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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Sobre a alegação de que o Papa Francisco vem ao Brasil como chefe de Estado


Vaticano não escapou da crise



Menor Estado independente do mundo, onde vivem apenas 836 pessoas, o Vaticano dispõe de um impressionante patrimônio financeiro, o que o coloca, disparado, como o dono do maior PIB per capita do mundo: US$ 416 mil. Obras de arte de valor inestimável, doações, operações bancárias e a posse estimada de até 30% de todos os imóveis da Itália sustentam o órgão máximo da Igreja Católica.

Mesmo com diversas fontes de receita, o Vaticano não escapou da crise financeira que assola a Europa. A queda no número de visitantes aos museus e a seca nas doações causaram um déficit de US$ 18,4 milhões nas contas da Santa Sé – órgão que dirige o Vaticano, conforme a CIA World Factbook.

E tudo indica que 2012 tenha sido um ano ainda mais difícil (o balanço fiscal ainda não foi revelado): o governo italiano anulou a isenção do imposto sobre propriedades para a Igreja, o que acarretará em uma despesa adicional estimada entre US$ 100 milhões e US$ 600 milhões. O Vaticano não esperou a solução cair do céu: o presidente da Prefeitura dos Assuntos Econômicos da Santa Sé, Giuseppe Versaldi, recebeu carta branca para enxugar custos administrativos e encontrar formas de aumentar as receitas.

Fonte

segunda-feira, 12 de março de 2012

Anonymous ataca site do Vaticano por segunda vez em uma semana


página do Vaticano no momento deta postagem (clique para aumentar)
Pela segunda vez em cinco dias o site do Vaticano (www.vatican.va) foi bloqueado e o grupo Anonymous assumiu a autoria do ataque, indicando com ironia que espera "ansiosamente" que a Santa Sé o excomungue publicamente em "praça pública".

Até o momento, o Vaticano não confirmou o ataque ao seu site. O Anonymous apontou em uma nota em seu blog italiano que novamente "bloqueou" o site do Vaticano e afirmou, dirigindo-se à Santa Sé, que "o sistema de vocês é menos seguro do que imaginam", além de assumir que atacou "o banco de dados" do sistema da instituição.

O grupo acusa o Vaticano de usar "amplificadores com uma potência que supera os limites da lei" para difundir a Rádio Vaticano ao mundo inteiro, o que, em sua opinião, expõe a população que tem "a infelicidade" de viver perto desses dispositivos "a ondas eletromagnéticas de grande intensidade que causam graves doenças como a leucemia e outros tipos de câncer".

O Anonymous acrescentou que "não vai tolerar essa situação" e que continuará com seus ataques virtuais ao Vaticano. "Todos os que fazemos parte do Anonymous esperamos ansiosamente a excomunhão oficial em uma praça pública", concluiu em sua mensagem.

No último dia 7 de março, o grupo manteve bloqueado durante quase o dia inteiro o site da Santa Sé.
Em comunicado, o grupo alegou que o ataque era uma "resposta às doutrinas, liturgias e preceitos absurdos e anacrônicos que a Igreja Católica Apostólica Romana, propaga e divulga no mundo inteiro com fins lucrativos".

O Anoymous acusou a Santa Sé de ser "responsável" pela "escravidão de povos inteiros", usando "como pretexto" a difusão do evangelho e de ter ajudado criminosos nazistas, encobrir clérigos pedófilos, rejeitar "objetos frutos do progresso" como os preservativos, além de tentar erradicar o aborto.

sábado, 3 de setembro de 2011

Vaticano rejeita críticas da Irlanda sobre abusos de crianças


O Vaticano rejeitou neste sábado acusações do parlamento da Irlanda de que teria tentado acobertar casos de abuso de crianças por padres e boicotar leis de proteção infantil.

Em sua primeira resposta formal à repreensão do parlamento irlandês, o Vaticano afirmou estar "pesaroso e envergonhado" com o abuso de crianças por padres, mas acrescentou que as acusações são "infundadas".

"A esse respeito, a Santa Sé deseja deixar bem claro que não dificultou ou tentou interferir em nenhuma investigação sobre os casos de abuso sexual a crianças na diocese de Cloyne", afirmou o Vaticano em comunicado.

"Ademais, em nenhum momento a Santa Sé tentou interferir na legislação irlandesa ou impedir que a autoridade civil exercesse sua autoridade."

Em julho, o parlamento irlandês passou uma moção censurando a Santa Sé por "minar o marco de proteção infantil" depois que uma carta a bispos irlandeses pareceu minimizar as normas do país sobre como reportar casos de abuso infantil.

A acusação foi feita em um relatório sobre abuso sexual infantil por padres na diocese de Cloyne, no condado de Cork.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

WikiLeaks revela preocupação do Vaticano com o crescimento dos evangélicos no Brasil


Documento obtido pelo WikiLeaks e divulgado nesta quarta-feira (29) mostra que, na época da visita do papa Bento 16 ao Brasil, em 2007, o Vaticano estava preocupado com o crescimento dos evangélicos no país e recebeu críticas do monsenhor brasileiro Stefano Migliorelli, que questionou a entidade sobre a falta de padres na América Latina.

O telegrama enviado a Washington em 6 de maio de 2007 relata conversas entre diversos membros do Vaticano e o ex-embaixador americano Francis Rooney, um empresário republicano do ramo de construção e um dos maiores doadores de campanha do ex-presidente americano George W Bush.

O diplomata americano faz um comparativo entre a primeira viagem de João Paulo 2º ao Brasil em 1980, quando os católicos representavam 89% da população e o Censo de 2000, quando o número de católicos era de 74%.

“A cada ano, milhões de católicos latino-americanos deixam suas igrejas para se juntar a congregações evangélicas incentivados pelos pastores destes novos rebanhos”, disse Rooney.

Ainda segundo ele, de acordo com uma análise, enquanto a Igreja Católica concentra-se em “salvar almas”, muitas igrejas evangélicas fazem o possível apenas para matar a sede latino-americana para o misticismo.

Sem revelar fontes, o documento diz que João Paulo 2º descreveu as atividades evangélicas como “sinistras” e que uma das principais tarefas de Bento 16 seria despertar a comunidade católica e encorajar a resistência ao que o papa anterior teria chamado de “caçada por seitas”.

Já Migliorelli, na época chefe da seção brasileira da Secretaria de Estado do Vaticano, reclamou ao diplomata americano sobre o fato de a América Latina não ser uma região prioritária para a Igreja Católica.

Para Migliorelli, o Brasil e a América Latina seriam como “território de missão” --terras que não foram expostas “de maneira consistente” à fé católica. “Temos que ver isso como uma evangelização --começando do zero”, disse Migliorelli.

O monsenhor ainda criticou a quantidade e a qualidade do clero latino-americano. “A falta de padres em grande parte da América Latina é muito pior do que nos Estados Unidos”, disse. Migliorelli disse também que “o nível de educação dos padres é muito baixo e que muitas vezes eles não aderem aos padrões de disciplina clerical (celibato, ofertas de sacramentos etc)”.

Em um tópico chamado de “A ameaça da teologia da libertação”, o diplomata americano comenta que o papa João Paulo 2º teria feito grandes esforços para acabar com “esta análise marxista da luta de classes” promovida “por um número significativo de clérigos e católicos leigos que, por vezes, em nome de um compromisso político sancionou a violência em nome do povo”.

Migliorelli comentou que o Vaticano não pretendia tocar no tema durante a visita do papa. O documento prossegue: “A chave é simplesmente que o clero seja treinado mais efetivamente para explicar a posição da Igreja para o povo, ele concluiu”.

Segundo o diplomata, João Paulo 2º combateu com a ajuda de Bento 16 a teologia da libertação mas, nos últimos anos, ela estaria ressurgindo em várias partes da América Latina.