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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Útimas palavras de ateus e “ateus”




As mentiras que os religiosos divulgam na Internet somam um número assombroso! Mas, aqui derrumabremos todas as bobagens que os religiosos costumam divulgar por email, fóruns da internet, comunidades do Orkut, Power Points, sites, etc. no tocante a últimas palavras de pessoas que não professavam a religião mágica do Grão Cavaleiro do Burrico. Já pra preparar o vosso apetite, diremos um segredinho: Nem todos eram ateus…! Hehehehe
De início, fica a pergunta: Por que divulgar mortes trágicas de pessoas que não acreditam no Cristianismo? Simples: propaganda! É um recurso bastante utilizado por eles, religiosos, para infundir o medo nas pessoas, ou convencê-las da necessidade de uma crença em seres imaginários, de que precisam adorar um deus ou um jóquei de jegue para que não sejam punidos por pensar, raciocinar, blasfemar, duvidar, criticar, etc. Sobre o motivo de uma crença, recomendamos que leiam o artigo “A necessidade de uma crença“.
Vamos analisar, então, as Famosas Últimas (e falsas) Palavras dos “Ateus”.
VOLTAIRE, o famoso zombador, teve um fim terrível. Sua enfermeira conta: “Por todo o dinheiro da Europa, não quero mais ver um incrédulo morrer!” Durante toda a noite ele gritou por perdão.
François-Marie Arouet (21 de novembro de 1694 – 30 de maio de 1778), mais conhecido pelo pseudônimo Voltaire, foi um escritor, ensaísta, deísta e filósofo iluminista francês conhecido pela sua perspicácia e espirituosidade na defesa das liberdades civis, inclusive liberdade religiosa e livre comércio.
Voltaire foi um escritor prolífico, e produziu obras em quase todas as formas literárias, assinando peças de teatro, poemas, romances, ensaios, obras científicas e históricas, mais de 20 mil cartas e mais de 2 mil livros e panfletos.
Ele foi um defensor aberto da reforma social apesar das rígidas leis de censura e severas punições para quem as quebrasse. Um polemista satírico, ele freqüentemente usou suas obras para criticar a Igreja Católica e as instituições francesas do seu tempo.
Voltaire não aceitava o dogma do pecado original e a doutrina crista segundo a qual o deus cristão “deixou” o homem livre para escolher entre o bem e o mal, a fim de “testar” a sua alma. E lutou a vida toda pela Justiça, que para ele, dependia da liberdade intelectual de pensamento. E também, criticou a fé e pregava que o homem deveria resolver seus próprios problemas, pela esperança de uma sociedade melhor e pelo amor ao semelhante. E Voltaire acreditava na existência de um deus. É de sua autoria a frase “Se Deus não existisse teria de ser inventado“, constante no Dicionário Filosófico. Voltaire não era ateu e muito menos agnóstico. Voltaire era deísta, tal como Einstein.
Voltaire foi um dentre muitas figuras do Iluminismo (juntamente com John Locke e Thomas Hobbes) cujas obras e idéias influenciaram pensadores importantes tanto da Revolução Francesa quanto da Americana. As últimas palavras de Voltaire, na verdade, foram estas:
“Pelo amor de Deus, deixem-me morrer em paz !”
Mas, também existem histórias apócrifas que ele estava entre um padre e um missionário protestante e pediu que ambos se pusessem um de cada lado dele porque ele queria morrer como Jesus. Quando os dois estavam posicionados, ele riu e disse “agora sim, posso morrer entre dois ladrões“, ou ainda a história (também apócrifa) que um padre estava tentando convertê-lo ainda no leito de morte e ele disse: “meu caro, lamento, mas não é hora de fazermos novos amigos“. Claro que nada disso ocorreu, porque Voltaire foi enterrado em segredo, porque senão ele não teria recebido permissão de ser enterrado num cemitério de Paris.
Quanto à enfermeira, não há citação ao nome dessa suposta “enfermeira” que “relatou” as últimas palavras de Voltaire. Não há nenhuma menção a isso, em toda e qualquer biografia oficial de Voltaire, como a que foi escrita por André Maurois. Isso só existe em sites religiosos. Não há nem mesmo menção à causa do “fim terrível”, simplesmente porque Voltaire morreu aos 83 anos de idade.
Assim, temos: Voltaire não era ateu e muito menos teve um final horrendo. De qualquer forma, eu nunca vi o que pode ser chamada de “morte bonita”. Você viu?
Myth Busted !


DAVID HUME, o ateu gritou: “Estou nas chamas!”
Na verdade, não se sabe se David Hume era ateu, se possuía alguma crença. Para alguns, era ateu. Para outros, era um agnóstico.
Hume não acreditava em milagres porque nunca havia visto um, isso significa alguma coisa? Se eu contar para um hinduísta que Jesus fez milagres ele acreditará? Então hindus são ateus, né? Ah, bem… Para cristãos, quem não acredita em Jesus é ateu e ponto final.
De qualquer forma, não há indicação de que Hume afirmasse que eles não existiam. De acordo com ele, a origem da religião é o sentimento, assim como a da moral. É temperando o lado prático, sentimento, temor e esperança, que criamos a fé e os deuses. Moralmente aceitos, os princípios céticos são os mais úteis e agradáveis para a maioria. As verdades morais não são eternas. Hume coloca questão do que é o bem para o homem. Sua teoria moral tem um tom altruístico.
Em algumas passagens de suas obras, Hume fala de um Ser supremo, bondoso, justo e severo, senhor da mão natureza. Fonte: Hume vida e obra
Alem disso, não há citação em sua biografia essas ultimas palavras que os religiosos adoram citar. Não há nenhuma fonte confiável, não há datas, não há testemunhas, não há nomes, não há citação do local, nada de nada. Apenas outra mentira religiosa.


HEINRICH HEINE, o grande zombador, arrependeu-se posteriormente. Ao final de sua vida, ele ainda escreveu a poesia: “Destruída está a velha lira, na Rocha que se chama Cristo! A lira que para a má comemoração, era movimentada pelo inimigo mal. A lira que soava para a rebelião que cantava dúvidas, zombarias e apostasias. Senhor, Senhor eu me ajoelho, perdoa, perdoa as minhas canções!”
É interessante saber que Heinrich Heine nunca foi ateu. Na verdade era judeu, que se converteu ao cristianismo luteranista depois. Foi um grande poeta de seu tempo e um crítico mordaz da religião (bem, não só da religião, mas de tudo). A famosa expressão que qualifica a religião como “ópio do povo” - expressão posteriormente usada por Marx na Crítica da filosofia hegeliana do direito (1844) havia sido adiantada por Heine. Em sua obra Ludwig Börne (1840), Heine, com sua ironia peculiar, escreve:
Bendita seja uma religião, que derrama no amargo cálice da humanidade sofredora algumas doces e soporíferas gotas de ópio espiritual, algumas gotas de amor, fé e esperança.
Esse seu estilo irônico valeu-lhe a censura e vários problemas de recepção na Alemanha. Seus livros foram banidos pela censura alemã, juntamente com as obra de outros autores tidos como associados ao movimento da Jovem Alemanha de 1835. Sobre esse aspecto, seria profético: “Aqueles que queimam livros, acabam cedo ou tarde por queimar homens” (Almansor, 1821)
Ele morreu de sifilis, aos 44 anos de idade, em Paris. E daí? Muitos religiosos morrem se arrependendo, gritando pelos seus deuses, aceitando um Jesus qualquer, escrevendo e dizendo as suas famosas ultimas palavras. E só visitar qualquer hospital público no Brasil.


De NAPOLEÃO escreveu a seu médico particular: “O imperador morre solitário e abandonado. Sua luta de morte é terrível”
Mais uma vez, essa frase só consta em sites religiosos. Não consta na biografia oficial de Napoleão, escrita por inúmeros historiadores. Não se cita o nome do médico particular, não há a data dessa carta, não há copias gráficas para serem vistas pela internet, nada de nada. Qualquer um pode consultar a biografia oficial de Napoleão, esta em qualquer livraria ou biblioteca como esta AQUI.
Além do mais, o que essa frase tem a ver com o ateísmo ? Praticamente nada. E mesmo que a frase fosse verdadeira, referia-se às derrotas que obteve nos últimos anos, principalmente na Batalha de Waterloo e o seu exílio em Santa Helena. Napoleão jamais se declarou ateu. Ele próprio reconhecia o catolicismo, apoiava-o, e declarou em certa ocasião:“Uma sociedade sem religião é como um navio sem bússola”. É conhecida a sua aversão à hegemonia da Igreja Católica nos assuntos políticos, assim como ele sabia do caráter controlador da religião ao afirmar: “A religião é o que impede o pobre de matar o rico“.
Em 1955, surgiram documentos em que Napoleão era descrito meses antes de sua morte, pensando muitos que morto por envenenamento com arsênio. O arsênio era usado antigamente como um veneno indetectável se aplicado a longo prazo.
Em 2001, um estudo de Pascal Kintz, do Instituto Forense de Estrasburgo, na França, adicionou crença a esta possibilidade com um estudo de um pedaço de cabelo preservado de Napoleão após sua morte: os níveis de arsênio encontrados em seu pedaço de cabelo eram de 7 a 38 vezes maiores do que o normal.
Cortar pedaços do cabelo em pequenos segmentos e analisar cada segmento oferece um histograma da concentração de arsênio no corpo. A análise do cabelo de Napoleão sugere que doses altas, mas não-letais foram absorvidas em intervalos aleatórios. O arsênio enfraqueceu Napoleão e permaneceu em seu sistema. Lá, poderia ter reagido com mercúrio e outros elementos comuns em remédios da época, sendo a causa imediata de sua morte.
Outros estudos também revelaram altas quantidades de arsênio presentes em outras amostras de cabelo de Napoleão tiradas em 1805, 1814 e 1821. Ivan Ricordel (chefe de toxicologia da Polícia de Paris), declarou que se arsênio tivesse sido a causa da morte, ele teria morrido anos antes. Arsênio também era usado na época em papel de parede, como um pigmento verde, e até mesmo em alguns remédios, e os pesquisadores sugeriram que a fonte mais provável de todo este arsênio seja um tônico para cabelo. Antes da descoberta dos antibióticos, o arsênio fazia parte de um composto químico usado sem muito efeito no tratamento da sífilis, levando à especulação de que Napoleão poderia estar sofrendo de sífilis, uma doença venérea muito comum naquela época.
Foi assim que ele morreu. Ao contrário do que os religiosos gostariam que tivesse morrido. E Napoleão foi um importantíssimo personagem histórico que mudou o Ocidente como o conhecemos e se duvidam disso, pensem o seguinte: D. João VI só veio aqui para o Brasil, desenvolvendo a colônia, por ter sido ameaçado por Napoleão. Alguém aqui acha que D. Pedro I sairia de Portugal e viria aqui declarar uma “independência”? Quem estuda, sabe. Quem não estuda, crê em qualquer lorota que lhe contem.


NIETZSCHE: “Se realmente existe um Deus Vivo, sou o mais miserável dos homens”
Nietzsche e seu imenso bigode é um dos alvos principais dos religiosos. E isso só porque ele declarou que “Deus estava morto“. Se religiosos parassem de ler versículos isolados da Bíblia e estudassem mais, saberiam que Nietzsche estava falando da religião como era conhecida na época. Examinando as ações do catolicismo e do advento do neo-pentecostalismo, vemos que ele não estava errado.
Quanto à alegada frase, não é estranho que ela só aparece em sites religiosos e amplamente divulgada em historinhas da morte de “ateus” ? Se for feita uma pesquisa séria no Google, veremos que tal frase não aparece em nenhum site sério (tradução: sites não-religiosos). Ela não aparece em biografias oficiais, resumos, etc. Por que será? Tal frase não está registrada em nenhuma de suas obras, não há testemunhas que dêem credibilidade, não há nada escrito, não há documentos, não há data ou local onde foi proferida. Mas, é claro que os religiosos não sabem disso. Eles não leram integralmente nem seu livro religioso, que dirá outras obras.
Nietzsche morreu devido a uma paralisia progressiva, causada pela sífilis. Na época em que viveu, a sífilis era uma doença incurável, para o qual não haviam tratamentos (e não foi Deus quem resolveu o problema e sim cientistas como Fleming). Esta doença produz danos mentais irreversíveis. Esta doença ataca também os religiosos. É só ver quantos religiosos morreram com demência mental, causada por ela inclusive papas como Júlio II, que foi quem deu a realização da Capela Sistina a Michelângelo, e não foi só ele, não é mesmo, Rodrigo Bórgia? Então qual a diferença? Nenhuma!


LÊNIN morreu em confusão mental. Ele pediu pelo perdão de seus pecados a mesas e cadeiras.
Na verdade, Lênin morreu de sífilis também. Essa doença, em seus estágios mais avançados, provoca irreversíveis danos mentais, além de alterações gravíssimas em sua personalidade (aprenda sobre sífilis AQUI). Em seus últimos anos de vida, depois de sofrer vários derrames, o tornou incapaz de falar, escrever e fazer operações matemáticas simples.
Então, como ele poderia “pedir perdão” a mesas e cadeiras, se era incapaz de falar? E a população JAMAIS soube de seu real estado de saúde, até que os arquivos russos foram abertos recentemente para consulta pública, e esses arquivos revelam uma história completamente diferente àquelas que os religiosos divulgam.
Uma vez mais, os religiosos mentem. Não são capazes de citar as fontes para as suas alegações, datas, local, nem os nomes das testemunhas que o “viram clamar a cadeiras e mesas”. E nem poderiam, já que os arquivos russos só foram divulgados há poucos anos atrás. Não é mesmo? Chicão de Assis falando com animais é uma obra de Deus. Lênin dando bom dia à cadeira é coisa do demo. hehehehe Só podemos rir, não é?
Uma fonte simples, para uma leitura rápida, já que os religiosos são preguiçosos demais para ler um texto com mais de 5 parágrafos:


SINOWYEW, o presidente da Internacional Comunista, que foi fuzilado por Stálin: “Ouve Israel, o Senhor nosso Deus é o único Deus”.
Outra mentira religiosa. Pesquisando-se no Google pelo nome dessa personalidade, aparecem apenas 31 resultados. Isso mesmo, 31 resultados. E todos localizados em sites religiosos. Pesquisando-se os nomes dos presidentes da Internacional Comunista, não consta o nome dessa pessoa. Uma pesquisa mais acurada não encontrou o nome de Sinowyew. A lista completa dos presidentes encontra-se abaixo neste LINK:
Que vergonha para vocês, religiosos….!


YAGODA, chefe da polícia secreta russa: “Deve existir um Deus, Ele me castiga por meus pecados”.
Genrikh Grigor’evich Yagoda, na verdade era judeu, nascido em uma família judia, e ele jamais se declarou ateu. Não há nada na biografia dessa personalidade onde constasse tal declaração. Tudo o que há é apenas a sua colaboração com o regime soviético, em particular para Stalin. Na obra The Secret History of Stalin’s Crimes, de Alexander Orlov, escrita em 1953, no capitulo “Yagoda em sua Prisão”, há a seguinte passagem:
De Stalin eu não esperava nada, pelo meu fiel serviço. Mas de Deus, eu espero os mais severos castigos por ter violado milhares de vezes os seus mandamentos.”


YAROSLAWSKI, presidente do movimento internacional dos ATEUS: Por favor queimem todos os meus livros. Vejam o santo Ele espera por mim”.
Presidente DO QUÊ ? Nunca existiu o chamado “Movimento Internacional dos Ateus”, é uma invenção dos religiosos! Podem procurar à vontade. Se houvesse um movimento desses, estaria amplamente difundido pela Internet, com sede social, com carteirinha de membros, reuniões anuais, publicação de revistas com artigos ateístas, personalidades atéias divulgando o movimento, e sendo exaustivamente combatido pelos religiosos no dia a dia. Se não acreditam, vão no site de Richard Dawkins, um dos mais intensos ativistas pelos direitos dos ateus e veja se ele tem algum link ou fala alguma palavra a respeito dessa pseudo-entidade. E ainda por cima, o individuo chamado Yaroslawski nunca existiu também. Se existisse, haveria uma biografia citando o seu nome completo, local de nascimento, a relação de seus “livros” publicados. Em todos os portais das livrarias (Amazon, Saraiva, Submarino, Tinta da China, etc) não há nenhuma citação a esta pessoa.


CESARE BORGIA, um estadista: “Tomei providências para tudo no decorrer de minha vida, somente não para a morte e agora tenho que morrer completamente despreparado.”
Uma pesquisa revelou que essa frase só aparece em 5 resultados no Google, e todas elas em sites religiosos no Brasil.
Como a maioria dos segundos filhos da nobreza italiana, César foi educado em seus primeiros anos para se tornar um homem da Igreja, como seu pai. Indubitavelmente seu caráter não era de um religioso. Como o pai, César foi um sensual, e suas ligações femininas são amplamente reconhecidas desde sua adolescência. Foi apontado como amante de sua irmã Lucrécia Bórgia, embora tal informação não possua grandes confirmações.
Abandona a carreira eclesiástica (para a qual tinha pouco gosto), utilizando como justificativa o assassinato do irmão João, o qual deveria substituir nos assuntos temporais (João era capitão das forças militares do papado). Feito Duque Valentino em 1498 pelo rei Luís XII de França, que queria um papa aliado, César Bórgia era contemporâneo do escritor Nicolau Maquiavel, tendo servido de modelo para o autor em sua obra O Príncipe, dedicado a Lourenço de Médici. Calculista e violento, Bórgia tentou – com o apoio do pai – constituir um principado na Romanha em 1501.
No dia 31 de dezembro de 1502, para se livrar de seus inimigos (entre eles, Oliverotto de Fermo), convidou-os para seu palácio de Senigallia, depois aprisionou-os e assassinou-os. Após a morte de seu pai, foi encarcerado sucessivamente pelo Papa Júlio II e pelo rei de Castela. Escapando daquele reino, serviu como soldado no exército de Navarra (que tinha por rei o cunhado de César), e morreu aos trinta e um anos, no ano de 1507, em Viana, na Espanha.

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