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sábado, 18 de agosto de 2012
Resenha do filme "O Vingador do Futuro" (2012)
Alguns filmes são marcados por grandes atuações. Outros,
pela trilha sonora ou pelo roteiro. Por fim, películas podem deslumbrar com
seus efeitos especiais. É o que
acontece no remake de “O Vingador do Futuro”. Na versão nova, o diretor Len
Wiseman não inovou tanto quanto Paul Verhoeven conseguiu no original, mas não
deixou de fazer um bom trabalho. Várias referências ao original estão lá, como a mutante com três seios.
A linha principal da história é a mesma de 1992, com o
diferencial de não haver Marte desta vez. Enquanto no original Shwarzenegger
saiu da Terra para aventurar-se no planeta vermelho, Farrel encara uma missão
entre a Colônia (Austrália) e United Federation of Britain (Grã-Bretanha).
A trama é similar. Douglas Quaid (Colin Farrell) é um
operário estressado e cansado, que trabalha na linha de montagem de policiais
sintéticos. Para piorar, um estranho sonho recorrente está perturbando-o. Para
fugir da dura realidade, ele vai até a empresa Recall, que implanta memórias em
seus clientes, dando a eles a sensação de uma experiência emocionante. Quaid então solicita as lembranças de um agente secreto.
Quando
o processo começa, um esquadrão de soldados invade a empresa e nosso
protagonista mata todos, sem saber como era capaz de realizar tal feito. Ao
regressar para casa, ele toma ciência de que sua esposa Lori ( Kate Beckinsale) é
na realidade uma agente sob ordens do Chanceler Cohaagen (Bryan Cranston), do
governo central britânico. O casamento não era real e sua missão era monitorá-lo.
Quaid então descobre que sua missão é salvar a Colônia da opressão da Bretanha,
indo de uma para a outra em um fantástico elevador que atravessa o centro da
Terra. Ele então encontra Melina
(Jessica Biel), sua antiga companheira e membro da resistência, que auxilia-o a
trilhar o caminho da vitória sobre seus inimigos.
O cenário onde tudo isto acontece, principalmente na
Colônia, lembra muito o pano de fundo do clássico de ficção dos anos 80 "Blade
Runner". A constante chuva, triste, bucólica e suja realmente parece uma
homenagem intencional ao filme de Ridley Scott. As tecnologias presentes na
história, como os videofones e os carros movidos a levitação magnética são
sensacionais e parecem bem plausíveis.
A trilha sonora é discreta, mas eficaz nos momentos de
tensão da película. A trama possui vários desfechos surpreendentes e em alguns momentos o espectador fica na dúvida se o que está se desenrolando é real ou
apenas um sonho do protagonista na Recall.
Por ser uma releitura de um clássico dos anos 90, o filme atual se sai razoavelmente bem, mesmo sem atuações marcantes.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Austrália proíbe logos em maços de cigarro
A Organização Mundial da Saúde (OMS) celebrou nesta quarta-feira a vitória judicial da lei antitabaco na Austrália, onde as multinacionais tabaqueiras serão obrigadas a padronizarem seus maços de cigarro, os quais não terão mais os nomes das marcas estampados.
A OMS faz uma chamada ao resto do mundo para que siga a contundente posição da Austrália em relação à publicidade do tabaco", manifestou a diretora geral da OMS, Margaret Chan.
A partir do próximo mês de dezembro, Austrália será o primeiro país do mundo onde os cigarros serão vendidos em maços de cigarros sem especificação da marca.
"O maço simples é uma maneira altamente eficaz de resistir a implacáveis táticas propagandistas da indústria", afirmou Margaret em comunicado, no qual considerou os recursos legais apresentado pelas companhias tabaqueiras na Austrália como 'os últimos suspiros de uma indústria desesperada'.
"Com tantos países seguindo o mesmo caminho da Austrália, o que esperamos é ver um efeito dominó pelo bem da saúde pública", acrescentou a máxima responsável da OMS.
Margaret ressaltou que o consumo de tabaco é uma das ameaças contra a saúde pública mais fácil de prevenir.
"Os produtos do tabaco eventualmente matarão metade das pessoas que os consomem. Isto significa que quase 6 milhões de pessoas morrem a cada ano por causa do cigarro. Se os governos não tomam medidas sólidas para limitar a exposição ao tabaco, o tabaco poderia matar mais de 8 milhões de pessoas cada ano em 2030", disse Margaret.
Revista Exame
Parabenizo a atitude do governo da Austrália e penso que devemos copiar a medida no Brasil. Precisamos desestimular cada vez mais o fumo e quem sabe, um dia, vamos bani-lo de vez da sociedade.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Botafogo 2 x 0 Sport
Com tranquilidade, o time achou os gols. Belo passe de Rafael Marques para o ataque e excelente finalização de Elkeson. Seedorf novamente o melhor em campo e surpreendentemente, boa atuação de Fábio Ferreira.
Se tiver mais atenção, pode derrotar o Atlético-MG no domingo.
Nota negativa para a torcida: É uma ignorância sem fim ir para vaiar os jogadores em campo, deixando-os mais nervosos e só atrapalhando. Pagam ingresso para sabotar o próprio time. Mais estúpido ainda é gritar o nome de Loco Abreu, desmerecendo os que estão jogando atualmente pelo Botafogo e aclamando um jogador parasita, que foi embora do Botafogo porque quis (e é sempre bom ressaltar isto), porque não é humilde e não sabe aceitar a reserva.
Parece que existem falsos torcedores do Botafogo, que torcem por um ex-jogador e não pelo clube. Querem torcer por Abreu? Comprem a camisa do Figueirense e sumam do Engenhão. Aliás, bem-feito: foi para o Figueirense e nada tem feito de útil por lá, indo a passos largos para a Segunda Divisão com o pequeno e fracassado time de Santa Catarina.
Parece que existem falsos torcedores do Botafogo, que torcem por um ex-jogador e não pelo clube. Querem torcer por Abreu? Comprem a camisa do Figueirense e sumam do Engenhão. Aliás, bem-feito: foi para o Figueirense e nada tem feito de útil por lá, indo a passos largos para a Segunda Divisão com o pequeno e fracassado time de Santa Catarina.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
RoboCop combaterá a Al Qaeda em refilmagem
A trama da refilmagem “RoboCop” envolverá um combate com a Al Qaeda. No sábado, o crítico de cinema do site HitFix, Drew McWeeny, conseguiu – de forma não esclarecida – acesso ao roteiro do filme e revelou diversos spoilers em seu twitter, além de usar o microblog para expressar sua fúria contra a trama.
Um dos elementos revelados é a armadura de Alex Murphy (vivido por Joel Kinnaman, da série “The Killing”), que terá uma habilidade “transformer” de alternar entre um “modo social” e um “modo de combate”. O aparato ainda ganhará uma versão 2.0 e outra 3.0, assim como a armadura de Tony Stark em “Homem de Ferro” (2008).
Essa armadura 3.0 será testada em um campo de treinamento da organização terrorista Al Qaeda, para ver do que ela é capaz, mais uma semelhança com “Homem de Ferro”. Além disso, os robôs ED-209, vistos em “RoboCop 2”, serão usados para impedir homens-bomba no Irã.
O roteiro também parece ter muitas referências ao filme original de Paul Verhoeven, algumas cômicas. Quando RoboCop aparece para cuidar de um grupo de criminosos, com o visual da primeira armadura, mais parecido com a do filme original, eles o ridicularizam dizendo “Parece um brinquedo dos anos 80!” Em outra cena, um personagem olha para a TV, onde há o anúncio “Refilmagem da MGM a ser determinada”.
Além disso, a chamada “Parte máquina. Parte homem. Policial por inteiro” do cartaz do filme original também é usada. Há também anotações no roteiro, em referência à censura americana PG-13, para menores de 13 anos, quando o RoboCop é programado para nunca matar, só incapacitar seus alvos. “Ok, vamos mantê-lo PG-13″, diz um personagem.
No elenco do filme, dirigdo pelo brasileiro José Padilha (“Tropa de Elite”), estão Gary Oldman (“Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge”), Samuel L. Jackson (“Os Vingadores”), Abbie Cornish (“Sem Limites”), Hugh Laurie (série “House”), Jay Baruchel (“O Aprendiz de Feiticeiro”), Jennifer Ehle (“O Discurso do Rei”) e Michael Kenneth Williams (série “Boardwalk Empire”).
Com direção do brasileiro José Padilha (“Tropa de Elite”), “RoboCop” tem estreia marcada para 9 de agosto de 2013 nos EUA.
ANTONIO PRATA - Quem diria?
Primeiro aparece bem pequeno no canto dos jornais, como piada, mas rapidamente vêm as supostas comprovações e em poucos dias a notícia toma as manchetes: "Formigas são forma de vida inteligente, afirmam cientistas húngaros".
De início você não acredita, mas também não acreditou quando alguém te ligou certa manhã, 11 anos atrás, avisando que os árabes estavam atacando os Estados Unidos, "Os árabes não existem!", você disse, irritado e com sono, até que ligou a televisão e lá estavam as Torres Gêmeas desabando.
Superado o reflexo de ceticismo, portanto, você aceita, como acaba aceitando tudo na vida, um pé na bunda, a morte, a guerra: as formigas são uma forma de vida inteligente. Possuem linguagem, escrita, filosofia, ciência, arte. Nunca haviam dado bandeira porque não estavam afim de papo, mas um grupo dissidente de saúvas africanas marchou até a Hungria, invadiu o laboratório de um proeminente entomólogo e, sobre a bancada, alinhando seus próprios corpos, a primeira mensagem interespécies foi escrita: "Egyszerű!", que significa "calma", em húngaro. É dessa maneira que, daí pra frente, elas passam a se comunicar conosco.
O segundo grande choque, depois da descoberta da inteligência, é que as formigas não são os seres esforçados e trabalhadores do nosso senso comum, mas animais extremamente preguiçosos. Poderiam construir colmeias e produzir mel, se quisessem, poderiam fazer telescópios, hidroelétricas, colisores de hádrons, mas preferem esperar algum bicho cair duro ou alguma migalha ser derrubada da mesa e levar o botim para suas modestas moradas, onde se fartam de comer e beber e depois, empanturradas, cantam e dançam antigos sucessos de seu cancioneiro.
Em poucos meses, vivemos uma "febre de formigas": orquestras tocam músicas compostas por formigas, autores transcrevem mitos das formigas, filósofos participam de debates com formigas, hordas de seres humanos vão morar no mato, alimentando-se de restos e cantando e dançando antigos sucessos do cancioneiro formigal.
Até que, um ano após a primeira notícia, um ex-aluno de Yale vem a público e desmascara a farsa. As pesquisas eram forjadas, as saúvas eram eletrônicas, tudo não passou de um golpe de humoristas infiltrados em 15 das melhores universidades do mundo, uma pegadinha, um happening global destinado a mostrar as brechas do mundo acadêmico e do "star system".
Talvez por isso ninguém dê crédito quando, seis anos mais tarde, uma bióloga romena afirma que as águas-vivas emitem e recebem ondas de rádio vindas do espaço, através de seus tentáculos. Apesar do escárnio, a romena segue suas pesquisas em Bucareste e vai publicando os resultados num blog, com muitos acessos e nenhuma credibilidade. Não é de se admirar, portanto, que as enormes medusas metálicas que escurecem os céus do planeta numa manhã de domingo nos peguem desprevenidos, levando apenas três minutos e 34 segundos para engolir 99,9% da humanidade.
Os poucos sobreviventes da hecatombe passam a viver em buracos, alimentando-se de restos e fingindo não entender nada do que está se passando, enquanto, nos mares e nos continentes, as águas-vivas vindas do espaço constroem sua gelatinosa civilização.
Folha de SP
De início você não acredita, mas também não acreditou quando alguém te ligou certa manhã, 11 anos atrás, avisando que os árabes estavam atacando os Estados Unidos, "Os árabes não existem!", você disse, irritado e com sono, até que ligou a televisão e lá estavam as Torres Gêmeas desabando.
Superado o reflexo de ceticismo, portanto, você aceita, como acaba aceitando tudo na vida, um pé na bunda, a morte, a guerra: as formigas são uma forma de vida inteligente. Possuem linguagem, escrita, filosofia, ciência, arte. Nunca haviam dado bandeira porque não estavam afim de papo, mas um grupo dissidente de saúvas africanas marchou até a Hungria, invadiu o laboratório de um proeminente entomólogo e, sobre a bancada, alinhando seus próprios corpos, a primeira mensagem interespécies foi escrita: "Egyszerű!", que significa "calma", em húngaro. É dessa maneira que, daí pra frente, elas passam a se comunicar conosco.
O segundo grande choque, depois da descoberta da inteligência, é que as formigas não são os seres esforçados e trabalhadores do nosso senso comum, mas animais extremamente preguiçosos. Poderiam construir colmeias e produzir mel, se quisessem, poderiam fazer telescópios, hidroelétricas, colisores de hádrons, mas preferem esperar algum bicho cair duro ou alguma migalha ser derrubada da mesa e levar o botim para suas modestas moradas, onde se fartam de comer e beber e depois, empanturradas, cantam e dançam antigos sucessos de seu cancioneiro.
Em poucos meses, vivemos uma "febre de formigas": orquestras tocam músicas compostas por formigas, autores transcrevem mitos das formigas, filósofos participam de debates com formigas, hordas de seres humanos vão morar no mato, alimentando-se de restos e cantando e dançando antigos sucessos do cancioneiro formigal.
Até que, um ano após a primeira notícia, um ex-aluno de Yale vem a público e desmascara a farsa. As pesquisas eram forjadas, as saúvas eram eletrônicas, tudo não passou de um golpe de humoristas infiltrados em 15 das melhores universidades do mundo, uma pegadinha, um happening global destinado a mostrar as brechas do mundo acadêmico e do "star system".
Talvez por isso ninguém dê crédito quando, seis anos mais tarde, uma bióloga romena afirma que as águas-vivas emitem e recebem ondas de rádio vindas do espaço, através de seus tentáculos. Apesar do escárnio, a romena segue suas pesquisas em Bucareste e vai publicando os resultados num blog, com muitos acessos e nenhuma credibilidade. Não é de se admirar, portanto, que as enormes medusas metálicas que escurecem os céus do planeta numa manhã de domingo nos peguem desprevenidos, levando apenas três minutos e 34 segundos para engolir 99,9% da humanidade.
Os poucos sobreviventes da hecatombe passam a viver em buracos, alimentando-se de restos e fingindo não entender nada do que está se passando, enquanto, nos mares e nos continentes, as águas-vivas vindas do espaço constroem sua gelatinosa civilização.
Folha de SP
A milagrosa invenção da NASA que pode salvar vidas
Como vocês sabem, não existem hospitais no espaço. O mais próximo é na Terra, e os astronautas não podem simplesmente pular para cá. Então o que acontece quando o sol libera uma radiação massiva enquanto um astronauta está no espaço?
A biocápsula da NASA – feita de nanotubos de carbono – vai poder diagnosticar e imediatamente tratar um astronauta mesmo que ele nem imagine ter um problema. Isso representa uma das maiores novidades na história da medicina, e vai funcionar na Terra também.
David Loftus é o homem que inventou a biocápsula e ganhou a patente do invento. Imagine isso: um astronauta está indo para Marte. A viagem de ida e volta vai levar de dois a três anos. Durante esse tempo, ele não terá acesso a um médico, e muito pode acontecer ao corpo humano no espaço.
Então, antes de embarcar, o astronauta recebe alguns implantes das biocápsulas da NASA. Uma pequena incisão é feita na pele, o que exige uma pequena cirurgia, com anestesia local e um ou dois pontos para fechar o corte. Após isso, ele está pronto para lidar com uma série de possíveis problemas – por conta própria.
Um dos principais problemas no espaço é a exposição a altos níveis de radiação. Os astronautas podem ser expostos aos “eventos de partículas solares”, que são liberações de intensa radiação do sol, e que podem danificar os ossos e destruir o sistema imunológico. Aí entra a cápsula: suas células percebem a radiação e imediatamente liberam medicinas para compensar o corpo.
Cada cápsula não funciona apenas uma vez. Elas podem liberar pequenas doses durante vários anos. Elas também são muito resistentes, e aparentemente não existe nenhuma enzima que possa quebrar suas nanoestruturas. Os poros permitem que os medicamentos passem pelas suas paredes, e quando ela se esvazia, a cápsula permanece no corpo, até que um médico a retire na Terra.
Enquanto o tratamento dos efeitos da radiação é o principal alvo da biocápsula da NASA, outras serão criadas para combater diferentes ameaças. Calor, exaustão e problemas de sono também são casos sérios em astronautas.
Utilidade terrestre
Em nosso planeta, o alvo número um é a diabetes – especificamente em pessoas que precisam de insulina. Com as cápsulas, pacientes com diabetes nunca mais precisariam tomar uma dose. Eles não precisariam nem se preocupar em checar os níveis sanguíneos.
Muitos diabéticos morrem durante o sono ou coma porque ficam muito tempo sem poder checar o sangue. As cápsulas iriam funcionar automaticamente, as pessoas estando acordadas ou não.
A segunda aplicação terrestre seria no tratamento do câncer (especialmente o de cérebro). Uma biocápsula implantada diretamente no tumor poderia liberar altas doses de quimioterapia diretamente na área necessitada – e isso reduziria muitos os efeitos colaterais em outras regiões do corpo.
Existem também aplicações na terapia genética. Algumas crianças nascem sem um gene, ou com um defeituoso. Como resultado, elas deixam de fabricar uma proteína. A biocápsula pode ser desenhada para implantar células que fabricam essa proteína. Ideias assim também poderiam ser usadas em pessoas que sofrem de alergias e podem entrar em choque anafilático.
Com todas essas aplicações (e existem mais), não é muito dizer que a biocápsula da NASA pode mudar a cara da medicina para sempre. Elas são baratas e extremamente simples de serem criadas. Os cientistas planejam começar testes com animais nesse ano e no próximo, para então passar para os humanos.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
PSDB tenta censurar charges na internet

Resposta bem-humorada contra a proibição judicial de publicar charges sobre o candidato na internet. Esta não podem censurar.
A Justiça Eleitoral de São José considerou irregular a publicação no Facebook de charges e fotomontagens com imagens do candidato do PSDB à prefeitura, Alexandre Blanco.
Nas montagens, Blanco e seu padrasto, o ex-prefeito e deputado federal Emanuel Fernandes, aparecem associados, respectivamente, aos personagens Tuco e Lineu do seriado ‘A Grande Família’, da TV Globo. Há também imagens do tucano como o ‘Kiko’ do seriado Chaves, do SBT.
O material foi postado pelo comerciante Franklin Fouad Maciel, filiado ao PMDB, principal aliado do candidato Carlinhos Almeida (PT).
A Justiça Eleitoral determinou a remoção imediata das postagens, consideradas ‘crimes contra a honra’, e sua substituição por cópias da decisão judicial, sob pena de multa diária de R$ 5.000.
Decisão. A decisão também determinou que o Facebook envie cópia de todo o conteúdo das páginas, sobe pena de multa de R$ 30 mil, e que a rede informe o IP da máquina que criou e alimentou as postagens, sob pena de multa de R$ 5.000. A coligação de Blanco protocolou a representação na última sexta-feira.
Maciel afirmou que pretende recorrer da decisão.
“Podem achar que são atentados contra a honra, mas são apenas charges. Uma maneira humorada de fazer críticas. Se o candidato não tem capacidade para lidar com criticas, mostra que não está preparado”.
Eu, como jornalista, acho a decisão um atentado contra a liberdade de expressão. Charges e comentários políticos estão presentes na história do Brasil desde a época do Império. Na censura, pessoas foram presas e torturadas por casos assim. Discordo totalmente da ação perpetrada pelo candidato do PSDB e da decisão do juiz.
O candidato Blanco virou o feitiço contra ele, pois as charges foram publicadas no jornal, fazendo que mais pessoas tivessem acesso à elas.
O candidato Blanco virou o feitiço contra ele, pois as charges foram publicadas no jornal, fazendo que mais pessoas tivessem acesso à elas.
Recomendo o vídeo:
Argumentos jurídicos contra a decisão:
"Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade, aparelhada com pedido de medida liminar, proposta pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT). Ação que impugna os incisos II e III do art. 45 da Lei 9.504/97, assim
vernacularmente postos:
Art. 45. A partir de 1º de julho do ano da eleição, é vedado às emissoras de rádio e televisão, em sua programação normal e noticiário:
(...)
II- usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação, ou produzir ou veicular programa com esse efeito ;
III- veicular propaganda política ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido, coligação, a seus órgãos ou representantes ;
2. Pois bem, argui a requerente que “tais normas geram um grave efeito silenciador sobre as emissoras de rádio e televisão, obrigadas a evitar a divulgação de temas políticos polêmicos para não serem acusadas de difundir opinião favorável ou contrária
a determinado candidato, partido, coligação, a seus órgãos ou representantes. Além disso, esses dispositivos inviabilizam a veiculação de sátiras, charges e programas humorísticos envolvendo questões ou personagens políticos, durante o período
eleitoral”. Pelo que toma corpo intolerável violação aos incisos IV, IX e XIV do art. 5º e ao art. 220, todos da Constituição Federal.
3. Segue o autor na mesma linha de raciocínio para dizer que, não obstante “o pretenso propósito do legislador de assegurar a lisura do processo eleitoral, as liberdades de manifestação do pensamento, da atividade intelectual, artística, científica e
de comunicação [...] constituem garantias tão caras à democracia quanto o próprio sufrágio”. Isso porque “a idéia de um procedimento eleitoral justo não exclui, mas antes pressupõe, a existência de um livre, aberto e robusto mercado de idéias e
informações, só alcançável nas sociedades que asseguram, em sua plenitude, as liberdades de expressão e de imprensa, e o direito difuso da cidadania à informação”. Pelo que os dispositivos legais impugnados, “ao criar restrições e embaraços a priori à
liberdade de informação jornalística e à livre manifestação do pensamento e da criação, no âmbito das emissoras de rádio e televisão, [...] instituem verdadeira censura de natureza política e artística”.
4. Ainda compõem o arsenal argumentativo do requerente as considerações de que: a) o sistema constitucional da liberdade de expressão abrange as dimensões substantiva e instrumental; b) o fato de a radiodifusão sonora (rádio) e de sons e imagens
(televisão) constituir serviço público “não representa um fator relevante de diferenciação em relação a outros veículos de comunicação social, no que se refere à proteção das liberdades de expressão, imprensa e informação”; c) sob o ângulo do postulado
da proporcionalidade, a lisura que é própria do regime jurídico das eleições populares não justifica as restrições veiculadas pelos incisos II e III do art. 45 da Lei 9.504/97 à liberdade de informação jornalística, por se tratar de restrições.
Rodrigo Cordeiro, advogado."
Estudo descarta miscigenação entre humanos e neandertais
Antropólogos contestaram teorias segundo as quais o Homo sapiens e os neandertais se miscigenaram, transmitido aos humanos atuais parte do legado genético de seus primos misteriosos. Os pesquisadores vão contra vários estudos divulgados ao longo dos últimos dois anos que sugerem um cruzamento entre o Homo sapiens e o hominídeo enigmático que viveu em regiões de Europa, Ásia Central e Oriente Médio por até 300 mil anos, mas desapareceu de 30 a 40 mil anos atrás.
As evidências provêm de fósseis de DNA, que demonstram que eurasiáticos e asiáticos médios partilham entre 2% e 4% de seu DNA com os neandertais, mas os africanos, quase nenhum. Mas um novo estudo feito por cientistas da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, diz que o DNA veio de um ancestral comum e não através de "hibridização" ou reprodução entre duas espécies de hominídeos.
Em publicação, na segunda-feira, no periódico americano Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), Andrea Manica e Anders Eriksson, do Grupo de Ecologia Evolutiva da universidade britânica, desenvolveram um modelo de computador para simular a odisseia genética. Ele começa com um ancestral comum dos neandertais e doHomo sapiens que viveu cerca de meio milhão de anos atrás em regiões de África e Europa.
Por volta de 300 mil a 350 mil anos atrás, a população europeia e a população africana deste hominídeo se separaram. Vivendo em isolamento genético, o ramo europeu evoluiu pouco a pouco até dar origem aos neandertais, enquanto o ramo africano acabou dando origem ao Homo sapiens, que se disseminou em ondas migratórias que deixaram a África cerca de 60 mil a 70 mil anos atrás.
Segundo a teoria, comunidades de Homo sapiens que estavam geneticamente mais próximas da Europa, possivelmente no Norte da África, preservaram uma parte relativamente maior de genes ancestrais. Eles também se tornaram os primeiros colonizadores da Eurásia durante a progressiva migração "Fora da África".
Isto poderia explicar porque os europeus e asiáticos modernos têm uma semelhança genética com os neandertais, mas os africanos, não. "Nosso trabalho demonstra claramente que os padrões atualmente vistos no genoma do neandertal não são excepcionais e estão alinhados com nossas expectativas do que veríamos sem a hibridização", afirmou Manica em um comunicado.
"Assim, se qualquer hibridização ocorreu, é difícil provar conclusivamente que tenha ocorrido, deve ter sido mínima e muito menor do que as pessoas alegam agora", acrescentou. O que aconteceu com os neandertais é uma das grandes questões da antropologia.
A hibridização poderia responder a ela, ao menos parcialmente. Ao se miscigenarem com os humanos, os neandertais não teriam sido extintos pelo Homo sapiens ou pelas mudanças climáticas, como alguns argumentam. Ao contrário, os genes dos neandertais teriam se misturados no genoma da cepa dominante do Homo.
Em um estudo separado publicado na PNAS, cientistas chefiados por Svante Paabo do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva em Leipzig, Alemanha, encontraram indícios que os neandertais e os Homo sapiens se separaram entre 400 mil e 800 mil anos atrás, mais cedo do que se imaginava.
A equipe também calculou que os humanos se separaram dos chimpanzés, nosso parente primata mais próximo, entre 7 e 8 milhões de anos, antes dos 6 a 7 milhões de anos atrás, segundo as estimativas mais comuns.
6 falhas mais comuns do pensamento
Que a mente humana é capaz de processar uma quantidade incrível de estímulos, todo mundo sabe. Mas o fato é que a nossa cognição (o processo responsável por processar e armazenar informações) não é perfeita, o que resulta em várias distorções no raciocínio. Essas falhas do pensamento acontecem com todo mundo – o que vai fazer a diferença é o modo como cada um lida com elas. Listamos aqui 6 das mais comuns (e interessantes). Dê uma olhada e depois diga se já não aconteceram com você.
1- Pareidolia

Sabe quando alguém cisma que está vendo a imagem de um santo em uma mancha na janela ou quando você distingue o formato de animais em nuvens? Esse fenômeno se chama pareidolia e acontece quando interpretamos um estímulo totalmente vago (uma imagem, som ou outros tipos de sinais) como algo cheio de significado. Tudo por causa da mania do cérebro em procurar padrões em tudo. O teste de Rorschach – aquele das pranchas com manchas de tinta em que você tem de dizer o que está vendo – foi criado para explorar a pareidolia e sua possibilidade de revelar o que há na mente das pessoas.
2- Falácia do jogador

A falácia do jogador ou de Gambler é a tendência a achar que eventos relacionados a probabilidades podem ser influenciados por eventos aleatórios anteriores. Para entender: você joga uma moeda 3 vezes e em todas elas dá coroa. Em que apostaria na quarta vez? A tendência é acharmos que, se já saiu coroa 3 vezes, a próxima deverá ser cara. Mas a probabilidade, é claro, continua sendo a mesma: há 50% de chance de sair cara e 50% de sair coroa, não importa quantas vezes tenha saído cada um dos lados. Pode parecer óbvio, mas esse erro de pensamento é responsável por fazer com que muita gente perca dinheiro em jogos de azar.
3- Efeito Halo

Imagine que você é o gerente de uma firma e um dos seus empregados chegou atrasado ao trabalho nos últimos 3 dias. Quando fica sabendo disso, você conclui que o cara é um preguiçoso que não dá valor ao emprego. Pode haver inúmeras razões justas e possíveis para os atrasos e o empregado pode ter muitas qualidades. Mas, por causa dessa falha cognitiva chamada Efeito Halo, você passa a julgar a pessoa como um todo com base nesse único aspecto. Outro exemplo disso é o pensamento “se o cara é famoso, então ele também é confiável”. Ou “se é loira, não é muito esperta”. ¬¬
4- Desconto hiperbólico ou gratificação instantânea

O que você prefere: ganhar R$20 hoje ou R$100 daqui a um ano? A maioria das pessoas dá uma de criança nessa hora e preferiria garantir os R$20 na hora a esperar um ano, mesmo que seja para receber uma quantia 5 vezes maior. O viés do desconto hiperbólico ou gratificação instantânea faz com que sempre prefiramos benefícios imediatos a gratificações posteriores, mesmo que isso envolva perdas. É o que ocorre com quem prefere comprar algo a prazo em vez de guardar dinheiro e esperar um pouco mais para pagar à vista, ainda que os juros a serem pagos quase dobrem o valor da mercadoria.
5- Efeito placebo

Esse é famoso. O efeito placebo ocorre quando uma substância sem nenhuma propriedade medicinal é dada a um doente com a promessa de que irá curá-lo e acaba realmente melhorando os seus sintomas. Esse fenômeno é tão forte que chegam a ocorrer alterações fisiológicas na pessoa – mas, diferente de um tratamento de verdade, esses efeitos são passageiros. Por isso, o efeito placebo é usado em testes para determinar se determinados medicamentos funcionam ou não.
6- Ilusão do controle

Você sabe por que as pessoas que estão jogando dados em um cassino costumam soprá-los ou agitá-los bem antes de lançá-los à mesa? Tudo culpa da chamada ilusão do controle. Trata-se da tendência de acreditar que podemos controlar ou, pelo menos, influenciar acontecimentos sobre os quais não temos nenhum controle. Quando acertam o resultado do lançamento de um dado, por exemplo, a pessoa interpreta isso como a confirmação de que tem algum controle sobre o evento, sem considerar que havia, de fato, 1/6 de chance de acertar. Essa falha cognitiva está ligada à superstição e é responsável por fazer as pessoas repetirem certos rituais, como soprar os dados, usar um “anel da sorte” ou coisa do tipo, achando que isso poderá influenciar acontecimentos futuros.
Fonte consultada: Danielle Rossini, psicóloga do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
1- Pareidolia
Sabe quando alguém cisma que está vendo a imagem de um santo em uma mancha na janela ou quando você distingue o formato de animais em nuvens? Esse fenômeno se chama pareidolia e acontece quando interpretamos um estímulo totalmente vago (uma imagem, som ou outros tipos de sinais) como algo cheio de significado. Tudo por causa da mania do cérebro em procurar padrões em tudo. O teste de Rorschach – aquele das pranchas com manchas de tinta em que você tem de dizer o que está vendo – foi criado para explorar a pareidolia e sua possibilidade de revelar o que há na mente das pessoas.
2- Falácia do jogador
A falácia do jogador ou de Gambler é a tendência a achar que eventos relacionados a probabilidades podem ser influenciados por eventos aleatórios anteriores. Para entender: você joga uma moeda 3 vezes e em todas elas dá coroa. Em que apostaria na quarta vez? A tendência é acharmos que, se já saiu coroa 3 vezes, a próxima deverá ser cara. Mas a probabilidade, é claro, continua sendo a mesma: há 50% de chance de sair cara e 50% de sair coroa, não importa quantas vezes tenha saído cada um dos lados. Pode parecer óbvio, mas esse erro de pensamento é responsável por fazer com que muita gente perca dinheiro em jogos de azar.
3- Efeito Halo
Imagine que você é o gerente de uma firma e um dos seus empregados chegou atrasado ao trabalho nos últimos 3 dias. Quando fica sabendo disso, você conclui que o cara é um preguiçoso que não dá valor ao emprego. Pode haver inúmeras razões justas e possíveis para os atrasos e o empregado pode ter muitas qualidades. Mas, por causa dessa falha cognitiva chamada Efeito Halo, você passa a julgar a pessoa como um todo com base nesse único aspecto. Outro exemplo disso é o pensamento “se o cara é famoso, então ele também é confiável”. Ou “se é loira, não é muito esperta”. ¬¬
4- Desconto hiperbólico ou gratificação instantânea
O que você prefere: ganhar R$20 hoje ou R$100 daqui a um ano? A maioria das pessoas dá uma de criança nessa hora e preferiria garantir os R$20 na hora a esperar um ano, mesmo que seja para receber uma quantia 5 vezes maior. O viés do desconto hiperbólico ou gratificação instantânea faz com que sempre prefiramos benefícios imediatos a gratificações posteriores, mesmo que isso envolva perdas. É o que ocorre com quem prefere comprar algo a prazo em vez de guardar dinheiro e esperar um pouco mais para pagar à vista, ainda que os juros a serem pagos quase dobrem o valor da mercadoria.
5- Efeito placebo

Esse é famoso. O efeito placebo ocorre quando uma substância sem nenhuma propriedade medicinal é dada a um doente com a promessa de que irá curá-lo e acaba realmente melhorando os seus sintomas. Esse fenômeno é tão forte que chegam a ocorrer alterações fisiológicas na pessoa – mas, diferente de um tratamento de verdade, esses efeitos são passageiros. Por isso, o efeito placebo é usado em testes para determinar se determinados medicamentos funcionam ou não.
6- Ilusão do controle
Você sabe por que as pessoas que estão jogando dados em um cassino costumam soprá-los ou agitá-los bem antes de lançá-los à mesa? Tudo culpa da chamada ilusão do controle. Trata-se da tendência de acreditar que podemos controlar ou, pelo menos, influenciar acontecimentos sobre os quais não temos nenhum controle. Quando acertam o resultado do lançamento de um dado, por exemplo, a pessoa interpreta isso como a confirmação de que tem algum controle sobre o evento, sem considerar que havia, de fato, 1/6 de chance de acertar. Essa falha cognitiva está ligada à superstição e é responsável por fazer as pessoas repetirem certos rituais, como soprar os dados, usar um “anel da sorte” ou coisa do tipo, achando que isso poderá influenciar acontecimentos futuros.
Fonte consultada: Danielle Rossini, psicóloga do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
‘Forbes’: Brasileiros se deixam enganar ao pagar caro por carro
“Desculpem, Brazukas… Não há status em um Toyota Corolla, Honda Civic, Jeep Grand or Dodge Durango. Não se deixe enganar pagando o preço de tabela. Definitivamente, você está sendo enganado”.
Nesse tom jocoso e irônico, o jornalista Kenneth Rapoza, da revista Forbes, conta aos leitores do seu blog o que ele pensa dos altos preços de carros no Brasil.
A tese dele é de que os impostos altos e a ingenuidade dos consumidores – que aceitam pagar caro por acreditar que os veículos são sinal de status social – explicam por que os automóveis chegam a custar três vezes mais no País do que nos Estados Unidos.
“Alguém pode achar que se um Jeep Grand Cherokee custa US$ 80 mil significa que ele vem equipado com asas e com rodas banhadas a ouro. Mas, no Brasil, ele vem na versão básica”, afirma o jornalista. O veículo citado custa, na verdade, ainda mais no mercado brasileiro: US$ 89,5 mil. Já nos EUA, sai por US$ 28 mil.
Rapoza lembra que, além de pagar mais, os brasileiros ganham menos. No caso do carro mencionado, o preço nos EUA equivale a metade da renda anual média dos americanos. Já o valor cobrado no Brasil corresponde a mais do que o salário de um ano de um morador do País.
Por que é caro
Curioso é que Rapoza sugere a leitura de um artigo do siteNotícias Automotivas que defende uma tese bem diferente da dele. O texto do portal brasileiro enfatiza o lucro das montadoras, não os impostos, como uma razão do preço alto do carro.
O que acontece, conforme escrevi em outra oportunidade, é que tanto o “custo Brasil” (no qual se incluem os impostos) como o “lucro Brasil” explicam a situação.
Aqui, os impostos sobre automóveis são bem mais altos que nos EUA e na Europa. Eles equivalem a 30,4% do preço médio de um carro, segundo a Anfavea (associação dos fabricantes nacionais). Na Itália, no Reino Unido, na França e na Alemanha, essa proporção varia entre 15% e 17%. Nos Japao, é de 9,1%; nos EUA, de 6,1%.
Pior é que, mesmo se descontarmos os impostos, os carros aqui continuam mais caros do que nos EUA e na Europa, conforme um levantamento que fiz com ajuda do consultor Luiz Carlos Augusto, especializado em veículos, há um ano. Considerando os dados desse estudo da Anfavea, o Chevrolet Malibu, por exemplo, custaria R$ 57.176 sem impostos, preço mais alto do que os R$ 38.840 cobrados nos EUA (com impostos).
Também reforça a tese de que os fabricantes conseguem ganhar mais em cima dos consumidores brasileiros um estudo do banco Morgan Stanley. A instituição financeira concluiu: “Os dias de lucros mais altos que o normal vindos [das montadoras] do Brasil parecem estar chegando ao fim. [...] As margens [de lucro] devem ficar sob pressão”.
Essa estudo indica que, historicamente, quatro maiores montadoras instaladas no Brasil dominavam o mercado nacional com folga, mas agora, com a concorrência dos veículos asiáticos, as margens de lucro tendem a cair.
Se pensarmos de modo amplo, o que acontece é uma parceria não escrita entre o governo e as montadoras. As empresas aceitam pagar imposto alto e, em troca, têm a garantia de que as tarifas de importação serão ainda mais altas, minando a concorrência externa e permitindo aos fabricantes do País vender um carro caro e menos equipado do que os estrangeiros.
Vaidade
Rapoza não é o primeiro – e certamente não será o último – a dizer que a busca por status social pelos é um dos fatores que colocam os preços lá em cima. O jornalista Andrew Downie recentemente reuniui em uma reportagem no International Herald Tribune depoimentos de diversos profissionais do mercado de luxo segundo os quais a vaidade ajuda a encarecer os produtos no Brasil.
Estado de S.Paulo
domingo, 12 de agosto de 2012
sábado, 11 de agosto de 2012
Nem tudo que é não poluente é bom
Pelo jornalista André Barcinski, na Folha
A energia eólica é uma bênção, certo? Uma energia limpa e barata, que vai acabar com o aquecimento global e salvar o planeta. Muita gente pensa assim. E eu também. Pelo menos até ver “Windfall”, um documentário lançado nos Estados Unidos. Agora tenho minhas dúvidas. Dirigido por Laura Israel, o filme conta a história de Meredith, uma pequena comunidade rural do Estado de Nova York, que está prestes a assinar um contrato com uma grande empresa do setor eólico para a construção de dezenas de turbinas de vento. A princípio, a maioria dos moradores é a favor. Parece a coisa certa a fazer. O problema é que ninguém viu uma dessas turbinas de perto e não tem a menor idéia das conseqüências de morar próximo a uma delas. Quando os moradores vêem as turbinas em ação, a coisa muda de figura. Para começar, existe a questão do tamanho: as turbinas chegam a quase 120 metros de altura. As três hélices medem 40 metros cada e giram a uma velocidade de 240 km por hora, 24 horas por dia. A rotação acelerada do monstrengo emite um barulho de baixa freqüência, sentido a quilômetros de distância. Moradores reclamam de insônia e distúrbios nervosos. As turbinas são tão altas que, ao cair da tarde, projetam sombras imensas. E pior: devido à rotação das hélices, as casas dos moradores se transformam em verdadeiras discotecas de luzes estroboscópicas.
Morar ali deve ser enlouquecedor. O filme mostra que a colocação das turbinas destrói a qualidade de vida da comunidade e aniquila o mercado imobiliário da região. Tudo em nome de uma suposta ajuda ao meio ambiente que, no fim das contas, mostra-se irreal: no filme, especialistas dão depoimentos sobre a ineficácia das turbinas, que não produzem energia suficiente para justificar o investimento. Outro aspecto interessante do documentário é a briga das empresas energéticas, que disputam os polpudos incentivos fiscais do governo americano e entram em leilões para assinar contratos com pequenas comunidades, se aproveitando da falta de uma regulamentação para o setor. As empresas oferecem dinheiro para os moradores – ironicamente, dinheiro que as empresas receberam do governo – pelo direito de colocar as turbinas em suas propriedades. E muitos moradores, especialmente em áreas mais afetadas pela crise econômica norte-americana, se vêem obrigados a aceitar.
“Windfall” não é contra a energia eólica ou a busca de soluções alternativas. Também não faz apologia de nenhuma outra fonte de energia. Mas levanta uma questão importante: nem tudo que parece “verde” é, necessariamente, bom.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Hospital veterinário da Prefeitura de SP será ampliado
Inaugurado há pouco mais de um mês, o primeiro hospital público veterinário da capital já será expandido. A Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais (Anclivepa -SP), que administra o local, acaba de alugar um prédio de três andares no Tatuapé, na zona leste, a 200 metros da atual sede.
Segundo o diretor administrativo do centro, o veterinário Renato Tartalia, a expansão vai colaborar no atendimento dos cerca de cem animais que passam pela clínica diariamente.
Apesar do aumento do espaço – atualmente o hospital ocupa uma casa de 140 m² e o novo edifício tem cerca de 360 m² – o número de cães e gatos atendidos continuará o mesmo. A verba repassada pela Prefeitura para a Anclivepa-SP cobre apenas 35 novos atendimentos por dia, mil consultas e 180 cirurgias por mês.
Só nas últimas duas semanas, porém, mais de 700 animais foram atendidos, número superior às expectativas da administração. “Já sabíamos que havia carência, mas a procura nos surpreendeu ”, diz o diretor-geral do hospital, Ricardo Amaral. “Estamos fazendo algo inédito e aprendemos a fazer enquanto estamos aqui”, completa Tartalia.
Toda manhã, por volta das 6 horas, a fila começa a se formar na porta do hospital, ainda fechado. Às 8h, 35 senhas são distribuídas e, depois disso, só casos de urgência são aceitos. À tarde, o hospital recebe principalmente animais que já estão em tratamento e aqueles que voltam para consultas e cirurgias. Para selecionar quem será atendido, a Anclivepa-SP exige que donos participem de algum programa governamental como Bolsa Família ou Renda Mínima – quem não é beneficiário tem de passar por uma entrevista com assistente social para comprovar que não tem condições de pagar pelo tratamento.
A gata Maria Rita e a cachorrinha Jade, ambas da inspetora escolar Zilda Lourenço, de 57 anos, ficaram doentes na mesma semana. Sem dinheiro para levar as duas a uma clínica particular, Zilda foi avisada por uma colega sobre a existência do hospital no Tatuapé. Maria Rita foi diagnosticada com um problema nos rins e Jade, com infecção no útero. “O veterinário disse que essa infecção é comum em cadelas que não foram castradas. Eu não sabia que isso poderia ter sido evitado.”
Segundo Tartalia, uma parte considerável das enfermidades dos animais que são levados ao hospital poderia ser evitada. Como a de Maggie, cadela que tem cinomose, doença viral que ataca o sistema nervoso e pode ser prevenida com vacina. “Acho que o papel do hospital vai além do tratamento emergencial. Pode mudar o paradigma de várias coisas, a começar pela posse responsável.”
SERVIÇO
HOSPITAL PÚBLICO VETERINÁRIO:
RUA PROFESSOR CARLOS ZAGOTIS, 3, TATUAPÉ; TEL.: (11) 2227-0858;
ATENDIMENTO: SENHAS SÃO DISTRIBUÍDAS A PARTIR DAS ÀS 8H; EMERGÊNCIAS ATÉ AS 18H.
Estadão
É uma questão de saúde pública. Animais de estimação bem tratados e castrados são garantia de menos pessoas contraindo doenças de animais nas ruas, além de ser um direito de toda pessoa ter um animalzinho e vê-lo saudável. O fato de existir problemas na rede pública de saúde para humanos não quer dizer que não possa existir um hospital assim.
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