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domingo, 22 de janeiro de 2012

Reintegração de posse do Pinheirinho começou na madrugada deste domingo



A manhã deste domingo (22) começou tensa em São José. A Polícia Militar deu início à reintegração de posse de área do acampamento do Pinheirinho, na zona sul da cidade.

Os moradores começaram a atear fogo em pneus, para tentar impedir a entrada dos policiais. Policiais estão parados em pontos estratégicos do acampamento, assim como um blindado já teria entrado no local.

O acampamento foi cercado pelos 1800 policiais por volta das 6h de hoje. O efetivo conta com o apoio da ROTA da capital e da Tropa de Choque.

A PM está utilizando bombas de efeito moral e os moradores que tentam resistir são imediatamente presos.

A reintegração de posse da área havia se tornado uma batalha entre órgãos judiciais. Na última terça (17), a polícia estava pronta para a invasão e no momento em que se dirigiam para o acampamento foram parados por uma ordem que suspendia a reintegração.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Procuradoria quer responsabilizar São José dos Campos por omissão em invasão

O Ministério Público Federal ingressou nesta quinta-feira com uma ação civil pública na Justiça Federal para responsabilizar a Prefeitura de São José dos Campos (97km de São Paulo) por se "omitir" e não tomar medidas para regularizar a invasão Pinheirinho.

A área, invadida há oito anos, é alvo de uma disputa entre os 6.000 moradores do local e a massa falida da empresa proprietária do terreno. Nos últimos dias, a Polícia Militar chegou perto de cumprir um mandado de reintegração de posse da área, o que causou conflitos na cidade.

De acordo com o procurador Ângelo Augusto Costa Costa, que acompanha o caso da invasão Pinheirinho desde 2005, o município tem colocado obstáculos para uma solução que resolva a questão e que envolva o governo federal, que, segundo ele, deseja realizar a regulação fundiária da invasão.

Caso seja condenada, a Prefeitura será obrigada a tomar medidas para a regularização da área, que possui cerca de 1,3 milhão de metros quadrados e está localizada na periferia de São José dos Campos.

No documento encaminhado hoje, a Procuradoria também faz quatro pedidos liminares para obrigar a prefeitura a tomar medidas para minimizar os efeitos de um eventual cumprimento da ordem de reintegração.

Segundo a Procuradoria, caso sejam despejados, os moradores devem ser cadastrados em programas sociais, receber alojamento e, caso não tenham sido reassentados em um ano, recebam um auxílio aluguel.

O Ministério Público Federal também pede que a liminar seja julgada sumariamente, sem ouvir as partes interessadas, por causa da urgência do caso. Na quarta-feira um acordo estabeleceu que a reintegração seja suspensa pelos próximos 15 dias, mas sem a revogação da ordem.

Procurada, a Prefeitura de São dos Campos, afirmou que ainda deve analisar a ação da Procuradoria para depois se pronunciar oficialmente sobre o caso.

Sobre as acusações de omissão, que também são feitas por moradores da invasão, a posição da Prefeitura tem sido de afirmar que a disputa pelo terreno é "entre os proprietários e os moradores da área".


Comentário do Celso:
Não é somente no caso da invasão da área citada que a Prefeitura de São José dos Campos tem sido omissa: é omissa também na melhoria e fiscalização do transporte público, é omissa na saúde, na segurança, etc.


Comentário do Aurelio:
Motivos para o MPF indiciar a prefeitura tucana de SJC não faltam.