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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
PP desiste de Bolsonaro na Comissão dos Direitos Humanos
O Partido Progressista (PP) decidiu, após reunião da cúpula, que não irá indicar o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) à Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) e nem mesmo disputá-la. O partido divulgou ter mais interesse na Comissão de Minas e Energia.
A avaliação do partido é de que haveria um desgaste muito grande para a imagem da legenda, principalmente depois de ontem (11), quando ativistas dos Direitos Humanos promoveram um beijaço dentro da Câmara dos Deputados em repúdio à possível indicação de Bolsonaro para a CDHM.
Desde a semana que o parlamentar resolveu assumir que tinha interesse em presidir a comissão, fez várias declarações provocativas. Entre elas, a de que as pessoas “teriam saudades da presidência de Marco Feliciano (PSC-SP)”, dando a entender que seria mais obscurantista do que o pastor-deputado. Em outro momento, Bolsonaro disse que “nem gays, nem os índios” iriam atrapalhar o seu trabalho caso fosse eleito.
Há uma grande expectativa para se saber quem vai assumir a presidência da comissão. Na rede, existe uma campanha que pede para que a vaga seja assumida pela deputada Erika Kokay (PT-DF).
Fonte
sábado, 13 de agosto de 2011
Filho de Bolsonaro dá declarações inconvenientes sobre juíza assassinada
O deputado estadual pelo Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro (PP), filho do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), afirmou na manhã desta sexta-feira, em sua página no Twitter, que a juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo (RJ), assassinada na madrugada de hoje, tinha o costume de "humilhar gratuitamente réus". Para o deputado, a magistrada colecionava muitos inimigos, "não pelo exercício da profissão", mas por suas supostas atitudes de humilhação.
"Que Deus tenha essa juíza, mas a forma absurda e gratuita com que ela humilhava policiais nas sessões contribuiu para ter muitos inimigos", afirmou. Diante da repercussão negativa de sua frase na rede de microblogs, Flávio Bolsonaro completou: "A patrulha do politicamente correto e os "pré-conceituosos" começa a botar palavras na minha boca sobre a morte da juíza... repudio a morte da juíza, apenas disse que ela teria muitos inimigos, não pelo exercício da profissão, mas por humilhar gratuitamente réus".
"Cansei de receber em meu gabinete policiais e familiares, (...) acusando-a de chamá-los de "vagabundo" e "marginal" nas oitivas. Orientava sempre que deveriam formalizar denúncia no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra ela, por abuso de autoridade, nunca para tomar atitude violenta contra ela", disse.
Juíza estava em "lista negra" de criminosos
A juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, foi assassinada a tiros dentro de seu carro, por volta das 23h30 do dia 11 de agosto, na porta de sua residência em Piratininga, Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo testemunhas, ela foi atacada por homens em duas motos e dois carros. Foram disparados pelo menos 15 tiros de pistolas calibres 40 e 45, sendo oito diretamente no vidro do motorista.
Patrícia, 47 anos, foi a responsável pela prisão de quatro cabos da PM e uma mulher, em setembro de 2010, acusados de integrar um grupo de extermínio de São Gonçalo. Ela estava em uma "lista negra" com 12 nomes possivelmente marcados para a morte, encontrada com Wanderson Silva Tavares, o Gordinho, preso em janeiro de 2011 em Guarapari (ES) e considerado o chefe da quadrilha. Familiares relataram que Patrícia já havia sofrido ameaças e teve seu carro metralhado quando era defensora pública.
JB
sábado, 2 de abril de 2011
Declarações de Bolsonaro são ‘caso explícito’ de racismo, diz ministra da Igualdade Racial
Da Agência Brasil
A ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, considerou as declarações do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) “caso explícitos de racismo”, quando opinou sobre cotas raciais e a possibilidade do seu filho se apaixonar por uma negra, em entrevista ao CQC. “Não podemos confundir liberdade de expressão com a possibilidade de cometer um crime. O racismo é crime previsto na Constituição”, disse a ministra.
Ela disse ainda que espera “firmeza” no posicionamento da Câmara dos Deputados. “O protagonismo é do Legislativo”, afirmou nesta sexta-feira, 1º de abril, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro. “O crime tem que ser punido e tem que ser combatido em qualquer lugar, principalmente, se ele é cometido em um espaço como o Parlamento brasileiro.”
Na entrevista, Jair Bolsonaro disse que “não viajaria em avião pilotado por cotistas nem aceitaria ser operado por médico [ex-cotista]”. Em resposta à cantora Preta Gil sobre a eventualidade de um filho ter envolvimento amoroso com uma mulher negra, o deputado respondeu: “não vou discutir promiscuidade. Eu não corro esse risco e meus filhos foram muito bem-educados e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu”.
Para a ministra, as declarações do deputado não são surpreendentes no seu conteúdo. “Nós não devemos ficar assustados com esse tipo de declaração, é isso que o movimento negro tem denunciado nas últimas décadas. O que deixa a sociedade indignada é ela [declaração] ter partido de um deputado federal”, afirmou. Jair Bolsonaro é oficial da reserva do Exército e conhecido por sua defesa à ditadura militar (1964-1985).
Durante o programa Bom Dia, Ministro, Luiza Bairros disse que a Ouvidoria da Seppir monitora episódios e denúncias de discriminação e encaminha casos de manifestações racistas veiculadas na internet à Polícia Federal. O telefone da Ouvidoria da Seppir é (61) 3411-3685
Representação. A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ALGBT) vai entrar nesta sexta-feira com representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro. “Queremos que ele seja investigado pelo crime de racismo”, afirmou o presidente da associação, Toni Reis.
Para Reis, o deputado tem liberdade de expressar opinião, mas as declarações “passaram do limite”. “Todos são iguais perante a lei. Não podemos tolerar esse tipo de atitude, pois ele ultrapassou a linha do permitido e vai contra a Constituição.”
Na quarta-feira, 30 de março, Bolsonaro afirmou que não teme ser cassado por causa de comentários racistas e homofóbicos feitos no programa. Os seis pedidos de investigação contra ele na Câmara dos Deputados poderão ser reunidos em um único processo.
Uma das representações, assinada por 20 deputados, pede que Bolsonaro deixe a Comissão de Direitos Humanos e Minorias. A representação também será encaminhada ao Ministério Público, ao Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana e ao Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial.
Concordo com a Ministra. Chamar negros de "promíscuos" e tratar de maneira pejorativa os homossexuais passa do limite da liberdade de expressão, entrando no terreno do preconceito. Bolsonaro já deu declarações preconceituosas anteriormente, então que arque com as consequências.
terça-feira, 29 de março de 2011
CQC: Um programa que dá espaço para preconceituosos defensores da ditadura militar
A cada semana, o CQC consegue piorar.
Ontem, deu espaço para o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), o mesmo que já defendeu o fuzilamento de Fernando Henrique Cardoso (e até deu dicas de como matar qualquer presidente) , defende a tortura e que afirmou que homossexuais assim são por falta de "porrada". Na entrevista, feita por pessoas comuns, ele defendeu a ditadura militar, afirmou que todos os homossexuais são promíscuos e que se casar com uma pessoa negra é coisa de quem não recebeu uma boa educação. Marcelo Tas, o apresentador que já insinuou que baianos são vagabundos, tratou de colocar panos quentes, sugerindo que ele não havia entendido a pergunta. Quem defende os seus iguais nunca desaponta.
Veja:
Ontem, deu espaço para o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), o mesmo que já defendeu o fuzilamento de Fernando Henrique Cardoso (e até deu dicas de como matar qualquer presidente) , defende a tortura e que afirmou que homossexuais assim são por falta de "porrada". Na entrevista, feita por pessoas comuns, ele defendeu a ditadura militar, afirmou que todos os homossexuais são promíscuos e que se casar com uma pessoa negra é coisa de quem não recebeu uma boa educação. Marcelo Tas, o apresentador que já insinuou que baianos são vagabundos, tratou de colocar panos quentes, sugerindo que ele não havia entendido a pergunta. Quem defende os seus iguais nunca desaponta.
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