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quinta-feira, 16 de abril de 2015
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Professores japoneses que não se curvam ao Imperador
Já faz algum tempo que anda circulando pelo Facebookuma frase que indica um suposto comportamento cultural no Japão e que serviria para levantar o moral dos professores brasileiros. Acontece que esta frase, replicada por tanta gente, não condiz com a realidade — e o pior: se condissesse, ainda assim não deveria servir de exemplo.
Eis a mensagem em questão:
“No Japão, o único profissional que não precisa se curvar diante do imperador é o professor, pois segundo os japoneses, numa terra que não há professores não pode haver imperadores”.
Esse boato começou esse ano na rede social do Brasil, e de repente virou uma grande verdade. Mas — eis o grande mal do brasileiro — parece que mais uma vez as pessoas estão engolindo e replicando uma mentira sem refletir sobre o assunto, fato que não é nenhuma novidade no Facebook.
É fato altamente verificável que em muitos outros países, a profissão de professor é respeitada, valorizada e admirada pela população e pelos governantes. Certamente é o caso do próprio Japão. Mas esse boato de que é o único profissional que “não precisa se curvar diante do Imperador” é um tanto problemática. Primeiro, porque eu nunca ouvi falar dessa situação, e esse rumor só começou a existir há poucas semanas em blogs e algumas poucas páginas brasileiras, cuja fonte é... o próprio Facebook. Fiz uma pesquisa em sites de língua inglesa e espanhola, e nada comprova essa situação; e segundo: bem, esse é o problema mais sério...
Segundo o texto, a justificativa dos professores não precisarem se curvar diante do Imperador é porque “numa terra que não há professores não pode haver imperadores”. Isso tem sido divulgado como um ponto positivo a nosso favor...
Se o “imperador” americano se curva diante do imperador japonês, o que dirá o professor
Não sei se mais alguém percebeu o mal-estar dessa afirmação, mas o que está bem explicito ali é: “se não fossem os agentes do ensino em sala de aula pregar as maravilhas do nosso Império, a bondade, a lealdade e a firmeza do nosso querido Imperador, se não fosse por eles que desde cedo implantam nas cabeças de nossas crianças a ideologia do império japonês, eu não poderia estar sentado neste trono agora, obrigado professores!”
Em nenhum lugar do planeta tal atitude deveria ser louvada, mas no Brasil... a gente vai passando adiante as coisas sem nem ao menos pensar sobre o assunto...
É claro que o ato de ensinar não prima pela neutralidade. Todo professor carrega consigo os seus valores e as ideias de seu tempo. Também já foi o tempo da escola tradicional onde o aluno assimila passivamente os ensinamentos do mestre. Mas uma postura francamente direcionada para a louvação de um sistema de governo, o Império japonês ou próprio imperador, não me parece algo digno de exemplo, nem que seja para evitar uma leve inclinação de cabeça.
Aparentemente é uma questão sem maior importância, mas esse é um exemplo modelar de como boatos e pensamentos irrefletidos e replicados podem criar uma verdade que não tem a menor base de credibilidade, e que, ainda pior, podem esconder uma característica nociva. Pense nisso.
Almir Ferreira-Rama na Viana
Leia também " O Japão mágico do Facebook"
Não sei se mais alguém percebeu o mal-estar dessa afirmação, mas o que está bem explicito ali é: “se não fossem os agentes do ensino em sala de aula pregar as maravilhas do nosso Império, a bondade, a lealdade e a firmeza do nosso querido Imperador, se não fosse por eles que desde cedo implantam nas cabeças de nossas crianças a ideologia do império japonês, eu não poderia estar sentado neste trono agora, obrigado professores!”
Em nenhum lugar do planeta tal atitude deveria ser louvada, mas no Brasil... a gente vai passando adiante as coisas sem nem ao menos pensar sobre o assunto...
É claro que o ato de ensinar não prima pela neutralidade. Todo professor carrega consigo os seus valores e as ideias de seu tempo. Também já foi o tempo da escola tradicional onde o aluno assimila passivamente os ensinamentos do mestre. Mas uma postura francamente direcionada para a louvação de um sistema de governo, o Império japonês ou próprio imperador, não me parece algo digno de exemplo, nem que seja para evitar uma leve inclinação de cabeça.
Aparentemente é uma questão sem maior importância, mas esse é um exemplo modelar de como boatos e pensamentos irrefletidos e replicados podem criar uma verdade que não tem a menor base de credibilidade, e que, ainda pior, podem esconder uma característica nociva. Pense nisso.
Almir Ferreira-Rama na Viana
Leia também " O Japão mágico do Facebook"
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Menina de 13 anos morre durante sessão de exorcismo no Japão
A Polícia prendeu nesta terça-feira em Kumamoto (sul do Japão) um sacerdote e o pai de uma adolescente de 13 anos que morreu afogada enquanto era submetida a um ritual de exorcismo, informou a imprensa local.
Durante o ritual, que aconteceu há um mês, mas somente revelado nesta terça-feira, a adolescente Tomomi Maishigi foi amarrada em uma cadeira e teve água jogada sobre sua cabeça diversas vezes como parte do ritual budista para espantar os maus espíritos, informou o jornal "Yomiuri" em sua edição digital.
A Polícia prendeu o pai, Atsushi Maishigi, de 50 anos, e o sacerdote Kazuaki Kinoshita, de 56, pela morte da adolescente. Os dois negaram as acusações e garantem que queriam somente "exorcizar os maus espíritos" e não cometer um abuso físico.
Segundo policiais citados pelo "Yomiuri", Tomomi perdeu a consciência na sessão de afogamento, na noite de 27 de agosto e, apesar de ter sido transferida para um hospital próximo, morreu na madrugada seguinte.
Os dois homens submeteram a menina ao ritual da "cascata" de água por mais de 100 vezes desde março, para o qual inclusive tinham solicitado a estadia da adolescente em um templo budista.
Os pais de Tomomi pediram ajuda do sacerdote porque estavam preocupados com uma doença física e mental que a filha sofria, e este recomendou o ritual que supostamente a curaria depois de expulsar seus "demônios".
A ignorância não é exclusividade dos cristãos.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Robôs auxiliarão em reconstrução de áreas afetadas do Japão
| Changeman Change robo music video チェンジロボ MV | |
Cerca de 300 empresas participam desde hoje da feira Robotech, em Tóquio, uma das maiores do mundo em seu setor. A Robotech apresenta nesta edição dispositivos robóticos para fornecer soluções para a grave situação do Japão após a catástrofe de 11 de março.
A feira, que irá até sexta-feira, mostra os últimos avanços em sistemas MEMS (microeletromecânicos), robôs e nanotecnologia aplicados à eficiência energética, à medicina, à conservação do meio ambiente e ao desenvolvimento industrial e agrícola das zonas afetadas pelo 11 de março.
Pelo pavilhão da Robotech desfilam androides criados para entrar em usinas nucleares com alta radioatividade, protótipos de "serpentes" robóticas subaquáticas de resgate dotadas de câmeras, sistemas para esterilizar salas e evitar a contaminação mediante nanotecnologia e "aranhas" mecânicas para trabalhos agrícolas.
O evento, entre a ficção científica e a realidade, aposta na eficiência energética, com protótipos de roupa com células solares capazes de carregar telefones celulares e sensores para administrar a temperatura de uma sala a partir da monitoração das pessoas que estejam nela.
A atual edição da Robotech também é dedicada à aplicação da tecnologia em trabalhos de assistência social, tarefas domésticas e atividades de lazer.
Assim, podem ser vistos robôs com forma de pequenos veículos para deficientes físicos, protótipos para assistência doméstica e sensores ópticos para traduzir o movimento e evitar, por exemplo, acidentes de trânsito.
Diante do alto índice de envelhecimento da população japonesa, o governo do país estima que nos próximos 25 anos o mercado dos robôs dedicados a tarefas de assistência a indivíduos alcançará 4,9 trilhões de ienes (US$ 61,7 bilhões).
Folha de SP
sábado, 18 de junho de 2011
Cresce o número de idosos presos por furto no Japão
Ué, mas onde está aquela história de que no Japão todos os idosos são tratados bem? Como um país tão rico têm tantos idosos morando na rua? Isto é vergonhoso.
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