondo

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Google desenvolve carro que anda sem motorista nos EUA

O engenheiro americano Sebastian Thrun percorreu 600 km entre San Francisco e Los Angeles de carro, mas com um pequeno detalhe: ninguém precisou pegar no volante.

Thrun trabalha para o Google e estava testando a mais nova invenção da empresa, um carro que dirige sozinho, apresentado nesta semana na Califórnia. Ele é diretor do laboratório de inteligência artificial da universidade de Stanford.

O Google tem o projeto há dois anos, com 15 engenheiros no Vale do Silício. Não há previsão de lançamento, mas a ideia é "criar um robô que saiba dirigir melhor do que as pessoas".



Folha

Vai chegar um dia em que vamos dirigir só se precisarmos em último caso ou se quisermos nos divertir. Imagino que teremos ruas e estradas informatizadas, com carros em que só precisaremos falar o destino e ele irá sozinho até este.

Energúmenos e celulares

Está cada vez pior.As pessoas não têm nenhum respeito pelos ouvidos e pelo espaço alheio, ao utilizarem o telefone celular. Lembremos de algumas coisas que vemos no dia-a-dia:

-Pessoas que colocam toques de celular aos berros e estridentes, que ficam tocando durante segundos ou minutos que parecem uma eternidade. Ninguém é obrigado a ouvir o gosto grotesco alheio;

-Atendem o celular gritando, não importando se estão no ônibus, no pronto-socorro, no hospital ou na rua. Ninguém sabe ser discreto e acham que todos são obrigados a ouvir seus assuntos, que ninguém está interessado;

-Falam no telefone no trânsito, aumentando os riscos de acidentes e travando o tráfego dos carros.

-Ignoram o fone de ouvido e andam pela rua feito grandes boçais sem-cérebro, ouvindo aos berros aquilo que chamam de música. No ônibus, isto é pior ainda.

O que deve ser feito?

-Proibição total da utilização de celular sem fone de ouvido no ônibus e na rua. Perturbar os outros com dispositivo sonoro deve ser crime, passível de apreensão do aparelho e multa;

-Lei específica proibindo o uso do celular dentro de hospitais, prontos-socorros e consultórios médicos. Quem quiser falar, que vá até o lado de fora;

-Obrigar os fabricantes de celular à diminuírem os volumes das campainhas dos mesmos. Não há necessidade dos celulares terem toques tão altos;

-Aumentar as penas de quem for pego falando no telefone enquanto dirige, com a polícia apreendendo o aparelho;

-Volta dos aparelhos de celular mais básicos e grandes. Quem for pego cometendo qualquer uma destas irregularidades só poderá ter um destes. Sem mp3, sem toques musicais, sem rádio e sem campainhas escandalosas.

sexta-feira, 4 de março de 2011

A maior desgraça





Três séculos de escravidão vincam até hoje os comportamentos da sociedade brasileira
Escrevi certa vez que se Ronaldo, o Fenômeno, se postasse na calada da noite em certas esquinas de São Paulo ou do Rio, e de improviso passasse a Ronda, seria imediata e sumariamente carregado para o xilindró mais próximo. Digo, o mesmo Ronaldo que foi ídolo do Brasil canarinho quando adentrava ao gramado. Até Pelé, creio eu, nas mesmas circunstâncias enfrentaria maus bocados, embora se trate de “um negro de alma branca”.
Aí está: o protótipo do preto brasileiro, o modelo-padrão, está habilitado a representar e orgulhar o Brasil ao lidar com a redonda ou ao compor música (popular, esclareça-se logo), mas em um beco escuro­ será encarado como ameaça potencial. Muitos, dezenas de milhões, acreditam em uma lorota imposta pela retórica oficial: entre nós não há preconceito de raça e cor. Pero que lo hay, lo hay. Existem provas abundantes a respeito e a reportagem de capa desta edição traz mais uma, atualíssima. Na origem, obviamente, a escravidão, mal maior da história do Brasil.
Há outros, está claro. A colonização predatória, uma independência sequer percebida pelo povo de então, uma república decidida pelos generais, avanços respeitáveis enodoados por chegarem pela via da ditadura de Vargas. E o golpe de 1964, último capítulo do enredo populista comandado por uma elite que, como diz Raymundo Faoro, quer um país de 20 milhões de habitantes e uma democracia sem povo. Enfim, um esboço de democratização pós-ditadores fardados ainda em andamento.
A desgraça mais imponente são, porém, três séculos de escravidão e suas consequências. A herança da trágica dicotomia, casa-grande e senzala, continua a determinar a situação do País, dolorosamente marcada pela desigualdade. Há quem pretenda que o preconceito à brasileira não é racial, é social, mas no nosso caso os qualificativos são sinônimos: o miserável nativo não é branco.
A escravidão vincou profundamente o caráter da sociedade. De um lado, os privilegiados e seus aspirantes, herdeiros da casa-grande, e os empenhados em chegar lá, e portanto ferozes e arrogantes em graus proporcionais. Do outro lado, a maioria, em boa parte herdeira da senzala, e portanto resignada e submissa. De um lado uma elite que cuidou dos seus interesses em lugar daqueles do País, embora o Brasil represente um patrimônio de valor inestimável, de certa forma único. Do outro, a maioria conformada, incapaz de reação porque, antes de mais nada, tolhida até hoje para a consciência da cidadania.
O povo brasileiro traz no lombo a marca do chicote da escravidão que a minoria ainda gostaria de usar, quando não usa, e não apenas moralmente. Aqui rico não vai para a cadeia, superlotada por pobres e miseráveis, e não se exigem desmedidos esforços mentais para localizar a origem dessa situação medieval. Trata-se simplesmente de ler um bom, confiável livro de história.
Será possível constatar que afora o devaneio de alguns poetas e a reflexão de alguns pensadores, o maior problema do Brasil, a desigualdade gerada pela escravidão, nunca foi enfrentado com o ímpeto e a determinação necessários. Nos anos de Lula, agredido por causa do invencível preconceito pela mídia nativa, na sua qualidade de perfeita representante dos herdeiros dos senhores de antanho, a questão foi definida com nitidez. Mas se o diagnóstico foi correto, os remédios aviados foram insuficientes. Poderia ser de outra maneira? Melhorar a vida das classes mais pobres não implica automaticamente a conquista da consciência da cidadania, que há de ser o objetivo decisivo.
CartaCapital confia na ação da presidenta Dilma e acredita que seu governo saberá dar prosseguimento às políticas postas em prática pelo antecessor e empenhar-se a fundo no seu próprio programa de erradicação da miséria. Sem esquecer que o alvo principal fica mais adiante.

Lamartine Babo - Rapsódia lamartinesca-Marcha de carnaval de 1935

Bem melhor que as "músicas" ordinárias e o lixo produzido do carnaval baiano e carioca dos dias de hoje. As melodias eram engraçadas, com uma parte instrumental bem elaborada:


quinta-feira, 3 de março de 2011

A Evolução Humana

Venezuela cogita Lula como mediador em conflito na Líbia


O governo da Venezuela espera que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chefie a comissão internacional para mediar o conflito na Líbia, proposta pelo presidente Hugo Chávez, disseram fontes à Reuters. O plano, no entanto, estaria em estágio preliminar.

De acordo com assessoria de imprensa do ex-presidente, ainda não há nada oficial sobre uma eventual participação de Lula na intermediação.

Chávez conversou com Kadafi na terça-feira e apresentou sua proposta de buscar uma solução negociada para a violência na Líbia, declarou o ministro da Informação da Venezuela, Andrés Izarra.

Ainda de acordo com o ministro, Kadafi aceitou o plano, que envolveria uma comissão integrada por países da América Latina, Europa e Oriente Médio, com o objetivo de buscar uma saída negociada entre o líder líbio e forças rebeldes.

Segundo o governo da Venezuela, a Liga Árabe também teria aceitado o plano de Chávez. O secretário-geral do bloco, o egípcio Amr Moussa, disse no entanto que o plano ainda está em análise.

Saif al Islam, filho de Kadafi, disse na quinta-feira que não é necessário qualquer envolvimento internacional na mediação da crise na Líbia, quando questionado sobre a oferta da Venezuela.

Saif afirmou em entrevista ao canal Sky News que não estava ciente da oferta feita pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, mas acrescentou: "Temos que dizer obrigado... mas somos capazes o suficiente para resolver nossos problemas por nosso próprio povo. Não há necessidade de qualquer intervenção internacional".

"(Os venezuelanos) são nossos amigos, os respeitamos, gostamos deles, mas estão muito longe. Eles não têm ideia sobre a Líbia. A Líbia está no Oriente Médio e norte da África. A Venezuela está na 'América Central'. Agradecemos."

Chávez acusa os Estados Unidos e os aliados da Otan de buscar uma solução militar para o país do norte da África. O presidente venezuelano é próximo do ditador líbio.

"Tomara que consigamos articular uma comissão que vá à Líbia a conversar com o governo e os líderes da oposição, que até agora não são conhecidos publicamente", disse ele durante uma cerimônia de graduação de profissionais na última terça.

Estadão

Consultoria usava funcionários da Secretaria de Segurança de SP



A Angra Consultoria, empresa que utilizava dados sigilosos da Secretaria de Estado da Segurança Pública em serviços que vendia para clientes privados, trabalhava com funcionários da pasta, de acordo com documentos obtidos pela reportagem.

Profissional nega ter trabalhado
Um orçamento de R$ 85,9 mil (datado de 2009) da Angra Consultoria citava cinco profissionais. Quatro deles foram funcionários da CAP (Coordenadoria de Análise e Planejamento), segundo a assessoria de imprensa da secretaria. Um dos nomes citados ainda trabalha lá.

A CAP é o órgão da secretaria que concentra as estatísticas criminais da polícia paulista.

Anteontem, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) demitiu o sociólogo Túlio Kahn, chefe dessa seção, depois de a reportagem ter revelado que ele era sócio da própria Angra.

Para Alckmin, a atividade pública de Kahn é incompatível com os negócios dele.

Funcionários

São os seguintes os profissionais que aparecem no orçamento da Angra e foram ou são funcionários da Secretaria da Segurança: Túlio Kahn, André Zanetic, Cristiane Ballanotti, Tatiana Moura e Monise Picanço.

Monise Picanço, pesquisadora do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), afirma, em seu currículo Lattes, que já fez trabalhos para a Angra.

Protocolo

André Zanetic, que foi da secretaria, continua no órgão, mas agora tem o seu salário pago pela Federação das Empresas de Transporte de Carga, segundo um protocolo de intenções assinado em 2006.

A federação paga R$ 7.000 a dois funcionários da CAP para atuarem dentro da secretaria em levantamentos sobre roubo de carga.

A Angra tinha entre seus clientes a GR - Garantia Real, empresa que atua na área de segurança privada.

Também estava entre os clientes da Angra a Emplasa (Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano), ligada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Metropolitano.

Para a GR, a Angra fez um levantamento sobre roubos e assaltos a condomínios em São Paulo.

Há suspeitas de que a Angra funcionaria dentro da própria secretaria. O endereço que aparece no contrato social da empresa, na Vila Madalena (zona oeste de São Paulo), é um apartamento. Porém, não há nenhuma empresa no prédio, de acordo com o porteiro do local.

Agora SP

Bruce Dickinson - Tattooed Millionaire