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segunda-feira, 31 de março de 2014

Reajuste no preço dos medicamentos passa a valer a partir de hoje



Indústrias farmacêuticas e distribuidoras podem, a partir de hoje (31), adotar o reajuste de até 5,68% nos preços de medicamentos regulados pelo governo. A resolução da Câmara de Regulação de Medicamentos (Cmed) que autoriza o reajuste foi publicada na última quinta-feira (27) no Diário Oficial da União.

De acordo com o Ministério da Saúde, a regulação é válida para mais de 9 mil medicamentos, sendo que mais de 40% deles estão na categoria nível três – de menor concorrência, cujas fábricas só poderão ajustar o preço teto em 1,02%.

“O ajuste autorizado pode alterar o preço máximo de fábrica, porém não impacta diretamente no valor pago pelo consumidor, uma vez que muitas empresas adotam descontos na comercialização dos produtos”, informou a pasta.




A Cmed fixa o valor do reajuste anualmente, com base em critérios técnicos definidos na Lei 10.742 de 2003. São considerados no cálculo a inflação do período (de março de 2013 até fevereiro de 2014), produtividade da indústria, variação de custos dos insumos e concorrência dentro do setor.

Agência Brasil

sábado, 17 de dezembro de 2011

Remédio deve ficar mais caro em SP com mudança de tributo





Uma mudança no sistema de cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de medicamentos pode aumentar os preços dos genéricos de 7% a 15% no Estado de SP. A estimativa é da Pró Genéricos (associação brasileira dos fabricantes do setor).


A alteração começa a valer em 1º de janeiro de 2012. Em linhas gerais, o governo passará a determinar a base de cálculo do ICMS a partir do preço máximo de um medicamento permitido pelo governo ao consumidor.

Hoje, essa conta é feita a partir do valor que a farmácia paga ao fornecedor do remédio, que pode dar a ela o desconto que desejar.

Com a mudança, aumenta o valor sobre o qual incide o ICMS que permanece em 18%. Assim, embora a alíquota não seja modificada, a quantia arrecadada com o imposto na venda desse tipo de remédio sobe.

Folha de SP

Comentário do Aurelio:
Como sempre, os aposentados e os mais pobres vão se dar muito mal, assim como pessoas que precisam comprar remédios de uso contínuo.  Os preços dos medicamentos no Brasil são criminosos. Os governos enchem os cofres com mais dinheiro e impostos sobre mercadorias as quais as pessoas dependem para viver e danem-se os consumidores, que precisam dos mesmos. 

Uma medida totalmente questionável do governo Alckmin, que deveria intervir para evitar isto.


Outro dia o governo federal se preocupou em abaixar os impostos dos CDs e dos DVDs. Ou seja, a prioridade sobre o que deve ter menos impostos está errada.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Indústria farmacêutica não quer curar pessoas, diz prêmio Nobel


O prêmio Nobel de Química 2009, o americano Thomas Steitz (foto), denunciou nesta sexta-feira o fato de que os laboratórios farmacêuticos não pesquisam antibióticos efetivos e acrescentou que "não querem que o povo se cure".

"Preferem centrar o negócio em remédios que deverão ser tomados durante toda a vida", afirmou Steitz, que opina que "muitas das grandes farmacêuticas fecharam suas pesquisas sobre antibióticos porque estes curam as pessoas. Pesquisador do Instituto Médico Howard Hughes da Universidade americano de Yale, Steitz assiste em Madri ao Congresso Internacional de Cristalografia (estudo da estrutura ordenada dos átomos nos cristais da natureza).

No caso da tuberculose, Steitz analisou o funcionamento que deveria seguir um novo antibiótico para combater cepas resistentes à doença que surgem, sobretudo, no sul da África. O cientista comentou em entrevista coletiva que o desenvolvimento deste remédio exige um grande investimento e a colaboração de um laboratório farmacêutico para avançar na pesquisa.

"É muito difícil encontrar um que queira trabalhar conosco, porque para estas empresas vender antibióticos em países como a África do Sul não gera dinheiro e preferem investir em remédios para toda a vida". Por enquanto, segundo Steitz, estes novos antibióticos são "só um sonho, uma esperança, até que alguém esteja disposto a financiar o trabalho".

Steitz e os espanhóis Enrique Gutiérrez-Puebla e Martín M. Ripoll, do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC), pediram nesta sexta-feira aos países para que invistam mais em ciência. Os cientistas acreditam que a resistência das bactérias aos antibióticos será necessária continuar pesquisando "indefinidamente".