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sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Alguns comentários sobre o debate
No primeiro bloco, ninguém surpreendeu.
Serra começou com um sorriso forçado, inadequado, e teve momentos de piscar muito. Serra lembra o estilo que era de Maluf, procura respostas aparentemente simpáticas, mas evazivas, pouco convincentes.
Dilma ainda não está muito solta, e teve respostas que não coube no tempo, porém passou muita firmeza, personalidade, conteúdo e seriedade.
O eleitor não quer um locutor que acerte 100% do timing. Quer alguém que pareça realmente engajado em resolver os problemas. Dilma foi quem mais se encaixou neste perfil.
Marina, sem querer, pendurou FHC no pescoço de Serra, e delimitou Serra no campo da oposição.
Dilma encaixou um golpe certeiro ao perguntar sobre os 14 milhões de empregos gerados no governo Lula, contra a estagnação. Perguntou o que faria Serra para continuar gerando estes emregos. Serra acusou o golpe. Não respondeu sobre empregos. Abriu sua metralhadora giratória contra aeroportos, portos e estradas. Fila em portos na Bahia interessa a empresários, e mesmo assim é sinal de que o Brasil está conseguindo exportar mais, não ao povo que estava interessado em empregos. Apesar de não parecer, Serra foi muito mal nesta resposta.
Dilma venceu o primeiro bloco. A vitória seria maior se houvesse mais tempo para acabar as respostas.
No segundo bloco, Dilma voltou mais à vontade, e cresceu
Marina fez uma pergunta sobre o assunto educação, politicamente correta e economicista, falando em percentual do PIB.
Dilma sobrou. Falou da creche à faculdade.
Dilma perguntou sobre o crack à Marina, e ela respondeu fazendo um bate-bola propositivo c/ Dilma, chamando para sua campanha autoria de um programa.
Ambas ficaram bem na fita, e Dilma conseguiu passar o seu recado.
Dilma obriga Serra a elogiar o governo Lula, e a perder o rumo
Dilma perguntou a Serra sobre dois programas: a retomada da indústria naval, e o Luz para todos.
Serra foi obrigado a elogiar os dois programas. Pegou mal ao tentar diminuir a indústria naval brasileira. Ao tentar dizer que o Luz para todos era continuação do Luz no campo do "governo anterior", foi obrigado a defender o governo FHC.
Dilma replicou para criticar a política do governo FHC/Serra de encomendar plataformas e navios em Cingapura, gerando empregos na indústria naval de lá e não aqui.
Dilma também explicou a diferença do Luz para todos, que atinge casas de pobres que moram no campo, enquanto o Luz no Campo, só pessoas abastadas podiam pagar.
Pergunta sobre privatização obriga Serra a defender FHC
Pergunta do jornalista sobre privatização deixa Serra em saia justa, e o obriga a defender FHC e as privatizações.
Na resposta, Serra mentiu quanto a não lotear cargos. Ele deu emprego à Antero Paes de Barros (PSDB/MT) na SABESP, e arrumou uma boquinha para Roberto Freire (PPS/SP) na prefeitura, para citar dois exemplos.
Serra também não passou a menor firmeza de que não irá privatizar outras empresas.
Atacou os Correios de uma forma que dá medo do "choque de gestão" passar por lá.
Não tinha jeito de Serra se sair bem nessa resposta, mas ele poderia ter ido menos mal.
Dilma venceu o debate por larga margem
Dilma venceu por larga margem o debate na Band, e foi melhor do que encomenda.
Olhando superficialmente não parece tanto, porque, com regras rígidas, e pouco tempo para desenvolver os temas, fica tudo meio nivelado. Mas uma análise aprofundada mostra a percepção deixada no telespectador foi melhor do que a encomenda.
Venceu porque se mostrou a mais capacitada para enfrentar os desafios do Brasil, e porque demarcou exatamente seu terreno político, o do "lulismo". De quebra, Dilma teve uma postura televisa muito boa, salvo um curto momento inicial, quando ainda não estava à vontade no debate.
Serra foi o pior de todos, porque saiu do debate do jeito que não queria: com FHC pendurado no pescoço, e com um perfil debatedor de político malandro, se esquivando o tempo todo de perguntas inconvenientes. Mas conseguiu escapar de um desastre.
Nos momentos em que fez críticas de oposição mais forte, Serra pintou um quadro muito pior do que a realidade. O brasileiro sabe que o governo Lula não resolveu todos os problemas do Brasil (e não teria como), mas o povo não vê as estradas, os portos, os aeroportos, e nem os correios, com o grau de catastrofismo que Serra desenhou. Pegou mal para Serra, soou falso, populista.
A presença de Marina, muito séria, concentrada, e pouco sorridente, acabou ajudando Dilma, pelo contraste, tirando dela a fama de ser uma candidata circunspecta.
A participação de Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) foi muito positiva também, para ele próprio e para Dilma.
Apesar da forte oposição à Lula e Dilma, Plínio, sem compromisso com um pacto político viável pelos próximos quatro anos, foi um sacerdote pregando o socialismo de uma forma mais radical. O que foi muito bom para Dilma, ao colocá-la em uma posição mais ao centro perante setores conservadores, afastando-a do estigma que a imprensa demo-tucana fabrica, de que o governo dela seria controlado por "setores radicais" do PT.
Dilma x Serra: mutirão é 'remendo' neoliberal na saúde
Imaginem se em vez do programa "Minha Casa, Minha Vida" que deve contratar 1 milhão de residência até o fim do ano (e mais 2 milhões no PAC 2), virasse um programa de construção de casas por mutirão? Levaria décadas para chegar a 1 milhão de casas construídas.
Serra, no debate da Band, insistiu em mutirão de cirurgias como proposta para a saúde. Dilma respondeu que mutirão é ação emergencial, não é política estruturante.
Dilma está coberta de razão. Se as estatísticas de saúde mostram que existe uma demanda mensal por um tipo de cirurgia, então a rede pública precisa estar equipada para atender essa demanda, e não ficar contingenciando as cirurgias mês a mês, para acumular, e depois de 1 ou 2 anos fazer um mutirão para cobrir o déficit, como sugere Serra, em versão neoliberal para contingenciar as despesas com saúde.
Mutirões se justificam apenas para zerar o déficit do passado, mas jamais para planejar a demanda futura.
Como disse Dilma, o SUS precisa ser um sistema robusto, onde alguém com problema de visão, possa consultar o oftalmologista e, se diagnosticar necessidade de cirurgia de catarata, a rede do SUS deve estar pronta para operar em tempo hábil, sem deixar os pacientes na fila a espera de um mutirão.
Fonte
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Marta teme violência com indulto do Dia dos Pais em SP
A candidata do PT ao Senado, Marta Suplicy, disse hoje que a população paulista vive momentos de intranquilidade por conta dos recentes ataques de que foram alvo neste fim de semana policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota). A suspeita é de que os autores das investidas sejam indivíduos envolvidos com organizações criminosas. Durante almoço para arrecadar fundos para a campanha do candidato a deputado federal Vicente Cândido (PT), Marta e o senador Aloizio Mercadante, postulante do PT ao governo paulista, demonstraram preocupação com a possibilidade de que os ataques voltem a acontecer no próximo fim de semana, quando diversos presos têm direito ao indulto do Dia dos Pais.
"Vamos ter o Dia dos Pais e a gente sabe que nesses dias festivos a situação para nós, cidadãos, piora", disse a candidata. Mercadante defendeu a utilização de equipamentos de monitoramento eletrônico para os presidiários que deixarem a prisão em datas comemorativas. "O governo de São Paulo atrasou a adoção do monitoramento eletrônico de presos, algo que daria muito mais segurança no indulto do Dia dos Pais." O candidato também pregou a separação de internos em quatro níveis, de acordo com o grau de periculosidade. "É evidente que as organizações criminosas tomaram conta dos presídios de São Paulo", disse Mercadante.
Marta defendeu também um maior nível de integração entre Estado e União no combate à violência. A candidata comparou a situação vivida em São Paulo com a do Rio de Janeiro, onde os governos estadual e federal implantaram unidades pacificadoras e o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). "Eu acredito que seria melhor uma maior parceria entre governo do Estado e União. Vemos os resultados que isso tem provocado no Rio, mas São Paulo não tem feito gesto de aceitar essa colaboração."
Fonte: Estadão
Empresa chinesa cria megaônibus que anda sobre os carros
O ônibus 3D tem entre quatro e 4,5 metros de altura e dois andares: no de cima ficam os passageiros enquanto veículos de até dois metros passam por baixo. Ele usa energia elétrica ou solar, chega a 60km/h e pode transportar até 1.400 passageiros. A empresa calcula que o meio de transporte possa reduzir engarrafamentos em 20 a 30%.
Segundo Song Youzhou, presidente da Shenzhen Hashi, a adaptação de 40 km de vias para o veículo leva um ano, enquanto a mesma distância de metrô consome três vezes mais tempo. Construir o ônibus e 40 km de vias para ele sai por 500 milhões de yuans (cerca de US$ 74 milhões), ou 10% do custo de um metrô.
Para implantar o projeto é preciso remodelar as vias públicas e construir estações de embarque e desembarque. Nas ruas, pode-se construir trilhos nas bordas das pistas, o que economiza 30% de energia, ou pintar linhas brancas que são seguidas pelo piloto automático do ônibus.
Os ônibus são condutores elétricos e dois trilhos no alto deles correm para permitir que a energia seja recarregada enquanto ele anda. A energia do ônibus é recarregada a cada parada, enquanto ele pega passageiros.
Segundo Youzhou, esse sistema é capaz de economizar até 860 toneladas de combustível por ano, reduzindo 2.640 toneladas de emissões de carbono no mesmo período. Além disso, eles não precisam de estacionamento, pois podem ficar parados no ponto final sem atrapalhar o trânsito.
O novo megaônibus foi apresentado pela primeira vez durante a 13ª Exposição Internacional de Alta-Tecnologia de Pequim, em maio. O modelo será colocado em uso no distrito de Mentougou, em Pequim. Já estão projetados 186 km de vias adaptadas, que começarão a ser construídas no final do ano.
Fonte: O Globo
Eros Grau e a "Ficha limpa"
'Lei da Ficha Limpa põe em risco o estado de direito'
Fausto Macedo, Felipe Recondo - O Estado de S.Paulo
Eros Roberto Grau deixou ontem a cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) convencido de que a Lei da Ficha Limpa põe "em risco" o Estado de Direito. Ele acusa o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de ignorar o princípio da irretroatividade das leis. "Há muitas moralidades. Se cada um pretender afirmar a sua, é bom sairmos por aí, cada qual com seu porrete. Estou convencido de que a Lei Complementar 135 é francamente, deslavadamente inconstitucional."
Para Eros Grau, o que é ficha limpa?
"Ficha limpa" é qualquer cidadão que não tenha sido condenado por sentença judicial transitada em julgado. A Constituição do Brasil diz isso, com todas as letras.
Políticos corruptos não são uma ameaça aos cofres públicos e ao estado de direito?
Sim, sem nenhuma dúvida. Políticos corruptos pervertem, são terrivelmente nocivos. Mas só podemos afirmar que este ou aquele político é corrupto após o trânsito em julgado, em relação a ele, de sentença penal condenatória. Sujeitá-los a qualquer pena antes disso, como está na Lei Complementar 135 (Ficha Limpa), é colocar em risco o estado de direito. É isto que me põe medo.
O que está em jogo não é a moralidade pública?
Sim, é a moralidade pública. Mas a moralidade pública é moralidade segundo os padrões e limites do estado de direito. Essa é uma conquista da humanidade. Julgar à margem da Constituição e da legalidade é inadmissível. Qual moralidade? A sua ou a minha? Há muitas moralidades. Se cada um pretender afirmar a sua, é bom sairmos por aí, cada qual com seu porrete. Vamos nos linchar uns aos outros. Para impedir isso existe o direito. Sem a segurança instalada pelo direito, será a desordem. A moralidade tem como um de seus pressupostos, no estado de direito, a presunção de não culpabilidade.
A Lei da Ficha Limpa é resultado de grande apelo popular ao qual o Congresso se curvou. O interesse público não é o mais importante?
Grandes apelos populares são impiedosos, podem conduzir a chacinas irreversíveis, linchamentos. O Poder Judiciário existe, nas democracias, para impedir esses excessos, especialmente se o Congresso os subscrever.
Não teme que a Justiça decepcione o País?
Não temo. Decepcionaria se negasse a Constituição. Temo, sim, estarmos na véspera de uma escalada contra a democracia. Hoje, o sacrifício do direito de ser eleito. Amanhã, o sacrifício do habeas corpus. A suposição de que o habeas corpus só existe para soltar culpados levará fatalmente, se o Judiciário nos faltar, ao estado de sítio.
O senhor teme realmente uma escalada contra a democracia?
Temo, seriamente, de verdade. O perecimento das democracias começa assim. Estamos correndo sérios riscos. A escalada contra ela castra primeiro os direitos políticos, em seguida as garantias de liberdade. Pode estar começando, entre nós, com essa lei. A seguir, por conta dessa ou daquela moralidade, virá a censura das canções, do teatro. Depois de amanhã, se o Judiciário não der um basta a essa insensatez, os livros estarão sendo queimados, pode crer.
Dimensões e Tolices
Por Nelson Magrini
O termo Dimensão costuma gerar muita confusão com o pessoal leigo ou não técnico, e exatamente por esse motivo é explorado por místicos, profetas da nova-era, pretensos paranormais e mesmo, “vigaristas científicos”, pessoas que só falam ficção com o intuito de se mostrarem como gênios perante os demais.
Dentro desse contexto, um exemplo muito comum é o de pessoas que se referem a “habitantes de outra dimensão”. Como facilmente podemos perceber, aqui o termo é empregado como um “lugar diferente do nosso universo” e seja na ficção-científica, seja em seitas ou religiões espíritas, etc, a imagem mais apropriada, neste caso, seria de um “universo paralelo” ou um outro universo. Este mesmo significado se aplica quando o termo é empregado para referenciar as chamadas “dimensões astrais”, “dimensões espirituais”, etc. Em outras palavras, nestes casos a palavra Dimensão não está em seu conceito ordinário ou matemático.
Outro ponto muito corriqueiro, encontrado em diversos tipos de literatura e mesmo através de bravatas, são pessoas que afirmam que “podem viajar pela quarta dimensão”, por exemplo.
Primeiramente, aqui cabe uma ressalva, e esclareço que não estou levando em consideração de que, em Física, o Tempo é tomado como uma quarta dimensão, conforme visto a partir dos trabalhos iniciais de Einstein, na chamada Relatividade Restrita. Esta quarta dimensão aqui considerada pode ser uma dimensão espacial adicional qualquer, mas isto não altera a análise a seguir em absolutamente nada.
Voltando à questão da possibilidade de se “viajar” ou se locomover por essa hipotética quarta dimensão, devemos primeiro entender o que tais pessoas querem dizer, e mesmo o que entendem, por esse tipo de afirmação. De uma maneira geral, tal afirmação significa que essas pessoas podem se locomover de uma maneira que não podemos perceber, naquilo que eles mesmo chamam de “nosso mundo tridimensional”, saindo de nossa realidade, através dessa quarta dimensão, e depois retornando, de uma maneira que nos pareceria milagrosa. Se algo assim fosse possível, trancar uma pessoa dessas em uma sala completamente fechada, não garantiria que ela ficaria presa. Apesar de estar emparedada por todos os lados, tal pessoa simplesmente sairia pelas aberturas existentes nessa quarta dimensão, as quais, para nós, estariam fora de nosso alcance.
Contudo, o que tais pessoas não percebem é que um cenário desses é completamente infactível. Levantar a possibilidade de se “viajar exclusivamente através de uma quarta dimensão” é tão idiota quanto afirmar que podemos “viajar somente no comprimento”, desconsiderando-se a largura e a altura! Isso simplesmente é impossível, uma vez que somos seres 3D, ou seja, sempre iremos nos deslocar em TODAS as dimensões. Basta qualquer um tentar se deslocar “apenas no comprimento” ou na largura, ignorando as dimensões restantes! Portanto, esse tipo de afirmação ou suposição é uma bobagem total.
Outro ponto que não é levado em consideração, ou mesmo, que é desconhecido, é que se um dia o universo revelar ter, por exemplo, 10 dimensões, como se especula em alguns cenários da Física Moderna, seremos, então, seres com 10 dimensões, pouco importando se 6 delas estão de um tamanho minúsculo. Se ele se revelar tendo 30 dimensões, seremos seres de 30 dimensões. É impossível ser diferente, uma vez que essas dimensões comporiam o universo e tudo o que há nele. Ter a imagem de que somos seres 4D e que, se nosso universo for 10D, poderia, então, haver seres 6D é totalmente errado. Notem que, em nosso mundo de três dimensões, tudo o que conhecemos no universo é 3D (se não incluirmos o Tempo). Coisas com duas dimensões, 2D, como a sombra ou a projeção de imagens, tem sua origem em objetos 3D.
Percebam que algo 2D só pode se deslocar em planos e é exatamente o que acontece com a sombra, por exemplo. Basta olhar para a nossa própria. Ela pode estar projetada em uma parede e, conforme você anda, ela se desloca para o chão (ou teto, dependendo da posição da fonte de luz) e depois se desloca para a outra parede, mas ela não se movimentou pelo espaço livre entre as paredes; ela só fará isso, se for colocado um anteparo no vão entre as paredes, ou em outras palavras, se for definido um plano para ela se movimentar.
Outro ponto que se nota facilmente é que o nosso movimento em linha reta, de uma parede à outra, pelo espaço do vão entre as paredes, obrigou a sombra executar uma série de movimentos estranhos, alterando por duas vezes seu plano de movimento. É curioso como algo tão simples como esta constatação já rendeu inúmeros profetas que apregoavam que nós seríamos, apenas, sombras tridimensionais de seres quadrimensionais, invisíveis à nossa consciência limitada. Se isto lembra alguma coisa a você, pode ter certeza de que não é mera coincidência; você já escutou bobagem semelhante em algum lugar.
Fonte
Homicídios no Rio caem 20%; n° é o menor desde 1991
Os homicídios dolosos (quando a pessoa tem a intenção de matar) registrados no Estado do Rio de Janeiro apresentaram queda de 19,8% no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2009. O número caiu de 3.198 para 2.566, conforme anúncio foi feito pelo secretário de Segurança Pública do Estado, José Mariano Beltrame, nesta quarta-feira. Conforme ele, a taxa é de 15 mortos para cada 100 mil habitantes, o menor índice registrado desde 1991.
Ainda segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), houve queda também nos homicídios no mês de junho, quando foram registradas 347 mortes. Em comparação com o mesmo período do ano passado, quando 439 pessoas morreram, a queda é de 20,9%.
Ainda segundo o governo, o roubo de celular em coletivos caiu 18,8% em junho, quando houve 6.369 registros. No mesmo período do ano passado, foram 7.845 roubos. Este tipo de crime teve queda de 14,2% na comparação semestral. Nos primeiros seis meses de 2009, foram 47.591 ocorrências, contra 40.828 no mesmo período deste ano.
Beltrame destacou também a queda no número de policiais mortos em serviço. No primeiro semestre de 2009, foram 23, contra oito nos seis primeiros meses de 2010.
Conforme o secretário, a queda nos índices também é resultado de uma política pública implantada há um ano que divide o Estado em regiões e áreas, além de ter um sistema de metas e acompanhamento de resultados. "O Estado cumpriu, com folga, a sua meta", afirmou.
Para Beltrame, os fatores que levaram a números reduzidos são: investimento público para equipar a polícia, expansão das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em zonas antes dominadas pela tráfico, criação da Divisão de Homicídios para aumentar a elucidação dos casos, operações policiais conjuntas entre Polícia Militar e Polícia Civil, e crescimento de prisões e apreensões de adultos e adolescentes suspeitos de terem cometido delitos.
Comentários:
Isto demonstra a diferença entre como o governo do Rio cuida da segurança pública, ao contrário do governo paulista do PSDB. Nem Alckmin, nem Serra e nem Goldman conseguem diminuir o número de homicídios no estado de São Paulo. Sérgio Cabral criou as unidades pacificadoras, investiu no preparo da polícia militar, equipou-a e investiu também em algo essencial: investimento em inteligência na segurança pública, investigando os movimentos das facções criminosas.
Isto demonstra a diferença entre como o governo do Rio cuida da segurança pública, ao contrário do governo paulista do PSDB. Nem Alckmin, nem Serra e nem Goldman conseguem diminuir o número de homicídios no estado de São Paulo. Sérgio Cabral criou as unidades pacificadoras, investiu no preparo da polícia militar, equipou-a e investiu também em algo essencial: investimento em inteligência na segurança pública, investigando os movimentos das facções criminosas.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Se PT e PSDB fossem iguais
Se tudo fosse igual
Emir Sader
Há uma tese que corre em setores políticos distintos que, pelos equívocos que contém e pelas conseqüências desastrosas que gera, deve ser analisada com precisão. É a tese de que o PT e o PSDB seriam a mesma coisa, assim como os governos do FHC e do Lula.
A tese leva a uma espécie de “terceirismo” entre a direita e a esquerda, buscando definir uma eqüidistância em relação às candidaturas da Dilma e do Serra. Em 2006 essa posição levou a que alguns setores da esquerda propusessem o voto branco ou nulo diante da alternativa de Lula ou Alckmin, como se fosse igual para o Brasil qualquer um deles que fosse eleito.
Se os governos de FHC e Lula fossem iguais, a desigualdade teria diminuído e não aumentado durante o governo de FHC. Se fossem iguais, o extraordinário apoio popular que tem Lula teria sido dado também ao governo FHC que, ao contrário, terminou seu mandato com uma imensa rejeição da população brasileira.
Se fossem iguais, a reação do Brasil diante da mais grave crise econômica internacional desde 1929 teria sido a mesma de FHC em 1999: elevar a taxa de juros a 48%, pedir novo empréstimo ao FMI, assinar a corresponde Carta de Intenções (deles), cortar recursos das políticas sociais, aumentando a recessão e o desemprego, que levou o Brasil à uma profunda e prolongada recessão, de que só saímos no governo Lula.
Enquanto que o Lula reagiu diante da crise incentivando a retomada do crescimento da economia, baixando as taxas de juros, mantendo o poder aquisitivo dos salários, intensificando as políticas sociais, e fazendo assim que superássemos rapidamente a crise.
Se fossem iguais, não teria sentido a luta contra a ALCA – Área de Livre Comércio das Américas -, que FHC propugnava e que o governo Lula inviabilizou, para fortalecer os processos de integração regional. Dizer que são governos iguais ou similares é dizer que tanto faz privilegiar alianças subordinadas com os EUA ou aliar-se prioritariamente com os países do Sul do mundo, com os Brics entre eles.
Se fossem iguais os governos FHC e Lula, o Estado mínimo a que tinha sido reduzido o Estado brasileiro seria o mesmo que o Estado indutor do crescimento e a garantia da extensão dos direitos sociais da maioria pobre da população. O desenvolvimento, suprimido do discurso de FHC, foi resgatado como objetivo estratégico pelo governo Lula, articulado intrinsecamente a políticas sociais e de distribuição de renda.
Se fossem iguais, a maioria dos trabalhadores continuaria a não ter carteira de trabalho assinado, predominando o emprego informal sobre o formal. O poder aquisitivo dos salário teria continuado a cair, ao invés de ser elevado acima da inflação.
É grave que haja setores na esquerda que não consigam distinguir essas diferenças, entre a direita e a esquerda. Perdem a capacidade de identificar onde está a direita – o inimigo fundamental do campo popular -, correndo o grave risco de fazer o jogo dela, em detrimento da força e da unidade da esquerda.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
PT ganha direito de resposta contra Veja
Por quatro votos a três, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou procedente, nesta segunda-feira, o pedido de resposta do PT contra a revista Veja, por conta de reportagem sobre as declarações do candidato tucano à vice-presidência da República pela coligação liderada pelo PSDB, Indio da Costa (DEM-RJ). Em entrevista a um site do PSDB, o vice na chapa de José Serra associou o PT às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
De acordo com a decisão do TSE, a resposta deverá ser publicada em uma página da próxima edição da revista.
Os ministros divergiram em sua análise do caso, que levantou uma discussão sobre a liberdade de imprensa. O ministro Arnaldo Versiani votou a favor da concessão do direito de resposta dizendo que a publicação "antecipou um juízo de valor" ao afirmar que o candidato a vice estaria correto em suas afirmações.
Para ele, a liberdade de imprensa não seria afetada pela concessão do direito de resposta. "A liberdade de imprensa existe, tanto que a matéria foi divulgada. E também não se trata de censura, tanto que (a matéria) foi divulgada", disse. Para ele, "se acontecem essas ofensas, o direito existe exatamente para punir aqueles excessos que foram cometidos".
Fonte
Comentários:
O PT merece direito de resposta contra a Veja em quase todas as edições. A Veja manipula informações, ofende e agride membros do partido em suas reportagens, publica coisas fantasiosas e não costuma ouvir o outro lado da questão.
O tratamento dispensado ao PSDB é completamente diferente. Não investigam denúncias contra os tucanos e puxam o saco do Serra em quase todas as edições, direta ou indiretamente.
De acordo com a decisão do TSE, a resposta deverá ser publicada em uma página da próxima edição da revista.
Os ministros divergiram em sua análise do caso, que levantou uma discussão sobre a liberdade de imprensa. O ministro Arnaldo Versiani votou a favor da concessão do direito de resposta dizendo que a publicação "antecipou um juízo de valor" ao afirmar que o candidato a vice estaria correto em suas afirmações.
Para ele, a liberdade de imprensa não seria afetada pela concessão do direito de resposta. "A liberdade de imprensa existe, tanto que a matéria foi divulgada. E também não se trata de censura, tanto que (a matéria) foi divulgada", disse. Para ele, "se acontecem essas ofensas, o direito existe exatamente para punir aqueles excessos que foram cometidos".
Fonte
Comentários:
O PT merece direito de resposta contra a Veja em quase todas as edições. A Veja manipula informações, ofende e agride membros do partido em suas reportagens, publica coisas fantasiosas e não costuma ouvir o outro lado da questão.
O tratamento dispensado ao PSDB é completamente diferente. Não investigam denúncias contra os tucanos e puxam o saco do Serra em quase todas as edições, direta ou indiretamente.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Botafogo 3 x 1 Vitória
Jobson demonstra que voltou à boa forma e que está totalmente recuperado. Maicossuel também demonstrou competência e que vai ajudar muito ao Botafogo e Edno mostrou que tem que ser titular, ao contrário de Lúcio Flávio. Novamente, excelente atuação de Jefferson, que mostrou porque foi convocado para a seleção.
Joel pode e deve armar um Botafogo ofensivo, com muitos meias-ofensivos e atacantes, pressionando e sufocando os adversários. Chega de um time cheio de volantes.
Jobson, Loco Abreu, Herrera, Caio e Edno podem levar o Glorioso ao alto da tabela, se demonstrarem empenho e eficácia na hora de atacar. Renato Cajá também pode ser titular. Tem entrado bem nas partidas (não entrou ontem, é verdade) , mas sempre que vai para o jogo o time marca.
domingo, 1 de agosto de 2010
PCC, ataca Quartel da Rota em São Paulo. A imprensa faz silêncio para não atrapalhar campanha do Serra
O quartel da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo, na Luz, região central da capital paulista, sofreu um atentado, por volta das 3h50 deste domingo.
Segundo informações da PM, dois homens armados estavam em um carro estacionado na rua João Teodoro, uma das ruas do quarteirão ocupado pela Rota, quando os policiais começaram a ouvir disparos contra o quartel. Ao se aproximarem dos homens, houve troca de tiros. Um dos suspeitos foi baleado, chegou a ser levado para o pronto-socorro de Santana, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Nenhum dos policiais ficou ferido.
Até por volta das 8h30, a polícia não sabia as causas do ocorrido.
Na manhã de sábado, outro episódio contra a Rota foi registrado. O tenente-coronel Paulo Telhada, comandante da tropa, sofreu uma tentativa de homicídio. Segundo a corporação, ele foi alvo de disparos por volta das 11h, na zona norte da capital. Nenhum tiro acertou o oficial.
Fonte
Segundo informações da PM, dois homens armados estavam em um carro estacionado na rua João Teodoro, uma das ruas do quarteirão ocupado pela Rota, quando os policiais começaram a ouvir disparos contra o quartel. Ao se aproximarem dos homens, houve troca de tiros. Um dos suspeitos foi baleado, chegou a ser levado para o pronto-socorro de Santana, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Nenhum dos policiais ficou ferido.
Até por volta das 8h30, a polícia não sabia as causas do ocorrido.
Na manhã de sábado, outro episódio contra a Rota foi registrado. O tenente-coronel Paulo Telhada, comandante da tropa, sofreu uma tentativa de homicídio. Segundo a corporação, ele foi alvo de disparos por volta das 11h, na zona norte da capital. Nenhum tiro acertou o oficial.
Fonte
Serra leva sexta multa. Onde estão as críticas?
Com as duas multas aplicadas ontem, por uso irregular das inserções do PSDB, José Serra igualou o mesmo número de multas – seis – já aplicadas contra o Presidente Lula e superou as sanções feitas contra Dilma Rousseff pelo tribunal. Com o agravante que as multas de Serra foram todas por uso indevido de instrumentos de comunicação de massa, enquanto as aplicadas a Lula, como se sabe, incluiram até um comentário, sobre esperar que “a voz do povo fosse a voz de Deus” quando a multidão gritava o nome de Dilma.
O comportamento de Lula valeu-lhe as mais severas críticas dos colunistas e dos editoriais da grande imporensa. Até o NY Timesmeteu sua colher torta para dizer que Lula havia “passado das medidas” e desrespeitado a lei eleitoral. A vice-Procuradora sandra Cureau, além de dizer, desrespeitosamente, que o presidente não conseguia “ficar de boca calada”. Muito bem,vamos imaginar, apenas como exercício, que todos estivessem agindo de boa-fé.
Onde estão, agora, as colunas, os editoriais, as entrevistas, as ameaças de impugnação que se fizeram contra a candidatura Dilma pelas transgressões sobre as quais alguns colunistas disseram “faltar coragem” à Justiça Eleitoral para aplicar à candidata do Governo.
Onde está a Dra. Sandra Cureau que, há poucos dias, afirmou que “o PSDB tem demonstrado mais zelo e respeito à Lei Eleitoral do que o PT.”?
E olhem que as três mais graves e objetivas transgressões de Serra – a utilização indevida dos programas do DEM, do PTB e do PPS em rede nacional de rádio em televisão, nunca é demais insistir, atropelando o Art. 45,parágrafo 1°, inciso I da Lei 9,096 – não foram julgadas e, duas delas, ao que eu saiba, sequer ajuizadas. Há farta jurisprud~encia no TSE sobre serem mais graves as transgressões quando elas se dão por meio capaz de influenciar pessoas em número suficiente para influir no resultado eleitoral.
A parcialidade – não, não, o engajamento – da grande imprensa com a oposição a Lula e Dilma não é novidade. Foi expressa com todas as letras pela diretora da Folha e presidente da associação de donos de jornais, sra. Judith Brito, ao dizer que pelo fato de ser de a oposição “estar muito fragilizada” o seu paepl seria desempenhado pelos jornais.
O que é novidade é uma procuradora da república, diante de um número de decisões judiciais contra os dois lados principais da disputa, vir a público manifestar críticas a um e elogiar o outro.
Se isso não for parcialidade, o que será?
PS.Os fatos expostos aqui são objetivos. Não são ilações. Exigir que sejam examinados não é intimidação ao Ministério Público. Ao contrário, representam respeito e zelo com uma instituição que está acima do comportamento eventual de seus integrantes. Reagir a isso com corporativismo, sim, é que é subverter o princípio republicano de respeito às instituições e do direito de crítica a seus integrantes.
Blog do deputado Brizola Neto
O comportamento de Lula valeu-lhe as mais severas críticas dos colunistas e dos editoriais da grande imporensa. Até o NY Timesmeteu sua colher torta para dizer que Lula havia “passado das medidas” e desrespeitado a lei eleitoral. A vice-Procuradora sandra Cureau, além de dizer, desrespeitosamente, que o presidente não conseguia “ficar de boca calada”. Muito bem,vamos imaginar, apenas como exercício, que todos estivessem agindo de boa-fé.
Onde estão, agora, as colunas, os editoriais, as entrevistas, as ameaças de impugnação que se fizeram contra a candidatura Dilma pelas transgressões sobre as quais alguns colunistas disseram “faltar coragem” à Justiça Eleitoral para aplicar à candidata do Governo.
Onde está a Dra. Sandra Cureau que, há poucos dias, afirmou que “o PSDB tem demonstrado mais zelo e respeito à Lei Eleitoral do que o PT.”?
E olhem que as três mais graves e objetivas transgressões de Serra – a utilização indevida dos programas do DEM, do PTB e do PPS em rede nacional de rádio em televisão, nunca é demais insistir, atropelando o Art. 45,parágrafo 1°, inciso I da Lei 9,096 – não foram julgadas e, duas delas, ao que eu saiba, sequer ajuizadas. Há farta jurisprud~encia no TSE sobre serem mais graves as transgressões quando elas se dão por meio capaz de influenciar pessoas em número suficiente para influir no resultado eleitoral.
A parcialidade – não, não, o engajamento – da grande imprensa com a oposição a Lula e Dilma não é novidade. Foi expressa com todas as letras pela diretora da Folha e presidente da associação de donos de jornais, sra. Judith Brito, ao dizer que pelo fato de ser de a oposição “estar muito fragilizada” o seu paepl seria desempenhado pelos jornais.
O que é novidade é uma procuradora da república, diante de um número de decisões judiciais contra os dois lados principais da disputa, vir a público manifestar críticas a um e elogiar o outro.
Se isso não for parcialidade, o que será?
PS.Os fatos expostos aqui são objetivos. Não são ilações. Exigir que sejam examinados não é intimidação ao Ministério Público. Ao contrário, representam respeito e zelo com uma instituição que está acima do comportamento eventual de seus integrantes. Reagir a isso com corporativismo, sim, é que é subverter o princípio republicano de respeito às instituições e do direito de crítica a seus integrantes.
Blog do deputado Brizola Neto
Quando os ratos começam a abandonar o navio
Propaganda de candidatos aliados ainda não incorporou imagem de Serra
Com 25 dias de campanha, os candidatos a governador aliados de José Serra (PSDB) nos oito maiores colégios eleitorais do país ainda não incorporaram a imagem do tucano em seus santinhos, adesivos e cartazes.
Até sexta-feira, só a campanha de Antonio Anastasia, em Minas Gerais, começava, timidamente, a produzir material casado. Mesmo em São Paulo, base de Serra, ainda não há material com ele ao lado de Geraldo Alckmin --exceto painéis em encontros de sua coligação.
Nos sites dos candidatos nesses Estados, que representam 94 milhões de eleitores, não havia um único material de campanha casado disponível para download. Nem mesmo na apresentação das páginas havia uma foto do candidato.
A foto oficial de Serra, em alta resolução, está disponível no seu site oficial desde o início da corrida presidencial. Com ou sem Serra, o custo de imprimir um adesivo, por exemplo, é o mesmo.
O cenário é distinto do de sua adversária Dilma Rousseff (PT), cuja imagem acompanhava o material de campanha de seus aliados em 7 desses 8 Estados.
Coordenador da campanha de Serra, o senador Sérgio Guerra citou um exemplo da Paraíba --em que a imagem de José Maranhão (PMDB), aliado de Dilma, estaria associada exclusivamente ao presidente Lula-- para explicar seu raciocínio.
"Por que tinha material dele só com o Lula? Porque o Lula dá voto, e a Dilma não dá", disse Guerra.
O material de Maranhão, no entanto, inclui Dilma.
Questionado se a mesma lógica se aplicava, então, aos casos em que Serra está ausente do material com os candidatos ao governo, desconversou e elogiou Lula.
"A única exceção nessa história é o Lula", disse o senador, que nega que os aliados estejam escondendo deliberadamente a imagem de Serra nos Estados.
Ele mesmo disse não ter Serra em seus santinhos para deputado federal. Segundo Guerra, por erro na montagem do material.
Na campanha de Marcos Cals (PSDB-CE), em vez do presidenciável Serra, o postulante à reeleição no Senado Tasso Jereissati é onipresente nas propagandas.
Serra ainda não entrou por "dúvidas na hora de contabilizar os custos" da impressão da imagem do candidato, segundo José Liberato, coordenador da campanha de Cals.
No Paraná, onde Beto Richa (PSDB) lidera as pesquisas e por onde Serra iniciou oficialmente sua campanha, a promessa era que o material casado comece a ser distribuído amanhã.
Em Pernambuco, segundo maior eleitorado do Nordeste, região onde Serra tem o pior desempenho nas pesquisas, a coordenação da campanha de Jarbas Vasconcelos (PMDB) disse, na quarta-feira, que a imagem do tucano chegara na véspera. Até ontem, contudo, ainda não havia material casado.
Folha de SP
Comentários:
Quem liga para José Serra? O candidato do PSDB demonstra não ter nenhum prestígio e não ser respeitado. É a imagem da derrota e do fracasso. Por isso ninguém quer associar sua imagem a ele. Serra não possui carisma, não possui projetos, não possui uma proposta de governo para o Brasil. Por isso nem os tucanos dão atenção a este candidato tão incompetente.
Marina Silva, a fanática religiosa
Marina diz que é contra testes com células-tronco embrionárias


Cadeirantes comemoram liberação de pesquisas com células-tronco embrionárias
Um dia após o anúncio do início dos testes com células-tronco embrionárias em seres humanos nos EUA, a candidata do PV à Presidência, Marina Silva, reafirmou hoje em Recife (PE) que é contra esse tipo de experiência.
"Não tenho uma posição favorável à pesquisa com célula-tronco embrionária, e eu já disse isso", afirmou ela. "Eu sou favorável à pesquisa com célula-tronco adulta".
Marina se irritou ao ser perguntada sobre o assunto e questionou os jornalistas: "Por que vocês nunca se interessam pelas coisas que a gente está fazendo? Isso que aconteceu aqui não tocou ninguém?, disse, referindo-se ao que viu na sua visita à comunidade do Coque, uma das mais violentas da cidade.
"Não estou chateada por responder isso pela milésima vez, não", declarou em seguida, ainda referindo-se às celulas-tronco. "É que aqui [a visita] foi tão forte", justificou.
Comentários:
A ciência já provou que as células-tronco embrionárias possuem um potencial maior de pesquisas que as adultas, a longo prazo. Marina é simplesmente contra as pesquisas com ela porque assim sua religião manda. Marina Silva não respeita o estado laico e pensa que crenças religiosas devem servir de ponto de partida para decisões de estado. Isto demonstra que ela mente quando afirma que não implantaria o ensino criacionista na rede pública, já que sua religião também assim ordena. Felizmente ela não tem nenhuma chance nestas eleições e não vamos sofrer com obscurantismo religioso nos próximos quatro anos. Imaginem o perigo para a ciência que sua eleição representaria, impedindo pesquisas tão importantes que vemos no Brasil, como as capitaneadas pela geneticista Mayana Zats, com células-tronco embrionárias.
O Brasil não precisa desta fanática religiosa, retrógrada e ignorante chamada Marina Silva.
EUA liberam em humanos teste com células-tronco embrionárias
Células neurais cultivadas em laboratório a partir de células-tronco embrionárias
A FDA (órgão que fiscaliza alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, similar à Anvisa) liberou nesta sexta-feira (30) o primeiro teste no mundo em seres humanos de um tratamento médico derivado de células-tronco embrionárias.
Agora, a empresa Geron Corp. (Gern) poderá seguir em frente com seu teste preliminar, interrompido há cerca de um ano, em agosto de 2009.
Células-tronco embrionárias são consideradas as mais versáteis de todas, obtidas de embriões com poucos dias de vida --elas podem se transformar em qualquer tipo de célula no corpo.
A companhia de Menlo Park, Califórnia, inicialmente lançou sua experiência, que teria o potencial de curar lesões na medula espinhal, no início de 2009. Mas ele foi paralisado sete meses depois, quando preocupações sobre a segurança foram levantadas por conta de um teste utilizando camundongos. De acordo com a Geron, os animais haviam desenvolvido cistos espinhais.
A Geron diz agora que encontrou uma nova forma de testar sua terapia e que não viu cistos em um estudo separado com animais --diferente do que impulsionou a paralisação da FDA no ano passado.
PACIENTES
A Geron pode começar a recrutar pacientes com lesões na medula espinhal em cerca de um mês, disse Thomas Okama, presidente da empresa, à Bloomberg. Entre oito e dez pacientes devem ser inscritos para o experimento, em diferentes locais do país.
De acordo com o divulgado, a Geron espera começar os testes em humanos com sua terapia, chamada GRNOPC1, até o fim do ano. Os testes devem durar cerca de dois anos, e cada paciente deve ser estudado por um ano.
Esses testes clínicos preliminares são focados na segurança da terapia, mas a Geron também espera medir sua eficácia com isso. Um teste bem sucedido conduziria a estudos maiores e mais longos, com foco na eficácia da tratamento. De todo modo, a empresa diz que planeja continuar a monitorar pacientes por mais 15 anos, por segurança.
O anúncio fez as ações da empresa --que ajudou a financiar o isolamento das primeiras células-tronco embrionárias da Universidade de Wisconsin, nos anos 90-- subirem 17%.
PARALISIA
O tratamento utiliza células chamadas oligodendrocyte progenitoras. Elas se transformam em oligodendrocytes, tipo de célula que produz mielina, capa que permite aos impulsos se moverem pelos nervos.
Quando estas células são perdidas por lesões, pode haver paralisia. Se o tratamento GRNOPC1 funcionar, as células progenitoras vão produzir novos oligodendrocytes na área afetada da espinha do paciente, potencialmente permitindo movimentos novamente.
A terapia será injetada na espinha do paciente entre uma e duas semanas depois de os pacientes terem sofrido lesão, entre a terceira e décima vértebras torácicas. Essa região fica aproximadamente na região das costas entre a parte média e superior.
Testes posteriores incluiriam pacientes com lesões espinhais menos severas e danos para outras partes da espinha.
ACOMPANHADA
A Geron não é a única companhia que espera começar experimentos com células-tronco em breve. A empresa Advanced Cell Technology Inc também busca a liberação da FDA para uma terapia que utiliza células-tronco embrionárias chamada epitélio de pigmento de retina (RPE).
Esta terapia busca tratar a doença de Stargart, uma condição herdada que afeta crianças e pode levar à cegueira na vida adulta.
A Advanced Cell Technology pediu autorização à FDA em novembro. Depois que a agência pediu informações adicionais, a empresa as submeteu semana passada. Agora a companhia espera nova resposta da FDA dentro de 30 dias.
POLÊMICA
A liberação de pesquisas com células-tronco embrionárias de humanos para experimentos científicos nos EUA foi feita na gestão do presidente Barack Obama.
Isso foi sempre algo limitado e restrito pelo antecessor George W. Bush, cujo impedimento se sustentou sempre sob o argumento moral. Na era Bush, a verba federal para cientistas era limitada para determinadas linhas de pesquisa.
Apesar da liberação, especialistas destacam o temor de que esta terapia não tenha sido testada o suficiente em animais e possa causar danos aos pacientes.
Por outro lado, muitos cientistas acreditam que as células-tronco embrionárias vão permitir conhecimento fundamental nas causas de muitas doenças e que poderão ser usadas para curar diabetes, mal de Parkinson, paralisias e outras enfermidades.
Folha de São Paulo
Comentários:
Estamos testemunhando a história.
Este é um dos primeiros passos para vermos em algumas décadas a cura de pessoas que ficaram paralíticas, por exemplo. A notícia demonstra o quanto foi importante permitirmos no Brasil as pesquisas com células-tronco embrionárias, em 2006. Espero que os resultados apareçam em breve.
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