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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Obras prometidas por Alckmin estão atrasadas

PT ALESP




A construção de diques no rio Tietê e implantação de novos piscinões para combater as enchentes, obras prometidas pelo governador Geraldo Alckmin para entrarem em funcionamento até o final de 2011, sequer foram iniciadas. A limpeza de córregos e bueiros também está bastante atrasada. Esse atraso preocupa, principalmente, os moradores das regiões sujeitas aos alagamentos.

O secretário de Saneamento e Recursos Hídricos de São Paulo, Edson Giriboni, confirma que as obras não são para agora. Sobre as promessas, ele diz que houve um problema de comunicação.




Leia a seguir reportagem do Portal G1 sobre o tema:

Atraso em obra para evitar enchente preocupa moradores de SP

O atraso no início de obras para evitar enchentes na Grande São Paulo preocupa moradores. Reportagem exibida no Bom Dia Brasil desta segunda-feira (26/9) mostrou que a limpeza de rios e córregos e a construção de piscinões não estarão prontas para o período de chuvas. 

Clique aqui para ver o vídeo com a matéria.

Quem mora no limite entre São Paulo e Taboão da Serra, na região metropolitana, sabe o que é conviver com água dentro de casa. Tem hora e lugar. “No período de outubro em diante nós já ficamos apreensivos. Está chegando a hora”, diz a consultora de vendas Helena Scarlino. Por isso, ela mora em uma casa suspensa. Todos os cômodos ficam em cima. Embaixo, está o espaço para a água. Quando está seco, dá até para guardar o carro.

“Quando chove, nós já ficamos meio apreensivos e acabamos tirando até o automóvel”, conta Helena. “Se choveu, você já não dorme direito”, diz o comerciante Gerson Rogério de Roser.
Dois córregos atravessam a vida desses moradores: o Pirajuçara e um afluente dele, o Poá. Em um plano elaborado em 1998, o governo do estado de Sã Paulo calculou que seria preciso construir 16 piscinões nesses rios até 2020. Até agora, seis saíram do papel.

Os moradores dizem que os piscinões ajudaram, mas não resolveram o problema. “Isso aqui não devia está acontecendo, com as construções já ‘lindeiras’ ao córrego. O córrego teria de ter espaço para o escoamento da água, mais largura entre as margens para que as águas se espraiassem”, explica Jorge Giroldo, mestre em hidráulica.

No dia 4 de março, o governo de São Paulo anunciou que iria construir mais um dos piscinões previstos para a região. O texto diz: “Deve ficar pronto em novembro deste ano”. Mas Alceu Segamarchi, superintendente do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), diz que isso não está programado.

“Para essa estação chuvosa, não vai entrar nenhum novo piscinão em operação. O cronograma realmente não previa os piscinões e eles vão ficando mais difíceis. Você tem dificuldade de disponibilizar os terrenos. Você precisa fazer obras mais complexas, com piscinões cobertos, mais profundos e mais estruturados. Essas obras demoram mais”, admite Segamarchi.
Rio Tietê

O Rio Tietê, o principal do Estado e da cidade de São Paulo, transbordou três vezes entre janeiro e fevereiro deste ano. A Marginal Tietê alagada travou a cidade. No mesmo dia de março, o governo anunciou outra obra contra enchentes: a construção de quatro diques na Marginal Tietê, “com previsão de entrega das obras até o final deste ano”. Mas esse prazo também não vale, diz o DAEE.

O secretário de Saneamento e Recursos Hídricos de São Paulo, Edson Giriboni, confirma que as obras não são para agora. Sobre as promessas, ele diz que houve um problema de comunicação.
“Provavelmente, se foi anunciado dessa forma, deve ter havido um problema de comunicação interna dentro dos vários órgãos do governo. Nós estamos iniciando essas obras e priorizando o desassoreamento da calha do Rio Tietê, que também é uma ação muito importante para diminuirmos os riscos de enchentes”, explica Giriboni.

As máquinas estão trabalhando para desassorear o Tietê, mas o trabalho começou seis meses atrasado, porque algumas ações na Justiça paralisaram a licitação. Segundo o DAEE, até dezembro não vai dar para tirar nem metade do volume de lama e lixo necessário para que o leito do rio tenha capacidade plena.

Na Zona Leste, o Rio Aricanduva, afluente do Tietê, provocou duas enchentes este ano. Quem está fazendo a limpeza é a Prefeitura, mas há ilhas de lama tomando espaço no leito.
“Não deve chegar nesse ponto, porque a gente percebe que, ao chegar em determinado ponto, uma boa parte da seção do rio foi perdida. Isso significa perda de vazão e um risco maior de inundação no caso de uma chuva mais intensa”, admite João Jorge da Costa, coordenador de Energia Sanitária.

“A gente tem de trabalhar da maneira mais eficiente no emprego dos recursos e a gente está fazendo a tempo e à hora para fazer efeito ainda nessa temporada, sim”, afirma Marcelo Bruni, chefe de obras da Secretaria das Subprefeituras.

Os diques no Rio Tietê devem começar a ser construídos no final desse ano. Se nada atrapalhar, ficam prontos no final do ano que vem.

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