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terça-feira, 26 de julho de 2011

Obra de R$ 17 mi do Rodoanel tem falha



Uma falha no projeto impede a abertura da principal ligação do Trecho Sul do Rodoanel para a Rodovia Régis Bittencourt, em Embu das Artes. A alça de acesso está totalmente pronta há mais de um ano, com as faixas pintadas no asfalto e as placas de limite de velocidade colocadas. No entanto, a obra de R$ 17 milhões não pode ser inaugurada, pois, do jeito que está, há risco de acidentes para os veículos que chegam na Régis.
A alça de acesso ficou pronta em junho do ano passado - dois meses após a inauguração do Trecho Sul. Atualmente, há outra ligação com a Régis Bittencourt, aberta com a inauguração do Trecho Oeste (2002), mas é longa, cheia de curvas e feita para baixa velocidade (mais informações abaixo). A nova alça é uma ligação direta com a pista expressa da rodovia federal.

Mas a nova ligação não obtém a liberação para o tráfego da concessionária que administra a Régis Bittencourt (Autopista Régis Bittencourt) nem da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O argumento é que ela é insegura, pois há um afunilamento no final da alça, bem no encontro com a Régis Bittencourt. Essa situação exige que os motoristas reduzam a velocidade para entre 40 km/h e 60 km/h.

O problema é que esses veículos vão dividir espaço com os que trafegam na Régis Bittencourt, a uma velocidade de até 90 km/h. "Sob o ponto de vista da segurança, essa geometria apertada no final é totalmente inadequada e pode haver conflito e acidentes", disse o engenheiro de tráfego Horácio Augusto Figueira. Ele acrescenta que é necessário um trecho segregado, de cerca de 500 metros, para os veículos ganharem velocidade.

Essa é justamente uma das exigência da concessionária responsável pela rodovia federal. "A liberação para uso será feita quando a responsável pela construção implementar a sinalização adequada e construir a faixa adicional necessária."

A previsão é que a abertura leve pelo menos mais dois meses. Um novo projeto da Desenvolvimento Rodoviário SA (Dersa) - responsável pelas obras do Rodoanel - foi aprovado pela ANTT e pela Autopista. Para viabilizar mais rapidamente, não será preciso de imediato a construção de uma outra faixa, mas os caminhões e ônibus não poderão usar a nova ligação.

"Para que seja liberada a primeira etapa há a necessidade que o empreendedor conclua as atividades previstas para viabilizar a nova sinalização e implementar os dispositivos de segurança", informou a ANTT. "Para a segunda etapa (veículos pesados), por ser necessária a implementação de uma terceira faixa no local, o empreendedor deve ainda apresentar um projeto."

Sem erros. A Dersa afirma que não houve erro no projeto de engenharia, que foi apreciado e aprovado pelas autoridades federais antes das obras. A empresa, ligada ao governo estadual, atribui a demora à concessionária, que teria pedido para adiar a abertura, pois faria melhorias no asfalto. Depois, a Autopista Régis Bittencourt teria modificado as exigências para a abertura.

"Fizemos um primeiro projeto de sinalização que eles aprovaram, mas depois pediram adequações. Estamos no terceiro e agora não vai mais mudar. Faremos as intervenções para abrir", disse o engenheiro da Dersa Pedro Silva. A empresa diz que não pretende abrir o acesso para o tráfego de caminhões e, portanto, a nova faixa é desnecessária.
Estadão

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